Cidades

7 anos

Criança precisa de sangue para enfrentar luta contra câncer raro entre pulmões

Milena faz quimioterapia a cada 21 dias e imunidade baixa após a sessão

VÂNYA SANTOS

10/08/2016 - 11h18
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Ela tem apenas 7 anos, mas há 1 se tornou guerreira na luta pela vida. Em agosto do ano passado, a família de Milena Stival Albarello descobriu que a menina tem câncer raro entre os pulmões, que chegou a “abraçar” a medula e ela então perdeu os movimentos do corpo. Um mês depois, a garotinha fez cirurgia. Desde então faz sessões de quimioterapia e precisa de reposição de sangue e plaquetas.

A mãe de Milena, empresária Adriana Albarello, 40 anos, explicou ao Portal Correio do Estado que a família descobriu a doença porque durante um final de semana a criança não conseguia mais ficar em pé. Na segunda-feira foram realizados exames e os primeiros resultados eram inconclusos. O diagnóstico definitivo ficou pronto 30 dias depois.

Milena parou de andar e voltou a usar fralda porque o câncer, que fica entre os pulmões, envolveu a medula. A garotinha foi submetida a cirurgia de urgência na coluna no dia 4 de setembro para remover o material que “abraçava” a medula.

Em razão do tempo, das sessões de fisioterapia e da força de vontade, ela voltou a andar e o uso de fralda já não é tão frequente. “Por conta do trauma na medula, a coluna ainda está em recuperação”, explicou a mãe Adriana, comentando que Milena é filha única e, na medida do possível, tenta levar a vida igual a de outras crianças.

A primeira sessão de quimioterapia foi em 16 de outubro e desde então a cena se repete a cada 21 dias. Como o tratamento é extremamente forte, a imunidade de Milena baixa gradativamente e uma semana depois da sessão ela precisa de transfusão de sangue.

Normalmente, a menina recebe quatro bolsas de plaquetas e uma de sangue. Em seguida, faz exames e os resultados são verificados por médicos. Porém, já teve ocasião em que Milena precisou de quatro bolsas de sangue para aumentar a imunidade. “Serão várias sessões e ela vai precisar de muitas doações”, ressaltou a empresária.

DOAÇÕES
O tipo sanguíneo de Milena é O-, mas qualquer pessoa pode ajudar e doar, independente do fator sanguíneo. Doações podem ser feitas tanto no Hemosul, na Avenida Fernando Correa da Costa, quanto no Hospital Adventista do Pênfigo, que fica na Rua Barão do Rio Branco. No momento da doação é necessário informar que a beneficiada será Milena Stival Albarello.

Para doar, é recomendado que a pessoa pese no mínimo 55 quilos, tenha bom estado de saúde, não tenha ingerido bebida alcoólica nas últimas 24 horas, assim como alimentos gordurosos, esteja bem alimentado, tenha ingerido pelo menos 1 litro de água antes da doação e tenha boa noite de sono.

Novos Contratos

Estado destina mais R$ 63 milhões para cursos profissionalizantes

Com isso o Estado chega ao terceiro contrato firmado em menos de uma semana e juntos somam quase R$ 100 milhões

12/05/2026 10h15

Durante os três anos do Ensino Médio, os alunos matriculados terão atividades realizadas nas próprias unidades escolares da Rede Estadual de Ensino

Durante os três anos do Ensino Médio, os alunos matriculados terão atividades realizadas nas próprias unidades escolares da Rede Estadual de Ensino Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Por meio do Diário Oficial desta terça-feira (12), foi confirmado que o Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Educação (SED) firmou contrato com mais duas empresas para realização de cursos profissionalizantes na Rede Estadual de Ensino. 

Os novos acordos custaram cerca de R$ 63 milhões e o valor total já investido, chega próximo de R$ 100 milhões. 

O contrato assinado na semana passada firmado com a empresa FACINTEC - Instituto de Educação Técnica e Ensino Superior Ltda, custou aos cofres R$ 30,7 milhões. 

Os publicados hoje no Diário Oficial, mostram que a empresa CENTRAL DE COMPRAS; CENTRO EDUCACIONAL DIOFANTO LTDA, irá faturar com a assinatura cerca de R$ 51 milhões. Já a empresa GRADUAL ESTUDO E GESTÃO LTDA receberá R$ 12,3 milhões. 

Assim como noticiado pelo Correio do Estado anteriormente, os contratos têm duração inicialmente de 36 meses (3 anos), podendo ser estendidos por até 10 anos. 

O PROJETO 

A contratação de empresas para disponibilizar cursos profissionalizantes em escolas da Rede Estadual de Ensino, faz parte de uma iniciativa do Provert (Programa de Verticalização da Educação Profissional) com o objetivo de estruturar a formação profissional e tecnológica. 

O aluno interessado em participar do itinerário contínuo, participarão de formações integradas ao Ensino Médio ao longo dos três anos dessa etapa de ensino. 

Ao final também terá a entrega de diplomas de Técnico e terá acesso gratuito ao ensino superior para cursar Formação Tecnológica correspondente ao itinerário, servindo de complemento ao que foi aprendido ao longo do ensino médio. 

Ao todo o projeto está previsto para atender cerca de 12 mil estudantes de 1º ano do Ensino Médio pelo Provert, matriculados em 177 unidades escolares localizadas em 64 municípios.

Ainda de acordo com a SED, haverá mais empresas contratadas para atender à demanda da Rede Estadual de Ensino. 
 

POLÊMICA NAS REDES

"Aqui pra você petista" diz campo-grandense ao 'beber' detergente Ypê

Gravação repercutiu em páginas nacionais após decisão da Anvisa de recolher lotes de produtos da marca por risco de contaminação microbiológica

12/05/2026 09h45

Campo-grandense aparece em vídeo segurando embalagem da marca Ypê e fazendo gesto obsceno ao final da gravação

Campo-grandense aparece em vídeo segurando embalagem da marca Ypê e fazendo gesto obsceno ao final da gravação Reprodução: Redes Sociais

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Um vídeo gravado por um morador de Campo Grande viralizou nas redes sociais nos últimos dias após mostrar o homem aparentemente ingerindo um líquido dentro de uma embalagem de detergente da marca Ypê enquanto faz provocações políticas.

Na gravação, o campo-grandense aparece dentro de um carro segurando um frasco da marca e simulando beber o conteúdo. Ao final do vídeo, ele mostra o dedo do meio para a câmera e diz: “Aqui pra você, petista”.

Ainda não há confirmação se o conteúdo ingerido era realmente detergente ou outro líquido colocado na embalagem.

O vídeo passou a circular em páginas nacionais e ganhou repercussão em meio à polêmica envolvendo a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de determinar o recolhimento de lotes de produtos da Ypê fabricados pela empresa Química Amparo.

Conforme publicado pelo Correio do Estado na última semana, a Anvisa suspendeu a fabricação, comercialização, distribuição e uso de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes da marca após identificar falhas consideradas graves no processo de produção da unidade localizada em Amparo (SP).

Segundo a agência, inspeções realizadas em conjunto com órgãos de vigilância sanitária identificaram irregularidades em etapas críticas da fabricação, incluindo problemas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade. A Anvisa afirmou que as falhas podem representar risco sanitário, incluindo possibilidade de contaminação microbiológica.

A medida atingiu produtos de diferentes linhas da marca, entre eles detergentes lava-louças Ypê, lava-roupas líquidos Tixan Ypê e desinfetantes Bak Ypê e Atol. O recolhimento vale para lotes com numeração final 1.

A decisão acabou gerando forte repercussão política nas redes sociais. Isso porque integrantes da família ligada ao controle da empresa fizeram doações para a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022.

Com isso, apoiadores do ex-presidente passaram a alegar, sem apresentar provas, que a medida da Anvisa teria motivação política. Em resposta, vídeos de pessoas exibindo produtos da marca e até simulando o consumo dos detergentes começaram a circular nas redes sociais.

Outro caso semelhante foi registrado em Goiás. Conforme o portal Tribuna do Planalto , um suposto pré-candidato ligado ao PL em Catalão gravou um vídeo fingindo ingerir detergente Ypê enquanto minimizava os alertas sanitários envolvendo os produtos.

Segundo a CNN Brasil o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (11) que a Anvisa recebeu vídeos de pessoas bebendo detergente da marca e que o órgão está analisando quais medidas jurídicas podem ser adotadas.

“O que aconteceu foi uma decisão técnica da Anvisa. A Anvisa não tem lado partidário”, declarou o ministro ao comentar a repercussão dos vídeos publicados por apoiadores da direita em defesa da marca.

Padilha também afirmou que a circulação dos conteúdos começou após ganhar repercussão a informação de que donos da empresa fizeram doações à campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.

Apesar da repercussão nas redes sociais, a recomendação oficial da Anvisa continua sendo para que consumidores evitem utilizar os produtos pertencentes aos lotes afetados até a conclusão definitiva das análises técnicas.

Veja o vídeo completo:

 

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