Cidades

Operação Nexum

Crime bancava viagens a destinos badalados do Brasil; "Fio do Bigode" exibia luxo nas redes

Alvo da Operação Nexum, Victor Fio do Bigode acumulava registros de viagens para Fernando de Noronha, Arraial do Cabo e Balneário Camboriú

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Viagens para destinos badalados do litoral brasileiro, cruzeiros, hotéis e uma rotina de luxo eram exibidos por Victor Baptista Borges Neto, conhecido como “Fio do Bigode”, nas redes sociais. Preso nesta quarta-feira (9) pela Polícia Federal, ele é investigado por participação em uma organização criminosa suspeita de comercializar eletrônicos trazidos irregularmente do Paraguai e cobrar dívidas com ameaças.

Com mais de 35 mil seguidores no Instagram, Victor mantém no perfil registros de viagens para Fernando de Noronha (PE), Arraial do Cabo (RJ) e Balneário Camboriú (SC), além de publicações de passagens por Maceió (AL), Natal (RN) e viagens de cruzeiro.

A ostentação nas redes sociais contrasta com a atividade que, segundo a investigação da PF, era utilizada pelo grupo para movimentar dinheiro. Os investigados anunciavam eletrônicos pelas redes sociais e faziam as vendas de maneira informal, com pagamento parcelado. A cobrança dos clientes, conforme a corporação, era feita mediante ameaças.

Victor era conhecido pelo modelo de venda chamado “fio do bigode”, expressão usada para se referir ao comércio feito sem cartão ou cheque. No perfil, ele anunciava produtos de alto padrão e oferecia crediário próprio, com pagamentos semanais ou quinzenais.

Além das viagens, o investigado também publicava conteúdos relacionados à própria atividade comercial. Em uma das postagens, chegou a brincar com uma abordagem policial ocorrida em 2025, transformando as imagens em uma espécie de anúncio fictício sobre uma suposta prisão.

Operação

A prisão de Victor ocorreu na manhã desta quarta-feira (9), durante a Operação Nexum, deflagrada pela Polícia Federal em Campo Grande. O Correio do Estado publicou os primeiros detalhes da ação ainda no início da manhã.

Ao todo, são cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva, expedidos pela 5ª Vara Federal de Campo Grande. A maioria dos alvos está na região do Jardim Los Angeles, conforme informou a PF ao Correio do Estado.

Durante as buscas, os policiais apreenderam geladeiras, videogames, caixas de som, celulares e televisores. A investigação aponta que o grupo atuava havia pelo menos um ano e, inicialmente, a PF identificou atuação somente em Campo Grande.

Além do descaminho de mercadorias eletrônicas, há indícios de empréstimos informais, extorsão, tráfico de drogas, posse e porte irregular de armas de fogo e lavagem de capitais.

A Justiça Federal determinou ainda o bloqueio de ativos financeiros e a indisponibilidade de imóveis ligados aos investigados, até o limite de R$ 10 milhões. Quatro veículos foram sequestrados e três empresas apontadas na investigação tiveram as atividades suspensas.

Mais de 50 policiais federais participam da operação, que conta com apoio da Receita Federal nos locais de depósito e comercialização das mercadorias.

 

Decisão Judicial

Fabricante de próteses de mama é condenada a pagar R$ 10 mil a consumidora em MS

Mulher colocou os implantes em 2017 e, em 2022, passou a ter dores, rigidez e deformidade nas mamas, fabricante também terá de custear a cirurgia

07/10/2026 12h30

Foto: Divulgação / TJMS

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A Justiça de Mato Grosso do Sul decidiu que uma fabricante de próteses de mama deve pagar R$ 10 mil de indenização a uma consumidora. A empresa também terá de devolver o dinheiro gasto com a retirada e a troca dos implantes e com o tratamento depois da cirurgia. A decisão é da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça.

A consumidora colocou os implantes em 2017. A partir de 2022, passou a sofrer com dores persistentes, rigidez e deformidade nas mamas. 

Foi diagnosticada uma complicação grave relacionada às próteses, e os médicos indicaram a retirada e a substituição dos implantes, além de uma cirurgia para reparação das mamas.

A perícia judicial não identificou defeito específico nas próteses utilizadas e indicou que a complicação apresentada pode ocorrer com esse tipo de implante. Apesar disso, o colegiado entendeu que a fabricante deveria ser responsabilizada.

No voto, o desembargador Paulo Alberto de Oliveira destacou que, segundo o Código de Defesa do Consumidor (CDC), o defeito não precisa estar necessariamente ligado a uma falha individual de fabricação. 
Também é considerado defeituoso o produto que não oferece a segurança que o consumidor legitimamente espera.

Os desembargadores levaram em conta que as próteses eram de uma linha que, depois, foi recolhida do mercado em um recall internacional por questões de segurança. 

Esse fato, somado aos problemas da consumidora e à necessidade de nova cirurgia, foi suficiente para a maioria do grupo responsabilizar a fabricante.

A decisão deixa claro que os R$ 10 mil não foram dados só porque houve um recall, nem porque existe a possibilidade de a pessoa desenvolver alguma doença. 

O valor foi fixado por causa do que a consumidora realmente conviveu com dores, rigidez, deformidade e a necessidade de passar por uma nova cirurgia.

Com o julgamento, foi mantida a decisão anterior que determinava à fabricante o custeio da cirurgia. 

Os valores comprovadamente gastos com a retirada e a substituição das próteses e com o tratamento necessário foram reconhecidos como danos materiais e deverão ser ressarcidos. A empresa também foi condenada ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais.
 

DOURADOS (MS)

TJMS oferece assistência notarial e jurídica para indígenas da Aldeia Jaguapiru

Serviços oferecidos são segunda via de certidões, orientação jurídica e emissão de documentos

07/10/2026 12h00

PID localizado na Aldeia Jaguapiru, em Dourados

PID localizado na Aldeia Jaguapiru, em Dourados Foto: TJMS

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Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) estará em território indígena nos próximos dias para prestar auxílio jurídico e notarial aos povos originários.

Ponto de Inclusão Digital (PID) oferece atendimentos notariais e jurídicos para os Guarani Kaiowá, de segunda a sexta-feira, das 8 às 12 horas, na Escola Estadual Indígena Guateka Marçal de Souza, localizada na Aldeia Jaguapiru, em Dourados.

Os serviços oferecidos são segunda via de certidões, orientação jurídica, emissão de documentos, inserção da etnia nos registros civis e retificação de documentos

O objetivo é ampliar o acesso à justiça e à cidadania no território indígena. A proposta é reduzir a necessidade de deslocamentos até a área urbana e aproximar as instituições públicas da comunidade.

Servidora da Prefeitura de Dourados, Jussara Marques Lopes, indígena e fluente em guarani-kaiowá, foi capacitada para realizar os atendimentos.

A escolha de uma atendente pertencente à própria comunidade busca facilitar a comunicação e agilizar orientações e emissão de documentos.

Entre 22 de setembro e 2 de outubro, ela participou de treinamento promovido pelo TJMS, Ministério dos Povos Indígenas, Defensoria Pública Estadual, Ministério Público Estadual, Associação dos Notários e Registradores (Anoreg-MS) e a Subseção Judiciária de Dourados do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3).

Os serviços serão prestados pela Anoreg-MS. A realização é do TJMS.

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