Cidades

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Criminosos utilizam dados do Detran para aplicar "golpe da CNH"

Criminosos agem por meio de SMS alertando sobre possíveis infrações e irregularidades do condutor

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O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) , divulgou uma nota na última quarta-feira (15) alertando os condutores sobre a necessidade de atenção redobrada, para evitar golpes praticados por meio de SMS.

Desde dezembro de 2024, os golpistas agem da seguinte maneira:

  • Enviam uma notificação por SMS de que a pessoa está com processo de suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) em andamento;
  • A pessoa acessa o suposto link enviado e é direcionado a uma página que imita o GOV.BR do Governo Federal;
  • Ao preencher os dados  para fazer a consulta, aparecerá um resultado que mostra dados pessoais do condutor, e supostas informações da infração cometida e valores, além de um campo com a opção “regularizar”;
  • Gerando o boleto, a pessoa fará o pagamento falso e cairá no golpe

Ainda não há registros de quantas pessoas caíram neste golpe em Mato Grosso do Sul, já que os primeiros casos surgiram em 2024, no município de Nova Andradina. 

O Detran-MS ressalta que não solicita pagamentos ou dados por SMS ou E-mail. Os contatos realizados pelo Detran-MS com condutores ou proprietários de veículos são realizados por meio de canais oficiais.

“As notificações do Detran-MS são realizadas por edital em Diário Oficial do Estado, por correspondência via Correios ou notificações no Sistema de Notificação Eletrônica (SNE) para quem tem o aplicativo Carteira Digital de Trânsito”, explica o Diretor de Habilitação do Detran-MS, Luiz Fernando Ferreira.

Em caso de dúvidas o Detran-MS disponibiliza canais oficiais como o Portal de Serviços Meu Detran (www.meudetran.ms.gov.br), o aplicativo Detran MS, a Central de Informações, por telefone, pelos números 154 (Capital) e (67)3368-0500 (Interior) ou ainda agendar atendimento numa das 94 agências do Detran-MS no estado.

CASO DE POLÍCIA

Engenharia social responde por 40% dos golpes financeiros no País

Celular foi o principal canal usado nos golpes, presente em 78% dos casos

22/08/2026 19h00

O Pix aparece como meio de movimentação em 85% das ocorrências.

O Pix aparece como meio de movimentação em 85% das ocorrências. Divulgação

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No Brasil, golpes que são baseados em engenharia social respondem por 40% dos indícios de fraudes financeiras registrados. 

Entre as estratégias estão inclusos falsos call centers, criminosos que se passam por funcionários de bancos e até mesmo falsas operações policiais para convencer vítimas a fornecer dados ou realizar transferências.

Segundo pesquisa da recente Quod, datatech especializada em inteligência de dados para o mercado de crédito, no primeiro semestre de 2026, foram registrados mais de 9 milhões de indícios de fraude, entre casos suspeitos e confirmados, alta de 10,26% em relação ao segundo semestre de 2025. A engenharia social representou mais de 3,6 milhões dessas ocorrências.

De acordo com a Quod, o celular foi o principal canal usado nos golpes, presente em 78% dos casos. O Pix aparece como meio de movimentação em 85% das ocorrências.

Maior sofisticação

A engenharia social explora a confiança e as emoções da vítima, em vez de depender de uma invasão aos sistemas bancários. Os criminosos criam situações de urgência, medo ou falsa autoridade para induzir decisões rápidas.

No golpe do falso call center, por exemplo, o criminoso afirma ter identificado uma transação suspeita e orienta a vítima a realizar procedimentos para supostamente proteger a conta. Em falsas operações policiais, o golpista usa a autoridade para intimidar o alvo e exigir movimentações financeiras.

Os ataques também podem combinar ligações, WhatsApp, SMS e e-mails durante dias ou semanas antes da tentativa de transferência. A inteligência artificial tornou as abordagens ainda mais convincentes, com clonagem de voz, imagens e produção de documentos falsificados.

Para José Oliveira, diretor de Tecnologia da Certta, empresa de verificação inteligente que unifica soluções antifraude em uma única plataforma, a engenharia social atinge uma camada diferente da segurança tradicional.

“A IA antifraude não foi desenhada para combater engenharia social, ela foi desenhada para combater fraude. São camadas diferentes de um mesmo problema, onde engenharia social ataca a decisão humana, a fraude ataca o sistema, o documento, a identidade”, diz.

Tecnologia

O combate às fraudes ganhou novos mecanismos em 2026. A Resolução 501 do Banco Central  ampliou o compartilhamento de informações sobre indícios de fraude entre instituições financeiras, enquanto o Registro Unificado de Fraudes (Rufra) concentra dados para identificar padrões e apoiar ações preventivas.

As instituições também utilizam inteligência artificial (IA) e biometria comportamental para analisar fatores como dispositivo, horário, localização e histórico de transações.

O avanço nos investimentos em IA, no entanto, não tem impedido o crescimento de golpes com o uso de engenharia social. Para Oliveira, a prevenção precisa acontecer antes do prejuízo.

“Para as instituições, a lógica precisa ser exatamente a inversa, ou seja, usar tecnologia para reconhecer sinais, antecipar riscos e adaptar a proteção antes que a vulnerabilidade se transforme em prejuízo”, adverte Oliveira.

Sem debate

Segundo levantamento recente da Certta e da Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, apenas 11% das menções relacionadas a golpes e fraudes digitais nas redes tratam de prevenção.

“O debate público é dominado por denúncias e buscas por socorro depois que o prejuízo já aconteceu e o brasileiro ainda confunde segurança cibernética com proteção antifraude”, destaca Oliveira.

“Para o consumidor, a melhor defesa é aliar tecnologia a um comportamento preventivo. Como quase 78% das fraudes ocorrem via aparelho celular e a engenharia social é o principal motivo dos golpes, a regra é desconfiar do senso de urgência”, adverte o diretor de Produtos e Dados da datatech Quod, Danilo Coelho.

Dicas para evitar golpes: 

  • Desconfie da urgência:
    pressão para agir rapidamente é um sinal de alerta;
  • Confirme pelo canal oficial:
    desligue e procure o banco diretamente se receber uma ligação suspeita;
  • Contate o gerente:
    desconfie de notícias de que o gerente da agência está envolvido em fraudes;
  • Não compartilhe senhas e códigos:
    informações de autenticação nunca devem ser fornecidas a terceiros;
  • Confira o Pix:
    verifique destinatário e valor antes de confirmar a transferência;
  • Desconfie de falsas autoridades:
    uma suposta investigação policial não justifica transferências ou fornecimento de dados;
  • Evite links suspeitos:
    não clique em mensagens inesperadas com alertas ou ofertas;
  • Não empreste sua conta:
    contas usadas para receber dinheiro de terceiros podem fazer parte de esquemas criminosos;
  • Use autenticação multifator:
    mantenha recursos adicionais de segurança ativados nas contas.

Mais vítimas jovens

Os jovens entre 18 e 34 anos representam 49,06% das vítimas, segundo o levantamento da Quod. Pessoas que recebem até dois salários mínimos correspondem a 58% dos atingidos.

Ao todo, 3,1 milhões de pessoas foram vítimas de fraudes no primeiro semestre, e cerca de 799 mil sofreram golpes duas ou mais vezes.

O cenário mostra que, além do investimento em tecnologia, a prevenção depende da capacidade do usuário de reconhecer tentativas de manipulação antes de autorizar uma operação.

“Nunca tome decisões financeiras apressadas durante o expediente de trabalho, período em que os fraudadores aproveitam da distração das vítimas. Não clique em links recebidos por mensagens e não empreste sua conta bancária para receber ou transferir valores de terceiros, pois isso o torna cúmplice e vítima do esquema de 'contas laranja'”, orienta Coelho.

Datatech especializada em inteligência de dados para o mercado de crédito, a Quod desenvolve soluções baseadas em inteligência artificial e análise de dados para apoiar instituições financeiras e empresas em decisões de crédito, prevenção a fraudes e recuperação de ativos.

A Certta é uma empresa de verificação inteligente que integra, otimiza e desenvolve soluções antifraude para gerar decisões mais seguras. A plataforma da marca permite verificar identidades e documentos, protegendo pessoas e negócios contra golpes.

 

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CONVOCAÇÃO

MS terá 15 pontos de coleta de DNA em campanha nacional de desaparecidos

Mobilização de familiares de pessoas desaparecidas começa nesta segunda (25) e vai até sexta-feira (28) com 334 postos espalhados em 27 Unidades da Federação 

22/08/2026 17h00

Conforme evidenciado na campanha de 2025, em Campo Grande essa taxa de localização de pessoas desaparecidas aparece acima de 90%

Conforme evidenciado na campanha de 2025, em Campo Grande essa taxa de localização de pessoas desaparecidas aparece acima de 90% Arquivo/Correio do Estado/Marcelo Victor

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Mato Grosso do Sul está entre as 27 Unidades da Federação (UF) que terão pontos para coleta de DNA disponibilizados, 15 no total em MS, já a partir desta segunda-feira (24), para a edição 2026 da força-tarefa que busca amostras de materiais genéticos daqueles familiares de pessoas desaparecidas no País. 

Em sua quarta edição, essa mobilização especial é organizada através do Governo Federal por meio de uma parceria com as secretarias de segurança pública, em uma campanha que se estende de segunda (24) até a próxima sexta-feira (28). 

Essa força-tarefa é uma verdadeira convocação para os aqueles familiares de pessoas desaparecidas, para a coleta de material para possibilitar o cruzamento de perfil genético de pessoas encontradas vivas e falecidas, que tenham identidade desconhecida nos bancos estaduais, distrital e nacional. 

Ao todo, Mato Grosso do Sul abrirá 15 pontos oficiais para de coleta de material genético, nos seguintes municípios: 

  1. Amambai 
  2. Aquidauana
  3. Bataguassu
  4. Campo Grande 
  5. Corumbá
  6. Costa Rica
  7. Coxim
  8. Dourados
  9. Fátima do Sul 
  10. Jardim
  11. Naviraí
  12. Nova Andradina
  13. Paranaíba
  14. Ponta Porã
  15. Três Lagoas

Importante frisar que, além das informações presentes no Boletim de Ocorrência (B.O) do desaparecimento (como delegacia, número e Estado de registro), interessados em participar precisam apresentar consigo um documento de identificação. 

Conforme o Governo Federal, em nota divulgada através do Ministério da Justiça, essa é mais uma ferramenta que ajuda a localização de pessoas desaparecidas, sendo uma chance para aqueles que não realizaram esse procedimento de coleta. 

Para essa coleta a convocação mira, principalmente, aqueles chamados "familiares de primeiro grau", podendo ser: filhos; pai; mãe e/ou irmãos. 

Confira os locais de votação em MS no documento abaixo, ou através da página do Ministério da Justiça (CLICANDO AQUI).

Conforme evidenciado na campanha de 2025, em Campo Grande essa taxa de localização de pessoas desaparecidas aparece acima de 90%

Relembre

Sendo, de fato, uma fonte de esperança para quem aguarda, em Campo Grande essa taxa de localização aparece acima de 90%, conforme evidenciado na campanha de 2025 pelo então titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Rodolfo Carlos Ribeiro Daltro. 

Como bem esclarece a diretora do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (Ialf), a perita criminal Josemirtes Socorro Fonseca Prado da Silva, após a coleta, esse perfil genético do material extraído do DNA de familiares é colocado no banco nacional. 

"Aí é feito um cruzamento com todos os perfis que tem no banco, a nível nacional, de todos os Estados. Assim que se tem algum que dá coincidência com aquele que a gente inseriu, recebemos um relatório para fazer essa confirmação. Assim que confirmado, a gente notifica a delegacia. As chances são bem maiores", cita Mirtes. 

Também cabe esclarecer que, caso seja constatado algum resultado positivo nas futuras comparações de perfis genéticos, a própria instituição responsável fica encarregada de entrar em contato com os familiares doadores que estão em busca de notícias dessa pessoa desaparecida. 
 

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