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matou fiscal

Defesa de Bernal culpa vítima pelo crime e pede absolvição sumária do ex-prefeito

Nas alegações finais do processo, defesa afirma que conduta do fiscal tributário induziu Bernal a acreditar que casa estava sendo invadida e provocou o "mal-entendido"

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A defesa do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, pediu a absolvição sumária no processo em que ele é réu por matar o fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini. O crime ocorreu no dia 24 de março deste ano, em disputa por imóvel, e a defesa sustenta que se trata de um "mal-entendido" que foi provocado pela vítima.

"O que de fato ocorreu na data dos fatos foi um trágico mal-entendido, que iniciou com a conduta desmedida da vítima, que induziu o acusado a acreditar que sua residência estava sendo alvo de uma invasão", diz a defesa nas alegações finais, anexada ao processo.

Bernal foi denunciado pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima e porte ilegal de arma de fogo.

Os advogados sustentam que o crime se tratou de legítima defesa da honra e propriedade, em situação induzida pelo fiscal tributário. Isto porque, conforme as alegações, a vítima foi até o local sem ordem judicial, acompanhada de chaveiro, para tomar posse do bem de forma arbitrária.

Informado pela empresa de monitoramento, a New Line, de que havia alguém tentando entrar na casa, Bernal se deslocou até a residência, onde se desentendeu com o fiscal e efetuou dois disparos contra a vítima, que morreu no local.

A defesa afirma que, mesmo com a aquisição concluída junto à Caixa, o ingresso forçado sem autorização judicial permanece vedado e que o fiscal tinha conhecimento sobre os trâmites legais.

"Ao optar por tomar a posse do bem por vias de fato, de maneira clandestina e forçada, a conduta da vítima transmudou-se em um ato ilegal e arbitrário, caracterizando sim verdadeira invasão de domicílio. [...] Ao preterir o Poder Judiciário e tentar executar a imissão [de posse] por força própria, a vítima assumiu o risco de deflagrar a tragédia ocorrida decorrente do exercício arbitrário das próprias razões".

Assim como afirmou Bernal em audiência, a defesa reafirma que ele agiu em legítima defesa, por acreditar que Mazzini estava armado e "tomado pelo ímpeto imediato de autodefesa e de proteção de seu patrimônio", ressaltando que a defesa do lar é direito assegurado e não é crime.

"O acusado sempre afirmou categoricamente que em sua percepção a vítima estava armada, e ainda que partiu para cima do acusado, e a percepção subjetiva de risco é plenamente justificada, diante do ocorrido, tendo em vista que o imóvel já fora alvo de invasões anteriores, com registros policiais formais e até deslocamento de perícia".

Por fim, a defesa alega novamente culpa da vítima na situação, pois supostamente teria sido avisada de que a polícia estaria a caminho e mesmo assim teria continuado com a ação de tentar abrir o imóvel.

"É evidente que nenhum cidadão comum, ao ver sua casa violada por indivíduos que se recusam a sair e ignoram avisos de que a polícia foi acionada permaneceria inerte. A reação do acusado, portanto, foi o desdobramento direto de uma situação de perigo iminente forjada unicamente pelas escolhas ilegais da própria vítima".

As alegações citam ainda que Bernal estava imensa carga de estresse emocional, que teria eliminado "qualquer possibilidade de discernimento calmo ou de escolha por outra alternativa que não a autodefesa imediata".

Desta forma, a defesa afirma que a ação de Bernal se limitou a defesa do seu lar e pede a absolvição sumária, com fulcro na configuração de legítima defesa para o crime de homicídio e, consequentemente, dos crimes de violação de domícilio e porte ilegal de arma de fogo.

Em caráter subsidiário, caso a Justiça decida submeter Bernal ao Tribunal do Júri, a defesa pede a exclusão de todas as qualificadoras descritas na denúncia, sendo motivo torpo, recurso que dificultou a defesa da vítima e meio cruel.

As alegações finais da defesa e acusação são a última fase antes do juiz decidir se o acusado será levado a júri popular ou não.

Ministério Público quer júri popular

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) apresentou as alegações finais no início do mês, onde pediu à Justiça que o ex-prefeito seja submetido a júri popular.

Conforme o MPMS, a materialidade do crime está comprovada pelo auto de prisão em flagrante, laudos periciais e depoimentos de testemunhas, assim como a autoria.

"Em seu interrogatório judicial, o réu Alcides Jesus Peralta Bernal, no exercício de sua autodefesa, buscou eximir-se da responsabilização penal ao invocar a excludente de ilicitude da legítima defesa. Contudo, a versão por ele apresentada encontra-se completamente dissociada dos demais elementos probatórios coligidos aos autos. Em que pese tente justificar sua conduta alegando que a vítima e o chaveiro teriam feito movimentos bruscos e que supôs estarem armados, o próprio acusado confirma, de forma expressa, ser o autor direto dos disparos de arma de fogo que vitimaram Roberto Mazzini", diz o Ministério Público.

Assim, os promotores afirmam que Bernal deve ser julgado em plenário, para que o caso seja apreciado pelo Conselho de Sentença.

Os promotores justificam ainda o pedido para que ele seja pronunciado por homicídio qualificado, argumentando que o motivo torpe está no fato de Bernal ter agido motivado pelo sentimento de vingança, por não aceitar a perda do imóvel para a vítima. 

Em relação à qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima, o órgão afirma que restou comprovada, visto que o réu chegou ao imóvel já em posse de arma de fogo, entrou no recinto com rapidez e efetuou os disparos, surpreendendo a vítima.

Já quanto ao meio cruel, o Ministério Público ressalta que está comprovado pelo fato de Bernal ter efetuado o primeiro disparo e, após o fiscal ser atingido, efetuou o segundo à curta distância, com a vítima já caída, fugindo do local em seguida sem prestar socorro.

"O réu tentou justificar a dinâmica fática, alegando que os disparos teriam ocorrido em sequência e com a vítima ainda em pé. Contudo, ao ser inquirido pelo membro deste órgão ministerial, foi confrontado com os dados técnicos que vão contra sua narrativa", dizem os promotores, se referindo ao laudo que apontou que o segundo disparo foi efetuado a queima-roupa.

O MPMS pede ainda oreconhecimento de aumento de pena pelo fato da vítima ter mais de 60 anos.

Relembre o caso

O crime ocorreu no dia 24 de março. Alcides Bernal matou o fiscal tributário Roberto Carlos Mazzini após se recusar a entregar seu imóvel, que havia sido leiloado.

A disputa pelo imóvel começou em 2023, quando em um primeiro pregão, o imóvel foi ofertado por R$ 3,7 milhões, mas ninguém se interessou.

Depois, o valor caiu para R$ 2,4 milhões e o fiscal tributário acabou comprando a mansão. Contudo, mesmo após ter sido arrematado por Roberto Mazzini, Bernal se recusava a entregar a casa, levando a imbróglios judiciais.

No dia 24, Bernal flagrou por meio do monitoramento de segurança a vítima entrando na propriedade com a ajuda de um chaveiro.

Ao chegar no local, o ex-prefeito se desentendeu com o fiscal e efetuou dois disparos na direção do rival judicial, sendo que um dos tiros atravessou a região da costela.

Imagens de câmera de segurança da casa mostraram que o chaveiro Maurílio da Silva Cardoso, de 69 anos, chegou de picape ao local, por volta das 13h, enquanto Roberto o esperava dentro de sua caminhonete na frente do imóvel.

Logo após a chegada do chaveiro, o fiscal passou a instrução para Maurílio tentar abrir a porta principal da casa. As imagens mostraram que, enquanto o chaveiro realizava o trabalho, o fiscal apenas observava e esperava a conclusão da abertura.

Exatos 35 minutos depois de começar os trabalhos, Maurílio conseguiu abrir o portão e avisou Roberto, que imediatamente acessou a região interna da casa. Durante os próximos cinco minutos, ambos ficaram dentro do imóvel.

Às 13h44min20s daquele dia o vídeo mostra que o ex-prefeito chegou à frente da casa, após ser avisado pela equipe de monitoramento da empresa New Line de que teriam invadido a residência.

Cerca de 17 segundos depois, Bernal entrou no imóvel e, depois de cinco passos, efetuou o primeiro disparo contra Roberto.

No momento em que Bernal vai em direção ao corpo da vítima, ele entra no ponto cego da câmera, momento em que teria dado o segundo tiro no auditor fiscal, de acordo com o laudo pericial. Após isso, é possível ver o chaveiro escapando e saindo da casa, às 13h45min10s.

O ex-prefeito voltou a aparecer na filmagem, quando guarda a arma na cintura e se dirige para fora da casa, momento em que aproveitou para chamar a equipe da New Line, que tem sua sede exatamente na frente do local do assassinato.

Depois de mexer no celular, Bernal foi embora da cena do crime. Após isso, Bernal fugiu do local do crime e se apresentou à Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac-Centro). Ele está preso desde o dia do crime. 

Nos dias 26 e 27 de maio, foi realizada audiência de instrução e julgamento, com oitiva de testemunhas de acusação e defesa e também de Bernal.

Investigação

Empresa sem contrato recebe R$ 5,5 milhões da Santa Casa

Valor foi pago em 10 parcelas para suposta execução técnica da filial de Dourados; investigação do Ministério Público de Mato Grosso do Sul aponta falta de contrato, de estudos de viabilidade e de comprovação dos serviços

14/09/2026 08h20

Na semana passada, agentes do Gaeco e do Gecoc foram até a Santa Casa para cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão

Na semana passada, agentes do Gaeco e do Gecoc foram até a Santa Casa para cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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A Operadora Santa Casa Saúde pagou R$ 5,57 milhões à empresa Duarte Soluções Creditícias Ltda. ao longo de 2025 sob a justificativa de execução técnica para a abertura da filial da unidade de saúde em Dourados. De acordo com a investigação conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o contrato que deveria respaldar os pagamentos não foi apresentado ao Conselho Fiscal, assim como documentos capazes de comprovar a realização dos serviços.

Ainda de acordo com a investigação, os pagamentos foram realizados em 10 parcelas de R$ 557 mil, entre março e dezembro de 2025, totalizando R$ 5.570.000. Os lançamentos contábeis foram classificados como despesas de “execução técnica para abertura da filial da Santa Casa Saúde em Dourados (MS)”.

O caso é destrinchado na Operação Antidotum, deflagrada pelo MPMS na sexta-feira contra integrantes da estrutura da Santa Casa. A operação cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia. A apuração envolve, além dos contratos da Operadora Santa Casa Saúde, um segundo núcleo relacionado à contratação de serviços de digitalização de prontuários.

A investigação aponta que os contratos, pagamentos e documentos de prestação de contas teriam sido sonegados dos órgãos de controle. O MPMS apura ainda se os recursos pagos às empresas vinculadas ao grupo investigado foram efetivamente utilizados para os serviços contratados.

PAGAMENTOS

Outro ponto considerado relevante pelo MPMS é a cronologia da operação. Os pagamentos à empresa começaram em março de 2025 e seguiram até dezembro, enquanto a formalização societária da filial de

Dourados ocorreu somente no fim daquele ano.

Segundo a investigação, a ausência de documentação impediu que o Conselho Fiscal verificasse a correspondência entre os valores pagos e os serviços que teriam sido realizados.

O processo sustenta ainda que a contratação teria sido utilizada para retirar R$ 5,57 milhões do caixa da operadora, sem que fossem apresentados o instrumento contratual, a formação do preço ou documentos que comprovassem a execução dos serviços.

A investigação afirma que as medidas determinadas pela Justiça buscam, entre outros pontos, identificar o destino dos recursos e os beneficiários finais dos pagamentos.

Além do contrato, segundo o MPMS, não foram apresentados estudos de viabilidade, propostas comerciais, cronogramas, ordens de serviço, relação dos profissionais envolvidos, documentos de entrega, relatórios mensais ou memória de formação do preço.

A própria descrição de “execução técnica para abertura da filial”, conforme a investigação, seria genérica e não permitiria identificar de forma precisa quais atividades teriam sido realizadas em contrapartida aos pagamentos.

LIGAÇÃO

A Duarte Soluções Creditícias Ltda. aparece no processo entre as empresas vinculadas ao advogado Paulo da Cruz Duarte, que também mantinha relação profissional com a Santa Casa e com a operadora.

De acordo com a investigação, Paulo Duarte atuava como advogado da Santa Casa e da Operadora Santa Casa Saúde e, simultaneamente, figurava como sócio-administrador de empresas contratadas pela operadora. O MPMS aponta a situação como possível conflito de interesses.

O processo também descreve uma relação profissional anterior entre Paulo Duarte e Alir Terra Lima, que presidiu a Santa Casa. Os dois teriam trabalhado juntos como advogados e compartilhado escritório antes da chegada de Alir à presidência da instituição.

Ainda de acordo com a investigação, empresas ligadas a Duarte passaram a atuar em diferentes áreas da operação do plano de saúde, incluindo cobrança, emissão de boletos, comercialização, administração de beneficiários, telemedicina, publicidade e serviços relacionados à abertura da filial de Dourados

O pagamento de R$ 5,57 milhões pela abertura da filial representa a maior despesa individual apontada na análise dos contratos envolvendo empresas ligadas a Paulo Duarte.

Somente em 2025, essas empresas receberam mais de R$ 9,6 milhões da Operadora Santa Casa Saúde, segundo o processo. Além da chamada execução técnica para abertura da filial, os valores incluíam pagamentos por assessoria jurídica, cobrança, emissão de boletos, comissões, agenciamento e publicidade.

Em outro contrato analisado, a Duarte Soluções Creditícias recebeu R$ 1,18 milhão em comissões e agenciamento e mais R$ 96 mil por publicidade durante 2025. Também há no processo questionamentos sobre um contrato que previa remuneração de R$ 180 mil mensais para serviços de gestão e cobrança.

FISCALIZAÇÃO

As inconsistências nos contratos vieram à tona durante a análise de documentos pelo Conselho Fiscal da Santa Casa. Segundo o MPMS, a falta de contratos e relatórios dificultava a identificação dos serviços correspondentes aos pagamentos.

A investigação também aponta resistência à apresentação de documentos solicitados por órgãos de controle. No caso da Operadora Santa Casa Saúde, a administração teria deixado de fornecer à Controladoria-Geral do Estado (CGE) documentos e informações sobre despesas requisitados durante auditoria especial.

O Conselho Fiscal já havia identificado problemas em outro contrato, relacionado à digitalização de documentos, e recomendado a suspensão da contratação após constatar pagamentos sem comprovação correspondente da execução. Segundo o MPMS, a recomendação não teria sido atendida naquele momento.

A apuração reúne duas frentes principais: os contratos relacionados à Redvalue Tecnologia, Administração e Serviços Ltda., responsável por serviços de digitalização, e os contratos firmados pela Operadora Santa Casa Saúde com empresas ligadas a Paulo Duarte.

A decisão judicial aponta elementos que, neste momento da investigação, foram considerados suficientes para indicar materialidade e autoria em relação aos fatos investigados. Entre as suspeitas estão crimes relacionados a organização criminosa, fraudes contratuais, falsidade documental e ocultação ou dissimulação de valores.

A prisão preventiva foi decretada contra seis investigados. Paulo da Cruz Duarte não está entre os seis presos. Contra ele foram determinadas medidas como busca e apreensão, afastamento de funções e proibição de acesso às instalações da Santa Casa e da operadora.

* Saiba 

As informações apresentadas na reportagem são baseadas nas alegações do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) . 

TENTATIVA DE HOMICÍDIO

Churrasco de amigos termina com jovem baleado no interior de MS

Rapaz foi alvejado por dois tiros após tentar defender o amigo com um pedaço de madeira

14/09/2026 08h15

Caso foi registrado na 1ª Delegacia de Polícia de Corumbá

Caso foi registrado na 1ª Delegacia de Polícia de Corumbá Divulgação: PCMS

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A equipe da Força Tática da Polícia Militar atendeu uma ocorrência de disparo de arma de fogo, na noite deste domingo (13), em Corumbá, após um atirador perseguir um rapaz, invadir a residência de outro e alvejar um terceiro, no bairro Aeroporto. 

De acordo com o boletim de ocorrência, um rapaz identificado como Ivan relatou aos policiais que retornava de um churrasco realizado na casa de seu colega Vitor, quando ocorreu o crime.

Segundo Ivan, ao chegarem em frente à sua residência, percebeu que havia um veículo tipo sedan, de cor branca, estacionado nas proximidades da entrada da vila. Após desembarcar do carro do amigo e seguir em direção à entrada, um indivíduo, trajando calça jeans e casaco branco, com aproximadamente 1,70 metro de altura, desceu do veículo, sacou uma arma de fogo e apontou em sua direção, ordenando para colocar a mão na cabeça.

Ivan entrou em luta corporal com o indivíduo armado. Em determinado momento, após escorregar, conseguiu se desvencilhar do agressor e correu até a residência de seu primo, onde buscou abrigo.

Relata que o indivíduo armado passou a acompanhá-lo e também invadiu a residência. Nesse momento, Micael, que se encontrava no imóvel, saiu por outra porta portando um pedaço de madeira e avançou em direção ao criminoso armado.

Na sequência, o autor efetuou dois disparos de arma de fogo contra Micael, atingindo-o na região do peito, próximo à clavícula, e na região do glúteo. O primeiro tiro transfixou o corpo da vítima.

Após os disparos, o atirador deixou a residência, retornou ao veículo sedan e fugiu do local, tomando sentido à Rua Firmo de Matos.

Micael foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhada ao Pronto-Socorro Municipal para atendimento médico, onde passou por cirurgia.

Diante dos fatos, a ocorrência foi encaminhada a 1ª Delegacia de Polícia de Corumbá para apuração e adoção das providências cabíveis. O caso foi registrado como tentativa de homicídio.

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