Cidades

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Dependência pública

Dependência pública

Redação

02/02/2010 - 23h13
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Reportagem publicada domingo pelo Correio do Estado mostrou que cerca de 25 passageiros embarcaram no dia anterior no Trem do Pantanal, que tem capacidade para cerca de 190 pessoas. E, operando praticamente vazio, o "atrativo turístico" trabalha no vermelho. Os administradores garantem que isto estava previsto e que serão necessários alguns anos para que o trem "decole". Para este ano a administração espera transportar 30 mil pessoas. Para isto seria necessária uma média de 570 passageiros em cada um dos 52 finais de semana de 2010. Acreditar na prosperidade do negócio faz parte da vida de qualquer empreendedor. Porém, esperar que o fluxo de turistas aumente na proporção anunciada é, ao que parece, um certo exagero. Qualquer sul-mato-grossense de bom senso torce para que a iniciativa vingue e ajude a trazer desenvolvimento não só ao setor de turismo, mas a todo o Estado. Para isto, porém, o passeio teria que ser estendido até Corumbá, já que é entre Miranda e a cidade da fronteira com a Bolívia onde estão os principais atrativos turísticos pantaneiros. Contudo, por conta da pressa de determinados homens públicos, o passeio foi ativado somente pela metade. E, oito meses após o início das viagens, os vagões continuam praticamente vazios, embora os administradores garantam que, em média, 130 pessoas tenham pago passagem por fim de semana durante este período. Quer dizer, era previsível que dificilmente haveria público suficiente para um passeio sem grandes atrativos, já que a passagem não é das mais baratas. Então, com base nisto, o bom senso ensinava que não se lançasse um produto fadado a ter vida curta. É mais do que evidente que o poder público precisa garantir infraestrutura para determinadas atividades econômicas. Para chegar verdadeiramente ao Pantanal, seriam necessários investimentos milionários nos mais de 200 quilômetros de trilhos entre Miranda e Corumbá. Nem a empresa que transporta passageiros nem a que atua no transporte de cargas está se mostrando disposta a fazer o investimento. Então, ao que tudo indica, para dar longevidade ao Trem do Pantanal, a saída será injetar recursos públicos, embora a ferrovia esteja sob responsabilidade da iniciativa privada há cerca de 15 anos. Que a cidade de Corumbá mereceria ser contemplada com o retorno do trem não restam dúvidas. Porém, antes de lançar mão destes investimentos milionários, as autoridades precisam avaliar se realmente haverá retorno à sociedade como um todo e deixar claro de quem é a responsabilidade pela manutenção e principalmente da recuperação da linha férrea. O que se viu até agora é que grandes grupos privados exploram o patrimônio público de olho em lucros rápidos, mas se recusam a reinvestir parte daquilo que retiram para garantir o funcionamento a longo prazo. Com a ferrovia é exatamente isto que acontece. E, para salvar o projeto do transporte de passageiros, que contou com o aval do presidente Lula, é provável que agora se injetem milhões e milhões de recursos públicos que, na realidade, beneficiarão diretamente um pequeno grupo de empresas que obrigatoriamente deveriam deixar a ferrovia em boas condições de uso. Antes de qualquer injeção de recursos públicos, obrigatoriamente os contribuintes precisam receber informações minunciosas e detalhadas a respeito do caso, pois o Trem do Pantanal pode, na realidade, estar servindo somente como pretexto para repassar dinheiro público ao grupo responsável pela exploração do transporte de cargas.

Campo Grande

Operação apreende R$ 1 milhão em emagrecedores irregulares em transportadora

Foram recolhidos medicamentos para emagrecer além de substâncias para fins estéticos, suplementos alimentares e cigarros eletrônicos; transportadora vai responder à Vigilância Sanitária

26/06/2026 16h01

Medicamentos foram encontrados em encomendas individuais

Medicamentos foram encontrados em encomendas individuais Divulgação SES

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A Vigilância Sanitária Estadual apreendeu 2.225 remédios emagrecedores irregulares, entre ampolas e canetas, além de produtos clandestinos utilizados em clínicas de estéticas, e 129 cigarros eletrônicos ou vapes, em uma transportadora localizada no bairro Chácara Cachoeira em Campo Grande na última quinta-feira (25). 

O volume de produtos irregulares apreendido somente na operação Visa-Protege de ontem é o equivalente ao apreendido o mês inteiro nos Correios. As mercadorias ilícitas equivalem a, aproximadamente R$ 1 milhão, considerando o valor final ao consumidor. 

A ação aconteceu através de uma suspeita da Secretaria da Fazenda (Sefaz) que identificou diversas embalagens unitárias e acionou a Coordenação de Vigilância Sanitária para uma fiscalização. 

Durante a operação, foram encontradas encomendas distribuídas em volumes individuais para remetentes diversos, parecido com os serviços postais. Além da apreensão dos produtos, a transportadora, que não teve nome divulgado, irá responder administrativamente perante a Vigilância Sanitária Estadual. 

De acordo com o Artigo 329 do Código Sanitário Estadual, "o resultado da infração é imputável a quem lhe deu causa ou para ela concorreu". Como não foram identificados mecanismos internos eficazes capazes de identificar e impedir o transporte de mercadorias ilegais, a empresa irá responder. 

Entre os medicamentos apreendidos, além de ácido hialurônico, peptídeos, toxina botulínica e canetas, foram apreendidas:

  • 1.203 unidades de frasco-ampolas de Tirzepatide 15 MG (TG) da Indufar;
  • 197 unidades de frasco-ampolas de Tirzepatide 15 MG (Lipoless) da Eticos;
  • 135 unidades de frasco-ampolas de Tirzepatide 15 MG (Tirzec) da Quimfa;
  • 34 unidades de frasco-ampolas de Tirzepatide 15 MG (Tirzedral) da Catedral;
  • 400 unidades de suplemento alimentar Extreme Sec Lipo em cápsulas; 
  • 129 cigarros eletrônicos e essências líquidas; entre outros medicamentos. 

Através da Operação Visa-Protege, já foram apreendidos mais de 500 itens de produtos fumígenos irregulares. Apesar do uso ao ar livre não ser proibido, a circulação econômica e o uso em locais fechados ou parcialmente fechado de acesso público ou coletivo são vedadas pela legislação federal.

Conforme estabelece a RDC Nº 855/2024 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), não é permitida a fabricação, a importação, a comercialização, a distribuição, o armazenamento, o transporte e a propaganda destes dispositivos eletrônicos. 

Para o fiscal da Vigilância Sanitária e responsável pela área jurídica da Vigilância Sanitária Estadual, Matheus Pirolo, essas apreensões deixa evidente uma ampliação no controle interno nas próprias transportadoras. 

"A descoberta não ocorreu por mecanismos próprios da transportadora, mas sim a partir da atuação da Secretaria de Fazenda. Isso demonstra a necessidade de aprimoramento dos controles internos para impedir a circulação econômica de produtos irregulares."

Irregularidades

Para Matheus, as irregularidades vão além da ausência de registro sanitário. Fatores como transporte, segurança e armazenamento impactam na eficácia do medicamento e na segurança do paciente. Além disso, muitos dos produtos apreendidos não possuem autorização sanitária nem em seus países de origem. 

"Ainda que fossem medicamentos regularmente registrados na Anvisa, eles seriam apreendidos da mesma forma. A legislação determina protocolos de boas práticas em armazenamento, transporte, dispensação e comercialização. Medicamentos dessa natureza somente podem ser dispensados por farmácias ou drogarias autorizadas, por profissional farmacêutico habilitado e, quando exigido, mediante prescrição médica", afirmou. 

"As irregularidades verificadas não violam apenas normas sanitárias. Trata-se de uma situação incompatível com o ordenamento jurídico nacional, pois, além do extenso arcabouço de normas sanitárias relacionadas às boas práticas de fabricação, armazenamento, transporte, dispensação e monitoramento pós-mercado, essas condutas podem contrariar a legislação criminal, consumerista, aduaneira e tributária, normas sobre exercício regular das profissões, regras de concorrência leal, além de poderem ensejar responsabilização civil e violação de direitos de propriedade intelectual."

Pirolo ainda reforçou que a inutilização dos medicamentos flagrados em situação de ilegalidade devem ser recolhidos de forma imediata, "justamente para proteger a saúde da população", como assegurado pelo Código Sanitário Estadual. 

Comércio Clandestino

A Vigilância Sanitária de Mato Grosso do Sul (CVISA) realizou a incineração de quase uma tonelada de medicamentos e produtos irregulares que foram apreendidos durante fiscalizações em todo o Estado. 

A queima dos produtos aconteceu no dia 19 de junho, no município de Dourados, para dar fim a medicamentos emagrecedores do tipo GLP-1, canetas emagrecedores, peptídeos para fins estéticos e esteroides anabolizantes de origem estrangeira, que não possuam comprovação de procedência ou registro e regularização junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Os itens que foram destruídos foram recolhidos em operações da CVISA em centros de triagem e distribuição dos Correios e em transportadoras que atuam em Mato Grosso do Sul. 

Desde o mês de fevereiro de 2026, as ações já resultaram no recolhimento e apreensão de mais de 20 mil produtor irregulares, um prejuízo estimado em mais de R$ 15 milhões. 

OPERAÇÃO FORNAX

Polícia Federal captura em Goiás traficante foragido de MS

No momento da prisão, criminoso ainda utilizou documentos falsos para tentar esconder sua verdadeira identidade

26/06/2026 15h45

Viatura e agente da PF

Viatura e agente da PF DIVULGAÇÃO/PF

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Um dos foragidos da Operação Fornax foi localizado, abordado e preso pela Polícia Federal (PF), nesta quarta-feira (24), em Caiapônia (GO).

No momento da prisão, ele utilizou documentos falsos para tentar esconder sua verdadeira identidade.

Na ação, a PF contou com o apoio da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) do 14º Comando Regional da Polícia Militar de Goiás, do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE-GO), da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO-GO) e de outras forças de segurança.

OPERAÇÃO FORNAX

A Operação Fornax foi deflagrada pela Polícia Federal, em 12 de maio de 2026, na fronteira Brasil/Paraguai, em Ponta Porã (MS), município localizado a 313 quilômetros de Campo Grande.

O objetivo é desarticular organização criminosa envolvida com tráfico internacional de drogas e outros crimes.

Na ocasião, foram cumpridos 60 mandados (13 de prisão preventiva, 9 de prisão temporária e 47 de busca e apreensão) e 12 ordens de bloqueio financeiro das contas bancárias dos criminosos envolvidos.

A operação surgiu a partir da apreensão de duas toneladas de maconha, em 2023, em Ponta Porã, realizada pela PF.

Além dessa apreensão que originou a investigação, foram realizadas outras sete apreensões, que totalizaram cerca de 16 toneladas de drogas.

Academias, padarias, açougue e oficinas mecânicas eram os estabelecimentos comerciais que o grupo utilizava para ocultar e disfarçar a movimentação financeira.

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