Cidades

SAÚDE EM PAUTA

Depois de acumular 68 mil pacientes, cirurgias eletivas batem recorde em MS

Há cerca de um ano procedimentos eram retomados, com milhares de pacientes que não operaram durante a pandemia; ação é prevista até esse mês

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Através do Opera MS - da Caravana Saúde -, Mato Grosso do Sul registrou recorde acima da média anual no número de cirurgias eletivas que realizou em apenas seis meses, depois de acumular fila com mais de 68 mil, pela paralisação durante a pandemia. 

Entretanto, vale ressaltar que, segundo definido no Programa Estadual Caravana da Saúde de Cirurgias Eletivas, esses procedimentos devem acontecer (em eventos ou mutirões) entre setembro de 2021 a outubro de 2022. 

Ainda no ano passado, em 22 de setembro, a Secretaria de Estado de Saúde publicou em Diário Oficial a lista dos 39 municípios contemplados pelo programa, para receber benefício total de R$ 60 milhões. 

Nessa época, como destacou o Correio do Estado, Mato Grosso do Sul apresentava uma fila de 68.618 mil pacientes. 

Conforme balanço atualizado, que compreende o semestre entre abril e setembro de 2022, o "Opera MS" teve 8.800 procedimentos agendados nesse período.

Em comparação (feita pela SES, com os anos de 2017 a 2019), a média de execução de cirurgias eletivas anual é de 7.700.  Foram feitos um total de 12 mil pedidos de cirurgia, restando 3.200 solicitações. 

Essas, por sua vez, serão agendadas até o dia 31 de outubro, com a possibilidade de serem executadas até o dia 30 de novembro.

“Considerando que, em razão de dificuldades operacionais, quer seja pela própria reconfiguração dos hospitais na retomada à assistência pós Covid, quer seja pela falta e escassez de insumos, assim como os preços elevados de itens básicos como a dipirona e o soro fisiológico, a efetiva produção do programa firmou-se a partir de abril de 2022”, explica o secretário estadual de Saúde Flávio Britto.

Projeto Examina MS

Semelhanta ao "Opera", o "Examina" também apresentou bons resultados. A missão: movimentar  as filas de exames de maior complexidade como ressonâncias nucleares magnéticas e tomografias computadorizadas.

Segundo a SES, 56 mil exames foram solicitados até o momento pelos municípios, otros 46 mil já estão agendados. 

Ainda, o secretário Britto exalta a oportunidade da Caravana de realizar exames, inclusive os pouco comuns. 

"Tivemos ofertas ainda de exames com agendas bem escassas no Estado como eletroneuromiografia, punções de mama, cintilografias e cateterismo cardíaco, que continuarão a ser executadas até dia 30 de novembro, assim como o projeto ‘Opera MS’, expõe ele. 

Importante frisar que, a SES foi procurada através de asessoria, para responder a respeito da atual situação da fila de cirurgias. Também sobre como fica a situação com o fim do período do projeto, porém, até o fechamento da matéria a equipe não obteve resposta. 

 

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Expansão

Amazonas ganha quatro reservas de desenvolvimento sustentável

Áreas somam cerca de 669 mil hectares de unidades de conservação

08/09/2026 23h00

Foto: Fabíola Sinimbú / Agência Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto criando quatro reservas de desenvolvimento sustentável no Amazonas. A medida protege a biodiversidade e os modos de vida agroextrativistas das populações locais, em categoria de unidade de conservação que admite o uso sustentável dos recursos pelos moradores.

As reservas são Tupana Igapó-Açu I, no município de Borba; Tupana Igapó-Açu II, em Beruri e Tapauá; Canaã, em Careiro e Arautazes; e Mirari, em Humaitá. Somadas, as reservas chegam a cerca de 669 mil hectares.

Lula também assinou decreto que amplia em 7.192 hectares o Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí,  totalizando a área em 13.502 hectares. Em discurso, o presidente disse que a proteção total do meio ambiente só ocorrerá quando a sociedade perceber o quão lucrativo é o turismo em áreas preservadas para “descansar e conhecer a nossa riqueza”.

“[A sociedade] vai ter o dinheiro suficiente para justificar que a floresta em pé é mais rentável que uma floresta derrubada ou queimada”. A assinatura dos decretos ocorreu em alusão ao Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro.

Na ocasião, o Serviço Florestal Brasileiro assinou os contratos de concessão das Unidades de Manejo Florestal II e III da Floresta Nacional (Flona) de Humaitá, no Amazonas, com prazo de 40 anos. Os contratos abrangem 162,7 mil hectares e concluem a concessão das três unidades da Flona de Humaitá, que totalizam 200,9 mil hectares sob manejo sustentável.

Quilombolas

O evento também marcou a destinação de R$ 50,5 milhões do Fundo Amazônia, em recursos não reembolsáveis, ao projeto Naturezas Quilombolas. A verba deverá apoiar a gestão territorial e ambiental de comunidades quilombolas na Amazônia Legal, com previsão de elaboração e implementação de planos de gestão em mais de 16 territórios. O projeto, com prazo de 60 meses, será executado pela Fundação Guamá.

Justiça

Diretores da PF apoiam Andrei Rodrigues e colocam cargos à disposição

Diretor-geral foi afastado preventivamente por André Mendonça

08/09/2026 22h00

Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Onze diretores da Polícia Federal divulgaram nesta terça-feira (8) uma carta manifestando “total apoio” ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, que foi afastado preventivamente do cargo pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Na carta, os diretores expressam apoio também ao diretor de inteligência da PF, Leandro Almada, que também foi afastado. Eles colocaram o cargo à disposição do diretor interino da PF, William Marcel Murad. 

“Da mesma forma como a Instituição Polícia Federal tem, em sua história e feitos, a razão de sólida admiração dos brasileiros, o Dr. Andrei também conta com um percurso profissional dedicado à defesa da PF, com atuação técnica, isenta e responsável”, diz o texto. 

Andrei foi afastado por Mendonça na manhã desta terça. Segundo a decisão, o diretor-geral da PF teve participação no monitoramento ilegal do ministro durante o mês de agosto, quando ao menos seis relatórios internos foram produzidos. 

O texto assinado pelos diretores da PF continua afirmando que “narrativas marcadamente influenciadas por interesses político-eleitorais não têm o poder de apagar a história, a reputação e a trajetória profissional de quem quer que seja”. 

A nota fala ainda de “ataques” à PF e “usurpação de funções”, completando ser do interesse público que os diretores defendam uma instituição capaz de assegurar o Estado Democrático de Direito.

“Para que fique absolutamente claro, repudiamos toda e qualquer tentativa de imputar a eles ou à Polícia Federal uma atuação não republicana. Tais acusações, desprovidas de fundamento, afrontam a história, a credibilidade e o compromisso institucional que sempre pautaram suas condutas. Neste ato, colocamos nossos cargos à disposição do Diretor-Geral substituto”, conclui o texto. 

A decisão monocrática que afastou Andrei chegou a ser colocada em julgamento na Segunda Turma do STF, que formou maioria de três entre cinco ministros para confirmar a medida. O desfecho da análise foi adiado por um pedido de vista (mais tempo de análise) feito pelo ministro Gilmar Mendes. 

Além de Mendes e Mendonça, compõem a turma os ministros Luiz Fux e Nunes Marques, que votaram a favor do afastamento, e Dias Toffoli, que ainda não se posicionou.

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