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Meio ambiente

Desmatamento cai quase pela metade em 2025 no Pantanal

Com 12.260 hectares desmatados, Pantanal é o bioma com maior redução proporcional de desmatamento no País

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Dados divulgados pelo MapBiomas apontam que 12.260 hectares foram desmatados no Pantanal em um ano, entre 2024 e 2025. O número representa queda de 48,4% na área desmatada.

Isto significa que Pantanal é o bioma com maior redução proporcional de desmatamento no País. A redução se deve a Lei do Pantanal, que está em vigor desde fevereiro de 2024.

A lei trata da preservação, conservação, proteção e desenvolvimento do Pantanal sul-mato-grossense.

É válida em território sul-mato-grossense e foi construída dentro da jurisdição estadual (executivo propôs, Assembleia Legislativa aprovou por 19x1 e governador sancionou).

Na prática, a lei garante proteção ao bioma, fiscalização via satélite e recompensa (pagamento por serviço ambiental) a quem ajudar a cuidar do local.

A expansão da agropecuária é a maior causa de desmatamento no Brasil.

Números do MapBiomas ainda mostram que o Cerrado é o bioma com maior área desmatada (540.614 hectares), concentrando sozinho 54,9% do desmatamento do país, mesmo tendo apresentado queda de 16,9% em relação a 2024. No Cerrado, 1.482 hectares de vegetação nativa foram perdidos diariamente.

Amazônia e Cerrado juntos responderam por mais de 84% de toda a área desmatada no país em 2025.

No Brasil, foram desmatados 984.794 hectares no país, uma redução de 20,6% em relação a 2024. Nos últimos sete anos, o País perdeu 10.913.064 hectares de vegetação nativa, área superior ao estado de Pernambuco.

PANTANAL

Pantanal é a maior planície alagada do mundo, com uma extensão de 140.000 km², localizada no Brasil (estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul), Bolívia e Paraguai.

É caracterizado pelos seus ciclos de cheias e secas, que transformam a paisagem durante as diferenças estações do ano.

É um santuário ecológico de biodiversidade, com riquíssima fauna e flora, inclusive ameaçadas de extinção.

O bioma possui mais de 4.700 espécies catalogadas, incluindo 650 aves, 260 peixes, 120 mamíferos e 190 répteis, em uma área de 150 mil km², no Centro-Oeste.

CAMPO GRANDE

TJMS condena município a pagar R$ 20 mil para funcionária vítima de assédio moral

Servidora pública apresentou quadro médico grave prejudicial a saúde mental que reconheceu a incapacidade total e permanente para o trabalho, resultando na sua aposentadoria por invalidez

27/05/2026 10h00

Magnific

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), por meio da 5ª Câmara Cível manteve a condenação do município de Campo Grande ao pagamento de indenização no valor de R$ 20 mil por assédio moral a uma servidora pública. Ficou determinado também uma pensão vitalícia para a vítima.

Conforme os autos do julgamento, ocorrido na última quinta-feira (21), a servidora era técnica de enfermagem em um Centro de Atenção Psicossocial da Capital e relatou sofrer perseguições constantes da pessoa que era sua superior no local.

Ela então foi vítima de assédio moral, que desencadeou prejuízos à sua saúde mental, obtendo um laudo e diagsnóstico de estresse pós-traumático com origem do quadro cliníco a partir das situações em ambiente de trabalho.

Com isso, o diagnóstico foi colocado como prova pericial nos autos, além da aposentadoria por invalidez da funcionária, por reconhecimento de incapacidade total e permanente para o trabalho.

O desembargador Alexandre Raslan constou que o caso é assédio moral, com situações constantes de humilhação e constrangimento da vítima, além de ressaltar as consequências que a ex-servidora levará, uma vez que o crime deixou danos permanentes.

O juiz entendeu então, que a funcionária "sofreu assédio moral, praticado por agente público hierarquicamente superior, e danos morais, face à flagrante violação de seu direito à honra objetiva e à sua saúde".

Ele caracterizou como responsabilidade do município, baseado no artigo 37, § 6º, da Constituição Federal que diz que "as pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos casos de dolo ou culpa" sendo então o responsável por pagar a indenização.

Foi determinado então o pagamento de R$ 20 mil por danos morais, considerado pelo juiz como adequado diante das circunstâncias e observando os princípios de razoabilidade e proporcionalidade. Além da obrigação do pagamento de uma pensão até a servidora completar 73 anos, ou até sua morte, valendo a partir do dia do ocorrido.

A pensão vitalícia poderá ser cumulada com benefício previdenciário, em vista da natureza distinta das verbas, conforme entendimento consolidado so Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A defesa do Município ainda alegou durante o recurso a ausência de comprovação que a vítima de fato teria sofrido assédio, inconsistência no laudo pericial e existência de histórico psiquiátrico anterior da servidora, que anularia a prova pericial que a invalidez foi devido ao ocorrido no ambiente laboral. Além disso, ainda argumentou que não houve omissão administrativa capaz de justificar a responsabilização do município.

O Tribunal recusou as alegações, declarando que o conjunto de provas reunidas para a acusação foram suficientes para comprovar a situação e que a defesa apesar das alegações não apresentou elementos suficientes que afastassema sua responsabilidade diante do caso.

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APREENSÃO

DOF apreende mais de meia tonelada de drogas em caminhão de mudança

Homem transportava carga avaliada em R$ 1,2 milhão escondida em geladeira, freezer e colchão

27/05/2026 09h05

Divulgação / DOF

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Nesta terça-feira (26), policiais do Departamento de Operações de Fronteira (DOF) apreenderam mais de meia tonelada de maconha disfarçada em meio a móveis de um caminhão de mudanças. Um homem de 48 anos responsável pelo transporte da carga foi preso.

Enquanto realizavam patrulhamento na MS-270, na região do distrito de Itahuam, em Dourados, os agentes abordaram um caminhão de mudança que transportava diversos eletrodomésticos, como geladeiras, freezer, além outros móveis.

De acordo com as informações, a carga estava coberta com uma lona de maneira irregular, que levou os agentes a realizarem a vistoria. Foram encontrados então tabletes de drogas escondidos e camuflados nos objetos, como dentro da geladeira e freezer, entre um colchão e ainda sob mantas de isolamento térmico. 

O homem, o veículo e a carga foram encaminhados à Delegacia Especializadade Repressão aos Crimes de Fronteira (Defron) em Dourados, onde contabilizaram o tamanho da apreensão, no valor de aproximadamente R$ 1,2 milhão e pesaram os entorpecentes em 531kg de maconha e 41,9kg de skunk.

Segundo relato do homem, ele receberia o valor de R$ 10 mil para realizar o transporte da carga por cerca de 614 quilômetros, de Antônio João, cidade do interior do estado fronteiriça com o Paraguai, até a cidade de Três Lagoas.

A ação ocorreu em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça e Seguranaça Pública (Sejusp) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), dentro do Programa Brasil Contra o Crime Organizado.

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