Cidades

APONTA PESQUISA

Desmatamento de árvores nativas do Pantanal ameaça preservação da arara-azul

Árvores que servem como casa e comida das aves estão entre as mais desmatadas, aponta estudo

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Preservação da arara-azul, um dos símbolos da fauna pantaneira, está sendo prejudicado devido ao desmatamento da flora nativa do Pantanal.

Informação foi apresentada por pesquisadores da Universade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

De acordo com a professora Letícia Couto Garcia, integrante do Laboratório de Ecologia da Intervenção (LEI) e do Instituto de Biologia (Inbio-UFMS), estudos prévios indicam declínio populacional da sterculia apetala, o manduvi, que é uma planta de grande relevância biológica.

“A árvore do manduvi é a espécie escolhida em 90% das vezes pela arara-azul para nidificar, para cavar o buraquinho e fazer seu ninho. Está ocorrendo o declínio populacional dessa espécie e isso provavelmente vai afetar a população das araras-azuis”, explicou.

A palmeira conhecida como acuri também é outra espécia considerada essencial para a sobrevivência da arara-azul e também vem sofrendo com o avanço do desmatamento no Pantanal.  

Enquanto o manduvi é a casa, a acuri é a principal fonte de alimentação da ave.

“Cerca de 94% das vezes que ela se alimenta é dos frutos da acuri, a attalea phalerata, que é uma palmeira. Então, a arara-azul é muito dependente dessas duas espécies de vegetais”, afirma Letícia.

Conforme a pesquisadora, o arco do desmatamento abrange o corredor da borda leste do Pantanal, que compreende os municípios de Corumbá, Coxim, Sonora e Rio Verde de Mato Grosso.

Há a população do norte e a do sul da arara-azul, que é dividida pela região do Paiaguás. Para as duas populações se comunicarem, elas precisam dos corredores da borda oeste e  o da borda leste, que é o que está no arco do desmatamento.

“Ao mesmo tempo essa região é modelo para a ocorrência dessas três espécies, o manduvi, a acuri e a arara-azul. É uma região que tem grande possibilidade de ser desmatada, mas que é importante como corredor biológico dessas duas populações de arara-azul para que elas mantenham sua diversidade genética. A gente deveria então priorizar essas áreas para conservação e para restauração dessa espécie bandeira do Pantanal, que é a arara-azul”, aponta.

O estudo foi realizado a partir do Acordo de Cooperação entre o Instituto Arara Azul e a UFMS, com colaboração da Embrapa Pantanal.

CAMPO GRANDE

Federação de MS homenageia até Neymar e ignora 'prata da casa'

Seleção brasileira masculina de futebol fez sua estreia na Copa do Mundo de 2026 sem a cara de Ederson, chamado por Ancelotti aos "45 do 2° tempo" e "esquecido" entre craques em casa

13/06/2026 21h00

Imagem da mascote onça-pintada

Imagem da mascote onça-pintada "Vitória" e dizeres como "isso aqui é Brasil", ilustram banner que têm até Neymar e ignora Éderson Marcelo Victor/Correio do Estado

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Volante campo-grandense que integrou-se à delegação da seleção brasileira nos Estados Unidos graças à convocação aos "45 do segundo tempo" por Carlo Ancelotti, Éderson dos Santos, de 26 anos, ainda não aparece entre os craques que ornamentam a sede da Federação de Futebol do Mato Grosso do Sul (FFMS), "prata da casa" esse ignorado localmente pelo menos até a estreia do Brasil na Copa de 2026. 

Quem passa pela rua 14 de Julho, na região central de Campo Grande, antes mesmo da Copa começar e do volante "prata da casa" Ederson ser convocado pela selação no lugar do lateral Wesley, nota que a sede da Federação de Futebol do Mato Grosso do Sul está na torcida pelo hexa. 

No local, além da mascote da FFMS, a onça-pintada "Vitória", a Federação do Mato Grosso do Sul colocou um banner que cobre todo o portão de elevação com os dizeres: "bate no peito", "isso aqui é Brasil" e dizendo ao campo-grandense que "tá liberado acreditar". 

Ederson não pisou em campo na estreia, entretanto, a fachada que já possui o busto centralizado do atacante lesionado sem condições de entrar para o jogo de estreia, Neymar Jr., e de figuras como a do também volante Casemiro e do dono do primeiro gol do Brasil na Copa de 2026, Vinicius Jr., ainda não providenciou uma imagem do campo-grandense. 

Imagem da mascote onça-pintada "Vitória" e dizeres como "isso aqui é Brasil", ilustram banner que têm até Neymar e ignora Éderson Fachada da FFMS até estreia do Brasil ainda não tinha rosto do "prata da casa" na decoração. Foto: Marcelo Victor

Recentemente, inclusive, a FFMS anunciou "reforço" no setor de comunicação com o objetivo de ampliar a conexão com o futebol sul-mato-grossense, porém, procurada através de emails disponíveis na página de seu site oficial, a Federação não deu retorno se planeja celebrar a convocação do campo-grandense também com um banner e, se sim, levando em consideração o tempo de confecção, se há a possibilidade de ser fixada antes do fim da fase de grupos. Até o fechamento da matéria não foi obtido retorno. 

Torcida local

Em Campo Grande, a chuva que atingiu a Capital neste sábado (13) deixou muitos torcedores brasileiros desconfiados de que ela pudesse voltar na hora do jogo do Brasil contra Marrocos, o que fez com que a estrutura da "Cidade da Copa" instalada na Esplanada Ferroviária contasse com menos de 100 pessoas até por volta das 17h.

A Prefeitura da Capital, por meio da Fundação Municipal de Esportes, esperava que milhares de pessoas pudessem comparecer ao evento, porém a chuva quebrou essa expectativa do local que conta com praça de alimentação, feira criativa, espaço para crianças, telão de alta definição para transmissão da partida, banheiros, equipe de segurança, etc. 

A ideia neste espaço é que, durante os jogos, também sejam disponibilizadas cadeiras para idosos e gestantes, além de espaço reservado para pessoas com deficiência (PCDs).

Apesar do medo da chuva estragar a festa, alguns torcedores optaram por assistir o jogo da Seleção Brasileira em bares, como verificado in loco pelo Correio do Estado, onde a torcida se dividia entre descrentes e aqueles esperançosos que ainda acreditam na conquista do hexa. 

 

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COPA DO MUNDO

Chuva faz torcedores trocarem Cidade da Copa por bares da Capital

A Funesp esperava que milhares de pessoas optassem pela estrutura montada na Esplanada Ferroviária, mas a chuva deste sábado impediu que torcedores fossem ao local

13/06/2026 18h00

Devido a chuva, Cidade da Copa não levou o público que esperava

Devido a chuva, Cidade da Copa não levou o público que esperava Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A chuva que atingiu Campo Grande, durante este sábado (13), deixou muitos torcedores brasileiros desconfiados de que ela pudesse voltar na hora do jogo do Brasil contra Marrocos, pela Copa do Mundo. Isto porque a estrutura da Cidade da Copa, instalada na Esplanada Ferroviária, contava com menos de 100 pessoas até por volta das 17h.

A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Fundação Municipal de Esportes, esperava que milhares de pessoas pudessem comparecer ao evento, porém a chuva quebrou a expectativa. A estrutura conta com praça de alimentação, feira criativa, espaço para crianças, telão de alta definição para transmissão da partida, banheiros, equipe de segurança, etc. Também serão disponibilizadas cadeiras para idosos e gestantes, além de espaço reservado para pessoas com deficiência (PCDs).

Apesar do medo da chuva estragar a festa, alguns torcedores optaram por assistir o jogo da Seleção Brasileira em bares. Foi o caso da Suelen Araújo, que parou no bar Balaio, localizado na esquina da 14 de julho com a General Melo. Animada com o início da Copa do Mundo e a estreia do Brasil, ela acredita no hexa. 

"O Brasil vai ganhar hoje com dois gols do Vini Júnior, meu palpite é 3 a 1 para o Brasil. Estou confiante que o hexa virá. Esse ano nós vamos ganhar o hexa. A gente é brasileira, a gente tem que confiar no nosso time no Brasil. Se a gente não confiar, ninguém vai poder confiar por nós".

No Bar Mercearia, tradicional por transmitir jogos de futebol no dia a dia, Vitor Abreu até acredita que o Brasil possa ganhar a Copa do Mundo, mas não aparentou estar tão esperançoso nisso.

"Não sei se o Brasil tá jogando tão bem assim. Mas a gente está acreditando. Na Copa de 2002 o Brasil ganhou e a gente não estava acreditando. Mas é isso, a gente tem que ter esperança", disse Vitor. Para o jogo contra o Marrocos, ele acredita que irá ganhar e seu palpite é no placar de 2 a 0, com gols de Vinícius Júnior e Endrick.

Expectativa dos bares

Já os estabelecimentos buscam ter um lucro acima do normal em jogos do Brasil. O gerente do Bar Mercearia, Jorge Vieira, espera que a chuva não atrapalhe o movimento do local e que hoje haja aumento nas vendas de petiscos e bebidas. Sua esperança é que o tempo continue tranquilo, para que o público possa aproveitar.

Devido a chuva, Cidade da Copa não levou o público que esperava
 Bar Mercearia é tradicional por transmitir jogos de futebol / Foto: Gerson Oliveira

Apesar do jogo da Seleção, não houve programação diferente ou um combo especial para os torcedores, mas ele acredita que a fidelidade do público e a tradição do Mercearia levem as pessoas ao estabelecimento. 

"A gente trabalha sempre com o mesmo sistema de trabalho. Então, tanto é que o bar é um local de esporte, então isso ajuda um pouco para a gente trabalhar mais em cima disso aí". Ele trabalha no Mercearia há 16 anos e relata que o local sempre trabalhou com o esporte.

A proprietária do bar Balaio, Elise Costalonga,  também espera um público grande e, para isso, investiu fortemente na divulgação, com programação especial e combos para os clientes.

Devido a chuva, Cidade da Copa não levou o público que esperava
Balaio abriu recentemente, há cerca de dois meses, e já é uma das opções do público para ver os jogos da Seleção / Foto: Gerson Oliveira

"Colocamos o telão, a gente já comandou o pessoal aqui, a galera está gostando bastante. Hoje, tem promoção de caipirinha em dobro durante o jogo, então enquanto a bola estiver rolando vai ter caipirinha. A gente também vai dar um narguilé na compra de um baldinho de cerveja. E após o jogo vai ter samba com o grupo Samba Caos", disse a proprietária.

Nos outros jogos também manterá a programação de samba junto e vai abrir a "casa" antes dos jogos para o público fazer o famoso esquenta.

"No jogo que o Brasil vai jogar às 20h30, a gente vai ter um esquenta com samba e depois do jogo vai terminar com samba de novo. E aí a gente vai modificando as promoções" disse Elise.


 

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