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Detran lança sistema para controlar movimentações comerciais realizadas por empresas veiculares

O cadastramento online está liberado desde ontem (07) para as empresas do ramo

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Mato Grosso do Sul será o primeiro estado a implantar o Registro Nacional de Veículos em Estoque (Renave).

O Sistema consiste em um gerenciamento e controle de veículos, que, a partir de uma base nacional de dados, facilitará a comunicação, registro, controle e acompanhamento das transações comerciais viabilizando a escrituração eletrônica dos livros de registro de movimento de entrada e saída de veículos, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

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O cadastramento online foi aberto nesta segunda-feira (7), e está disponível para as empresas pelo portal de serviços, Meu Detran.

Antes da implantação do sistema, muitas recebiam veículos consignados para venda sem apresentar responsabilidade sobre o bem, mas agora, com a mudança, o veículo já entrará na loja com alegação de venda feita em nome da credenciada, o que aumenta a segurança.

De acordo com Loretta Figueiredo, diretora de Veículos do Detran-MS,  agora será possível acompanhar a trajetória do veículo, tendo controle de sua escritura.

“O Renave dá mais celeridade também às transferências e segurança no ato, haja vista que as vistorias serão feitas no local, não havendo necessidade de deslocamento”, pontuou.

Já segundo o diretor-presidente do Detran MS, Rudel Trindade, mais uma vez o departamento estadual toma uma iniciativa que pode ser reconhecida nacionalmente, por possibilitar maior agilidade e segurança.

“Nossa meta é atender de forma cada vez mais eficiente e a plantação do Renave nos traz uma segurança muito grande para esse setor. É um salto de modernização.", completou.

A Portaria que trata da implantação do sistema foi publicada no Diário Oficial do Estado e dispõe sobre o cadastramento de estabelecimentos para a sua utilização.

Identificação

Quase um terço da população de MS já tem a identidade nacional

Saiba como ter acesso ao documento que unifica dados de registro

16/06/2026 14h16

Posto de identificação em Campo Grande (MS)

Posto de identificação em Campo Grande (MS) Gerson Oliveira/Arquivo

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Quase um terço da população de Mato Grosso do Sul já tem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), informou o governo federal nesta terça-feira (16). Mais precisamente, 796,8 mil pessoas têm o novo documento no Estado, percentual que representa 27,4% da população do Estado. 

Em todo o Brasil, um total de 55,8 milhões de pessoas já emitiram o documento, conforme informou o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). 

Todos os Estados emitem a primeira via da Carteira de Identidade Nacional gratuiramente. Em todo o Brasil, são emitidas, em 39,6 mil carteiras por dia, e 1,13 milhão de documentos por mês. Nos primeiros dias de junho de 2026 já foram emitidas 782,6 mil novas identidades.

Em Mato Grosso do Sul, para agendar e solicitar a CIN, o cidadão deve entrar neste site da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). 

A CIN substitui o antigo Registro Geral (RG) e adota o CPF como número único de identificação do cidadão. A medida elimina a possibilidade de uma mesma pessoa possuir diferentes números de identidade em estados diferentes e reduz duplicidades e aumenta a confiabilidade dos registros públicos. O documento tem validade em todo o território nacional.

O novo documento nacional de identificação ainda incorpora mecanismos modernos de segurança, como o QR Code, que permite a verificação rápida da autenticidade do documento por meio do aplicativo de leitura da CIN, disponível gratuitamente nas lojas de aplicativos. Com a ferramenta, também é possível consultar as informações constantes na versão física do documento.

A CIN ainda está integrada a sistemas biométricos de identificação, fortalecendo a segurança do cidadão e do Estado e contribuindo para o acesso mais seguro a serviços e benefícios públicos.

Além de funcionar como documento de identificação em todo o território nacional, a CIN também amplia o acesso aos serviços digitais do Governo do Brasil. Integrada à plataforma GOV.BR, a nova identidade permite a obtenção da conta nível Ouro, o mais alto grau de segurança disponível, e pode ser utilizada para recuperar o acesso à conta em casos de perda ou troca de celular.

Para utilizar essa funcionalidade, o cidadão deve manter o aplicativo GOV.BR atualizado e estar com a versão física da CIN em mãos. O processo inclui a realização do reconhecimento facial e a leitura do QR Code presente no documento. Após a validação da identidade, um código de confirmação é enviado por e-mail ou SMS, permitindo a recuperação da conta de forma ágil e segura.

SUSPEITAS

MPMS investiga contratos milionários de transporte no interior de MS

Prefeito de Rio Verde destinou R$ 929 para aluguel de micro-ônibus por oito meses. Um veículo novo custaria R$ 636 mil

16/06/2026 13h24

Somando contratos de transporte escolar e de pacientes do SUS, mesma empresa faturou quase R$ R$ 3,7 milhões em Rio Verde

Somando contratos de transporte escolar e de pacientes do SUS, mesma empresa faturou quase R$ R$ 3,7 milhões em Rio Verde

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Após receber denúncia de que a prefeitura de Rio Verde de Mato Grosso alugou um ônibus para o transporte de pacientes do SUS por um valor superior ao daquele que custaria um veícculo novo, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul instaurou um inquérito civil para investigar suposto superfaturamento do crontato. 

Conforme a denúncia, o aluguel do microônibus, com capacidade para até 37 passageiros,  foi contratado por R$ 929,4 mil. Um veículo novo, segundo esta denúncia, poderia ser adquirido por R$ 636,8 mil. 

Além disso, a empresa que firmou o contrato para transportar pacientes do SUS também conseguiu firmar outro contrato emergencial, sem licitação, com o prefeito Réus Antonio Sabedotti  Fornari (PP), garantindo o faturamento de outros R$ 2, 761 milhões. 

Ao apresentar sua defesa, a secretária de saúde, Aline Benvenutti Ribeiro, alegou à promotoria que o aluguel do ônibus para o transporte de pacientes era mais barato do que comprar um veículo novo, já que existe uma série de outros gastos além do custo inicial da compra do veículo. 

Pelo contrato, válido por oito meses, a empresa contratada teria de percorrer 60 mil quilômetros, o que equivale a R$ 15,49 por quilômetro. O transporte de pacientes foi feito para cidades como Coxim, São Gabriel do Oeste e Campo Grande, sempre em estrada asfaltada. 

Em média, um veículo deste porte percorre em torno de 3,5 quilômetros com um litro de diesel. Então, para percorrer os 60 mil quilômetros seriam necessários em torno de 18 mil litros de combustíveil. Levando em consideração o custo do litro da ordem de R$ 7,00, o gasto seria inferior a R$ 130 mil. 

Além disso, se este ônibus tivesse dois motoristas em tempo integral, ao custo mensal de R$ 7 mil cada um, valor bem superior ao custo real, seriam mais R$ 112 mil. E, em uma projeção pessimista, pode-se acrescentar mais R$ 50 mil de manutenção ao longo de oito meses. 

Somando tudo, seriam quase R$ 300 mil de gastos totais ao longo de 8 meses. Então, somando o custo da aquisição de um veículo novo, de R$ 636 mil, mais os R$ 300 mil de gastos, chegaria-se ao custo do contrato, de R$ 929 mil. 

A diferença, porém, é que ao final do contrato de oito meses a prefeitua estaria com um microônibus semi-novoem seu patrimônio. Atualmentel, a frota do setor de saúde já conta com nove veículos. E, segundo a secretária de saúde, o custo anual com os serviços de menutenção do ano passado foi de R$ 334 mil.

E, apesar de contar com uma frota significativa, toda ela adquirida depois de 2018, a prefeitura alegou que era necessário contratar um novo veículo para evitar que pacientes perdessem atendimentos agendados em diferentes hospitais de Campo Grande. 

Antes de fazer a contratação emergencial do microônibus, a prefeitura fez levantamento de preços e três empresas apresentaram proposta. A vencedora, Aleluia Logística e Transportes, pediu R$ 15,49 por quilômetro rodado. Uma outra, Transportadora Aleluia, se ofereceu a fazer o serviço por R$ 15,95. Uma terceira interesssada pediu R$ 24,80.

A suspeita da promotoria, porém, é de que estas propostas tenham sido forjadas somente para cumprir uma formalidade legal. Agora, o promotor quer saber se as duas empresas com nomes parecidos realmente existem e se pertencem à mesma família.

A investigação do MPMS começou ainda no final do ano passado e durante a apuração o denunciante revelou que a mesma empresa havia voltado a firmar contrato emergencial para o transporte de estudantes. 

Conforme este novo contrato, a Aleluia Logística e Transporte receberia R$ 2,761 milhões para percorrer 196,8 mil quilômetros e transportar 245 estudantes por dia. Isso equivale a pouco mais de R$ 14,02 por quilômetro rodado. 

Um levantamento feito pelo Correio do Estado em outras prefeituas de diferentes regiões do Estado revela que estas prefeituras, após terem feito licitação, estão pagando entre R$ 8 e R$ 12 por quilômetro rodado. O valor varia de acordo com o tamanho do veículo contratado.

 

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