Nesta quinta-feira (22), dois dias após a prisão em Ponta Porã de Antônio Joaquim Mota - ligado ao tráfico internacional e tido como "novo Rei da Fronteira" -, a Polícia Federal realizou nova operação de combate ao crime organizado no município, distante cerca de 312 km de Campo Grande.
Conforme a Polícia Federal, a ação de hoje (22) trata-se da terceira fase da Operação Rota do Crime, que busca desmantelar grupos criminosos especializados no transporte de ilícitos originados em Ponta Porã, entre esses o tráfico de entorpecentes e no comércio ilegal de armas de fogo.
Foram cumpridos mandados de prisão temporária e de busca e apreensão nas cidades de Ponta Porã/MS, Olímpia/SP e São Paulo/SP.
Cabe ressaltar que essa operação teve suas investigações iniciadas ainda em novembro de 2022, depois que os policiais apreenderam mais de uma tonelada de maconha, além de cinco armas de fogo.
Ainda em outubro do ano passado, a segunda fase dessa operação cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão nas mesmas cidades de Ponta Porã–MS, Olímpia–SP e São Paulo–SP.
Nessa ocasião, a 1,5 tonelada de maconha foi encontrada em caminhão fretado, que era conduzido com destino ao interior de São Paulo.
Com o grupo criminoso sob a mira do setor de investigações, foi possível observar o esquema elaborado pela organização, que contratava empresas terceirizadas de frete para trazer esses ilícitos (armas e drogas) para o território nacional.
Como revela a polícia, a ação criminosa fazia uso de documentos falsos para poder forjar notas fiscais, assim como também para comprar celulares pelos quais gerenciavam a associação.
Mota preso
Antônio Joaquim Mota, conhecido como Tonho, é apontado como chefe de organização criminosa voltada ao tráfico internacional de drogas. A PF indica até mesmo suposta ligação dele com o Primeiro Comando da Capital (PCC), quadrilha forte em território nacional.
Entre suas ligações aparecem até mesmo o famoso doleiro Dario Messer, condenado dois anos atrás, em 2022, a 13 anos de prisão, por lavagem de dinheiro.
Os próprios familiares de Antônio possuem ligação com os mais diversos crimes, de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e até contrabando, há pelo menos 50 anos.
Ainda em julho do ano passado, o filho de Antônio - o popular Motinha - escapou de um investida da Polícia a bordo de um helicóptero, considerado foragido até os dias de hoje. Além dele, inclusive a esposa e filha de Tonho são investigadas em território nacional por lavagem de dinheiro.
Mais recente, na última terça (20), os policiais federais localizaram Antônio na região fronteiriça com o Paraguai, com um mandado de prisão aberto, de onde foi transportado de helicóptero pelas autoridades para o presídio federal da Capital.
“Na ação, foi cumprido um mandado de prisão que estava em aberto contra o indivíduo pelo cometimento de crimes como posse e tráfico ilegal de arma de fogo, tráfico de drogas e organização criminosa. A ação contou com o apoio da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública, a Sejusp, no transporte aéreo de Ponta Porã para Campo Grande”, esclareceu a superintendência em nota.




