Cidades

ISOLAMENTO SOCIAL

Dicas para cuidar da saúde mental das crianças na quarentena

O período de pandemia pode deixar os menores ansiosos

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Com as aulas presenciais de creches, ensino primário e ensino fundamental suspensas, as crianças estão passando muito tempo em casa. Para pais ocupados, pode ser uma tarefa difícil cuidar e manter a saúde mental dos filhos em meio à pandemia.  

Segundo a Associação Brasileira de Neurologia e Psiquiatria Infantil (Abenepi) os sistemas cognitivos e emocional das crianças ainda não são plenamente desenvolvidos, então a maneira que enfrentarão o período de pandemia dependerá em grande parte da conduta e manejo dos pais.

Ainda de acordo com a Abenepi, nos momentos em que os pequenos não estão fazendo atividades do ensino remoto, atividades como jogos, leitura, atividades ao ar livre, pinturas e até mesmo cozinhar em família podem ajudar a aliviar a ansiedade das crianças.  

Além disso, o Comitê Estadual do Fórum do Judiciário para a Saúde do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, criou dicas para os pais e responsáveis auxiliares os filhos neste período.  

- Reaja de maneira solidária ao comportamento das crianças. Em geral, elas respondem ao estresse tornando-se mais grudentas, ansiosas, retraídas, irritadiças e, em alguns casos, urinando na cama;

- Reaja a esses comportamentos ouvindo as preocupações delas e oferecendo mais amor, carinho e atenção;

- Valide os sentimentos dos menores. Tempos difíceis exigem mais atenção. Crie oportunidades para as crianças brincarem e relaxarem;

- Mantenha-as próximas. Evite ao máximo separar as crianças de seus responsáveis para não gerar nova causa de estresse emocional. Se a separação for inevitável, como no caso de uma hospitalização, garanta o contato regular por telefone para que elas se sintam seguras;

- Mantenha a rotina ou crie uma nova. Inclua na vida das crianças uma rotina com momentos para aprendizado, brincadeiras e relaxamento;

- Converse com a criança de forma clara, honesta e condizente com a idade. É possível que elas manifestem preocupações com a Covid-19. Elas observam o comportamento e as emoções dos adultos, enquanto buscam meios de lidar com as próprias emoções em momentos difíceis. Falar com franqueza pode aliviar a ansiedade.

 

Meio Ambiente

Associação de prefeitos de MS levanta prédio em área de preservação

Ministério Público foi à Justiça para demolir edificação, feita - sem alvará - a poucos metros de leito de rio, em Campo Grande

21/01/2026 05h00

Prédio do Cossems, anexo à Assomasul, na Avenida Eduardo Elias Zahran, está em área de preservação permanente

Prédio do Cossems, anexo à Assomasul, na Avenida Eduardo Elias Zahran, está em área de preservação permanente Gerson Oliveira

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) foi à Justiça para obrigar a Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul) a demolir um prédio construído em 2021 em área de preservação permanente (APP) do Córrego Vendas, em Campo Grande.

A atuação da Promotoria Especializada do Meio Ambiente de Campo Grande ocorre por meio de duas ações civis públicas.

A mais recente, ajuizada nesta semana, é direcionada à Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb) e à Prefeitura de Campo Grande. Nela, o órgão ministerial pede a anulação da licença ambiental simplificada (provisória), com validade até 2030, que reconhece a invasão da área de preservação permanente pela associação de prefeitos, mas, ainda assim, mantém as edificações dentro da área delimitada pela legislação ambiental.

Em outra ação civil pública, ajuizada no segundo semestre de 2025, o MPMS cobra da associação dos prefeitos a demolição de parte do edifício do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso do Sul (Cossems), cuja construção – feita sem alvará e sem qualquer licença ambiental em 2021 – avançou sobre a APP do Córrego Vendas. Na época da construção da sede do Cossems, o presidente da Assomasul era o ex-prefeito de Nioaque, Valdir Couto Souza Jr. (PSDB). 

Relatórios técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (Semadur), datados de 2021, e do Departamento Especial de Apoio às Atividades de Execução (Daex) confirmaram a descaracterização da área protegida, com aterro, construção de muro e despejo de resíduos da construção civil, além da ausência de vegetação nativa.

Mesmo diante das autuações e da constatação oficial das irregularidades, a Assomasul manteve a obra e buscou legitimar sua permanência por meio de projetos de recuperação de àreas degradadas e alteradas (Prada).

Esses projetos, no entanto, indica a promotora de Justiça Luz Marina Borges Maciel Pinheiro, foram considerados incompletos e insuficientes pelos órgãos técnicos, por não apresentarem medidas efetivas de recomposição da área degradada. Em 2021, a Assomasul chegou a ser multada pela Semadur, após a constatação das irregularidades na construção.

Licença tardia

Ainda assim, em 2025, a Planurb concedeu uma licença ambiental simplificada que autorizava a permanência da construção mediante uma compensação de apenas 60 metros quadrados adicionais de APP dentro do mesmo lote.

Para o MPMS, essa solução configura uma “ficção jurídica” sem respaldo legal. De acordo com a promotora, a legislação ambiental brasileira não admite a manutenção de edificações em APP mediante compensações, salvo em casos de utilidade pública ou interesse social – hipóteses que não se aplicam ao prédio da Assomasul.

Para ela, a licença foi emitida em “total afronta ao ordenamento jurídico” e representa um precedente perigoso ao permitir que construções irregulares sejam mantidas em áreas sensíveis por meio de arranjos administrativos.

“Não há qualquer possibilidade de manutenção de edificação em área de preservação permanente, nem mesmo mediante qualquer tipo de compensação”, afirma a promotora de Justiça.
Ela ainda sugere que a licença, concedida após a Assomasul ter construído a sede do Cossems, pode ter servido para dar verniz de legalidade a uma obra feita em desacordo com a lei.

“A licença ambiental foi concedida em desacordo com os princípios que, atualmente, regem o ordenamento jurídico brasileiro”, argumenta a promotora

Em uma das ações, a promotora pede a anulação da licença ambiental e, na outra, a demolição da edificação do Cossems feita na APP do Córrego Vendas, além de um muro que avança sobre a área de preservação.

Decisão judicial 

No despacho mais recente, o juiz da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, Ariovaldo Nantes Corrêa, determinou que a promotora de Justiça inclua a Assomasul no polo passivo da ação civil pública ajuizada nesta semana, além de esclarecer a conexão com outra ação, sobre a mesma construção em APP, movida contra a associação.

“Eventual revogação da licença ambiental alhures indicada poderá influir no julgamento das obrigações de fazer pretendidas naquela ação”, afirmou o juiz.
 

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SAÚDE

Após 9 meses paradas, ambulâncias do Samu começam a rodar em Campo Grande

Veículos foram doados pelo Ministério da Saúde em abril de 2025 e, desde então, estavam encostados no pátio da Sesau

20/01/2026 19h45

Novas ambulâncias, doadas pelo Governo Federal em abril de 2025

Novas ambulâncias, doadas pelo Governo Federal em abril de 2025 Divulgação: Prefeitura de Campo Grande

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A Prefeitura de Campo Grande colocou em operação novas ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que estavam paradas no pátio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) desde abril de 2025. Das seis recebidas pelo Ministério da Saúde, cinco estão sendo incorporadas à frota para renovação de veículos em uso, e uma passou a integrar a Base Centro, contribuindo para a ampliação das equipes.

Em novembro do ano passado, o presidente da Comissão de Saúde da Câmara Municipal, vereador Dr. Victor Rocha, assinou o Termo de Anuência e a Solicitação de Aditamento do Termo de Doação nº 561/2024, referente a doação destas ambulâncias pelo Ministério da Saúde.

A finalidade da Solicitação de Aditamento era substituir as cinco ambulâncias alugadas, que somavam gastos de R$ 70 mil mensais aos cofres públicos, pelas seis novas que foram doadas ao Município.

Inicialmente, os novos veículos doados por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, tinham o intuito de ampliar a frota, porém com a Solicitação de Aditamento a proposta muda para renovação dela.

Imbróglio

As ambulâncias estavam paradas no pátio da Sesau desde abril deste ano, pois, de acordo com Vanderlei Bispo, membro do Comitê Gestor da Saúde, o contrato assinado pela secretaria solicitando novas ambulâncias, em 2021, teve um equívoco. 

Elas deveriam vir como renovação de frota, e não como ampliação como foi solicitado. Com isso, o número de veículos excederia os 14, sendo que há equipes para 12 e os outros dois ficam como ampliação. Consequentemente, não seria permitido a veiculação desses automóveis.

À época, ao Correio do Estado Vanderlei ainda relatou que o Ministério da Saúde deu a opção de usar as seis ambulâncias como ampliação, o que seria impossível, pois cada veículo precisaria de quatro equipes para alternar os turnos, ou a Sesau teria que devolvê-las. 

A última cartada dada pelo Ministério foi que a Sesau entrasse com o termo pedindo anuência aos órgãos fiscalizadores para que estes aceitassem a troca da ampliação pela renovação, o que permitiria que as ambulâncias tenham o aval para transitar. 

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