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Inteligência artificial pode ser aliada nos estudos para o Enem; Veja dicas

Neste ano, as provas serão realizadas em dois domingos consecutivos, sendo dia 3 e 10 de novembro, e alguns recursos de Inteligência Artificial podem ajudar a otimizar o aprendizado

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A primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024 ocorrerá no dia 3 de outubro, para 4,3 milhões de inscritos confirmados, sendo 51.199 em Mato Grosso do Sul. A segunda etapa será uma semana depois, no dia 10 de outubro.

Com a aproximação das provas estudantes buscam cada vez mais formas eficientes de se preparar. A inteligência artificial (IA) surge como uma poderosa aliada nesse processo.

Importante ressaltar que as IAs não devem ser a única fonte de estudo, mas um recurso que pode ajudar a otimizar o aprendizado.

Plataformas educacionais têm integrado chatbots que interagem com os alunos, esclarecendo dúvidas em tempo real sobre matérias e ajudando na prática de questões.

A IA pode ser aplicada em simulados online, geração de resumos e cronogramas de estudo personalizados e até na preparação para a redação, fornecendo feedback instantâneo sobre as produções textuais dos estudantes, destacando pontos fortes e áreas de melhoria.

Confira algumas IAs que podem ajudar nos estudos para o Enem:

Monic IA

É um assistente virtual voltado para o auxílio em estudos. Oferece funcionalidades como perguntas e respostas em diversas disciplinas, ajuda a resolver problemas e realizar atividades, permite estudo personalizado adaptado ao nível de conhecimento do usuário, e há simulações e testes para a prática com questões de provas e simulados.

Me Salva!

O app Me Salva! é uma plataforma de estudos voltada para ajudar alunos a se prepararem para exames como o Enem e vestibulares. Oferece videoaulas com professores especializados, questões práticas, resumos e apostilas para complementar o conteúdo e testes que simulam o formato das provas.

Photomath

É um aplicativo que usa inteligência artificial para resolver problemas matemáticos. O aplicativo permite que usuários tirem tire fotos de problemas e conceitos matemáticos e receba soluções passo a passo. O app reconhece e interpreta o texto da imagem postada pelo estudante e, além de oferecer explicações interativas, ajuda os usuários a entedenderem melhor os conceitos.

ChatGPT

Pode ajudar em diversas disciplinas, responder dúvidas e oferecer explicações. Permite resumos, correções de redações e criação de questões no estilo do Enem.

Quizlet

É uma plataforma de aprendizado que oferece diferentes modos de estudo, como a funcionalidade de estudar com flashcards, que são cartões de estudo com perguntas de um lado e resostas do outro, podendo o estudante criar o próprio cartão ou acessar conjuntos criados por outros. Também há acompanhamento do desempenho do usuário ao longo do tempo.

Redação Nota 1000

Plataforma voltada a ajudar estudantes a melhorar suas habilidades de escrita, especialmente para vestibulares e Enem. Oferece dicas, estrutura de textos e exemplos de redações nota máxima.

Khan Academy

Oferece uma ampla gama de recursos educacionais gratuitos, que permite que os usuários aprendam tópicos como matemática, ciências, história, entre outros. O app inclui vídeos explicativos, exercícios interativos e ferramentas de acompanhamento de progresso, além de espaço para para praticar a escrita e a compreensão de textos, que podem ajudar na redação.

Duolingo

Focado em aprendizado de idiomas, tem um chatbot que ajuda na prática de conversação e pode ajudar no Enem, pois há a parte da prova que o estudante precisa responder questões de inglês ou espanhol.

Pronto para o Enem

É uma plataforma que ajuda alunos a se prepararem para o Enem, oferecendo simulados e dicas para a redação, além de questões práticas de diferentes disciplinas, simulados e acompanhamento de desempenho.

Estratégias para estudar usando a inteligência artificial

  • Plataformas de Aprendizado: Utilize plataformas que oferecem cursos online e simulados adaptativos. Algumas usam IA para personalizar o conteúdo de acordo com seu desempenho.
  • Chatbots de Estudo: Interaja com chatbots que podem responder a perguntas sobre o conteúdo, explicar conceitos e oferecer exercícios.
  • Análise de Desempenho: Use ferramentas de análise de dados que avaliam seu progresso e identificam áreas que precisam de mais atenção.
  • Resumos e Revisões: A IA pode ajudar a gerar resumos de matérias e organizar seus estudos com cronogramas personalizados.
  • Simulados Online: Faça simulados que usam IA para criar questões com base nos temas mais cobrados no Enem, ajudando a familiarizar-se com o formato da prova.
  • Aprendizado de Línguas: Se precisar melhorar a redação ou a compreensão de textos, use apps que oferecem feedback instantâneo sobre suas respostas.
  • Grupos de Estudo Virtuais: Participe de grupos onde a IA pode facilitar a troca de conhecimentos e a resolução de dúvidas.

Estudo tradicional

Embora a tecnologia e inteligência artificial sejam de grande auxílio, é importante ressaltar que os métodos tradicionais de estudo continuam sendo fundamentais para um aprendizado eficaz e completo, pois ajudam a desenvolver habilidades fundamentais como a disciplina, leitura crítica e resolução de problemas.

A leitura de livros e apostilas específicas para o Enem oferece uma base sólida de conhecimento, pois, geralmente, abordam não apenas conteúdos teóricos, mas também trazem exercícios práticos e exemplos de questões, ajudando a fixar o aprendizado.

Além disso, a escrita manual, como em cadernos de anotação e resumos, pode ter benefícios na memorização e compreensão de conceitos.

As aulas presenciais, quando disponíveis, são outra forma valiosa de aprendizado. O contato direto com professores permite um esclarecimento mais imediato de dúvidas e os profissionais podem oferecer insights que não estão disponíveis em plataformas digitais, além de promover discussões em grupo que estimulam o pensamento crítico.

O recomendado é aproveitar as inovações da inteligência artificial, combinada com os métodos tradicionais de ensino, incorporando diferentes formas de estudo.

Enem 2024

O Enem avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica. Ao longo de mais de duas décadas de existência, tornou-se uma das principais portas de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e de iniciativas como o Programa Universidade para Todos (ProUni).

Nos dois dias de provas, os participantes do Enem responderam a perguntas de quatro áreas de conhecimento, que, ao todo, somam 180 questões objetivas.

Em 3 de novembro, as provas são compostas por: 45 questões de linguagens (língua portuguesa, literatura, língua estrangeira – inglês ou espanhol, artes, educação física e tecnologias da informação e comunicação); mais 45 questões de ciências humanas (história, geografia, filosofia e sociologia). Os participantes também devem redigir uma redação de 30 linhas.

Em 10 de novembro, as 90 questões objetivas estão divididas em 45 itens de ciências da natureza (química, física e biologia) e matemática, conforme figuras abaixo.

AGRISHOW 2026

Alckmin anuncia programa de R$ 10 bi para financiar máquinas agrícolas; setor critica

O vice-presidente declarou que o programa busca estimular a modernização do parque agrícola brasileiro e, com isso, ampliar a competitividade do País

26/04/2026 19h00

Vice-presidente, Geraldo Alckmin

Vice-presidente, Geraldo Alckmin Crédito: Fábio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

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O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, anunciou neste domingo, 26, durante a abertura da 31ª edição da Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), um programa de financiamento de máquinas agrícolas com a promessa de reduzir os juros pagos pelos agricultores. O "Move Agrícola" prevê liberar, dentro de três semanas, um total de R$ 10 bilhões, com taxa de "um dígito" - o porcentual não foi especificado.

"O governo está estruturando o 'Move Agrícola' para garantir crédito mais acessível ao produtor e à indústria de máquinas", afirmou Alckmin. Segundo ele, a medida atende a uma demanda recorrente do setor, especialmente em um cenário de juros elevados.

Os recursos serão operacionalizados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) em parceria com instituições financeiras. Alckmin declarou que o programa busca estimular a modernização do parque agrícola brasileiro e, com isso, ampliar a competitividade do País.

Além do novo programa, Alckmin sinalizou outras frentes de atuação do governo federal. Entre elas, a ampliação do seguro rural - considerado um dos gargalos estruturais do agro brasileiro. Atualmente, a cobertura atinge pouco mais de 7% da área plantada no País.

O vice-presidente reconheceu a limitação e afirmou que o governo pretende avançar no tema, mas com cautela fiscal. "Vamos melhorar o seguro rural com toda a responsabilidade fiscal", disse, indicando que eventuais mudanças dependerão do equilíbrio das contas públicas.

Outro ponto sensível abordado foi a renegociação das dívidas do setor. Alckmin confirmou que o governo trabalha em um programa que contemple tanto produtores adimplentes quanto inadimplentes, com o objetivo de reequilibrar financeiramente a atividade no campo.

O vice-presidente mencionou, ainda, medidas que podem beneficiar o agronegócio de forma indireta, como a ampliação da lista de produtos com tarifa de importação zerada e a desoneração das exportações prevista na reforma tributária.

Reivindicações

A cobrança por medidas concretas partiu de lideranças do setor presentes na cerimônia de abertura da Agrishow. O deputado federal Arnaldo Jardim, vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), reforçou a necessidade de um modelo estruturado de renegociação de dívidas.

Segundo ele, não se trata de perdoar os produtores, mas de adotar ações que permitam a eles manter suas atividades. "É indispensável que ele consiga pagar seus compromissos e retomar sua capacidade produtiva", afirmou.

Jardim também falou sobre a urgência de ampliar o seguro rural, argumentando que uma cobertura mais robusta reduziria a necessidade de renegociações frequentes. Ele lembrou que há projetos em tramitação no Congresso para fortalecer a política de seguro, mas que ainda dependem de avanços legislativos.

Plano Safra

Em sua primeira participação na Agrishow como ministro da Agricultura, André de Paula adotou um discurso focado na ampliação do crédito e na redução dos custos financeiros. O ministro declarou que pretende buscar um novo recorde de recursos para o próximo Plano Safra, mas que o volume, por si só, não é suficiente. "Mais importante do que o montante é garantir taxas de juros que permitam ao produtor acessar esse crédito", declarou.

De Paula também se comprometeu a atuar pela aprovação do projeto de lei do seguro rural. Ele defendeu a construção de um modelo sustentável, com mecanismos que garantam continuidade mesmo em cenários de restrição orçamentária.

Outro ponto destacado foi a disposição do ministério em dialogar sobre a renegociação de dívidas. De acordo com o ministro, a pasta estará aberta a pensar em soluções em conjunto com o setor e o Congresso Nacional.

"Não-anúncio"

Representantes do agronegócio, entre eles Tirso Meirelles, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), uma das entidades organizadoras da Agrishow, afirmam que havia uma expectativa de que o governo federal anunciasse medidas para atacar os "grandes problemas estruturantes do agro" e, por isso, ficou uma sensação de frustração.

"Esperávamos que fossem feitos anúncios, mas estamos classificando como um 'dia do não-anúncio'", disse à reportagem. "O governo reconheceu a importância de termos uma autossustentação de fertilizantes, de termos crédito, de termos seguro, mas não houve nada prático nesse sentido. Não bastasse isso, colocaram a culpa dos juros altos na guerra (do Oriente Médio). Sabemos que os juros não abaixam por causa da inflação".

Diante deste cenário, Meirelles diz que a principal orientação aos agricultores será a de evitar investimentos no momento, mas de focar em aumentar a produtividade das lavouras, a fim de reduzir as pressões dos custos. "Todos esses pontos que apontamos são no intuito de começarmos a criar um País que não perca as oportunidades que estamos perdendo. Precisamos, agora, criar um projeto Brasil, com planejamento para os próximos 20 anos".

RESÍDUOS SÓLIDOS

MS têm 23 cidades 'sem plano' para lixo à beira de possível arrocho

Prazo para gestores atualizarem dados junto ao chamado Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (Sinir) termina na próxima quinta-feira (30)

26/04/2026 18h00

Apesar da maioria em Mato Grosso do Sul apresentar planejamento finalizado, municípios ainda aparecem com seus planos

Apesar da maioria em Mato Grosso do Sul apresentar planejamento finalizado, municípios ainda aparecem com seus planos "nem iniciados" na lista do Observatório dos Lixões Aquivo/Correio do Estado/Ilustração/Marcelo Victor

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Com projeto de lei tramitando na Câmara dos Deputados para um possível arrocho sobre as regras nacionais para funcionamento de aterros sanitários, 23 municípios sul-mato-grossenses, segundo dados compilados pelo chamado Observatório dos Lixões, ainda "não sabem" o que fazer com o próprio lixo. 

Isso porque, como mostra a plataforma mantida pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), 23 municípios do Mato Grosso do Sul ainda não aparecem na relação com seus respectivos "planos municipais" finalizados. 

Conforme exposto no Observatório, alimentado com  dados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e levantamento realizado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), essas 23 localidades aparecem ainda com seus planos "nem iniciados".

Entre os 23 municípios, por ordem alfabética, aparecem: 

  1. Aral Moreira
  2. Bandeirantes
  3. Bataguassu
  4. Batayporã
  5. Camapuã 
  6. Cassilândia
  7. Corguinho 
  8. Coxim 
  9. Dois Irmãos do Buriti 
  10. Fátima do Sul 
  11. Guia Lopes da Laguna
  12. Ivinhema
  13. Japorã
  14. Jaraguari
  15. Jateí 
  16. Mundo Novo
  17. Nioaque
  18. Paranhos 
  19. Rio Verde de Mato Grosso  
  20. Ribas do Rio Pardo 
  21. Rochedo
  22. Santa Rita do Pardo
  23. Sonora 

Servindo como uma espécie de "raio-x" do município, o Observatório dos Lixões listam desde o registro, ou não, de um plano municipal interno, bem como vários outros pontos que indicam se aquela localidade está ou não em conformidade com o que está estabelecidos na Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305/2010).

Entre esses pontos estão listados desde o tipo de disposição do lixo, que no caso de Ivinhema - a cidade prefeito Mais Louco do Brasil que está na lista como "plano municipal não iniciado" - é descrita, por exemplo, como feita em "aterro sanitário"; bem como se aquela localidade possui coleta seletiva e se inclui ou não catadores nesse processo. 

Vale lembrar que ainda está em vigor recentemente um prazo para os gestores, para que atualizem os dados junto ao chamado Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (Sinir), que termina no dia 30 de abril, na próxima quinta-feira. 

Essa obrigatoriedade do envio está inclusive prevista na já mencionada Política Nacional de Resíduos Sólidos, e precisa ser feita anualmente para melhor acompanhamento das gestões municipais sobre os resíduos sólidos. 

Através de formulário disponível na página Sinir (acesse CLICANDO AQUI), os gestores precisam fornecer , como bem aponta a CNM, dados referentes a: 

  • Origem dos resíduos gerados municipais e respectivas quantidades; 
  • Caracterização desses resíduos, formas de destinação e disposição final;
  • Infraestrutura local: aterros sanitários e sistemas compartilhados por meio de consórcios públicos;
  • Custos com limpeza urbana e coleta seletiva;
  • Geração de emprego e renda associadas a esse setor;
  • Demais informações de passivos ambientais, como, por exemplo, dados sobre contaminação 

Possível arrocho

Tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei (6542/25) que deve "arrochar" as diretrizes referentes ao funcionamento de aterros sanitários, o que pode afetar operações em todo o território nacional. 

Na Casa de Leis, a proposta de autoria do parlamentar cearense Vanderlan Alves (Solidariedade) é descrita como uma iniciativa para "fortalecer a proteção ambiental, hídrica e sanitária", além de assegurar direitos de povos e comunidades tradicionais.

Em resumo, o principal ponto cobra que as operações só poderão acontecer diante de um "licenciamento ambiental completo, vedando processos simplificados, auto declaratórios ou por adesão".

Pelo texto também ficaria obrigatória realização de Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental (Rima) em casos como empreendimentos de grande porte — com capacidade superior a 100 toneladas diárias — ou instalados em áreas consideradas sensíveis.

Para efeito de comparação, uma capital como Campo Grande, que está longe dos maiores geradores, produz uma média diária que beira 900 toneladas, sendo cerca de um quilo de lixo por morador campo-grandense coletados cotidianamente. 

A justificativa se baseia justamente na expansão de aterros sem a devida observância de critérios técnicos adequados pelo Brasil a fora, o que demanda estudos aprofundados e maior participação social. Em caráter conclusivo, o projeto passará pela análise das comissões de Desenvolvimento Urbano; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania

 

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