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Dicas essenciais para aprimorar a nota da redação do Enem

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Embora a redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) seja um dos principais desafios enfrentados pelos candidatos, no ano passado 60 estudantes conseguiram alcançar a nota máxima – um aumento significativo em relação ao ano anterior, quando apenas 18 concorrentes obtiveram essa conquista. Esse crescimento pode estar relacionado, em parte, ao aumento do número de participantes no exame.

Em 2022, 38,1% dos estudantes concluintes do Ensino Médio realizaram a prova, enquanto em 2023 esse porcentual subiu para mais de 46%, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

No entanto, diante de um cenário de concorrência acirrada, garantir uma boa nota na redação do Enem exige não só preparo técnico, mas também estratégico. Para alcançar um resultado satisfatório, é fundamental dominar cinco competências essenciais que englobam desde o domínio da norma-padrão da língua portuguesa até a capacidade de apresentar propostas de intervenção para os problemas discutidos, sempre respeitando os direitos humanos.

Planejamento é a chave – Uma das dicas mais valiosas para garantir uma boa nota na redação do Enem é planejar bem o texto. Muitos candidatos subestimam a importância de estruturar as ideias antes de começar a escrever.

No entanto, organizar as ideias de maneira lógica e coesa é um fator importante para que o texto seja fluido e compreensível. Assim, antes de colocar a caneta no papel, o candidato deve reservar alguns minutos para rascunhar os principais pontos que pretende abordar, ajudando a evitar contradições e falhas na argumentação.

Além disso, treinar a redação de diversos temas ao longo do ano é fundamental. A prática constante permite que o candidato ganhe familiaridade com a estrutura do texto dissertativo-argumentativo, além de desenvolver maior agilidade para organizar as ideias dentro do tempo limitado do exame.

Leitura e repertório sociocultural – A redação do Enem frequentemente aborda temas de relevância social, política ou cultural, exigindo que o candidato esteja consciente e atualizado sobre os assuntos mais discutidos na sociedade.

Ler jornais, revistas e livros, além de assistir a documentários e a programas informativos, pode ampliar o repertório sociocultural e fornecer argumentos sólidos para o desenvolvimento da redação.

No entanto, não basta apenas citar fatos e dados. Para elaborar um bom texto, o candidato deve ser capaz de relacionar as informações e as estatísticas com o tema da redação, crítica e coerentemente. Nesse sentido, o uso do repertório sociocultural precisa ser feito com cuidado, demonstrando que o candidato compreende a questão com profundidade e sabe aplicá-lo ao contexto do texto.

Coesão e domínio da norma-padrão – Usar de forma adequada a norma-padrão da língua portuguesa também é essencial. Isso inclui evitar desvios gramaticais e de convenções da escrita, além de utilizar um vocabulário variado e apropriado ao contexto. Uma boa dica é revisar a redação com calma antes de entregar, buscando corrigir possíveis deslizes.

Além disso, a coesão do texto é outro ponto relevante. As ideias devem estar conectadas de maneira clara e lógica, utilizando conectivos adequados para garantir que o leitor compreenda o raciocínio do autor. Evitar frases muito longas e confusas também é uma maneira de tornar o texto mais claro e direto.

Proposta de intervenção – Um dos diferenciais da redação do Enem é a exigência de uma proposta de intervenção para o problema discutido no texto. Essa proposta deve ser detalhada e viável, respeitando sempre os direitos humanos.

Dessa forma, é necessário que o candidato apresente uma solução que seja coerente com o tema e que inclua os cinco elementos essenciais da proposta de intervenção: agente, ação, modo/meio, efeito/finalidade e detalhamento.

Muitos candidatos perdem pontos nesse aspecto por apresentarem propostas que não incluem os cinco elementos avaliados nessa competência. Portanto, é importante que a solução sugerida seja concreta e que responda diretamente ao problema levantado na redação.

Dessa maneira, para garantir uma boa nota na redação do Enem, é necessário preparação, prática e atenção aos detalhes. 

Dominar a estrutura do texto dissertativo-argumentativo, estar atento aos temas atuais, aplicar a norma-padrão corretamente e apresentar uma proposta de intervenção sólida são os pilares para um bom desempenho. Com planejamento, dedicação e muito treino, é possível superar o desafio da redação e alcançar uma nota que fará a diferença no desempenho geral do Enem.

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crônica

Sem vergonha de ser feliz 

09/06/2026 08h15

Arquivo

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Sem vergonha de ser feliz 

Conhecida por ter inspirado Tom Jobim com a música Garota de Ipanema, Helô Pinheiro lavou nossa alma. Recentemente, ela, com 82 anos, desfilou de maiô na semana de moda do Rio de Janeiro e mexeu com muita gente. Não foi só bonito de ver… foi daqueles momentos que nos fazem pensar.

Helô, que além de tudo é um ser humano extraordinário, desfilou toda a sua velha beleza sem vergonha de ser feliz. Mostrou que pernas, braços e costas flácidas fazem parte da vida. E não precisam ficar escondidos.

Vivemos numa sociedade obcecada pela juventude, como se a vida tivesse um prazo ou uma idade certa para parar de tentar, de sonhar ou de simplesmente ser. E quando Helô aparece na passarela, com 82, tranquila, segura, mostra com alegria que esses tabus não fazem sentido nenhum.

Ela não exibiu apenas um maiô, um adereço de moda, mas passou por cima de todos os preconceitos, do chavão que muitos insistem em recitar: “ela não tem mais idade para isto” que tantas vezes ouvimos — ou até dizemos a nós próprios.

E acho que foi isso que mais me tocou. A ideia de que não temos de parar só porque o tempo passa. Que podemos continuar a ser, a mudar, a viver… sem vergonha, sem medo, sem pedir autorização.

Quando vi as fotografias do show – sim, desfiles de moda são um show – pensei: quero isto para mim. Adoraria chegar aos 82 me sentindo viva, com vontade, com curiosidade, com essa liberdade de simplesmente ser quem sou. Não quero ficar presa a números. Ninguém quer.

Tenho duas grandes amigas com 83 e 96 anos, respectivamente. A primeira já contei aqui: vive em São Paulo, namora, estuda, viaja e é visivelmente feliz. A segunda vive em Campo Grande, e é uma das pessoas mais ativas e curiosas que conheço. Costuma nadar quase todos os dias – em casa, a piscina foi construída pensando na sua paixão pelo esporte. Lê muito e lê bem. Costumamos trocar livros e indicações de filme. E vez por outra, ainda se dá ao prazer de uma taça de vinho.

De alguma forma, as duas amigas, junto com Helô, para mim significam esperança. Esperança que ainda há tanto para viver, independentemente da idade. Quem já passou dos sessenta sabe a importância de ter espelhos generosos, aquele lugar que você olha e ele devolve o olhar com carinho.

Por tudo isto, essa crônica é mais que um texto, é um agradecimento. À Helô Pinheiro, eterna Garota de Ipanema, às minhas amigas – Teera e Carolina – por desafiarem o establishment, a ditadura de corpos e comportamentos. Obrigada por nos inspirarem a ser quem somos e o que podemos ser. O resto, meninas, são apenas convenções sociais que não cabem mais em pleno ano de 2026. E viva a maturidade!

CLAÚDIO HUMBERTO

"[Lula] conseguiu superar o próprio recorde com a fraude do INSS"

Deputado Carlos Jordy (PL-RJ) ao lembrar que o petista 'foi pai do Mensalão e Petrolão'

09/06/2026 07h00

Cláudio Humberto

Cláudio Humberto

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Código no ‘STF dos EUA’ lembra pequenas causas

Foram apenas viagens e estadias com tudo pago ou falta de declaração de impedimento de ministros que levaram a Suprema Corte dos Estados Unidos a adotar, em 2023, um Código de Conduta para seus integrantes. Viram nessas regalias “violações éticas”, mas nada que se aproxime da contratação de escritório de advocacia de parentes de ministros por valores espantosos ou participação qualquer deles em empresas com participação em grandes empreendimentos, como um ressorte de luxo.

Simples

O código prevê integridade, imparcialidade, distanciamento da política e atividade extrajudicial somente compatível com obrigações judiciais.

Primeira vez

O código de conduta foi o primeiro da Suprema Corte dos EUA. E os motivos parecem coisa de de julgamento de pequenas causas.

Salário e só

Juízes do Supremo dos EUA recebem US$320 mil (R$1,66 milhão) de salário anual. Outras remunerações são proibidas, com raras exceções.

Nada de Master

Membros da Corte podem ser pagos para dar aulas em universidades ou palestras educacionais (jurídicas). Eventos corporativos são proibidos.

Projeto ampliando poderes a AGU alarma advocacia

O projeto que dá superpoderes à Advocacia-Geral da União e a seu chefe, Jorge Messias, tem provocado espanto a advogados públicos federais. Apresentado como “reorganização da estrutura da AGU”, o projeto concentra sob o guarda-chuvas de Messias as procuradorias (e os advogados) de outros órgãos públicos, como o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários. Na prática, irá expandir poderes do AGU e diminuir a independência dos procuradores dos outros órgãos.

Caminho errado

O projeto (PLP 337) foi aprovado na CCJ da Câmara. Críticos dizem que essa mudança deveria ocorrer somente via emenda constitucional.

Gulosa

Advogados públicos federais contrários à medida acusam a AGU de lobby junto ao autor do projeto, Lafayette de Andrada (PL-MG).

Nem aí

Críticos garantem que o deputado Lafayette de Andrada nem conhece direito o tema e tem sido orientado pelos reais interessados.

Fantasma

Apesar de terem se transformado no carro-chefe do programa “Brasil contra o crime organizado”, do governo petista, as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCOs) começaram sob o governo Jair Bolsonaro, quando o atual senador Sergio Moro era ministro da Justiça.

E a soberania?

Em vídeo gravado no tour de lulistas pelos Estados Unidos, o deputado André Janones (Avante-MG) “ameaçou” o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com visita do... FBI, a polícia federal americana. Nada soberano.

Fala rende punição

Está marcada para esta terça (9), às 14h, a sessão do Conselho de Ética da Câmara para votar a suspensão do deputado Marcos Pollon (PL-MS) por 60 dias por “ofender Hugo Motta (Rep-PB)”, o presidente da Câmara.

Começo do fim

O ex-procurador Deltan Dallagnol afirmou ontem no programa Pânico que a Lava Jato começou a ser desmontada quando as investigações se aproximaram de familiares dos ministros Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

Prioridades ao contrário

Para Bibo Nunes (PL-RS), está claro que a prioridade de Lula (PT) é “invertida”, após o governo cortar verba do Exército e suspender ação na fronteira contra o crime: “As facções avançam, o desgoverno recua”, diz.

Só o primeiro passo

Está na pauta de amanhã (10) na CCJ do Senado, a PEC da autonomia do Banco Central, que Lula (PT) e cia. não apoiam. Se for aprovada, ainda precisa de dois turnos no plenário da Casa e a análise da Câmara.

Fenômeno conservador

Desde a posse de Donald Trump nos EUA, as cinco eleições realizadas na América Latina foram vencidas por candidatos conservadores ou da direita; Equador, Bolívia, Honduras, Chile e Costa Rica. E faltam definir Colômbia e Peru, onde a eleição pode ser decidida por só 4 mil votos.

Caiu por terra

Carlos Bolsonaro celebrou a decisão do ministro Nunes Marques (STF) que suspendeu pesquisa que apontava queda de Flávio: “Houve um sistema inteiro promovendo orquestradamente uma narrativa falsa”.

Pensando bem...

... o governo Lula liberou questionar a vacina (contra a dengue).

PODER SEM PUDOR

Cláudio Humberto

Samba do cantor doido

Nos anos 90 a família real do Brasil percorria o País em campanha pela volta da monarquia. Em visita ao Pará, os Orleans e Bragança foram recebidos pelo governador Carlos Santos, um cantor brega, que assumiu no lugar do titular, Jader Barbalho, que renunciou para disputar o Senado. Natural de Capanema, cidade vizinha ao balneário de Bragança, no Pará, Carlos Santos recebeu os representantes da realeza na porta do palácio: “Muito prazer. O senhor é de Bragança e eu sou de Capanema, portanto, somos quase conterrâneos!”

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