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CARGA PESADA

Dnit fecha o cerco a caminhoneiros que "detonam" o asfalto de rodovias em MS

Balança móvel voltou a funcionar no segundo semestre deste ano e há previsão para compra de equipamentos fixos

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Após seis meses, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) voltou a colocar em operação a balança móvel que fiscaliza os caminhões em rodovias federais de Mato Grosso do Sul. O equipamento pune aqueles motoristas que trafegam acima do peso permitido e, assim, contribuem para “detonar” o piso das estradas.

Neste mês a reportagem do Correio do Estado flagrou o único equipamento em operação de Mato Grosso do Sul na BR-262, em Campo Grande, e, segundo o Dnit, o equipamento seguirá em funcionamento na rodovia.

O equipamento, conforme o Dnit, ficou seis meses parado e só operou neste ano a partir do final de junho.

“O Dnit informa que atualmente há uma balança móvel em operação no Estado do Mato Grosso do Sul. A operação dessa balança iniciou em 25/06/2025. Como citado, no momento tem-se em funcionamento uma balança móvel da BR-262”, diz trecho de nota encaminhada ao Correio do Estado. 

Além do equipamento, o Dnit informou que está em processo de finalização um edital para compra e instalação de duas balanças fixas, que serão colocadas nas rodovias BR-262 e BR-267, em Mato Grosso do Sul. A operação desses equipamentos deverá ser feita em postos de pesagem misto (PPM), onde também deverá ter mais duas balanças móveis.

“A mobilização de balanças móveis é um dos componentes que faz parte do plano de implementação dos postos de pesagem misto [PPM]. Nesse programa serão construídas estações de controle-pista [ECP – balanças fixas na pista de rolamento que fazem a pesagem com os veículos em movimento] e farão a pré-seleção de veículos pesados”, explica o Dnit. 

“No Mato Grosso do Sul estão previstas duas ECPs a serem construídas na BR-262 e BR-267. Os veículos que acusarem sobrepeso na pré-seleção serão encaminhados à área de pesagem lenta de precisão [balança móvel], que se detectado sobrepeso, serão autuados. As ECPs encontram-se em fase final de planejamento para início da construção”, completou o órgão federal. 

O Dnit ainda afirmou que com a operação desses equipamentos em conjunto “haverá grande melhoria e eficiência no processo de fiscalização de peso no Estado”. 

“Em suma, haverá 2 ECPs operando em conjunto com 2 balanças móveis, além de 1 balança móvel que poderá ser acionada em qualquer ponto da malha federal sob jurisdição do Dnit no Estado”, declarou o órgão federal. 

Em 2024, foram lavradas 2.023 autuações por excesso de peso nas rodovias sob jurisdição da Autarquia no estado de Mato Grosso do Sul.

Este ano, porém, como o início das operações ocorreu em 25 de junho, e há um período em que são realizados testes de comunicação para o envio de dados, ainda não há número de autuados no ano.

MANUTENÇÃO

O excesso de peso é um dos principais fatores da decomposição da rodovia e contribui para o surgimento de buracos e o afundamento da pista. 

Segundo o Dnit, a medida não é apenas para cumprir a lei, mas principalmente para proteger a vida dos usuários que trafegam pelas rodovias todos os dias, além de preservar o patrimônio, que contribui para o desenvolvimento do País.

“O excesso de peso transportado acelera o desgaste prematuro da pista, aumenta as chances de acidentes e coloca em risco tanto os caminhoneiros, quanto os demais usuários da estrada”, diz nota do Dnit.

“O Código de Trânsito Brasileiro [CTB] estabelece o direito de todos a trafegar em condições seguras e atribui a autarquia, por meio do Artigo 21, a responsabilidade de manter esse controle nas estradas federais. Por isso, a recomendação é clara: antes de pegar a estrada, os caminhoneiros devem conferir o peso do veículo. Assim, evitam multas, ajudam a preservar as rodovias e contribuem para um trânsito mais seguro e organizado”, completa o Dnit.

LEI

Os limites de peso por eixo nas rodovias de Mato Grosso do Sul estão definidos pela Resolução nº 882/2021 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e variam conforme o tipo de eixo. Os eixos simples podem carregar até seis toneladas, e os eixos simples com rodas duplas até 10 toneladas. Caminhões com dois eixos podem suportar até 17 toneladas, e veículos com três eixos até 25,5 toneladas. 

Em 2021, uma medida provisória alterou a Lei nº 7.408/1985, sobre a tolerância e os limites de peso bruto total ou sobre o peso bruto transmitido por eixo à superfície das vias públicas. Na pesagem dos caminhões, a tolerância do peso bruto total passou de 10% para 12,5% por eixo nas cargas acima de 50 toneladas. Para cargas inferiores 50 toneladas é permitido até 5% de excesso no peso.

O CTB prevê multa pelo excesso de peso nos caminhões. Acima de 1.000 kg, a infração será gravíssima, punida com multa de R$ 191,54 a cada 500 kg ou fração. Além disso, os veículos flagrados podem ficar retidos até que seja providenciada a remoção da carga excedente.

*SAIBA

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) exige que veículos com mais de 3.500kg sejam pesados. Tentar fugir da pesagem também é motivo de penatidade, segundo o Código de Trânsito Brasileiro.

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Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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TCU aponta problemas na prestação de contas da Cultura e da Ancine, com passivo de R$ 22 bi

São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas

25/03/2026 21h00

Crédito: Valter Campanato / Agência Brasil

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O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou falhas que classificou como graves na gestão de recursos transferidos a projetos culturais do Ministério da Cultura e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) de 2019 a 2024. O montante alcança cerca de R$ 22,1 bilhões, segundo relatório da Corte. São 26.583 projetos que dependem de uma análise final no trâmite formal de prestação de costas. Além dos atrasos nas análises, há "elevado" risco de prescrição de processos.

O montante resulta da soma de R$ 17,73 bilhões em 19.191 projetos incentivados (renúncia fiscal) e R$ 4,36 bilhões em 7 392 projetos não incentivados (recurso direto do governo). De acordo com a fiscalização, o passivo de projetos nessa situação é crescente, o que fragiliza o controle sobre o uso de recursos públicos.

No caso do Ministério, o TCU apontou um cenário com acúmulo de processos pendentes e ausência de mecanismos eficazes de controle de prazos. A demora na análise, que pode ultrapassar anos, eleva o risco de perda do direito de cobrança de valores eventualmente devidos ao erário, segundo a Corte.

A Ancine também apresentou atrasos relevantes, embora o Tribunal tenha destacado iniciativas tecnológicas em curso para aprimorar a análise de prestações de contas, incluindo o uso de ferramentas automatizadas.

"O acompanhamento permite detectar omissões, atrasos e inconsistências na análise das prestações de contas", afirmou o relator do processo, ministro Augusto Nardes.

Diante dos achados, o tribunal determinou a adoção de medidas para priorizar processos com risco iminente de prescrição, implementar sistemas de monitoramento de prazos e revisar procedimentos internos, com o objetivo de reduzir o passivo e fortalecer a fiscalização.
 

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