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Dnit promete religar 32 radares em rodovias federais de Mato Grosso do Sul

Desses equipamentos, oito estão em Três Lagoas e três em Campo Grande; máquinas estão nas BRs 262, 060, 267, 376 e 463

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O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) promete religar 32 lombadas eletrônicas, radares e “pardais” que controlam a velocidade em 76 faixas de trânsito nos trechos das BRs 262, 060, 267, 376 e 463 que cortam Mato Grosso do Sul.

A ativação atende à determinação judicial feita na segunda-feira, definida após a Justiça Federal ser informada de que os equipamentos foram desativados no mês passado, por causa do corte de 88% no recurso para o Programa Nacional de Controle de Velocidade (PNCV).

Em nota, o Dnit afirmou que emitiu, na quinta-feira, uma ordem de retomada do programa. “Os ofícios já estão sendo expedidos para as empresas, e a reativação dos equipamentos instalados em rodovias federais de todo o País, sob administração desta autarquia, acontecerá de forma imediata”.

Segundo dados do site do Dnit, são equipamentos usados em trechos que cortam 13 cidades do Estado, instalados em sua maioria em áreas urbanas ou próximas destas localidades, por oferecerem maiores riscos de acidentes.

Esses aparelhos eletrônicos são considerados importantes para reduzir a velocidade e, consequentemente, a quantidade e a gravidade dos acidentes, e sua instalação fica em pontos avaliados como preocupantes, por ter circulação de bicicletas e pessoas na lateral da via, além de conflito entre interseção e rodovia, seguindo estudos técnicos elaborados por engenheiros da autarquia.

O uso dos controladores de velocidade se mostra necessário, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF). A força policial flagrou 39.232 motoristas acima do limite permitido, usando radares móveis (portáteis) em trechos aleatórios das rodovias federais de Mato Grosso do Sul, de janeiro até esta quarta-feira.

Deste total, 31.363 estavam até 20% acima da velocidade permitida, outros 7.365 entre 20% e 50% e 504 foram pegos em velocidade até 50% acima do permitido. A PRF também registrou 1.023 acidentes nos sete primeiros meses deste ano.

Mesmo com o risco para os usuários das rodovias federais, o governo federal reduziu em 88% no Orçamento da União deste ano o valor destinado à manutenção do sistema nacional de radares em todo o País.

De R$ 364,1 milhões, o valor caiu para R$ 43,36 milhões, a serem destinados aos contratos de manutenção dos equipamentos, obrigando a autarquia a suspender os contratos com empresas que fazem manutenção dos radares.

Sem o dinheiro, o Dnit desligou, em julho, 32 aparelhos eletrônicos em cinco rodovias federais do Estado, sendo 11 redutores de velocidade, 13 controladores e oito equipamentos com as duas funções.

Eles obrigavam o motorista a reduzir a velocidade em trechos de 76 faixas de trânsito próximos ou nas áreas urbanas de 13 cidades: Três Lagoas, Ribas do Rio Pardo, Campo Grande, Ponta Porã, Dourados, Nova Andradina, Anastácio, Corumbá, Fátima do Sul, Terenos, Miranda, Nioaque e Jardim.

A população mais prejudicada é a de Três Lagoas, que tinha oito aparelhos que atuavam como redutores e controladores de velocidade monitorando 27 faixas na área urbana, em cruzamentos da Avenida Ranulpho Marques Leal (que faz parte da BR-262), e outros três redutores de velocidade próximo à área urbana. 

Em seguida, vem Campo Grande e Ponta Porã, com três equipamentos em cada localidade. São dois redutores e um controlador de velocidade na BR-262 na capital do Estado e a mesma quantidade na BR-463, em Ponta Porã. 

DECISÃO

Agora, o Dnit vai ter de religar todos os equipamentos por decisão da juíza substituta Diana Wanderlei, da 5ª Vara Federal de Brasília, que determinou que o governo restabeleça o “pleno funcionamento” dos aparelhos apresentados no Acordo Nacional dos Radares, de 2019, que deixaram de operar por causa do corte de recursos no Orçamento da União. A autarquia ainda pode recorrer da decisão.

Na segunda-feira, a magistrada deu 24 horas para o Dnit comunicar todas as empresas que fazem manutenção de radares em rodovias federais para que os equipamentos voltem a operar. 

Ela afirmou que a decisão busca resguardar a efetividade de um acordo judicial cuja continuidade depende da manutenção dos contratos em vigor. 

“O apagão dos radares compromete a segurança da população nas rodovias federais, exigindo pronta atuação do Judiciário para garantir a preservação da vida e a redução de acidentes”, registrou a juíza Diana Wanderlei.

Foi estipulada multa diária de R$ 50 mil por radar que não estiver em pleno funcionamento, a ser aplicada à empresa responsável pela manutenção e também ao Dnit, caso demore a notificar as concessionárias. 

A juíza ordenou que o governo federal “apresente o planejamento de recursos orçamentários para imediato pagamento dos investimentos realizados para o fiel cumprimento do Acordo Nacional dos Radares, em até cinco dias”. 

A magistrada ordenou, ainda, que o Dnit informe em 72 horas as consequências do apagão de radares em rodovias federais e o valor exato necessário para o cumprimento do acordo judicial sobre radares, de acordo com a Agência Brasil.

A decisão foi proferida numa ação popular aberta em 2019 contra o governo do então presidente Jair Bolsonaro, que, à época, havia ameaçado desligar milhares de radares em rodovias federais. Para evitar a interrupção do funcionamento, foi firmado o Acordo Nacional dos Radares. 

Esse acordo previa a instalação e manutenção de radares apenas nos trechos de criticidade média, alta e altíssima, reduzindo em 70% o número de radares inicialmente previstos pelo PNCV. 

Só que, neste ano, o Dnit informou à Justiça Federal a suspensão dos contratos para a manutenção dos radares, por causa da falta de previsão de recursos na Lei Orçamentária Anual (LOA), motivando a decisão judicial.

A Coordenação-Geral de Comunicação Social do Dnit informou ao Correio do Estado, por meio de nota, que “a suspensão do Programa Nacional de Controle de Velocidade (PNCV) é temporária em decorrência de ajustes orçamentários. A autarquia informa que foram suspensos os contratos que contemplam os 26 estados e o Distrito Federal, totalizando o monitoramento de 3.887 faixas sob administração do órgão”.

“Com relação à decisão judicial, os técnicos da autarquia seguem em tratativas juntamente com todos os órgãos envolvidos nessa demanda com vistas ao atendimento da decisão judicial”.

A autarquia reforçou “que o Programa Nacional de Controle de Velocidade é um dos instrumentos da política nacional de segurança viária, voltado à preservação de vidas e à redução de riscos nos trechos da malha rodoviária sob a administração desta autarquia. Reforça, ainda, seu compromisso com a segurança viária das rodovias sob sua administração e que atua dentro dos preceitos legais dos trâmites administrativos, garantindo a lisura de suas ações”.

nome estratégico

Presidente do PL deve convidar Tereza Cristina para ser vice de Flávio

Valdemar Costa Neto defende que Flávio Bolsonaro tenha uma vice mulher e que a senadora agrega todos os requisitos. Disse que fará o convite nos próximos dias

18/07/2026 14h08

Flávio Bolsonaro deve ser formalizado na convenção do próximo sábado (25), mas o nome de Tereza Cristina poderia esperar até 5 de agosto

Flávio Bolsonaro deve ser formalizado na convenção do próximo sábado (25), mas o nome de Tereza Cristina poderia esperar até 5 de agosto

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Às vésperas da convenção do PL que deve formalizar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República, prevista para o dia 25 de julho, o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, voltou a declarar nesta sexta-feira (17) que o nome dos sonhos para ser candidata a vice é o da senadora sul-mato-grossense Tereza Cristina, do PP, com quem pretende conversar nos próximos dias.

As declarações foram dadas à revista Veja e ao jornal O Globo e, de acordo com Valdemar, a decisão sobre o nome que vai compor a chapa do senador passará pelo pré-candidato e também necessariamente pelo crivo do pai, Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe e em prisão domiciliar.

Além disso, ponderou que a escolha precisa ser estratégica porque, na avaliação dele, as eleições de 2022 foram perdidas pela direita por falta de apoio das mulheres.  “Está provado que as mulheres derrotaram a gente. Se faz pesquisa hoje ainda as mulheres são maiores apoiando o Lula”.

O presidente do PL foi o entrevistado do programa Três Poderes, de VEJA+. “Percebi que é um problema pra nós [a falta de apoio do eleitorado feminino]. Perdemos uma eleição ganha, infelizmente, e estamos pagando caro por causa disso. Eu espero que a gente não cometa o mesmo erro agora e tire essa diferença. As mulheres são muito importantes na nossa campanha”, completou.

Afirmou, ainda, que ele próprio já havia sugerido o nome da senadora sul-mato-grossense, de forte interlocução junto ao agronegócio, para compor a chapa de Bolsonaro pai em 2022, mas o capitão preferiu o general Walter Braga Netto, também condenado por golpe.

“Essa eleição vai ser muito mais difícil do que a outra.  O [Jair] Bolsonaro é um camarada que tem muita personalidade. E não é que o Flávio não tenha, [mas Bolsonaro] não mudava as posições dele. Eu briguei com o Bolsonaro. Eu sempre repetia isso pra ele: para ele tirar o Braga Netto da vice, que nós estávamos com uma diferença muito grande entre as mulheres”, relatou.

Ex-deputada federal e ex-ministra da agricultura do Governo de Bolsonaro, Tereza Cristina foi eleita ao senado com 829 mil votos em 2022, o que equivale a quase 61% dos votos de Mato Grosso do Sul.

Procurada pelo Correio do Estado neste sábado (18), a senadora não se manifestou sobre o provável convite que deve receber nos próximos dias. Em março, porém, disse “estar preparada” para a possibilidade de ser chamada ao posto de vice, mas relatou que nunca houve um convite por parte da campanha.

“Esse assunto não sai da minha frente. Nunca fui convidada. Se eu for, lá na frente, vamos pensar. Nunca chegou esse convite”, disse ela no dia 31 de março.

“A Tereza Cristina reúne todas as condições, foi uma excelente ministra, tem carisma. Isso é importantíssimo. Tem habilidade, é uma vencedora. Ela passou na vida  (…) sem deixar ninguém pra trás, sem atropelar ninguém. Todos. (…)Ela é um fenômeno e ela tem uma imagem”, disse o cacique do PL. Costa Neto, no entanto, não soube descrever eventuais dificuldades para que o nome da senadora seja formalizado.

Ao jornal O Globo, Valdemar também descartou o nome da economista Daniella Marques, dizendo que “não tem voto” para ser vice. “Ela tem muito prestígio junto aos empresários e ela é muito competente. Agora, na minha opinião tem que ser alguém que tenha voto. O Bolsonaro [ex-presidente] vai decidir. Ele e o Flávio”, disse Valdemar, destacando a definição do nome para vice pode ficar em aberto na convenção do partido em 25 de julho. Segundo Valdemar, a Executiva Nacional do PL terá até 5 de agosto para fechar o nome da vice.

Apesar do aceno de Valdemar, a federação União Brasil-PP, à qual Tereza Cristina é filiada, tem sinalizado que não deve apoiar a pré-candidatura de Flávio. O mesmo cenário ocorre no Republicanos, partido de Daniella Marques.

Na quinta-feira, 16, Daniella Marques esteve ao lado de Flávio durante lançamento do pacote “Brasil Por Elas”, que prevê medidas voltadas ao público feminino. Na ocasião, o senador defendeu a possibilidade de ter uma mulher como vice e citou não só Daniella Marques como também as deputadas federais Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE).

(Com informações da Veja e O Globo)

Em MS

Após 15 anos foragido, homem é preso por estupro em Camapuã

O caso aconteceu em abril de 2007 e o rapaz foi sentenciado a mais de 15 anos de prisão

18/07/2026 12h30

Justiça condena padrasto por estupro de vulnerável e mantém prisão, visando a proteção da vítima e o cumprimento da lei

Justiça condena padrasto por estupro de vulnerável e mantém prisão, visando a proteção da vítima e o cumprimento da lei Foto: Divulgação / MPMS

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Após mais de 15 anos sem resolução, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Camapuã, firmou a condenação de um homem acusado de praticar crimes contra a dignidade sexual contra a sua ex-enteada. 

Na época do caso, em meados de abril de 2007, na zona rural de Camapuã, a vítima que era até então enteada do condenado, possuía 14 anos e sofreu abusos de forma contínua, sob ameaças que eram direcionadas para si e à mãe da vítima. 

Diante da denúncia, a justiça tentou citar o rapaz, mas o mesmo fugiu logo no início do processo, o que impossibilitou a continuidade do processo na época do acontecimento.  

Em razão desse fato, no dia 27 de maio de 2009, foi decretada a suspensão tanto o andamento do processo criminal quanto à contagem do prazo para que o crime prescrevesse, com base no Artigo 366 do Código de Processo Penal. 

A medida foi tomada visando garantir que o Estado não perca o direito de julgar e punir o acusado enquanto ele estiver se esquivando da Justiça.

Mais de 15 anos após o acontecido a resposta do estado veio, em 14 de outubro de 2025 uma ação realizada em Campo Grande e resultou na captura do homem foragido, possibilitando a continuidade do processo, culminando na instrução criminal e no julgamento em julho de 2026.

O tribunal acatou integralmente a argumentação do Ministério Público e condenou o réu pelo crime de estupro de vulnerável. 

A pena imposta foi agravada devido ao fato de o condenado ser padrasto da vítima, uma circunstância que aumenta a sanção conforme o Código Penal. 

Além disso, a Justiça considerou a continuidade delitiva, já que os abusos foram praticados em diversas ocasiões, o que também resultou em um acréscimo na pena. 

Ainda foi utilizado como agravante o fato de que o padrasto havia dopado a vítima, utilizando uma injeção para facilitar o crime. 

Diante da condenação, a Justiça negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, determinando a manutenção de sua prisão preventiva. 

A medida visa garantir a aplicação da lei penal e, principalmente, proteger a integridade física e psicológica da vítima, que, segundo os autos, continuou a sofrer ameaças mesmo durante o período em que o agressor estava foragido.

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