Cidades

8 de janeiro

Douradense é condenado a 17 anos de prisão e a pagar R$ 30 milhões por atos golpistas

O STF condenou mais 15 réus pelos atos golpistas de 8 de janeiro

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Nesta semana, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou mais 15 réus pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Um deles é de Mato Grosso do Sul,  Diego Eduardo de Assis Medina, morador de Dourados. 

Ele foi condenado a 17 anos de prisão em regime fechado. Além disso, ele deverá pagar R$ 30 milhões, para suprir parte do prejuízo causado durante a invasão e depredação dos prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto. 

O relatório do ministro Alexandre de Moraes inclui um conjunto de provas contra Diego, contendo, inclusive, imagens dele em meio à depredação e comemorando a destruição dos bens públicos. 

Diego gravou a si mesmo e a outras pessoas, sendo responsável por diversas imagens do momento, que foram publicadas em redes sociais. 

Diante da materialidade e comprovação dos atos criminosos, Moraes destacou em seu relatório que “a co-autoria de DIEGO EDUARDO DE ASSIS MEDINA vem comprovada integralmente pela prova dos autos”. 

O relatório do ministro foi aprovado integralmente pelos ministros Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Dias Toffoli e, com ressalvas, pelos ministros Edson Fachin e Cristiano Zanin.

Por outro lado, ministros que foram indicados por Bolsonaro foram contrários a vários pontos: Nunes Marques e André Mendonça. 

A defesa de Diego contestou a condenação, alegando que o fato dele estar no local não comprova que o acusado depredou ou cometeu algum crime de fato. 

Condenações  

Os réus dos crimes de 8 janeiro foram denunciados pela Procuradoria-Geral da República. 

Eles respondem por cinco crimes: abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa armada.

Com esses novos 15 nomes, o STF já condenou 86 réus a penas de até 17 anos de prisão. 

Os acusados por crimes mais leves estão fechando acordos com a PGR para cumprimento de serviço comunitário e pagamento de multa.

Relembre 

De acordo com o relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Atos do Dia 8 de janeiro de 2023, 5,5 mil pessoas estavam no acampamento no sábado, dia 7 de janeiro - quantidade muito superior aos 300 manifestantes que ocupavam o local dois dias antes, 5 de janeiro.

O acampamento ficava no Setor Militar Urbano (SMU) em uma área proibida para ocupações por lei (Decreto-Lei nº 3.437/1941, ainda em vigência). Aquele território (de 1.320 metros) em torno de fortificações é considerado área de “servidão militar”.

O SMU está a uma distância de nove quilômetros em linha reta, pelo Eixo Monumental, do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto, e do Supremo Tribunal Federal. Dali, os bolsonaristas partiram por volta das 13h. Duas horas depois, iniciava um inédito atentado terrorista no Brasil contra os Três Poderes e a destruição parcial de suas sedes na capital do país. 

Todos os passos foram identificados e constam no relatório da CPMI do 8 de janeiro. 

*Com Agência Brasil e Folhapress. 

REME

Última semana de aula têm merenda 'podre' em escola de Campo Grande

Dias após episódios de intoxicação alimentar, o que unidade chama de "caso isolado", alunos relataram aos pais que receberam pão com larvas

16/07/2026 10h12

Responsáveis reclamam que manifestações em busca de explicação têm sido inclusive alvo de retaliação por parte do corpo da escola. 

Responsáveis reclamam que manifestações em busca de explicação têm sido inclusive alvo de retaliação por parte do corpo da escola.  Reprodução/Internet

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Alunos do colégio municipal que fica localizado no número 28 da rua Mangabeira, no bairro Coophatrabalho, relataram aos pais que a merenda servida nos últimos dias antes do recesso escolar estaria "podre", inclusive com larvas achadas dentro do pão após episódios de intoxicação alimentar por macarrão azedo, que os responsáveis pela unidade chamaram inclusive de "caso isolado".

Unidade escolar integral da Rede Municipal de Ensino (Reme), a E. M. Hilda de Souza Ferreira há tempos acumula reclamações por parte dos pais que alegam até mesmo que não podem contar com a coordenação e direção para ficarem por dentro das intercorrências que acontecem no colégio. 

"A coordenação omite coisas que acontecem lá, falam pra 'não preocupar os pais', então não dá para contar. E quando vamos atras do que as crianças falam eles dizem que é mentira", revela a mãe de uma das alunas da unidade. 

Há uma semana vídeos em denúncia passaram a circular nas redes sociais, onde aparentemente uma dessas alunas da unidade, com uniforme da Reme, relata ter percebido durante a merenda que o macarrão que comia estaria com cheiro e gosto azedos. Confira: 

Entenda

Como o macarrão estragado gerou episódios de intoxicação, após o assunto e essas denúncias viralizarem, a própria E. M. Hilda de Souza Ferreira usou suas redes sociais para se manifestar em um comunicado oficial, dizendo que uma análise técnica da situação foi feita por parte da Secretaria Municipal de Educação (Semed). 

De acordo com a unidade, essa teria sido uma "falha pontual no processo de manutenção e preparo de um alimento servido aos alunos". 

"Em decorrência desse equívoco, ocorreram alterações no produto, incluindo um processo de fermentação (molho do macarrão), o que pode ter contribuído para o mal-estar apresentado por alguns estudantes", cita a nota. 

Outro áudio que chegou a viralizar, de uma fala creditada à coordenação da E. M. Hilda Ferreira, indica que pelo menos quatro crianças registraram intoxicação. 

A escola afirma ter adotado as medidas necessárias para apuração do ocorrido, reforço dos procedimentos de segurança alimentar e orientação da equipe responsável pelo preparo dos alimentos. Será realizado também o reforço e monitoramento de permanência no quadro de pessoal da unidade escolar. 

Em complemento, a nota da escola indica esse trata-se de um "caso isolado e pontual", e que não haveriam registros de outros episódios ou sequer que alunos precisaram ser internados. 

"Por uma situação isolada, não permitiremos a invalidação do trabalho das nossas merendeiras, nutricionistas nem da qualidade do alimento disponibilizado para ser elaborada a merenda. Ao contrário, vimos como meio de oportunidade de crescimento e aprimoramento constante", diz a nota. 

Ainda assim, entre o episódio do macarrão azedo e a publicação da nota, na última quinta-feira (09) os alunos relataram aos que encontraram larvas, os populares "corós", dentro do pão servido como merenda em um dos últimos dias de aula antes do recesso. 

O receio dos pais e mães de alunos dessa escola municipal é que, com as férias do meio do ano, o assunto caia no esquecimento e os casos sigam acontecendo. Conforme os responsáveis pelas crianças, essas manifestações em busca de explicação têm sido inclusive alvo de retaliação por parte do corpo da escola. 

A Semed foi procurada para esclarecer essa situação, indicar se não foi notada a qualidada da comida servida e o que, exatamente, ocasionou a oferta dessa merenda irregular para as crianças. Além disso, foi questionada a respeito do abastecimento e infraestrura da unidade que possam prejudicar o acondicionamento adequado, porém, até o fechamento desta matéria não foi obtido retorno, sendo que o espaço segue aberto para manifestação. 

 

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evento

Workshop reúne médicos em Campo Grande para debater carreira e gestão em agosto

Evento presencial com turma limitada a 30 profissionais acontece nos dias 28 e 29 de agosto no Slaviero Prime Hotel

16/07/2026 08h28

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Campo Grande recebe em agosto um workshop inédito voltado a médicos com carreira consolidada que querem transformar reputação em crescimento estruturado. O Workshop Médico de Referência, idealizado pelo médico e empresário Luiz Fernando Elias, acontece nos dias 28 e 29 de agosto de 2026, das 9h às 18h, no Slaviero Prime Hotel, na Rua Treze de Maio, no Centro da Capital.

A proposta é diferente das tradicionais especializações clínicas: o foco está na gestão, no posicionamento e na liderança médica  um conjunto de decisões que, segundo os organizadores, define quais carreiras crescem de forma previsível e quais ficam reféns da própria agenda.

Quem conduz o workshop

O workshop é conduzido por Luiz Fernando Elias, médico radiologista e ex-diretor do Hospital Proncor, em Campo Grande. Sob sua gestão, a operação saiu de um faturamento mensal de aproximadamente R$ 5,8 milhões, em 2019, para R$ 15 milhões em 2024, quando foi adquirida pela maior empresa de saúde da América Latina.

O crescimento, segundo ele, não veio de mais plantões, mas da profissionalização da gestão e da construção de uma operação menos dependente do fundador.

Formato e estrutura

A turma é limitada a 30 médicos, uma escolha deliberada dos organizadores para garantir que cada caso real possa ser discutido com profundidade entre pares. O evento é composto por seis módulos aplicados, com mais de 16 horas de conteúdo. Ao final dos dois dias, cada participante sai com um modelo próprio construído, não apenas anotações.

O workshop inclui workbook físico de implementação, welcome coffee, coffee breaks, almoço executivo no restaurante do hotel nos dois dias, valet exclusivo, estacionamento integral custeado pelo evento e coquetel de encerramento com entrega de certificado.

A Dra. Mariana Vilela também integra a programação como palestrante. Com trajetória reconhecida na área médica, ela traz para o evento sua perspectiva sobre posicionamento profissional e construção de autoridade, temas que dialogam diretamente com o eixo central do workshop.

A presença da médica reforça o caráter colaborativo do evento, que busca reunir experiências de diferentes perfis de carreira dentro de uma mesma sala.

Investimento e inscrições

O valor de participação é de R$ 4.997 à vista, com opção de parcelamento em até 12 vezes de R$ 478 no cartão sem juros. Pagamentos via Pix têm desconto de 5%. As inscrições são feitas pelo site medicodereferencia.com e as vagas são limitadas.

O evento é voltado para médicos com experiência clínica que ocupam posição de liderança em consultórios, clínicas ou serviços de saúde e buscam estruturar a próxima fase da carreira de forma estratégica.

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