Cidades

CRIME ORGANIZADO

Dupla de brasileiros do PCC é presa por 'espionar' presidente do Paraguai

Polícia local diz que é possível planejamento de atentado ao chefe de estado

RAFAEL RIBEIRO

22/08/2019 - 10h14
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Dois homens suspeitos de integrarem o alto escalão do PCC (facção criminosa que controla o tráfico de drogas e armas nas fronteiras de Mato Grosso do Sul), foram presos na noite de terça-feira (20) acusados pela Polícia Nacional do Paraguai de espionarem o presidente do país vizinho, Mario Abdo Benítez, seu esquema de segurança e até as rotas de entrada e saída do Palácio Nacional, na capital Assunção.

A informação veio à tona nesta quinta-feira (22), apos a Superintendência da Polícia Federal de Ponta Porã, cidade fronteiriça com o Paraguai, receber um documento do governo vizinho pedindo a extradição da dupla, de 29 e 23 anos.

O Correio do Estado apurou que um deles, Hiago Araujo Souza, tinha recompensa de R$ 1 mil oferecida pela PF. Ele está foragido desde fevereiro, quando foi preso após ser acusado de executar um comerciante em Cordeiro, cidade na região serrada do Rio de Janeiro.

Na ocasião, Souza foi capturado pela PF na região de fronteira de Foz do Iguaçu (PR) e transferido para a carceragem de uma delegacia da Polícia Civil da cidade, onde acabou escapando.  

Souza foi cooptado pelo PCC para identificar possíveis membros de facções rivais, principalmente o Comando Vermelho, que tem bases no Rio, que queiram fazer negócios de drogas e armas no Paraguai. Segundo a PF, estabelecido em Assunção, passou a atuar como uma espécie de 'agente de campo' após o massacre que deixou pelo menos dez mortos após confrontos entre a quadrilha fundada em SP e a Clã Rotela, grupo formado após a união dos paraguaios nos presídios.

Desde fevereiro, após a transferência dos principais líderes para penitenciárias federais, o PCC vem buscando aumentar o controle nas instituições penais paraguaias.

O Correio já revelou que mais de 15 integrantes da facção foram presos por planos de resgate de lideranças que cumprem pena em penitenciárias do país vizinho.

PLANOS

Em enrevista coletiva, o ministro do interior paraguaio, Juan Ernesto Villamayor, disse que os brasileiros estavam tirando fotos. Mas investigações da POlícia Nacional local mostram que o trabalho já durava mais de uma semana. A suspeita é que planejavam um atentado ao chefe de estado vizinho

A prisão foi feita por agentes da Divisão de Investigações Criminais da Policia Nacional, no momento em que ambos tiravam fotos da segurança pessoal de Benítez, em frente ao palácio.

De acordo com o comissária de policia, Felix Ferrari, os brasileiros estavam com licença expedida pela Direção de Imigração Paraguaia com validade de 90 dias, mas a suspeita é que o documento é falso. 

A dupla está à disposição dos investigadores da Direção de Imigrações, e, na manhã desta quinta-feira (21), deverão ser entregues às autoridades brasileiras após serem expulsos do Paraguai.

CRISE DA SEGURANÇA

Segundo o site ABC Color, 90% dos presos nas penitenciárias do Paraguai são de alguma facção criminosa, sendo que só do PCC teria um total de 400 presos brasileiros, que devem ser expulsos do Paraguai.

Surgido após a execução de Jorge Rafaat em junho de 2016, o Clã Rotela é a maior facção criminosa em atividade no Paraguai, formado basicamente por nativos que querem reestabelecer o controle do tráfico de drogas. 

Atualmente atua principalmente na venda de entorpecentes em bairros pobres das grandes cidades vizinhas, mas vem aumentando o poder de penetração nas penitenciárias, principalmente pela colaboração de agentes peniteniciários e policiais corruptos, que repassam armas e informações sobre o PCC.

A polícia local descobriu recentemente planos de ataques nas cidades de fronteira com Brasil e Bolívia, atualmente dominadas pelo PCC, com o objetivo de criar rotas de comércio de maconha e cocaína com grupos rivais ao da quadrilha paulista. 

POLÊMICA NAS REDES

"Aqui pra você petista" diz campo-grandense ao 'beber' detergente Ypê

Gravação repercutiu em páginas nacionais após decisão da Anvisa de recolher lotes de produtos da marca por risco de contaminação microbiológica

12/05/2026 09h45

Campo-grandense aparece em vídeo segurando embalagem da marca Ypê e fazendo gesto obsceno ao final da gravação

Campo-grandense aparece em vídeo segurando embalagem da marca Ypê e fazendo gesto obsceno ao final da gravação Reprodução: Redes Sociais

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Um vídeo gravado por um morador de Campo Grande viralizou nas redes sociais nos últimos dias após mostrar o homem aparentemente ingerindo um líquido dentro de uma embalagem de detergente da marca Ypê enquanto faz provocações políticas.

Na gravação, o campo-grandense aparece dentro de um carro segurando um frasco da marca e simulando beber o conteúdo. Ao final do vídeo, ele mostra o dedo do meio para a câmera e diz: “Aqui pra você, petista”.

Ainda não há confirmação se o conteúdo ingerido era realmente detergente ou outro líquido colocado na embalagem.

O vídeo passou a circular em páginas nacionais e ganhou repercussão em meio à polêmica envolvendo a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de determinar o recolhimento de lotes de produtos da Ypê fabricados pela empresa Química Amparo.

Conforme publicado pelo Correio do Estado na última semana, a Anvisa suspendeu a fabricação, comercialização, distribuição e uso de detergentes, lava-roupas líquidos e desinfetantes da marca após identificar falhas consideradas graves no processo de produção da unidade localizada em Amparo (SP).

Segundo a agência, inspeções realizadas em conjunto com órgãos de vigilância sanitária identificaram irregularidades em etapas críticas da fabricação, incluindo problemas nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade. A Anvisa afirmou que as falhas podem representar risco sanitário, incluindo possibilidade de contaminação microbiológica.

A medida atingiu produtos de diferentes linhas da marca, entre eles detergentes lava-louças Ypê, lava-roupas líquidos Tixan Ypê e desinfetantes Bak Ypê e Atol. O recolhimento vale para lotes com numeração final 1.

A decisão acabou gerando forte repercussão política nas redes sociais. Isso porque integrantes da família ligada ao controle da empresa fizeram doações para a campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022.

Com isso, apoiadores do ex-presidente passaram a alegar, sem apresentar provas, que a medida da Anvisa teria motivação política. Em resposta, vídeos de pessoas exibindo produtos da marca e até simulando o consumo dos detergentes começaram a circular nas redes sociais.

Outro caso semelhante foi registrado em Goiás. Conforme o portal Tribuna do Planalto , um suposto pré-candidato ligado ao PL em Catalão gravou um vídeo fingindo ingerir detergente Ypê enquanto minimizava os alertas sanitários envolvendo os produtos.

Segundo a CNN Brasil o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (11) que a Anvisa recebeu vídeos de pessoas bebendo detergente da marca e que o órgão está analisando quais medidas jurídicas podem ser adotadas.

“O que aconteceu foi uma decisão técnica da Anvisa. A Anvisa não tem lado partidário”, declarou o ministro ao comentar a repercussão dos vídeos publicados por apoiadores da direita em defesa da marca.

Padilha também afirmou que a circulação dos conteúdos começou após ganhar repercussão a informação de que donos da empresa fizeram doações à campanha do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022.

Apesar da repercussão nas redes sociais, a recomendação oficial da Anvisa continua sendo para que consumidores evitem utilizar os produtos pertencentes aos lotes afetados até a conclusão definitiva das análises técnicas.

Veja o vídeo completo:

 

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sete presos

MPMS faz nova ofensiva contra corrupção na secretaria de obras da Capital

Conforme informações iniciais, o ex-secretário Rudi Fioresi e o engenheiro Mehdi Talayeh, que ainda segue na Sisep, teriam sido presos

12/05/2026 09h37

Investigadores do Ministério Público apreenderam cédulas de dinheiro em um dos endereços que foram alvo de busca e apreensão nesta terça-feira (12)

Investigadores do Ministério Público apreenderam cédulas de dinheiro em um dos endereços que foram alvo de busca e apreensão nesta terça-feira (12)

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Quase três anos depois da primeira fase da operação Cascalhos de Areia, realizada em 15 de junho de 2023, promotores do Ministério Público Estadual e policiais chegaram à conclusão que o suposto esquema de corrupção segue ativo e desencadearam nesta terça-feira (12) uma nova etapa das investigações. Sete pessoas teriam sido presas. Desta vez, porém, o alvo principal seriam os serviços de tapa-buracos. 

Conforme informação inicial, o ex-secretário de obras, Rudi Fioresi, que desde fevereiro deste ano comanda a Agesul, do Governo do Estado, teria sido preso na operação. Os policiais foram cedo ao seu apartamento, na Rua das Garças, na região central de Campo Grande. Ele comandou a secretaria municipal de obras entre 2017 e 2023, mas antes disso já atuava como adjunto. Na Agesul, ele é o resposável por contratos de obras que beiram os R$ 2 bilhões.

Além do apartamento do ex-secretário, outro endereço visitado pelos investigadores  é a Secretaria de Infraestrutura e Serviços Público, que desde o começo de abril está sem secretário. Conforme as informações iniciais, o engenheiro Mehdi Talayeh, um dos superintendentes da pasta, teria sido preso.

Após a saída de Marcelo Miglioli, no começo de abril, ele chegou a ser apontado como seu substituto. Porém, no dia 30 de abril a prefeita Adriane Lopes anunciou que Paulo Eduardo Cançado Soares assumiria a pasta. Até está terça-feira (12), contudo, ele não foi nomeado oficialmente. 

O engenheeiro Mehdi Talayeh já fora alvo das investigações na primeira etapa da Cascalhos de Areia, quando o Ministério Público apontou suposto esquema de superfaturamento de contratos da ordem de R$ 300 milhões para aluguel de máquinas e cascalhamento de ruas sem asfalto. 

À época, os principais alvos da investigação foram os empreiteiros André Luiz dos Santos (André Patrola) e Edcarlos Jesus Silva, que seria uma espécie de "laranja" do próprio André Patrola. Ambos viraram réus.

Porém, como ainda não foram julgados, seguem prestando serviços à Secretaria de Obras. O mais recente contrato assinado com André Patrola, na semana passada, é para serviços de recapeamento. Patrola é dono da empresa André L. dos Santos Ltda, que receberá R$ 6.153.797,28 para recapeamentos na região do Prosa. 

Além da devassa na Secretaria de Obras, investigadores do Ministério Público, que até 09:35 não haviam divulgado informações oficiais, também amanheceram em uma residência na região do Tiradentes. 

No imóvel, próximo da Lagoa Itatiaia, reside o engenheiro Edivaldo Pereira Aquino, que também teria sido preso e seria um dos responsáveis pelos serviços de tapa-buracos. No local eles encontraram um veículo oficial da Sisep,apreenderam documentos e encontraram dinheiro. A quantidade apreendida ainda não foi informada. 
 

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