O presidente Lula retornou a Mato Grosso do Sul após mais de dez anos, para fiscalizar o primeiro embarque de exportação de carne para a China. Durante seu discurso, comentou em tom de ironia, a possibilidade de um suposto decreto presidencial para proibir a mentira no país.
O presidente chegou a comparar as relações humanas atuais como "algorítimos" destacando a geração que fica o dia inteiro olhando as "telas" seja do celular ou computador nas redes sociais por onde circulam fakes news (notícias falsas).
"Há uma coisa que todo mundo precisa aprender: a relação humana é algo muito mais emocional do que racional. Nós homens e mulheres somos no mínimo 70% a 80% emoção e 20% razão. Se a gente permite que a emoção fique menor do que a razão, a gente passa a ficar irracional no nosso comportamento", apontou Lula.
"Porque você tem que olhar no olho da pessoa, pegar na mão da pessoa, precisa conversar, falar: bom dia. Se você perder esse jeito de ser da humanidade, a gente deixa de ser humanista".
O presidente considerou que esses fatores tornam parte da sociedade "raivosa" e a pessoa se desumaniza ao ponto de tornar-se um algorítimo propagador de notícias falsas.
"Nós seres humanos nascemos para viver em comunidade, nascemos para viver com fraternidade, com muita solidariedade entre nós e isto está desaparecendo. E quando isso desaparece a mentira ganha destaque. E não é possível você governar um país do tamanho do Brasil, com 203 milhões de habitantes, com mentiras porque mentira tem perna curta. É questão de tempo, chega uma hora que ela aparece", pontuou o presidente.
Em dado momento o presidente chegou a mencionar um suposto decreto para "proibir a mentira" e destacando "quem mentir vai preso". O recorte do vídeo está entre os assuntos mais comentados da rede social X (ex twitter), com usuários preocupados com a possibilidade da proibição.
Com isso, os apoiadores do ex-presidente Bolsonaro estão replicando o recorte do vídeo com menções de "vai vendo". Inclusive o filho do ex-presidente Bolsonaro, o vereador Carlos Bolsonaro, que cuidava das redes sociais do pai, usou o X (antigo twitter) para rebater a informação.
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