Cidades

COVID-19

"É a vitória da ciência contra a doença", diz Marcos Trad ao iniciar vacinação na Capital

Prefeitura orienta que população não procure unidades de saúde, pois doses serão inicialmente para prioritários

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Em cerimônia simbólica, prefeito Marcos Trad (PSD) oficializou o início da imunização contra a Covid-19 em Campo Grande. 

Das 158.760 doses recebidas pelo Estado, 23.932 mil foram disponibilizadas para a Capital e prefeitura diz que, de início, a estratégia é “priorizar dentro do grupo prioritário”. 

Cerca de 11 mil pessoas serão imunizadas neste primeiro momento, já que são necessárias duas doses para que a imunização seja efetivada. 

Últimas Notícias

Na presença do prefeito e do secretário municipal de saúde, José Mauro Filho, a vacina foi entregue para a enfermeira responsável técnica pelo Centro Regional de Saúde Dr. Antônio Pereira, Flávia Cristine Correia de Almeida, 52 anos, que oficializou, simbolicamente, o início da vacinação em Campo Grande. 

Enfermeira há 22 anos na unidade, Flávia celebra a vacina “Eu vejo o início da vacinação como a esperança de dias melhores”.

No evento, Marcos Trad ovacionou o Sistema Único de Saúde (SUS). “É a vitória da ciência contra a doença. Da vida contra a morte. A esperança e a certeza de dias melhores, longe de cenas que costumamos ver, de seres humanos intubados”, coloca o prefeito sobre o início da vacinação um dia após a chegada no Estado. 

“É a certeza de todo mundo, de que mais uma vez a ciência e o Sistema Único de Saúde venceram a doença”, finaliza Trad.

Ainda na Cerimônia, o secretário Municipal de Saúde, José Mauro Filho, falou sobre o plano de vacinação da Capital. 

No primeiro momento, as vacinas serão direcionadas apenas para idosos institucionalizados, sendo aqueles internados ou que moram em asilos, e os profissionais da linha de frente no combate a pandemia. 

“Nós precisamos, pelo menos como forma de reconhecimento dos profissionais da saúde, iniciar essa vacinação por quem está dando sua vida em prol do próximo”, coloca o secretário. 

“Nesse momento há doses que vão ser direcionadas exatamente ao público que está diante às pessoas, exposto no atendendo. Nós não podemos parar essa máquina, que são os funcionários da saúde, para poder dar assistência à população. Então é por isso que se começa a vacinação por esse público tão importante, para que possamos enfrentar a doença”, defende José Mauro Filho

O plano de vacinação de Campo Grande prioriza o seguinte público: trabalhadores de saúde; trabalhadores de saúde sala de vacinação; trabalhadores de Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) e residências inclusivas; pessoas idosas com mais de 60 anos ou residentes em ILPIs; pessoas a partir de 18 anos com deficiência, residentes em residências inclusivas institucionalizadas. Ao todo, 11.966 receberão as duas doses da vacina. 

CADASTRO

Para agilizar o processo de identificação das pessoas que pertencem aos grupos prioritários, a Prefeitura solicita o cadastramento no site: www.vacina.campogrande.ms.gov.br.

Os usuários precisam preencher um questionário com dados pessoais e no caso de profissionais da saúde anexar um comprovante. Para ambos é necessário o anexo de um documento oficial com foto. 

A prefeitura destaca que o cadastro de identificação não é um agendamento, mas garante atendimento mais rápido, evitando aglomerações.

“É muito importante que toda população entre no site e realize o cadastro. É um site de identificação para que nós possamos saber qual a população que temos para vacinar. Muitas pessoas, infelizmente acreditam que a vacina não deva ser o caminho, mas reforçamos que a vacina é o único caminho para enfrentar esse problema de forma efetiva. Então ó site é importante para que toda a população se cadastre. Isso vai agilizar o tempo de vacinação de todos que procurarem as unidades quando for aberta a população. O site também será importante para monitorar a segunda dose. Então é importante esse cadastro para que possamos fazer essa organização de forma mais efetiva e rápida”. 

O secretário orienta que aqueles quem têm mais dificuldades procurem ajuda de filhos, parentes, amigos para que possam fazer esse cadastro, mas caso não seja realizado, a vacinação será realizada da mesma forma, já que o objetivo do site é auxiliar na organização e agilidade do processo. 

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Polícia

MPMS denuncia neto de ex-vereadora por mandar matar a própria tia em MS

Segundo o Ministério Público, crime foi motivado por disputa pela herança da família; suposto mandante e executor responderão por homicídio qualificado.

30/07/2026 19h01

Maria José de Oliveira Bezerra, de 70 anos, foi morta em Ribas do Rio Pardo; o Ministério Público denunciou dois investigados por envolvimento no homicídio.

Maria José de Oliveira Bezerra, de 70 anos, foi morta em Ribas do Rio Pardo; o Ministério Público denunciou dois investigados por envolvimento no homicídio. Foto: Reprodução

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) denunciou à Justiça Fábio Santos Fogoça, apontado como mandante do assassinato da própria tia, Maria José de Oliveira Bezerra, de 70 anos, e Rogério Nascimento da Silva, acusado de executar o crime.

Segundo a acusação, o homicídio foi motivado por uma disputa envolvendo a herança da família. Com o oferecimento da denúncia, o caso entra em uma nova fase, cabendo agora à Justiça analisar a acusação apresentada pelo Ministério Público.

De acordo com a denúncia do MPMS, Fábio Santos Fogoça teria planejado a morte de Maria José e contratado Rogério Nascimento para executar o homicídio. A Promotoria sustenta que o crime foi premeditado e motivado por interesses patrimoniais relacionados aos bens da família.

Segundo o Ministério Público, a motivação do crime estaria relacionada a uma disputa patrimonial no âmbito familiar.

Após a morte da ex-vereadora Magnólia Fogaça Marques, avó de Fábio Santos Fogaça, Maria José de Oliveira Bezerra e a irmã, Maria Jeni de Oliveira, ingressaram na Justiça com uma ação de reconhecimento de maternidade socioafetiva post mortem.

Para a acusação, caso o pedido fosse acolhido, haveria alteração na divisão da herança, reduzindo a participação dos demais sucessores no patrimônio deixado pela ex-vereadora.

Maria José de Oliveira Bezerra de 70 anos, foi morta com 14 golpes de faca dentro da própria residência, em Ribas do Rio Pardo, no dia 28 de junho de 2026.

A violência do crime mobilizou a Polícia Civil, que reuniu provas, colheu depoimentos e realizou perícias para identificar os responsáveis e esclarecer a motivação do homicídio.

As investigações avançaram no início de julho. No dia 5, Rogério Nascimento da Silva foi preso em Campo Grande após protagonizar um episódio em um restaurante, onde manteve uma funcionária sob ameaça com uma faca.

Durante a ocorrência, ele confessou o assassinato de Maria José e afirmou que teria cometido o crime a mando de Fabio Santos. Enquanto era conduzido para a delegacia, Rogério ainda incendiou o compartimento destinado aos presos na viatura policial.

No dia seguinte, Fabio Santos Fogoça foi preso em Ribas do Rio Pardo durante o andamento das investigações.

Durante as investigações, a polícia reuniu depoimentos, perícias e outras provas que levaram à conclusão de que o homicídio teria sido contratado. Rogério Nascimento afirmou, em depoimento, que receberia R$ 5 mil para executar o crime e que parte do valor já havia sido paga.

Fábio Santos, entretanto, nega qualquer participação e sustenta que é inocente.

Na denúncia, o Ministério Público descreve que o homicídio foi praticado com qualificadoras, entre elas motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima.

Caberá agora ao Poder Judiciário analisar o recebimento da acusação e decidir se os denunciados responderão ao processo criminal, etapa que poderá culminar no julgamento pelo Tribunal do Júri, responsável pelos crimes dolosos contra a vida.

A Promotoria considera que os elementos reunidos ao longo da investigação são suficientes para dar prosseguimento à ação penal. Entre as provas citadas estão laudos periciais, depoimentos de testemunhas e os interrogatórios realizados durante o inquérito policial.

O caso ganhou grande repercussão pela violência empregada na execução e pelo vínculo familiar entre vítima e investigados. Para os investigadores, a suposta motivação financeira revela um contexto de conflito patrimonial que, segundo a acusação, terminou de forma trágica.

Com o oferecimento da denúncia, o processo entra em uma nova fase. Se a acusação for recebida pela Justiça e os réus forem pronunciados ao final da instrução, eles serão submetidos ao julgamento pelo Tribunal do Júri, que decidirá sobre eventual condenação ou absolvição. 

Família

Maria José de Oliveira Bezerra, era filha adotiva de Magnólia Marques Fogoça, reconhecida como a primeira vereadora da história de Ribas do Rio Pardo.

Eleita no primeiro mandato da Câmara Municipal, em 1944, ano da emancipação política do município, Magnólia voltou a exercer o cargo em 1959 e tornou-se uma das principais referências da vida pública local.

Além da atuação no Legislativo, também foi professora, parteira, empresária e liderança comunitária, deixando um legado que marcou a história política do município.

Investigação

Ossada humana é encontrada em mata; Polícia apura caso em Campo Grande

Restos mortais foram localizados após incêndio atingir área de vegetação no Bairro Zé Pereira; vítima ainda não foi identificada.

30/07/2026 18h21

A ossada humana foi localizada em uma área de mata no Bairro Zé Pereira e encaminhada ao Imol para exames periciais.

A ossada humana foi localizada em uma área de mata no Bairro Zé Pereira e encaminhada ao Imol para exames periciais. Foto: Divulgação

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O encontro de uma ossada humana em uma área de mata de Campo Grande deu início a uma investigação da Polícia Civil para esclarecer a identidade da vítima e as circunstâncias da morte. O achado mobilizou equipes da Polícia Militar, da Perícia Oficial e do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (Imol), responsáveis pelos primeiros levantamentos técnicos no local.

Os restos mortais foram localizados por um homem que passava pela região da Rua Alexandre Marques, no Bairro Zé Pereira. Ao perceber a presença de um crânio e de outros ossos espalhados pelo terreno, ele acionou a Polícia Militar.

Após a confirmação do achado, a área foi isolada para o trabalho da perícia criminal. Durante a análise do terreno, os peritos localizaram a ossada no ponto indicado pelo homem.

Embora a causa da morte ainda seja desconhecida, os investigadores trabalham com a suspeita de que os restos mortais estivessem no local havia bastante tempo, já que a vegetação alta dificultava a visualização da área.

A ossada só foi localizada após um incêndio, ocorrido há quatro dias, atingir o terreno e reduzir a cobertura vegetal.

Além do crânio, foram encontrados praticamente todos os demais ossos do corpo, incluindo fêmures e costelas, o que indica que a ossada está praticamente completa.

Até o momento, não há indícios suficientes que apontem para a ocorrência de um homicídio.

A identidade da vítima também permanece desconhecida. Os restos mortais foram encaminhados ao Imol, onde serão submetidos a exames antropológicos e, se necessário, a testes genéticos que poderão permitir a identificação da pessoa e eventual comparação com registros de desaparecidos.

A Polícia Civil instaurou procedimento para apurar o caso e aguarda a conclusão dos laudos periciais.

Somente após os resultados dos exames será possível determinar a causa da morte, estimar há quanto tempo o corpo permaneceu no local e verificar se há relação com algum registro de desaparecimento na Capital ou em municípios da região.

O caso foi registrado inicialmente como morte por causa indeterminada e segue sob investigação. As autoridades destacam que todas as hipóteses permanecem em aberto até a conclusão dos trabalhos periciais.

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