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É falso que Adélio Bispo tenha incriminado o PT ou feito novo depoimento sobre facada em Bolsonaro

São falsas as alegações feitas em posts que circulam no X e no WhatsApp e que resgatam um boato antigo e já desmentido diversas vezes por agências de checagem

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É falso que Adélio Bispo informou em um novo depoimento que membros do PT tenham sido os mandantes da facada dada por ele em Jair Bolsonaro (PL). A Defensoria Pública da União (DPU), que presta assistência jurídica ao autor do crime, informou que o último depoimento prestado por Adélio ocorreu em 2019. Dois inquéritos da Polícia Federal que investigaram o caso concluíram que ele agiu sozinho.

Conteúdo investigado: Um vídeo antigo gravado pelo deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) em que ele afirma que Adélio Bispo confessou que o PT mandou matar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a circular nas redes sociais acompanhado de um texto alegando que os mandantes do crime foram a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, e José Dirceu.

O conteúdo acrescenta que a ex-deputada federal Manuela D'Ávila (PSOL) auxiliou na logística do crime.

Onde foi publicado: WhatsApp e X.

Conclusão do Comprova: Adélio Bispo não prestou um novo depoimento recentemente e nem indicou membros do PT como mandantes do crime praticado por ele contra Jair Bolsonaro (PL), em 2018.

São falsas as alegações feitas em posts que circulam no X e no WhatsApp e que resgatam um boato antigo e já desmentido diversas vezes por agências de checagem.

Conforme a Defensoria Pública da União (DPU), que presta assistência jurídica a Adélio desde 2019 e exerce a sua curadoria especial, o último depoimento prestado por ele ocorreu em 19 de agosto daquele ano. O órgão informou ao Comprova não ter sido notificado sobre qualquer novo depoimento.

Os dois inquéritos da Polícia Federal (PF) que investigaram a facada concluíram que Adélio agiu sozinho e por motivação política.

Atualmente, ele está recolhido na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS), onde cumpre medida de segurança após ter sido considerado inimputável pela Justiça Federal, devido a laudo que comprovou que ele possui transtorno delirante persistente.

A PF informou ao Comprova que divulga todas as ações e operações no próprio site e qualquer informação que circule nas redes sociais que não tenha partido dos canais oficiais de comunicação é de total responsabilidade de quem a divulgou.

Falso, para o Comprova, é o conteúdo inventado ou que tenha sofrido edições para mudar o seu significado original e divulgado de modo deliberado para espalhar uma falsidade.

Alcance da publicação: O Comprova investiga os conteúdos suspeitos com maior alcance nas redes sociais. Apenas no X, o post teve 195,7 mil visualizações até 5 de fevereiro. Não é possível mensurar quantas vezes foi compartilhado no WhatsApp.

Como verificamos: Inicialmente, fizemos uma busca combinada no Google com as palavras-chave "Adélio Bispo", "depoimento", "PT" e Gleisi Hoffman" que retornou checagens antigas sobre o mesmo assunto feitas por outras agências (Estadão VerificaAos FatosLupa).

Assim, percebemos se tratar de um boato constantemente resgatado nas redes sociais. Também consultamos informações para entendermos o caso e procuramos a DPU, a PF, o deputado Gustavo Gayer e o autor do post mais recente no X.

Alegações em vídeo foram desmentidas em 2022

Em 16 de fevereiro de 2022, o Estadão Verifica informou que alguns dias antes, em 12 de fevereiro, uma menção a um suposto depoimento de Adélio Bispo foi feita pelo perfil @AnonNovidades, no X, sem informar a fonte para a alegação.

Nos dias posteriores, outras postagens viralizaram com a mesma afirmação em diferentes redes sociais e o blog Terra Brasil Notícias publicou o conteúdo falso com crédito para o perfil @AnonNovidades. No mesmo dia, o blog publicou outro texto no qual disse que a Polícia Federal negou que o depoimento tivesse ocorrido.

O vídeo gravado por Gustavo Gayer quando ele ainda não era deputado não está mais nas redes sociais dele, mas a versão completa ainda pode ser encontrada circulando em outras contas. O Comprova localizou no YouTube uma postagem deste feita em 12 de fevereiro de 2022.

Nesta versão, é possível identificar que Gayer repercutia o primeiro texto publicado pelo blog Terra Brasil Notícias, com o título "Urgente: Segundo Anonymous, em novo depoimento Adélio Bispo abre jogo sobre facada em Bolsonaro e diz que PT o contratou em 2018".

Não foi possível confirmar o motivo de Gayer ter deletado esse conteúdo em suas redes sociais, já que ele não respondeu à tentativa de contato feita pela reportagem.

Em novembro de 2022, ele publicou um vídeo no X informando ter apagado mais de mil vídeos no próprio canal no YouTube porque vinha sendo notificado pela plataforma por conta de algumas postagens.

Desde 2022, o boato associando o PT e um falso depoimento de Adélio volta a circular frequentemente, normalmente junto de uma mensagem em tom de urgência que leva as pessoas a interpretarem se tratar de um fato recém ocorrido.

Uma referência a Gleisi Hoffmann, que é citada nas postagens atuais, havia sido feita por Gayer quando o vídeo dele foi registrado, já fora de contexto.

À época, ele mostrava um vídeo da presidente do PT afirmando que temia pela vida de Lula, mas não informava que o conteúdo havia sido gravado quatro anos antes, em 30 de outubro de 2018, durante entrevista coletiva do partido, que está disponível na página da AFP, no YouTube.

Caso Adélio

A DPU informou que Adélio segue recolhido na Penitenciária Federal de Campo Grande, onde cumpre medida de segurança. Ele é reconhecido como autor da facada em Bolsonaro, mas considerado inimputável pela Justiça Federal devido a laudo de 2018 que comprovou que ele sofria de transtorno delirante persistente.

Conforme noticiou a Folha de S.Paulo no final de 2023, atualmente há um impasse sobre a situação dele. A DPU tenta transferi-lo para um hospital psiquiátrico, mas a Justiça é contra por considerar que ele mantém a periculosidade e corre risco de morte fora do sistema federal. De acordo com o jornal, Adélio tem recusado remédios e está sem tratamento apropriado.

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi esfaqueado em Juiz de Fora, Minas Gerais, em 6 de setembro de 2018, durante ato público de campanha.

Em dois inquéritos, a Polícia Federal concluiu que Adélio agiu sozinho e por motivação política.

O que diz o responsável pela publicação: Não foi possível entrar em contato com o perfil do X responsável por resgatar o antigo boato porque ele é bloqueado para receber mensagens de contas que não segue. Também não foi possível identificar contas em outras redes sociais pertencentes ao mesmo indivíduo.

Gustavo Gayer, que hoje é deputado federal pelo PL de Goiás, também foi procurado, por meio do gabinete institucional, mas não houve resposta.

O que podemos aprender com esta verificação: Esta verificação é um bom exemplo de como é fundamental observar a fonte dos conteúdos acessados nas redes sociais antes de compartilhá-los.

Ao se deparar com postagens de denúncias, conteúdos impactantes ou que sugiram conspirações, verifique se há link para alguma notícia produzida por um veículo jornalístico da sua confiança ou para uma fonte que tenha autoridade para falar sobre o assunto. Se não houver, faça uma busca na internet para obter mais informações.

Neste caso, o Comprova identificou rapidamente, por uma busca simples no Google, que o boato sobre Adélio Bispo e um suposto envolvimento do PT como mandante do crime é recorrente, ressurgindo periodicamente nas redes sociais.

É importante também tomar cuidado com postagens que pedem seu compartilhamento com a justificativa de que a imprensa não está cobrindo o assunto. Essa é uma tática comum utilizada por perfis e páginas interessados em promover desinformação.

Eles a utilizam para obter engajamento e ativar os algoritmos das redes sociais para que deem ainda mais visibilidade aos conteúdos da postagem. 

Por que investigamos: O Comprova monitora conteúdos suspeitos publicados em redes sociais e aplicativos de mensagem sobre políticas públicas e eleições no âmbito federal e abre investigações para aquelas publicações que obtiveram maior alcance e engajamento. Você também pode sugerir verificações pelo WhatsApp +55 11 97045-4984.

Outras checagens sobre o tema: As alegações aqui verificadas foram desmentidas anteriormente por Aos FatosLupa e Estadão Verifica. O Projeto Comprova já checou diversas alegações falsas ou enganosas sobre a facada em Bolsonaro e publicou, inclusive, um Comprova Explica sobre o assunto.

Atenção Básica

Com hospitais lotados, Dourados tenta evitar colapso da Saúde

Município enfrenta surto de chikungunya desde o começo do mês e mais de 2,2 mil pessoas estão infectadas com a doença, segundo boletim epidemiológico

24/04/2026 08h20

Prefeitura de Dourados faz ações para combater o mosquito

Prefeitura de Dourados faz ações para combater o mosquito Divulgação/Prefeitura Dourados

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O município de Dourados tenta evitar o cenário de colapso na Saúde diante do surto de chikungunya que acompanha a cidade desde o início do mês e resulta em leitos hospitalares lotados. Como resposta, decretos de emergência e de calamidade pública foram emitidos pela prefeitura nos últimos dias após a definição de epidemia.

Na terça-feira, o prefeito Marçal Gonçalves Leite Filho (PSDB) decretou calamidade pública em Dourados em razão da severa epidemia de chikungunya, com colapso da rede assistencial, depois da taxa de positividade para a doença no município chegar próximo dos 65%, considerada muito alta pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Ao Correio do Estado, a prefeitura de Dourados afirmou que a principal finalidade do decreto é “fugir” das burocracias de licitações caso seja necessário realizar compras de urgência para o setor, como medicamentos, vacinas ou leitos da rede privada.

Vale destacar que o decreto de emergência já foi reconhecido pela União, enquanto o de calamidade pública foi aprovado por unanimidade pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (Alems) durante sessão na manhã de ontem. Portanto, deve entrar em vigor a partir de hoje.

O Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), criado pela prefeitura para coordenar o enfrentamento da epidemia de chikungunya na reserva indígena e no perímetro urbano do município, atualizou os dados da doença pela última vez na quarta-feira. 

Até então, eram 6.411 notificações, com 2.204 casos confirmados, 4.959 prováveis, 1.462 descartados e 2.755 em investigação.
Considerando os doentes confirmados e que Dourados tem população aproximada de 264 mil habitantes, de acordo com o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), uma a cada 119 pessoas na cidade está infectada com chikungunya, o que leva a uma situação de caos nas Unidades de Saúde do município.

Durante o feriado prolongado de Tiradentes, que começou no dia 18 e terminou no dia 21, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) atendeu 2.069 pacientes, sendo que 182 precisaram ser internados durante o mesmo período no Hospital da Vida, um dos principais complexos de saúde da cidade.

Mesmo assim, a assessoria da prefeitura afirmou que todas as pessoas que procuraram uma Unidade de Saúde foram atendidas. “Ainda temos leitos para internação no Hospital Regional, que é regulado pelo governo do Estado”, disse a assessoria.

Ainda de acordo com o Executivo municipal, 41 pacientes continuam internados em razão de complicações da doença, sendo dois no Hospital Indígena Porta da Esperança, dois no Hospital da Vida, três no Hospital Evangélico Mackenzie, cinco no Hospital Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul (Cassems), sete no Hospital Regional e 22 no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados (HU-UFGD).

Para tentar desafogar a pressão sobre a UPA, a Secretaria Municipal de Saúde também manteve a Unidade Básica de Saúde (UBS) Seleta e a UBS Santo André atendendo em horário especial durante o feriadão, o que resultou em mais de 300 atendimentos durante as 72 horas de folga prolongada.

Além das ações diretas nas Unidades de Saúde, o município também realiza outros trabalhos para tentar combater o surto da doença o mais rápido possível, como a contratação de 50 agentes de endemias, reforço das equipes médicas, instalação de mil armadilhas com larvicidas para matar o mosquito (Aedes aegypti), mutirões de limpeza nos bairros e nas aldeias e borrifação com larvicidas.

Também são realizadas ações específicas em algumas regiões da cidade. Por exemplo, desde segunda-feira, 20 toneladas de resíduos já foram retiradas da reserva indígena, que abriga mais de 15 mil pessoas das etnias guarani-kaiowá, guarani-ñandeva e terena.

Mesmo diante deste cenário, a prefeitura afirma que não há colapso na cidade. “Existe situação de calamidade em virtude da soma de dois fatores: epidemia de chikungunya e aumento de casos de síndromes respiratórias agudas graves, o que é normal nesse período do ano, levando a procura acentuada pelos serviços de saúde”, analisa.

A lotação dos leitos, no entanto, ainda está concentrada em Dourados. Em Campo Grande, a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) não descarta que a parceria entre as cidades aconteça em breve, mas garante que será um processo regulado e que deve priorizar os casos de alta complexidade, justamente para não impactar a organização assistencial campo-grandense.

“A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) informa que realiza monitoramento contínuo da situação epidemiológica e reforça que a Rede Municipal de Saúde de Campo Grande segue organizada para atendimento da população residente que procura os serviços”, diz em nota.

VACINA

A prefeitura de Dourados confirmou que a campanha de vacinação contra chikungunya deve começar na segunda-feira, já que o primeiro caminhão com as doses do imunizante chegou na cidade no dia 17.

De acordo com as regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde, a vacina da doença somente pode ser aplicada em pessoas com mais de 18 anos e menos de 60 anos. Diante disso, a meta do município é vacinar 27% da população-alvo, o que corresponde a aproximadamente 43 mil pessoas.

A vacina é desenvolvida pela empresa farmacêutica Valneva em parceria com o Instituto Butantan e foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025. 

Em um primeiro momento, o imunizante será repassado às regiões que apresentam alto risco de transmissão da doença nos próximos anos, como é o caso de Dourados.

DIFERENÇAS

Mesmo que transmitidos pelo mesmo agente, o mosquito Aedes aegypti, a dengue e a chikungunya são doenças diferentes, mas que apresentam sintomas muito semelhantes e por isso são confundidas pela maioria da população.

Segundo o médico infectologista e pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Júlio Croda, a chikungunya tende a apresentar sintomas mais graves do que a dengue, levando a uma taxa de hospitalização e óbito maior que a “concorrente”.

“Os sintomas iniciais são bem similares, é muito difícil fazer a diferenciação clínica pelos sintomas iniciais. Geralmente, a chikungunya é mais grave, está mais associada à hospitalização e a óbito do que a dengue. Também, a chikungunya pode levar a uma condição crônica de dores articulares. Então, do ponto de vista clínico, essas são as diferenças”, explica.

Especificamente sobre a situação de Dourados, Croda disse que a epidemia já apresenta queda quando comparado com a situação no início do mês, especialmente na reserva indígena.

Inclusive, o especialista destaca que o fator da doença infectar a pessoa somente uma vez durante a vida ajuda a transmissão a cair depois de algumas semanas.

Contudo, o infectologista afirma que a situação no perímetro urbano da cidade preocupa, visto que muitos bairros continuam apresentando aumento no número de casos.

Diante disso, Croda acredita que a tendência é que uma queda significativa na infecção seja observada a partir de maio ou junho.

“Muito provavelmente essa epidemia vai continuar no ano que vem, porque ainda terão muitas pessoas que nunca adquiriram a doença e o vírus já está circulando também”, afirma.

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Ribas do Rio Pardo

Motociclista fica ferido após matar onça atropelada na MS-340

Rapaz alega que onça o atacou e teve que atropelá-la

24/04/2026 08h15

Onça não resistiu ao impacto e faleceu no local do acidente

Onça não resistiu ao impacto e faleceu no local do acidente Foto: Instagram Ribas Ordinário

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Motociclista, João Marcos Lopes Barbosa, ficou ferido após atropelar e matar uma onça, na manhã desta quinta-feira (23), na MS-340, nas proximidades da Usina do Mimoso, zona rural de Ribas do Rio Pardo, município localizado a 96 quilômetros de Campo Grande.

Conforme apurado pela mídia local, o rapaz alega que trafegava em uma motocicleta XT600 pela estrada de chão, quando, surpreendentemente, surgiu uma onça em sua frente e saltou contra a motocicleta em uma tentativa de ataque. De imediato, atropelou o animal, que foi atingido pela própria motocicleta.

Ele teve escoriações leves, foi socorrido por populares e levado ao hospital da região. Sua moto foi retirada e transportada por conhecidos.

A onça não resistiu ao impacto e faleceu no local do acidente. Veja o vídeo:

O caso alerta para a presença de animais silvestres na região e reforça a necessidade de atenção redobrada ao trafegar em áreas rurais.

OUTRO CASO

Uma onça-pintada matou uma cachorrinha, em 22 de abril de 2026, em uma residência localizada na rua Marechal Floriano, em Corumbá, município localizado a 416 quilômetros de Campo Grande. 

A dona da casa, Claudia Helena Pereira Duarte, acordou com barulhos e presenciou o momento em que a cadela enfrentava a onça na varanda da casa. A onça matou a cadelinha com uma mordida no pescoço.

É a segunda vez que o animal silvestre aparece na residência. A primeira foi em junho de 2025.

Onça não resistiu ao impacto e faleceu no local do acidente

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