Cidades

ESTRAGOS

Em 2 dias, chuvas derrubaram mais de 50 árvores na Capital

Palco da Expogrande foi comprometido em razão dos ventos que quase atingiram os 50km/h e show do pagodeiro Thiaguinho, que seria ontem, foi cancelado

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Entre domingo e ontem a Defesa Civil de Campo Grande atendeu mais de 30 ocorrências de quedas de árvores em vias públicas. Mesmo com todos essas atendimentos, o trabalho ainda está longe de terminar.

Esse número não contabiliza as árvores que caíram em carros, casas e fiação de energia, que ficam a cargo do Corpo de Bombeiro e da Energisa, respectivamente. No caso dos bombeiros, foram cerca de 25 chamados apenas para queda de árvore.

No caso das árvores obstruindo vias, o coordenador da Defesa Civil de Campo Grande, Enéas Netto, afirmou ao Correio do Estado que o trabalho tem sido intenso desde domingo e que estão sendo feitos trabalhos de acordo com a prioridade de cada ocorrência.

“Estamos focando na desobstrução de vias, como na [Rua] Raúl Pires Barbosa”, contou Enéas. No local, a Defesa Civil precisou retirar uma árvore de grande porte que estava obstruindo a via.

O maior estrago ocorreu na chuva de domingo, onde, segundo o meteorologista Natálio Abrahão, choveu 43,8 milímetros na região central, com rajadas de vento que chegaram a 48,2 quilômetros por hora por volta das 16h35min de domingo.

Ontem, ainda conforme Natálio, o principal problema foi registado na região do Jardim Aeroporto e Vila Popular, onde o acumulado de chuvas ficou em 35,6mm até o fim da tarde e ventos com de 51 km/h.

Por conta do registro de mais precipitação, o coordenador da Defesa Civil disse que ainda não dá para cravar uma data de quando todos as árvores serão retiradas.

“As demandas ainda estão chegando, o tempo todo, e essa era uma chuva que nenhum instituto tinha previsto, então não estávamos esperando”, explicou Enéas.

EXPOGRANDE

Em razão dos ventos fortes, além das inúmeras árvores caídas, que ainda não foram completamente retiradas, outros estragos foram notados, principalmente na estrutura da Expogrande, no Parque de Exposições Laucídio Coelho, região sul de Campo Grande.

No parque, tendas foram arrancadas, estruturas metálicas ficaram danificadas, camarotes foram comprometidos e banheiros químicos tombaram. Parte dos estandes também foi destruída.

Ainda no domingo, a Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul) comunicou o fechamento do parque e a suspensão de todas as atividades do dia. A decisão ocorreu após o desligamento da energia elétrica no local e teve como objetivo garantir a segurança do público, expositores e colaboradores.

Os shows gratuitos que aconteceriam na noite de domingo foram cancelados por conta das condições climáticas adversas.

Ontem, no fim da manhã, a Acrissul também confirmou o cancelamento do show que aconteceria ontem à noite, do cantor de pagode Thiaguinho, marcado para ser o encerramento da 86ª Expogrande.

A Dut’s Entretenimento, que era a organizadora oficial do show, afirmou que os fortes ventos comprometeram a estrutura de som, luz e camarotes na área de shows do Parque. 

Em nota, a empresa lamentou a decisão, mas afirmou que a medida foi tomada priorizando a seguranda do público e do artista.

“Após uma avaliação técnica realizada por profissionais da área, a pedido da Dut’s Entretenimento, foi constatado, nesta manhã [de ontem], que as fortes chuvas ocorridas em nossa capital e no estado de Mato Grosso do Sul comprometeram significativamente a estrutura de som, luz e camarotes na área de show do Parque Laucídio Coelho. Em razão dessas condições e visando a segurança de todos, informamos que o show do cantor Thiaguinho, que seria realizado nesta segunda-feira (20), está cancelado”, diz a nota. 

A empresa também informou que os clientes que compraram o ingresso “podem solicitar o reembolso através do seu canal de compra, seja de forma online (e-mail: [email protected]) ou na compra física”.

Os ingressos para o show do Thhiaguinho foram vendidos no valor a partir de R$ 100 reais no primeiro lote na arena. Para os camarotes, o valor começava em R$ 140. Para a Experience, era possível encontrar ingressos até R$ 399. Nas suítes, cada mesa custava R$ 500. 

Saiba

Segundo o Corpo de Bombeiros, de domingo até ontem a corporação recebeu mais de 50 chamados para atendimentos por causa da chuva. Destes, eles estimam que pelo menos a metade seja de queda de árvore.

(Colaborou Karina Varjão)

Meio Ambiente

Com 175 mil árvores nas ruas, Campo Grande amplia monitoramento e manejo

Prefeitura aposta em inventário e acompanhamento técnico para orientar podas, plantios e intervenções na arborização urbana

21/09/2026 16h00

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A questão ganha destaque nesta segunda-feira (21), Dia da Árvore, em meio a uma política que envolve não apenas o plantio de novas mudas, mas também escolha de espécies, definição dos locais, acompanhamento do crescimento, podas e demais ações de manejo.

Em 2025, a Prefeitura produziu aproximadamente 40 mil mudas no Viveiro Municipal Flora do Cerrado. Dessas, 27.153 foram distribuídas à população. No mesmo ano, 9.429 mudas foram plantadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades), por meio do Projeto Via Verde e de outras ações em praças, parques e áreas verdes.

A arborização urbana exige decisões que começam antes de a muda chegar à calçada. A escolha da espécie precisa considerar o espaço disponível, o tamanho que a árvore poderá atingir, as raízes, a largura da calçada, a existência de fiação elétrica e a presença de outros equipamentos urbanos.

O próprio Manual de Arborização Urbana de Campo Grande estabelece diretrizes para implantação e manutenção das árvores e aponta que a escolha inadequada pode gerar conflitos com a infraestrutura urbana e aumentar a necessidade de intervenções futuras.

É justamente nessa etapa que o município tenta ampliar o uso de dados. O Arbolink permite registrar informações das árvores e identificar situações que podem exigir acompanhamento ou manejo. O sistema, porém, ainda está em fase de construção do inventário, com pouco mais de 8 mil árvores cadastradas diante de uma estimativa de aproximadamente 175 mil no sistema viário.

9,4 mil árvores plantadas

A expansão da arborização também ocorre por meio do Projeto Via Verde, que prioriza o plantio em regiões com menor cobertura arbórea e em locais que receberam pavimentação recentemente.

Ao todo, foram 9.429 mudas plantadas em 2025. A Prefeitura afirma que a ampliação da infraestrutura verde busca contribuir para o conforto térmico, qualidade do ar, drenagem urbana, biodiversidade e qualificação dos espaços públicos.

Além do plantio feito diretamente pelo município, a população também recebe mudas produzidas no viveiro municipal. Durante a Semana da Árvore deste ano, estão sendo distribuídas 10 mil mudas de espécies frutíferas.

O crescimento da arborização também impõe um desafio à administração pública: manter árvores saudáveis sem criar conflitos com calçadas, redes elétricas, ruas e demais estruturas urbanas.

Por isso, o planejamento prevê acompanhamento técnico desde a escolha da espécie até o manejo das árvores adultas. Equipes da Prefeitura passam por capacitações para diagnóstico, avaliação das condições das árvores, planejamento das intervenções e prevenção de riscos.

Campo Grande aparece entre as capitais com maior presença de árvores nas vias. Segundo o Censo 2022 do IBGE, 91,4% dos moradores da Capital viviam em domicílios localizados em vias com pelo menos uma árvore, índice que colocou o município na primeira posição entre as capitais brasileiras nesse indicador.

A cidade também recebeu, em 2026, pelo sétimo ano consecutivo, o reconhecimento Tree Cities of the World, concedido pela Arbor Day Foundation em parceria com a FAO/ONU.

Mais do que ampliar a quantidade de árvores, entretanto, o desafio passa pelo acompanhamento de uma floresta urbana que já reúne dezenas de milhares de exemplares. 

Recurso

Voto valerá como prova de vida para beneficiários do INSS

Recurso passou por modificações para reduzir filas, custos e transtornos causados pelo comparecimento presencial

21/09/2026 15h45

Reprodução / TSE

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O comparecimento eleitoral valerá para a verificação no processo de Prova de Vida no INSS. O procedimento de revisão anual, focado em identificar se o titular do benefício previdenciário ou assistencial continua vivo para garantir a manutenção de pagamentos, abrange atualmente cerca de 40 milhões de beneficiários ativos, entre aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais. 

“A Prova de Vida pode se dar por meio do comparecimento eleitoral. Então, se você for votar no dia das eleições, você já terá a prova de vida realizada. O INSS recebe esses dados e já computa como prova de vida”, explica o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, destacando a praticidade da medida. 

O recurso possível com a Prova de Vida passou por modificações para reduzir filas, custos e transtornos que o antigo modelo presencial gerava, especialmente para idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

A partir da Lei nº 13.846/2019, o comparecimento presencial deixou de ser a regra, estabelecendo que o próprio Estado deve buscar, de forma proativa, dados que confirmem a vivacidade do cidadão perante a administração pública. Já a Portaria INSS nº 1.408/2022 estabelece a votação nas eleições como um dos critérios de comprovação de vida.

Ou seja, quem votar, estará dispensado de realizar outras formas de comprovação. “Além de simplificar a Prova de Vida a milhões de segurados, a medida também traz segurança ao pagamento de benefícios da Previdência Social”, aponta a presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Ana Cristina Silveira.

Automatização 

Para os casos em que o cidadão não comparecer ao pleito eleitoral, o INSS continua utilizando o sistema SIRIS, que coleta diversas fontes de dados do governo em busca de outros eventos comprobatórios, como a emissão de documentos, movimentações registradas ou atendimentos realizados. O segurado só é convocado a regularizar a situação quando não é encontrada nenhuma fonte que confirme a sua vivacidade.

Números do cruzamento eleitoral 

A base de dados do TSE teve contribuição significativa para a Prova de Vida em 2024. Nesse período, foram registrados eventos eleitorais para 20.957.288 beneficiários, resultando na atualização de aproximadamente 5 milhões de Provas de Vida.

Com informações de Governo Federal 

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