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Segurança

Em 9 meses, homicídios caem mais de 25% na Capital, aponta Secretaria de Justiça

Estado se destaca ainda no combate ao narcotráfico e lidera o ranking nacional de apreensões de drogas

DA REDAÇÃO

05/10/2015 - 11h18
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De janeiro a setembro deste ano, os números de homicídios tiveram redução recorde em Campo Grande, com a expressiva queda de -25,5%, passando de 110 para 82 em comparação ao mesmo período do ano passado.

Os números positivos devem melhorar ainda mais a posição da cidade, que já esta entre as quatro mais seguras do país, quando o assunto é crimes letais violentos, conforme consta na prévia do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado esta semana.

Além disso, dos estados brasileiros, Mato Grosso do Sul é o que mais esclarece homicídios, com uma taxa de 69% nos municípios do interior e de mais de 70% em Campo Grande, percentual superior ao dos Estados Unidos, por exemplo e comparado ao do Reino Unido. Um mérito das estratégicas e bem sucedidas investigações da Polícia Civil do Estado.

Também foram expressivas as quedas dos percentuais de homicídios culposos no trânsito, que reduziram de 73 para 55 em Campo Grande, nos primeiros nove meses deste ano, um índice de -24,7%. Blitz e operações constantes realizadas pela Polícia Militar são apontadas como responsáveis pela queda deste delito.

No Anuário de Segurança consta ainda que quando o assunto é investimento em segurança, do total de gastos per capta, R$ 332,88 são aplicados na área em Mato Grosso do Sul, que está na sétima posição neste quesito, à frente do Distrito Federal e de São Paulo, por exemplo.

“São dados bastante positivos para o Estado que está trabalhando para melhorar ainda mais estes índices, tanto no quesito redução da criminalidade, onde já alcançamos na Capital redução de mais de 20% na taxa de homicídios, como em investimentos”, disse o secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Sílvio Maluf.

O Estado se destaca ainda no combate ao narcotráfico e lidera o ranking nacional de apreensões de drogas. Durante todo o ano passado foram apreendidas quase 230 toneladas de entorpecentes, a maior quantidade já apreendida por um estado brasileiro, mas que já foi superada pelas forças policiais nos primeiros nove meses deste ano, quando já tiraram de circulação mais de 231 toneladas de drogas e a expectativa da Secretaria de Justiça e Segurança Pública é que a soma ultrapasse 250 toneladas até dezembro.

MAIS EFETIVO

Os dados refletem os investimentos realizados pelo Governo do Estado, que tem entre as prioridades a segurança pública. De janeiro até agora já foram incorporados as forças policiais do Estado mais de 1.600 homens e mulheres que reforçaram a segurança pública nos 79 municípios.

Na Polícia Militar já foram incorporados 934 novos soldados, sendo que 830 deles já formados e trabalhando e outros 104 em formação. Além disso, 264 homens e mulheres que eram cabos e soldados foram promovidos à sargentos, 8 tenentes à capitães, 5 capitães promovidos à major, 8 major promovidos à tenente-coronel e 6 tenentes-coronéis promovidos à coronéis.

Houve incremento de 334 novos soldados também no Corpo de Bombeiros, sendo que 153 deles já está em atividade nas unidades espalhadas pelo Estado e outros 181 em formação, com previsão de conclusão do curso até o mês de dezembro deste ano.

Na Polícia Civil o Governo do Estado incorporou 155 novos investigadores, escrivães e peritos papiloscopistas e outros 220 investigadores e peritos papiloscopistas estão em formação, totalizando 375 homens e mulheres nas delegacias e postos de identificação de Mato Grosso do Sul.

Além disso, o Governo do Estado já autorizou a realização de concurso público para a contratação de agentes penitenciários e abriu processos licitatórios para a compra e locação de viaturas para todas as forças de segurança pública, que estão com os andamentos adiantados, sendo que a locação segue para a fase de assinatura dos contratos.

Indenização

TJMS condena réu por injúria racial a pagar indenização por danos morais em Ribas do Rio Pardo

Por maioria de votos, a 1ª Câmara Criminal definiu a indenização em R$ 1,5 mil

08/06/2026 18h29

Foto: Divulgação / MPMS

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) reformou uma sentença de primeira instância e determinou o pagamento de indenização por danos morais a uma vítima de injúria racial em Ribas do Rio Pardo. A decisão foi proferida pela 1ª Câmara Criminal após recurso apresentado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que defendeu a necessidade de reparação civil pelos danos causados à ofendida. Por maioria de votos, a 1ª Câmara Criminal definiu a indenização em R$ 1,5 mil.

O réu já havia sido condenado pela 2ª Vara de Ribas do Rio Pardo pelo crime de injúria racial, previsto no artigo 2º-A da Lei nº 7.716/89, com agravante de reincidência. No entanto, a sentença original não fixou valor mínimo para reparação dos danos sofridos pela vítima.

Diante da omissão, o promotor de Justiça George Zarour Cezar recorreu ao TJMS, sob argumento de que a conduta criminosa ocorreu no ambiente de trabalho da vítima e representou uma grave violação à sua dignidade, justificando a aplicação da indenização prevista no artigo 387, inciso IV, do Código de Processo Penal.

Ao analisar o caso, o relator do recurso, desembargador Lúcio R. da Silveira, acolheu os argumentos do Ministério Público e aplicou o entendimento consolidado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) no Tema Repetitivo 983.

Segundo o acórdão, o dano moral em casos de injúria racial decorre automaticamente da própria prática do crime, dispensando a apresentação de provas específicas sobre o sofrimento ou abalo psicológico da vítima.

A decisão também afastou a necessidade de que o Ministério Público apresente previamente um valor exato para a indenização na denúncia. Conforme o entendimento adotado, basta que exista pedido expresso de reparação para que o juiz possa fixar o montante na sentença, garantindo o direito de defesa do acusado.

Para os desembargadores, o valor atende aos critérios de proporcionalidade e razoabilidade, cumprindo tanto a função de compensar a vítima quanto o caráter pedagógico da condenação.

PEDÁGIO

Subprefeito de Anhanduí critica "tarifaço" de R$ 14 na BR-163

Em vídeo postado na rede social, Elenilton afirmou que o novo valor do pedágio pode dificultar o deslocamento de trabalhadores e prejudicar o desenvolvimento econômico do distrito

08/06/2026 18h15

Novo valor do pedágio pode dificultar o deslocamento de trabalhadores e prejudicar o desenvolvimento econômico do distrito

Novo valor do pedágio pode dificultar o deslocamento de trabalhadores e prejudicar o desenvolvimento econômico do distrito Gerson Oliveira

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O subprefeito de Anhanduí, Elenilton Dutra, utilizou as redes sociais para criticar o reajuste das tarifas de pedágio da BR-163/MS, previsto para entrar em vigor em agosto. Em vídeo publicado nesta segunda-feira (8), ele classificou o aumento como um “absurdo” e pediu apoio da população para pressionar autoridades federais em busca de alternativas que minimizem os impactos para os moradores do distrito.

A manifestação ocorre após a divulgação de que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) recomendou reajuste médio de 41,63% nas tarifas cobradas pela concessionária Motiva Pantanal, responsável pela administração da rodovia. Em algumas praças, como a de Campo Grande, a tarifa para veículos de passeio poderá se aproximar dos R$ 15.

No vídeo, Elenilton destacou a situação dos trabalhadores que precisam se deslocar diariamente entre Anhanduí e Campo Grande.

“Como que um trabalhador que reside no Anhanduí consegue pagar um valor desse para ir e vir de Campo Grande, mais o combustível do seu carro ou da sua moto? Isso é piada. Nós não podemos nos calar”, afirmou.

Segundo ele, o aumento pode provocar impactos econômicos e sociais para o distrito, que fica localizado a cerca de 60 quilômetros da Capital.

“Estão isolando o Anhanduí de Campo Grande. Como vamos trazer empresas ou qualquer outra coisa para o distrito com um pedágio caríssimo desse jeito?”, questionou.

Durante a gravação, Elenilton também defendeu a criação de mecanismos que reduzam o custo para os moradores da região, como descontos ou benefícios específicos para usuários frequentes.

“Não importa se vocês gostam do Elenilton ou não. Vocês têm que gostar do Anhanduí. É pelo Anhanduí que estou lutando. Quero contar com o apoio de cada um para procurarmos nossa bancada federal e não deixar esse absurdo acontecer”, declarou.

Veja o vídeo completo: 

 

 

Reajuste supera pedido da concessionária

Conforme nota técnica da ANTT, a primeira revisão ordinária do contrato da BR-163 prevê reajustes que variam entre 40,54% e 44% nas nove praças de pedágio existentes ao longo dos 845 quilômetros da rodovia em Mato Grosso do Sul.

O percentual é superior ao solicitado pela própria Motiva Pantanal, que havia pedido aumento médio de 39,3%. Segundo a agência, o cálculo considera a recomposição monetária da tarifa pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e a aplicação do chamado degrau tarifário previsto no contrato de concessão.

Entre os maiores reajustes previstos está o da praça localizada em Campo Grande, onde a alta deverá chegar a 43%. Em São Gabriel do Oeste, o aumento poderá alcançar 44%.

A previsão é de que os novos valores passem a ser cobrados a partir de 5 de agosto, após a conclusão dos procedimentos regulatórios da ANTT

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