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Rio de Janeiro

Em Areal, carro de som alertou população sobre risco de alagamento

Em Areal, carro de som alertou população sobre risco de alagamento

g1

15/01/2011 - 14h21
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Em Areal, município de 11 mil habitantes na Região Serrana do RJ, um aviso de "alerta máximo" feito por um carro de som impediu que os efeitos da cheia do Rio Piabanha, que corta a cidade, provocasse estragos ainda maiores (veja vídeo ao lado e ouça o áudio do alerta).

"A prefeitura municipal de Areal informa: alerta máximo. Em virtude das chuvas, solicitamos que os moradores das margens dos rios Preto e Piabanha fiquem de alerta máximo e se retirem para lugar seguro, pois o leito estará subindo nos próximos minutos", dizia a gravação.

A iniciativa simples e barata permitiu que várias famílias saíssem de suas casas a tempo. A chuva deixou três feridos no município, mas até o momento não há registro de mortos. O Rio Piabanha atingiu mais de seis metros e deixou várias áreas da cidades alagadas. Pelo menos 700 pessoas ficaram desabrigadas.

Segundo a prefeitura, na quarta-feira (12), as autoridades do município foram avisadas da abertura das comportas da barragem Morro Grande. Em função disso, um carro de som circulou pela cidade, alertando a população.

Parte dos moradores de Areal está isolada depois da abertura de uma cratera na ponte que liga o Bairro da Ilha à Rua Afonsina. O comércio está fechado e o hospital sem médicos. O atendimento a feridos e doentes está concentrado em postos de saúdes.

Mais de 550 mortos na Região Serrana

Subiu para 558 o número de vítimas na Região Serrana do Rio, segundo as prefeituras e o Corpo de Bombeiros de Itaipava.

Segundo o último levantamento, são 252 mortos em Nova Friburgo, 240 em Teresópolis, 18 em Sumidouro, 46 em Petrópolis e 2 em São José do Vale do Rio Preto. Outros dois municípios também tiveram áreas devastadas: Bom Jardim e Areal. A Defesa Civil não descarta a possibilidade de haver vítimas fatais nessas cidades.

O governador Sérgio Cabral decretou luto oficial no estado do Rio de Janeiro por sete dias. O decreto, assinado na sexta-feira (14), entra em vigor na próxima segunda (17), quando será publicado no diário oficial.

Os serviços de água e luz ainda são precários na Região Serrana. Em Teresópolis, 60% da população ainda está sem água.

Maior tragédia da história
Esta já é a maior tragédia climática da história país. O número de vítimas ultrapassou o registrado em 1967, na cidade de Caraguatatuba, no litoral norte de São Paulo. Naquela tragédia, tida até então como a maior do Brasil, 436 pessoas morreram.

No ano passado, de janeiro a abril, o estado do Rio de Janeiro teve 283 mortes, sendo 53 em Angra dos Reis e Ilha Grande, na virada do ano, 166 em Niterói, onde se localizava o Morro do Bumba, e 64 no Rio e outras cidades atingidas por temporais em abril. Relembre outras tragédias.

Animal de Estimação

Com consultório móvel, Subea realiza ação de atendimento e conscientização

A ação acontece na Praça do Papa e os atendimentos vão das 8h até às 13h

11/05/2026 09h35

Subea faz ação sobre o bem-estar e cuidado animal

Subea faz ação sobre o bem-estar e cuidado animal Freepik

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A Superintendência do Bem-Estar Animal (Subea) em parceria com a Prefeitura de Campo Grande, deu início à uma nova ação de conscientização sobre os cuidados e bem-estar animal. 

Nesta semana a ação acontece na Praça do Papa, que fica na Av. dos Crisântemo, s/n. Os atendimentos se iniciam às 8h e duram até às 13h. 

Ao todo por dia serão disponibilizadas 30 senhas, distribuídas da seguinte forma: 15 para castração e 15 para atendimento clínico, vacinação antirrábica e vermifugação. A distribuição acontece por ordem de chegada. 

Para se ter acesso aos atendimentos e participar da ação, é necessário alguns documentos como: 

  • Cadastro no CadÚnico atualizado e impresso
  • Documento oficial com foto
  • Comprovante de residência

Com esta iniciativa, a Prefeitura Municipal busca ampliar o acesso sobre bem-estar e o cuidado animal. 

O Correio do Estado entrou em contato com a Prefeitura Municipal para obter mais informações se a ação seguirá para outros bairros da Capital, mas até o momento da publicação desta matéria, não obteve retorno. 

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"FACÃO"

Andorinha, Mota, Eucatur e outras perdem benefícios com o Poder Público

Apreciação feita pelo Executivo de Campo Grande dá pareceres favoráveis unânimes na causa de empresas populares no imaginário local

11/05/2026 09h15

Andorinha, Mota, Eucatur e outras perdem benefícios com o Poder Público

Andorinha, Mota, Eucatur e outras perdem benefícios com o Poder Público Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Por decisão do Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (Codecon), publicada hoje (11) em edição do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), empresas presentes no imaginário do campo-grandense e da população local, como Andorinha, Viação Motta, entre outras, acabam de perder incentivos junto ao Poder Público da Capital do Mato Grosso do Sul.

O texto oficial trata-se da deliberação número 163 do Codecon, que data de 07 de maio de 2026, documento que traz a público apreciação pelo Plenário dos processos tratados na pauta da 211ª Reunião Ordinária. 

Nele constam, por exemplo, a doação imediata de 5.000 m² de área favorável à empresa Rotilli & Machado Ltda., que aparece com atividade voltada para o comércio e distribuição de medicamentos. Essa aparece ainda contrário a isenção do chamado Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) por 10 anos e a isenção de Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) sobre as obras de construção civil. 

Para além dessa apreciação de concessão de incentivos, para a empresa que prevê um faturamento mensal de R$2,4 milhões e R$28 mi anual, o documento traz ainda os votos para a revogação de incentivos sobre outras empresas que moram, inclusive, no imaginário e cotidiano popular há tempos.

Incentivos revogados

Entre eles aparece o voto favorável, emitido pela Secretaria-Executiva do Codecon, à revogação dos incentivos concedidos pelo Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social (Prodes) para a Empresa de Transportes Andorinha. 

Fundada em 05 de junho de 1948 por José Lemes Soares, a Andorinha nasceu atendendo com uma "jardineira", uma espécie de ônibus feito com carroceria de madeira que era montado sobre chassis de caminhão e hoje já conta com uma frota de centenas de veículos. 

Notificações por meio de ofícios pedindo informações, junto das vistorias de acompanhamento pela equipe de fiscalização de Incentivos Fiscais do Prodes, demonstraram que a empresa não executou os investimentos na área cedida e encontra-se sem atividade no local.

Atendidos os princípios constitucionais de ampla defesa e do contraditório no curso do processo, com a empresa incentivada não atendendo às "diversas oportunidades para livre manifestação", a Andorinha perdeu por interpretação do Conselho dos incentivos concedidos pelo Prodes. 

Nesse mesmo modelo também foram atingidas a Viação Motta e Umuarama, que tiveram seus respectivos incentivos concedidos pelo Prodes revogados, o que pela Lei Complementar n. 418 de 2021, compreende, por exemplo: 

  1. Concessão onerosa (com encargos) de direito real de uso sobre imóvel público, com direito à edificação, permitida hipoteca ou alienação fiduciária sobre o imóvel, para fins de garantia para obtenção de financiamento, pelo prazo de 10 (dez) anos, com posterior doação definitiva;
     
  2. Excepcionalmente, doação imediata de imóvel público com encargos, nas hipóteses previstas em lei;
     
  3. Isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU incidente sobre o imóvel onde funcionar a pessoa jurídica incentivada;
     
  4. Redução do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN;
     
  5. Isenção do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN;
     
  6. Isenção da Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública – COSIP e
     
  7. Isenção de tributos incidentes sobre processos de alvará e licenciamento necessários ao planejamento, instalação e funcionamento da pessoa jurídica incentivada.

Mas o "facão" não termina de passar aí, contemplando também a revogação e cancelamento dos incentivos concedidos à empresa Expresso Mato Grosso, após parecer técnico da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana, Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades). 

Segundo o Conselho sobre a revogação dos incentivos concedidos para a "famosa" empresa de transporte rodoviário de pessoas e cargas, as tentativas de contato e pedidos de formalização dos compromissos ambientais e operacionais foram ignoradas pela empresa em uma "inércia" que passou de uma década, sendo superior a 12 anos. 

Para o relator, conselheiro da Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), Fábio Nogueira da Silva, essa demora administrativa representa um entrave à "eficiência da gestão pública e do desenvolvimento econômico local".

"Manter áreas públicas e dotações fiscais reservadas a projetos que não se concretizam retira de Campo Grande a oportunidade de atrair novos investimentos produtivos e gera um desequilíbrio na função social do solo urbano.  

Voto, ainda, pela adoção das medidas administrativas cabíveis para reversão do imóvel doado ao Município de Campo Grande, visando a futura disponibilização do lote para novos investidores comprometidos com o desenvolvimento econômico e social do nosso município", diz o texto do relator. 

Além dessas, as também "populares" empresas Expresso Queiroz, Viação São Luiz e Eucatur tiveram "corte" dos benefícios que eram concedidos pelo Poder Público que intervém para "resguardar a melhor utilização do bem público tutelado", bem como: 

  • Viação Nova Integração Ltda.- REVOGAÇÃO e CANCELAMENTO dos incentivos concedidos 
  • Otimix Brasil Indústria de Pré-fabricados Ltda.- REVOGAÇÃO e CANCELAMENTO dos incentivos concedidos 

 

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