Cidades

mato grosso do sul

Em média, Corpo de Bombeiros recebe 218 trotes por mês no 193

Brincadeira de mau gosto ocorre das mais variadas maneiras: como pedidos de socorro para acidentes de trânsito, acidentes domésticos, quedas, picadas de insetos ou serpentes, mal estar e incêndios

Continue lendo...

Dados divulgados pelo Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul (CBMMS), ao Correio do Estado, apontam que 874 trotes foram repassados ao número de emergência 193, entre janeiro e abril de 2023, nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul.

A média é de 218,5 trotes por mês, sendo 330 em janeiro, 125 em fevereiro, 220 em março e 199 em abril.

Vale ressaltar que a reportagem solicitou os dados de janeiro a agosto, por meio de e-mail e mensagem, mas, até o fechamento desta reportagem, não foi respondida. O espaço segue aberto para reposta e a matéria será atualizada.

A brincadeira de mau gosto ocorre das mais variadas maneiras: como pedidos de socorro para acidentes de trânsito, acidentes domésticos, quedas, picadas de insetos ou serpentes, mal estar, incêndio, queimaduras, entre outros.

Geralmente, a pessoa que aplica o golpe demonstra sinais durante a chamada, como risadas, gargalhadas, voz em tom de brincadeira e palavras controversas. Neste caso, os militares conseguem identificar e cancelar a solicitação de socorro.

O cidadão, que realmente precisa de socorro, liga para a emergência desesperado e conversa com a equipe em tom de nervosismo, preocupação, angústia e apreensão.

Trotes para os números de emergência das forças de segurança de Mato Grosso do Sul, 190 (Polícia Militar) e 193 (Corpo de Bombeiros Militar), prejudicam os trabalhos de salvamento e trazem prejuízos aos cofres públicos.

Conforme noticiado pelo Correio do Estado, a saída de uma equipe de salvamento do Corpo de Bombeiros, para atender uma ocorrência de incêndio, por exemplo, gera um custo médio de R$ 1.180,00 ao Estado.

Uma equipe de combate a incêndio em edificações ou residências é composta em média por 12 militares distribuídos em quatro viaturas, sendo uma de auto salvamento, uma unidade de resgate, um auto bomba tanque e uma auto bomba rápido.

Em casos de ocorrências para atendimento de acidentes de trânsito, a equipe e o número de viaturas cai pela metade, e o custo aproximado é de R$ 615,00. Conforme a instituição, a média de militares e viaturas por ocorrência pode variar em alguns quartéis devido a demanda da cidade.

Outra ação que sobrecarrega as chamadas de emergência são as ligações para pedidos de informações diversas, como por exemplo, qual o número do banco e que horas ele fecha.

Por serem números de fácil memorização, as pessoas costumam ligar para pedir informação, ato que também obstrui a linha telefônica das forças de segurança e salvamento.

Em entrevista exclusiva ao Correio do Estado, a assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros afirmou que trotes para a emergência prejudicam a corporação e principalmente a vítima, que realmente precisa de socorro.

“O trote ao número 193 é danoso a toda a sociedade, uma vez que uma situação real de emergência poderia ter ocorrido no mesmo período, estando tanto o telefone de emergência 193 ocupado para atender um trote, como também as equipes do Corpo de Bombeiros Militar estarem deslocando para um falso atendimento, sem vítimas”, afirmou, por meio de nota enviada à reportagem.

PENALIDADE

Conforme noticiado pelo Correio do Estado em 2020, o ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, sancionou a Lei nº 5.571, que institui o Programa Permanente de Combate aos Trotes Telefônicos aplicados contra os serviços de atendimento às chamadas de emergência da segurança pública.

Ou seja, quem passar trote nos números de emergência 190 ou 193 será investigado, processado e multado.

Os atendentes do Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS) devem documentar as ocorrências identificadas como trotes e informar as autoridades competentes.

O titular da linha telefônica que realizou o trote está sujeito a responder pelos crimes de perturbação ao serviço radiotelegráfico/telefônico, falsa comunicação de crime e atentar contra serviço de utilidade pública, previstos nos artigos 265, 266 e 340 do Código Penal Brasileiro.

  • Artigo 265 - atentar contra a segurança e funcionamento de serviço de utilidade pública, com pena de um a cinco anos de reclusão e multa;
  • Artigo 266 - interromper ou perturbar serviço telegráfico, radiotelegráfico ou telefônico, impedir ou dificultar-lhe o restabelecimento, com pena de um a três anos de prisão e multa.
  • Artigo 340 - Provocar a ação de autoridade, comunicando-lhe a ocorrência de crime ou de contravenção que sabe não se ter verificado, com pena de um a seis meses de detenção e multa.

Além disso, quem passa trote ainda está sujeito a pagar multa de 12 UFERMS, o equivalente a R$ 568,80. O valor pode ser acrescido em 50% em caso de reincidência.

De acordo com a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), em setembro de 2023, cada UFERMS custa R$ 47,40.

A lei estadual ainda prevê a realização de palestras e campanhas de conscientização para a população sobre os malefícios dos trotes, orientação dos atendentes e procedimentos que devem ser adotados nesses tipos de chamadas.

NÚMEROS ÚTEIS

  NÚMERO 
Atendimento à mulher 180
SAMU 192
Polícia Militar 190
Corpo de Bombeiros 193
Polícia Civil 197
Defesa Civil 199
Direitos Humanos 100
Polícia Rodoviária Federal 191
Polícia Rodoviária Estadual 198
Polícia Federal 194
Polícia Militar Ambiental (67)99894-5013
Ibama (67)21067500
SUS 136
Vigilância Sanitária 08006470031
Procon 151

Crescimento

MS atinge 77% de cobertura de esgoto, mas universalização segue distante

Mesmo com avanço recente, estado ainda busca ampliar o acesso ao serviço em diferentes regiões

16/06/2026 18h01

Foto: Divulgação

Continue Lendo...

Mato Grosso do Sul ampliou a cobertura de esgoto para 77,04% em maio de 2026, consolidando um avanço de 4,7 pontos percentuais em menos de um ano. Em agosto de 2025, o índice era de 72,34%. O crescimento coloca o estado entre os que mais expandiram o serviço recentemente no país.

Os dados nacionais utilizados para comparação são do Instituto Trata Brasil, organização que monitora indicadores de saneamento básico no país a partir de informações oficiais.

O levantamento aponta que cerca de 90 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à coleta e ao tratamento de esgoto, evidenciando o contraste entre os avanços registrados em Mato Grosso do Sul e a realidade enfrentada em grande parte do Brasil.

Apesar dos números expressivos, o avanço não elimina distorções históricas no acesso ao saneamento. A leitura dos dados por município revela um cenário desigual: enquanto algumas cidades já se aproximam da universalização, outras ainda avançam em ritmo mais lento, com cobertura aquém do necessário para garantir atendimento pleno à população.

Pelo menos 30 municípios atendidos pela rede estadual superam 90% de cobertura, incluindo Três Lagoas, Dourados, Ponta Porã e Bonito. Em localidades como Bataguassu, Brasilândia e Ribas do Rio Pardo, os índices chegam a 99%.

Na prática, porém, vale alertam que atingir esse percentual não significa, necessariamente, que todo o esgoto gerado esteja sendo coletado e tratado de forma adequada.

Isso porque indicadores de cobertura não detalham problemas recorrentes, como ligações irregulares, redes subutilizadas ou falhas operacionais no tratamento. Também não evidenciam a situação de áreas periféricas e comunidades mais vulneráveis, onde o acesso costuma ser mais limitado.

O avanço está relacionado à ampliação da infraestrutura nos últimos anos, com a implantação de redes coletoras, estações elevatórias, unidades de tratamento e novas ligações domiciliares. 

Ainda assim, o histórico do setor mostra que expansão física não garante, por si só, eficiência nem qualidade no serviço prestado.

Outro desafio está na sustentabilidade desse crescimento. A ampliação da cobertura exige investimentos contínuos não apenas na construção, mas também na manutenção e operação dos sistemas. Sem isso, há risco de deterioração das estruturas e queda na qualidade do atendimento ao longo do tempo.

Novo Marco Legal do Saneamento

A meta estabelecida pelo Novo Marco Legal do Saneamento prevê que 90% da população tenha acesso à coleta e tratamento de esgoto até 2033.

Mato Grosso do Sul aparece em posição avançada nessa corrida, mas ainda precisa enfrentar gargalos importantes para transformar índices em universalização real.

Entre eles estão a ampliação do serviço em áreas rurais, a regularização de ligações domiciliares e a garantia de tratamento efetivo de todo o volume coletado. Sem esses avanços, o crescimento percentual pode não se traduzir em melhoria concreta nas condições de saúde e qualidade de vida da população.

O desempenho recente coloca Mato Grosso do Sul em destaque, mas também amplia a cobrança por resultados mais consistentes.

Mais do que expandir a rede, o desafio agora é garantir que o serviço funcione de forma eficiente, alcance todas as regiões e cumpra o papel essencial do saneamento: reduzir desigualdades e promover saúde pública.

Homicídio

Homem encontrado morto em terreno foi assassinado por enteado de 15 anos

Crime ocorreu após invasão de residência e registro prévio de ameaça contra ex-companheira da vítima

16/06/2026 16h58

Foto: Divulgação Rede Social

Continue Lendo...

Como noticiado pelo Correio do Estado na segunda-feira (15), um homem foi encontrado morto na madrugada em um terreno baldio no bairro Jardim Macaúbas, em Campo Grande.

A vítima foi identificada como Alessandro de Souza Grefe, de 28 anos. No desdobramento das investigações, a polícia passou a apontar como principal suspeito o enteado dele, um adolescente de 15 anos.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, Alessandro foi atingido por diversos golpes de faca, principalmente na região superior das costas. O corpo foi localizado nas proximidades da Escola Municipal Dr. Plínio Barbosa Martins, sem documentos de identificação, e apresentava sinais evidentes de violência.

A identificação da vítima foi realizada no Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), por meio de exame papiloscópico, ainda na tarde do mesmo dia. A partir da confirmação da identidade, os investigadores iniciaram diligências para esclarecer as circunstâncias do homicídio.

Conforme apurado, na noite anterior ao crime, a ex-companheira de Alessandro havia procurado a polícia para registrar um boletim de ocorrência, relatando ter sido ameaçada por ele. Horas depois, o homem teria invadido a residência da mulher.

Durante a invasão, o filho da ex-companheira, de 15 anos, tentou conter Alessandro. Nesse momento, segundo a versão investigada, o adolescente desferiu vários golpes de faca contra o homem.

Após o ataque, a vítima foi encontrada vestindo apenas cueca e camiseta. Um casaco e um par de tênis estavam próximos ao corpo, ambos com perfurações, em um terreno baldio.

Agora, a investigação busca esclarecer por que o corpo de Alessandro foi encontrado em outro local, e não na residência onde o crime teria ocorrido.

A Polícia Militar foi acionada e isolou a área até a chegada da perícia técnica e da Polícia Civil. Equipes do Grupo de Operações e Investigações (GOI) também participaram das diligências no local. A arma utilizada no crime não foi localizada.

O caso foi registrado como homicídio e, diante da identificação do adolescente como principal envolvido, o procedimento será encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude (Deaij), responsável pela apuração de atos infracionais praticados por menores.

A Polícia Civil segue investigando os detalhes do caso, incluindo a dinâmica completa dos fatos e eventuais desdobramentos relacionados ao histórico de violência entre a vítima e a ex-companheira.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).