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Em MS, 70 municípios estão em alerta para baixa umidade do ar

Índices podem variar entre 20% e 30%, sendo que o indicado é de no mínimo 60%

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Umidade do ar está extremamente baixa e exige atenção em Mato Grosso do Sul.

Alerta amarelo divulgado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta que 70 municípios estão sob risco de baixíssima umidade relativa do ar, com índices entre 20% e 30% nas horas mais quentes do dia. 

Os municípios abrangem as regiões centro, norte, nordeste e leste de Mato Grosso do Sul. Já o extremo sul e parte do sudoeste ficam fora do alerta. Confira:

  • Água Clara
  • Alcinópolis
  • Amambai
  • Anastácio
  • Anaurilândia
  • Angélica
  • Antônio João
  • Aparecida do Taboado
  • Aquidauana
  • Aral Moreira
  • Bandeirantes
  • Bataguassu
  • Batayporã
  • Bela Vista
  • Bodoquena
  • Bonito
  • Brasilândia
  • Caarapó
  • Camapuã
  • Campo Grande
  • Caracol
  • Cassilândia
  • Chapadão do Sul
  • Corguinho
  • Corumbá
  • Costa Rica
  • Coxim
  • Deodápolis
  • Dois Irmãos do Buriti
  • Douradina
  • Dourados
  • Fátima do Sul
  • Figueirão
  • Glória de Dourados
  • Guia Lopes da Laguna
  • Inocência
  • Itaporã
  • Ivinhema
  • Jaraguari
  • Jardim
  • Jateí
  • Juti
  • Ladário
  • Laguna Carapã
  • Maracaju
  • Miranda
  • Naviraí
  • Nioaque
  • Nova Alvorada do Sul
  • Nova Andradina
  • Novo Horizonte do Sul
  • Paraíso das Águas
  • Paranaíba
  • Pedro Gomes
  • Ponta Porã
  • Porto Murtinho
  • Ribas do Rio Pardo
  • Rio Brilhante
  • Rio Negro
  • Rio Verde de Mato Grosso
  • Rochedo
  • Santa Rita do Pardo
  • São Gabriel do Oeste
  • Selvíria
  • Sidrolândia
  • Sonora
  • Taquarussu
  • Terenos
  • Três Lagoas
  • Vicentina

Umidade relativa do ar é a quantidade de água em forma de vapor dispersa pelo ar. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a umidade indicada é de no mínimo 60%. O instrumento utilizado para medir a umidade é o higrômetro.

PREVISÃO DO TEMPO

Última semana do mês de julho será de muito calor em Mato Grosso do Sul.

Massa de ar quente e seca, que atua no Estado, causa calorão, sol quente, altas temperaturas, tempo abafado, clima seco, céu limpo, baixa umidade relativa do ar e ausência de chuvas.

Segunda (27), terça (28), quarta (29), quinta (30), sexta-feira (31) e sábado (1°) serão dias extremamente quentes em todas as regiões do Estado.

Além disso, agosto vai começar quente e deve registrar altíssimas temperaturas em pleno inverno, conforme mencionou o meteorologista Natálio Abrahão.

“Com relação as temperaturas em agosto sabe se que será muito quente. Pequena chance de chuva rápida fraca a tarde, mas predominantemente de sol calor elevado e umidade baixa. Mas não temos ainda se poderá ocorrer novas massas de ar frio no decorrer do mês. Iremos saber com mais detalhes no início de agosto”, informou o meteorologista ao Correio do Estado.

RECOMENDAÇÕES

De acordo com o Ministério da Saúde, o tempo quente e seco requer cuidados aos sul-mato-grossenses. Confira as recomendações:

  • Não praticar exercícios físicos durante as horas mais quentes do dia
  • Evitar exposição ao sol das 9h às 17h
  • Usar protetor solar
  • Beber muita água
  • Usar roupas finas e largas, de cores claras e tecidos leves (de algodão)
  • Não fazer refeições pesadas
  • proteger-se do sol com chapéus e óculos de proteção
  • Manter o ambiente arejado, com umidificador de ar, ventilador, toalhas molhadas, baldes cheios d’água e ar condicionado

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CONSÓRCIO GUAICURUS

Prefeitura deve mudar contrato para garantir investimentos

Interventor-geral afirmou que aditivo deve acontecer na concessão do transporte público, caso a HP Mobilidade realmente entre em Campo Grande

27/07/2026 08h00

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Caso a venda do Consórcio Guaicurus ao grupo HP Mobilidade se confirme, a Prefeitura de Campo Grande deve fazer um aditivo no contrato da concessão para garantir que a nova empresa faça investimentos no transporte coletivo, como é idealizado pela administração municipal para que haja mudança no comando do setor.

Na terça-feira, mais de um mês depois do início da intervenção no transporte coletivo, o Consórcio Guaicurus, formado pelas empresas Viação Cidade Morena Ltda., Viação São Francisco Ltda., Jaguar Transporte Urbano Ltda. e Viação Campo Grande Ltda., foi vendido para a concessionária goianiense HP Mobilidade.

Apesar de oficialmente não terem sido divulgados valores, fontes do Correio do Estado afirmam que a negociação gira em torno de R$ 200 milhões pela concessão. Porém, o acordo ainda precisa ser aprovado pelo Poder Público Municipal para ser concretizado, com requisitos que serão cobrados para que a nova empresa assuma o setor.

“Nós vamos cobrar essa mudança, não tem como você fazer uma transição dentro de uma intervenção sem a proposta de mudança no transporte. Nós queremos ônibus novos, com ar-condicionado, reforma dos terminais de ônibus e qualidade no serviço prestado. Não adianta a empresa trocar de dono, mas não fornecer um serviço de qualidade”, afirmou a prefeita Adriane Lopes (PP), horas depois de ser comunicada da venda.

À reportagem, o interventor-geral, Alexandro de Oliveira, disse que um aditivo no contrato deve ser feito pelo Município para garantir que essas melhorias exigidas pela prefeita sejam feitas no transporte coletivo.

“O aditivo contratual é para que sejam contratualizadas e garantidas as melhorias, o aditivo é só um instrumento pelo qual serão feitas essas exigências de investimento do sistema, o que vai constar neste instrumento vai depender do que o Município vai querer. E isso ainda será tratado”, explica.

Em entrevista no início do mês ao Correio do Estado, Alexandro já tinha falado que era necessário investimento para que o transporte coletivo de Campo Grande subisse de patamar, em razão dos problemas de frota de veículos ultrapassada e os atrasos frequentes na folha de pagamento do pessoal.

“O que eu tenho conhecimento é que está se buscando realmente estruturar para se fazer um planejamento, seja com essa empresa [Consórcio Guaicurus] ou com outra, mas que traga investimentos, que traga soluções e que melhore o transporte público. Se tiver que pagar mais no futuro para isso, que se ponha na mesa e se debata isso também”, disse.

Prefeitura de Campo Grande quer que nova empresa renove a frota de ônibus para aprovar a troca de concessionária do transporte - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

“A mudança mesmo precisa de uma coisa chamada investimento. Sem dinheiro investido, não muda nada. ‘Eu quero mudar a minha casa’, então coloca dinheiro. ‘Quero mudar a minha vida’, bota dinheiro que a vida muda. Mas precisa de alguém que venha e fale ‘eu boto dinheiro aqui dentro, eu vou fazer acontecer, tem um projeto e é um negócio bem planejado, bem investido, bem fiscalizado’. Todo mundo ganha, só precisa ser bem feito, bem acompanhado e bem prestado”, acrescentou o interventor-geral no dia 6.

Além desse aditivo nas obrigações da empresa, o grupo HP deve solicitar uma prorrogação do prazo da licitação, que começou em 2012 com prazo de 20 anos de contrato, ou seja, termina em 2032,como mostrou reportagem na semana passada do Correio do Estado.

Essa extensão do prazo seria para viabilizar os investimentos pretendidos, que vão muito além do cumprimento do contrato atual.

A mudança se baseia no movimento feito em Goiânia (GO), de onde vem o grupo. Na capital goiana houve uma transformação no transporte da cidade, que culminou na conquista do prêmio internacional UITP Awards 2026.

Isso não foi resultado apenas da renovação da frota, mas também de uma engenharia jurídica e financeira inovadora. O modelo baseia-se na relicitação ou na prorrogação antecipada e patrocinada.

É esse dispositivo que o grupo HP pretende implantar em Campo Grande. No caso da capital sul-mato-grossense, a prorrogação antecipada e patrocinada desponta como o caminho mais indicado.

INTERVENÇÃO

Vale lembrar que, instaurada no dia 16 de junho pela administração municipal, a intervenção ainda tem cerca de 140 dias pela frente e “continua até que se finalize essa transação”, como garantiu a equipe de interventores após o comunicado da venda.

Adriane Lopes ressaltou que, enquanto durar esse período de intervenção, não haverá aumento da tarifa de ônibus. Já quanto ao período de contrato, que tem vigência até 2032, deverá ser mantido mesmo se houver autorização para a HP Mobilidade operar o serviço.

VERSÃO

Em resposta aos questionamentos diante da possibilidade de venda do Consórcio Guaicurus, o grupo HP Mobilidade disse que a “a operação ainda está em curso e depende do cumprimento de todas as etapas previstas, incluindo a análise e a aprovação pelos órgãos e instituições competentes”.

Ainda conforme a parte compradora, o negócio precisa passar por quatro etapas para ser concluída: a aprovação da operação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade); a anuência prévia do Poder Concedente; a conclusão satisfatória das auditorias legal, regulatória, contábil, tributária, previdenciária, financeira, ambiental, técnica e operacional; e o equacionamento das condições relacionadas com o processo de intervenção em curso e as discussões judiciais pertinentes.

“Enquanto tais condições não forem integralmente atendidas, permanecem inalteradas as estruturas operacionais, as obrigações contratuais, as responsabilidades regulatórias e a prestação dos serviços públicos atualmente desenvolvidos pelas sociedades e pelo Consórcio Guaicurus. Não há, portanto, qualquer descontinuidade ou alteração imediata na operação do transporte para a população”, reforçou o grupo goiano.

*Saiba

A venda foi feita à Maas Administração e Participações Ltda., sociedade de propósito específico constituída para este fim e integrante do grupo HP. Registrada no dia 16 deste mês, foi constituída com capital social de R$ 10 mil.

sul

Chuvas no RS deixam 682 desalojados; temporais podem acumular 200 mm em 48 horas

As chuvas já provocaram danos em ao menos 207 municípios

26/07/2026 21h00

Foto: Maurício Tonetto

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O número de pessoas desalojadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul subiu de 568 para 682, segundo nova atualização da Defesa Civil Estadual. O acréscimo de 114 pessoas ocorre enquanto o Estado se prepara para outra rodada de temporais, com possibilidade de acumulados de até 200 milímetros em 48 horas.

O levantamento aponta moradores fora de casa em 47 municípios. Arroio dos Ratos, com 100 desalojados, aparece na situação mais crítica, seguido por Eldorado do Sul, com 90; Porto Xavier, com 84; e Iraí, com 80. Juntas, as quatro cidades concentram mais da metade do total registrado no Estado.

As chuvas já provocaram danos em ao menos 207 municípios. Entre as ocorrências estão alagamentos, inundações, bloqueios de rodovias e estradas, danos em pontes e pontilhões, deslizamentos de terra, interrupções no fornecimento de energia elétrica e residências atingidas.

Alerta para tempestades e inundação de rios

O Centro de Monitoramento da Defesa Civil prevê tempestades isoladas neste domingo, 26, com possibilidade de granizo e chuva moderada a pontualmente forte no Noroeste, Norte, Nordeste, Serra, Região Metropolitana de Porto Alegre e Litoral Norte.

O risco aumenta entre segunda-feira, 27, e terça-feira, 28. Segundo o órgão, as tempestades poderão provocar granizo de grande porte, rajadas de vento acima de 90 km/h e chuva intensa, especialmente nas regiões Oeste, Campanha, Centro, Sul, Costa Doce, Região Metropolitana de Porto Alegre, Vales, Serra e Litoral.

Os acumulados podem superar 120 milímetros em um curto intervalo, principalmente na terça-feira, e chegar a 200 milímetros em 48 horas. A Defesa Civil ressalta, porém, que ainda há incerteza sobre a localização da faixa que receberá os maiores volumes.

Apesar da tendência geral de estabilidade ou redução dos níveis, estações de monitoramento dos rios Uruguai e Jacuí permanecem acima da cota de inundação.

A Defesa Civil alerta que as novas chuvas poderão provocar cheias em arroios e rios menores, além de alagamentos em áreas urbanas. Os níveis devem continuar elevados no Baixo Uruguai, entre São Borja e Uruguaiana, e no Rio Jacuí, de Dona Francisca até o Delta.

Em Alegrete, o Rio Ibirapuitã está na cota de alerta e próximo do nível de inundação. A recomendação é acompanhar os avisos oficiais e evitar áreas sujeitas a alagamentos, inundações e deslizamentos

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