Cidades

1º DIA DE PROVA

Em MS, estudantes estão otimistas para o Enem: "Confio no meu potencial; foco, força e fé"

Provas de redação, linguagens e ciências humanas ocorrem neste domingo (5)

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Ao todo, 47.470 estudantes fazem a primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), neste domingo (5), em 1.629 salas distribuídas em 114 locais de prova nos 41 municípios de Mato Grosso do Sul.

A primeira prova é de Redação; Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias. O exame tem 90 questões, com duração de 5 horas e meia. Em Campo Grande, 20.008 candidatos farão as provas na tarde deste domingo (5).

Estudante, Laís Silva Florença, de 17 anos, está fazendo o Enem pela primeira vez neste ano, em uma universidade localizada na avenida Ceará, número 333, bairro Miguel Couto, na Capital. De acordo com a jovem que sonha em fazer medicina, confiança é o que não vai faltar para fazer a prova de hoje.

Em Campo Grande, 20 mil estudantes fazem as provas neste domingo (5)

“Expectativa está alta, vai dar tudo certo, eu confio no meu potencial. E se caso não der [certo] é porque é o destino e vou tentar de novo, até conseguir o curso que eu quero. Estudei em escola pública e fiz cursinho online, tive muita dificuldade, mas foco, força e fé”, disse.

Estudante e funcionária de uma loja que aluga carros, Thalya Gabriela Conrado dos Santos, de 18 anos, se prepara para a prova há 11 meses, em uma rotina intensa de estudos, para realizar o sonho de cursar Biomedicina.

“Trabalho das 7h30min às 17h30min e estudo de noite. Chegava em casa às 23h e estudava até as 2h da manhã. Foi bem complicado, teve dias que eu surtei, mas acho que vou me sair bem, espero conseguir o meu objetivo. Eu estou tranquila até, não estou nervosa não”, comentou.

Engenheira civil, Mariana dos Santos Dias, de 27 anos, está em busca da segunda graduação, só que dessa vez, em uma universidade pública. Ela fez cursinho por um ano e está muito confiante para a prova.

“É a sétima vez que eu faço Enem. Estou tentando Direito, mas já sou formada em Engenharia Civil. Eu quero associar os cursos para trabalhar com coisas que sejam correlatas, por isso estou refazendo o Enem e dessa vez eu tenho um sonho de me formar em universidade pública. É muito bom estar aqui no meio dessa juventude”, contou.

Fila de carros se formou para deixar os estudantes na porta do local de provas. Foto: Gerson Oliveira

Estudante de escola pública, João Pedro Correa Pimenta, de 17 anos, se prepara para o Enem há duas semanas e seu objetivo é ser aprovado no curso de Educação Física. Sua maior dificuldade é a redação.

“Eu estou com boas expectativas de conseguir uma boa nota. Estudei bastante e treinei bastante redação, que não é o meu ponto forte, mas treinei. Eu treinei pesquisando temas na internet, pesquisando para ter um bom vocabulário e um bom argumento”, disse.

O movimento na avenida Ceará, em frente a uma universidade particular, era intenso às 11h10min deste domingo (5), após abertura dos portões. Uma fila de carros se formou para deixar os estudantes na porta do local de provas. Veja a foto ao lado. 

ENEM

As provas do ENEM ocorrem em dois domingos, 5 e 12 de novembro de 2023. O resultado será divulgado em 16 de janeiro de 2024.

A primeira prova é de Redação; Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Ciências Humanas e suas Tecnologias, com duração de 5 horas e meia.

A segunda prova é de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Matemática e suas Tecnologias. A duração é de 5 horas.

O exame possui 180 questões de múltipla escolha e uma redação. As matérias cobradas na prova são português, literatura, matemática, química, física, biologia, história, geografia, sociologia, filosofia, artes e inglês ou espanhol.

Os locais de prova foram divulgados em 24 de outubro na Página do Participante. O período de inscrições foi de 5 a 16 de junho de 2023 e a taxa cobrada foi de R$ 85,00, com pagamento até 21 de junho.

No Estado, a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) aceitam a nota do ENEM como porta de entrada.

Com a nota do ENEM, é possível cadastrar-se no Sistema de Seleção Unificado (Sisu), Programa Universidade para Todos (Prouni) e Financiamento Estudantil (Fies).

A oportunidade serve como porta de entrada para várias universidades públicas e particulares do Brasil e até de Portugal.

NÚMEROS

Ao todo, 47.470 estudantes fazem as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), neste domingo (5), primeiro dia de exame, em Mato Grosso do Sul. O número representa 1,2% dos inscritos do Brasil (3,9 milhões).

São 114 locais de prova e 1.629 salas de aplicação espalhadas por 41 municípios de Mato Grosso do Sul.

Mulheres (61,1%) representam a maioria (29.035) dos inscritos, enquanto homens (38,9%) a minoria (18.435).

Dos inscritos, 21.494 (45,3%) já concluíram o ensino médio, 17.857 (37,6%) estão no 3º ano e 7.836 (16,5%) estão no 1º ou 2º ano (treineiros). Outros 283 (0,6%) também são treineiros, tendo em vista que não cursam e nem concluíram o ensino médio.

Dos candidatos, 3.225 são menores de 16 anos, 7.185 possuem 16 anos, 12.379 tem 17 anos, 6.394 possuem 18 anos, 3.241 tem 19 anos, 2.174 possuem 20 anos, 8.523 tem entre 21-30 anos, 4.530 possuem entre 31-59 anos e 89 participantes tem 60 anos ou mais.

Dos inscritos, 57% (27.020) são isentos da taxa de inscrição e 43% (20.450) a pagaram.

Pedro Gomes

Jovem é torturado e morto com 32 facadas em MS; polícia prende sete suspeitos pelo crime

Vítima de 23 anos foi sequestrada, torturada e morta com 32 facadas; crime foi transmitido por videochamada

30/04/2026 18h32

Jovem é torturado e morto com 32 facadas em MS; polícia prende sete suspeitos pelo crime

Jovem é torturado e morto com 32 facadas em MS; polícia prende sete suspeitos pelo crime Divulgação

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A atuação integrada das forças de segurança pública resultou na prisão preventiva de sete integrantes da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) por um homicídio brutal ocorrido em Pedro Gomes.

A vítima, identificada como Francisco Vinicius Leoncio Barroso, de 23 anos, foi sequestrada, torturada e morta com 32 facadas.

Segundo as investigações, cinco suspeitos foram presos em Pedro Gomes, enquanto outros dois foram localizados e capturados em Rondonópolis (MT), evidenciando a articulação interestadual das ações policiais.

De acordo com a apuração, a vítima foi rendida por integrantes da facção com o uso de armas de fogo, amarrada e submetida a intensa violência antes de ser executada. A tortura, conforme a polícia, foi transmitida por videochamada para outros membros da organização, incluindo lideranças do grupo.

O irmão da vítima também estava no local e seria alvo dos criminosos, mas conseguiu fugir ao perceber a chegada dos suspeitos. Durante as diligências, os policiais apreenderam veículos utilizados no crime, além de arma de fogo e munições compatíveis com a ação criminosa.

A identificação dos automóveis, a localização dos suspeitos e a reconstituição da dinâmica do crime ocorreram em curto espaço de tempo. A operação contou ainda com desdobramentos em Mato Grosso, reforçando a cooperação entre forças de segurança e o intercâmbio de informações entre estados.

Os investigados devem responder por homicídio qualificado e por envolvimento em organização criminosa, entre outros crimes. As penas podem chegar a até 30 anos de reclusão, conforme a legislação vigente.

A Delegacia de Polícia de Pedro Gomes destacou que a rápida elucidação do caso reforça o compromisso das instituições com o combate ao crime organizado e a manutenção da ordem pública. Segundo a unidade, ações integradas devem continuar sendo intensificadas na região.

Em cerca de um mês, pelo menos 15 pessoas foram identificadas como integrantes ou colaboradoras da organização criminosa. Também foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Pedro Gomes e Rondonópolis.

As investigações continuam por meio da Operação Expurgo, que tem caráter permanente e é voltada ao enfrentamento de crimes violentos e à repressão qualificada de facções criminosas no município.

Povos indígenas

Ministro suspeita de atentado e cobra investigação sobre acidente com três mortos

Eloy Terena pediu investigação sobre uso de força excessivo, ameaças de violência entre fazendeiros locais e interferência nas investigações do acidente

30/04/2026 17h45

Eloy Terena é Ministro dos Povos Indígenas desde 31 de março deste ano

Eloy Terena é Ministro dos Povos Indígenas desde 31 de março deste ano Divulgação

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O Ministro de Estado dos Povos Indígenas, Eloy Terena, enviou um ofício ao governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP) e ao Secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Antônio Carlos Vieira, solicitando uma investigação a um acidente ocorrido no dia 25 de abril de 2026 na MS-289. 

A ocorrência aconteceu em um ponto próximo à fronteira com o Paraguai, quando uma Toyota Hilux tentou ultrapassagem para cima da condutora de um Kia/Sportage, colidindo frontalmente com um Fiat Uno que seguia no sentido contrário ao não conseguir retornar para a sua pista. 

A batida resultou na morte de um homem de 29 anos, condutor do Uno, e de um adolescente de 13 anos. Outros dois adolescentes que estavam no carro foram socorridos em estado grave, assim como o condutor da Hilux. 

Segundo apurações, os integrantes do Fiat Uno eram todos indígenas. 

No documento, o Ministro afirmou que o sinistro faz parte de uma série de situações de conflitos deflagrados nas proximidades do tekoha Tapyi Kora Tee, com informaões de indígenas presos e notícias de atropelamento na Aldeia Kurussu Ambá. 

Além disso, há situações de conflitos fundiários na Aldeia Limão Verde, localizada em Aquidauana, resultando na prisão de vários indígenas e uso excessivo da força nas áreas de limites de território indígena ocupado. 

"Tratando-se de situação complexa e que requer condução adequada para não potencializar o conflito e acirrar os ânimos, recebemos notícias de uso desproporcional de força e suposta tortura praticada contra indígenas", afirmou. 

Sobre o acidente, Terena afirmou que, de acordo com informações do Conselho Executivo da Aty Guasu (Guarani) e Lideranças da Comunidade Kurusu Ambá 2, as denúncias são de ameaças de violência por parte de fazendeiros locais desde 2024. Ressaltam, ainda, que o acidente ocorrido em abril, que vitimou os indígenas, não foi divulgado de forma verídica e possui interferência nas investigações e apuração do caso. 

O Correio do Estado entrou em contato com o Ministro para entender quais pontos levantaram as suspeitas de um possível atentado aos indígenas no referido acidente. O espaço segue aberto para os esclarecimentos. 

A partir dos fatos apresentados, Eloy solicitou o esclarecimento de providências tomadas quanto aos fatos, bem como responsabilização dos envolvidos. Pediu ainda que fossem empregados "todos os esforços necessários para garantir a apuração dos fatos e envolvidos por meio de investigação isenta, responsável e comprometida com a reconstrução correta dos casos mencionados". 

Conflitos recorrentes

O conflito mais recente envolvendo os povos originários e agentes da Polícia aconteceu ainda nesta semana, no dia 26, quando uma ação de retomada da Fazenda Limoeiro terminou com indígenas conduzidos pelas forças de segurança pública do Estado. 

Na versão da Polícia Militar, os agentes precisaram intervir na ocorrência registrada em Amambai quando um grupo de 20 indígenas invadiu e danificou a propriedade rural. A Fazenda fica localizada na região da Aldeia Limão Verde, em Aquidauana. 

Segundo os agentes, a invasão do grupo forçou a família residente a abandonar a residências à pressas durante a madrugada para "garantir sua integridade física". Os indivíduos ainda teriam danificado a estrutura do imóvel, móveis da residênci, além de atos de vandalismo, tentativas de destruição de veículos e tentativas de incêndio. 

Na versão dos indígenas, a ação foi uma retomada de famílias que estariam "reafirmando seu direito ao território e sua luta por dignidade e justiça". A área teria voltado a ser ocupada por quem "resiste e não desiste de seu chão". 

Em vídeo publicado nas redes sociais, o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, afirmou que, na próxima semana, estará em Mato Grosso do Sul para lançar dois projetos: um, em parceria com a Fiocruz, que visa reduzir os impactos dos agrotóxicos nas comunidades indígenas; e outro, em conjunto com uma universidade, para lançar os primeiros PGTA’s das comunidades Guarani-Kaiowá.

 

A pasta também informou que uma equipe chegará ao território nesta sexta-feira para dar continuidade à articulação das ações necessárias e qualificar as informações junto às comunidades.

Em um vídeo de cinco minutos e meio, indígenas gritam para uma linha de viaturas policiais, afirmando que apenas buscam seus direitos e herança dos parentes. 

Segundo as autoridades indígenas, na manhã de domingo (26), agentes teriam voltado ao território da Aldeia Verde Limão sem apresentar qualquer ordem, munidos de escudos e armas, em uma ação de despejo. 

"Policiais entraram na aldeia Limão Verde sem apresentar qualquer ordem, abordando uma família indígena dentro da sua própria casa. Essa ação é um grave desrespeito e um absurdo que evidencia, mais uma vez, a violência e a perseguição sofridas pelo povo Guarani Kaiowá em seus próprios territórios", citou o texto divulgado pela Assembleia Geral do povo Kaiowá e Guarani.  

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