Cidades

FRIO

Em noite gelada de 8ºC, prefeitura aborda 32 moradores de rua em Campo Grande

Equipes da SAS percorreram diversos locais onde as pessoas em situação de rua costumam se abrigar, como região central, viadutos, praças e espaços públicos, para oferecer abrigo, alimentação e agasalhos

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O inverno começou em 21 de junho, mas o frio só “deu as caras” nesta semana em Mato Grosso do Sul.

A primeira noite gelada, da estação de inverno, ocorreu na madrugada desta sexta-feira (14), com frio de 8,5ºC e sensação térmica de 5ºC.

Com influência do ciclone extratropical na região Sul, o frio veio acompanhado de ventos fortes e chuva rápida. De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, 5 milímetros de chuva foram registrados na Capital, na quinta-feira (13).

O frio castiga, principalmente, pessoas em situação de vulnerabilidade social que não têm onde morar.

Com isso, é de competência da Secretaria de Assistência Social (SAS) acolher pessoas em situação de rua nos dias gelados.

Dados divulgados pela SAS, ao Correio do Estado, apontam que 11 equipes do órgão abordaram 32 pessoas em situação de rua e vulnerabilidade social, na noite desta quinta-feira (13)/madrugada de sexta-feira (14).

Desse número, 10 pessoas aceitaram ajuda/acolhimento e 15 recusaram. Foram entregues 15 cobertas aos que recusaram.

Desde 12 de junho, foram realizados 967 abordagens. Desse número, 488 pessoas aceitaram a ajuda/acolhimento e 445 recusaram. Foram entregues 647 cobertores.

ACOLHIMENTO

A Secretaria de Assistência Social (SAS) da Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) é o órgão do município responsável em acolher, atender e amparar pessoas em situação de rua.

Equipes percorrem, nos dias frios, locais onde as pessoas em situação de rua costumam se abrigar, como região central, viadutos, praças e espaços públicos, para oferecer abrigo, alimentação e agasalhos.

Os locais comuns de abordagem são nas proximidades da antiga rodoviária, Morada dos Baís, Camelódromo, avenida Noroeste, viaduto Ernesto Geisel x Salgado Filho, viaduto UFMS, Praça das Araras, Praça Ary Coelho, Praça dos Imigrantes, Praça Aquidauana, Praça do Papa e Orla Morena.

As equipes de abordagem, formadas por educadores sociais e psicólogos, atuam 24 horas por dia e se revezam em turnos para atender as sete regiões de Campo Grande.

Durante a abordagem, é oferecida acolhida em abrigos. As pessoas que aceitam a ajuda são encaminhadas para a Unidades de Acolhimento Institucional para Adultos e Famílias (UAIFA’s), Casa de Passagem Resgate e Casa de Apoio São Francisco.

Nesses locais, são oferecidos alimentação, higiene, agasalhos, dormitórios, atendimento psicojurídico social, encaminhamento para rede de atendimento municipal e, posteriormente, encaminhamento para o mercado de trabalho.

Para aqueles que negam a ajuda e preferem permanecer nas ruas, são oferecidos cobertores.

De acordo com o secretário de Assistência Social do município, José Mário Antunes, as unidades estão prontas para receber a população de rua.

“Acompanhamos as mudanças climáticas constantemente, por isso nos antecipamos e organizamos toda a equipe porque já sabemos que a demanda de acolhimento aumenta. As unidades estão estruturadas com mais vagas, cobertores e agasalhos, frutos de doações”, disse o secretário.

Quem ver moradores de rua em noites frias, pode acionar a SAS através dos números 156, (67) 99660-6539 ou (67) 99660-1469, a qualquer hora do dia.

CAMPANHA DO AGASALHO

Fundo de Apoio à Comunidade (FAC), órgão da Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG), arrecada itens de frio até 20 de julho, em mais de 30 pontos espalhados pela cidade.

A população pode doar coberta, edredom, mantas, casacos, calças, roupas em geral, meias, luvas, gorros, sapatos e cachecol. Veja quais são os pontos de arrecadação:

  • Fundo de Apoio à Comunidade (FAC) – Av. Fábio Zahran, 6000
  • Instituto Mirim – Avenida Fábio Zahran, 6.000
  • Prefeitura de Campo Grande – Avenida Afonso Pena, 3297
  • Secretarias Municipais
  • Shopping Campo Grande – Av. Afonso Pena, 4909 – Santa Fé
  • Pátio Central Shopping – Rua Marechal Rondon, 1380 – Centro (também entrada pela Dom Aquino) – Das 8h às 19h
  • Shopping Bosque dos Ipês – Av. Cônsul Assaf Trad, 4796 – Parque dos Novos Estados
  • Academia Workout365 – Rua Dr. MichelScaff, 185 – Chácara Cachoeira
  • Colégio Master – Rua Geribá, 653 – Chácara Cachoeira
  • Shopping Norte Sul Plaza – Av Presidente Ernesto Geisel, 5259
  • Fort Atacadista

FRIO

Os sul-mato-grossenses tiveram que tirar os casacos do guarda-roupa nesta semana, pois uma frente fria avançou e derrubou os termômetros em Mato Grosso do Sul. 

Vários municípios registraram baixas temperaturas, como Campo Grande (8,5ºC), Rio Brilhante (7,8ºC), Ponta Porã (7,3ºC), Sete Quedas (6,6ºC), Iguatemi (7,9ºC), Itaquiraí (8,3ºC), Dourados (8,6ºC), Paranhos (8,7ºC), entre outros. 

A previsão é que as temperaturas voltem a subir neste sábado (15). O calor volta totalmente no domingo (16), com máximas de 30ºC.

Operação Oncojuris

Esquema superfatura remédio indiano contra o câncer em 3.633%

Atividades criminosas identificadas em um período de 12 meses de fraude na compra de remédios contra câncer geraram prejuízo de R$ 78 milhões aos cofres públicos

23/04/2026 13h13

Além da Receita Federal,

Além da Receita Federal, "Operação Oncojuris" envolveu o trabalho do Dracco da Polícia Civil de MS; do Gecoc, do Ministério Público Estadual, e do Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) da Defensoria Pública do MS Marcelo Victor/Correio do Estado

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Conforme revelado sobre o esquema de fraude em decisões judiciais, essa organização criminosa que fraudava compras de medicamentos chegou a superfaturar em mais de 3.633% um remédio indiano de combate ao câncer, como explicado na manhã desta quinta-feira (23) em Campo Grande a respeito dos desdobramentos da "Operação Oncojuris". 

Além da Receita Federal, a ação envolveu o trabalho do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco) da Polícia Civil de MS; do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) do Ministério Público Estadual e o Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul (DPE-MS), com as informações de hoje (23) repassadas pelos seguintes representantes: 

  1. Delegada Ana Cláudia Medina, Dracco;
  2. Promotor de justiça Adriano Lobo, Gecoc/MPMS
  3. Defensora pública Eni Maria Diniz, NAS/DPE
  4. Superintendente substituto Erivelto Alencar, da Receita Federal,

Como bem esclarece Eni Maria Diniz, a Defensoria Pública identificou algumas inconsistências em processos judiciais de medicamentos de alto custo entre meados de junho e julho de 2025. 

"Uma das questões de maior gravidade que nós observamos é aquilo que era autorizado, que era adquirido, não era o que estava chegando ao paciente", cita a defensora do Núcleo de Atenção à Saúde da DPE-MS.

Segundo a defensora, as autorizações judiciais, os processos, indicavam medicamentos devidamente autorizados e registrados, quando, na verdade, alguns documentos processuais indicavam que ali haveria importações de medicamentos de origem desconhecida. 

Como se não bastasse as inconsistências que fogem ao controle da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), esses medicamentos eram ainda superfaturados em mais de três mil porcento em alguns casos.

Eni é clara em ressaltar que, em possíveis sequestros de verba pública, como nos casos constatados, o dinheiro sai direto das contas do Estado diretamente para o fornecedor, sem passar pela Secretaria Estadual, Defensoria Pública ou Vigilância Sanitária. 

"É uma forma de aquisição administrativa e jurídica que acaba escapando a esse filtro maior. Observadas essas inconsistências chamamos alguns assistidos, as vigilâncias sanitárias municipal e estadual, e verificamos que vários medicamentos entregues não eram medicamentos registrados no Brasil", afirma ela. 

"Remédios importados"

Segundo levantado pelo Núcleo de Atenção à Saúde (NAS) da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso do Sul (DPE-MS), com a importação de medicamentos, esses remédios vinham para o País sem  rastreabilidade de segurança sanitária exatamente por não terem registro no Brasil.

Eni Maria Diniz complementa indicando que, as importações eram feitas de países como: 

  • Paquistão, 
  • Turquia, 
  • Índia

Com origem incompatível com o que havia sido judicialmente autorizado, contendo divergências até mesmo nas quantidades liberadas, o que motivou um processo investigatório entre os poderes. 

Na ponta do lápis, a defensora pública revela alguns números constatados na investigação, como o caso de um remédio indiano que, de R$1.500, chegou a ser liberado no processo judicial por R$56 mil, o que representa uma diferença de 3633%. 

"Eram situações muito discrepantes que traziam um prejuízo muito grande ao erário público e também ao assistindo, porque não se tinha noção de qual era esse medicamento", cita Eni. 

Com aproximadamente oito meses de investigação, estima-se que as atividades criminosas identificadas em um período de 12 meses de fraude na compra de remédios contra câncer geraram prejuízo de R$ 78 milhões aos cofres públicos. 

Há ainda um universo de cerca de 10 mil processos judiciais, que datam dos últimos três anos, com os os responsáveis pelos poderes investigativos indicando que a ação de hoje trata-se ainda de apenas uma primeira fase, com novas diligências porvir que devem buscar, inclusive, quebras de sigilos bancários e fiscais. 

Também o superintendente substituto da Receita Federal, Erivelto Alencar, destacou os riscos desses medicamentos que entravam possivelmente por remessas postais, que chegavam ao País sem a devida certificação da Anvisa. 

"Esses medicamentos entravam sem certificação da Anvisa, sem rastreabilidade alguma, que de certa forma preocupa todos os órgãos que estão aqui... muitos desses assistidos podem, infelizmente, ter  consumido esses remédios que não têm certificação alguma, ou que muitas vezes não eram os medicamentos que a gente precisava", completa.

Operação Oncojuris

Com 21 mandados totais cumpridos em território nacional, os 5 para prisão temporária tiveram alvos em Mato Grosso do Sul, sendo: quatro em Campo Grande e um em Ribas do Rio Pardo. 

Conforme revelado pelas autoridades na manhã de hoje, três desses alvos faziam parte do chamado núcleo jurídico do esquema criminoso, enquanto outros dois tratam-se de empresários locais. 

Mais cedo, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MS) confirmou a prisão de dois advogados por meio de nota à imprensa: 

"A respeito da operação Oncojuris deflagrada nesst manhã (23) pela Polícia Civil e Receita Federal envolvendo dois advogados, a Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional de Mato Grosso do Sul, informa que a Comissão de Defesa e Assistência das prerrogativas dos advogados se fez presente acompanhando as diligências, informando ainda que adotará as medidas legais cabíveis, inclusive de natureza disciplinar, respeitando sempre o direito à ampla defesa e contraditório", informou a OAB por meio de nota.

Com cerca de 10 mil processos judiciais que datam dos últimos três anos, os responsáveis pelos poderes investigativos informam que essa ação de hoje trata-se ainda de apenas uma primeira fase, com novas diligências porvir que devem buscar, inclusive, quebras de sigilos bancários e fiscais. 

Entenda o esquema

Segundo a RF, servidores exonerados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS) teriam direcionado orçamentos dessas empresas para subsidiar decisões judiciais. Em seguida, as próprias empresas atuariam como terceiros interessados apresentando seus orçamentos.

Com base nessas informações, o Judiciário autorizou o bloqueio de verbas públicas e o pagamento direto aos fornecedores indicados.

Após o repasse, grande parte dos recursos seria desviada por "taxas de serviço" ou "assessoria", chegando a percentuais superiores a 70%, restando apenas uma pequena parcela para a aquisição dos medicamentos.

Os medicamentos eram importados irregularmente, sem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sem número de lote e sem garantias necessárias, colocando em risco a saúde de pacientes com câncer.

 

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fim da linha

Clube de 111 anos dará lugar a estação para tratamento de lodo

Sanesul abriu licitação nesta quinta-feira (23) para contratar empresa que vai demollir o tradicional Clube Riachuelo, em Corumbá

23/04/2026 12h23

Clube Riachuelo, na Rua Frei Mariano, em Corumbá, foi fundado em fevereiro de 1915 e está parcialmente sucateado

Clube Riachuelo, na Rua Frei Mariano, em Corumbá, foi fundado em fevereiro de 1915 e está parcialmente sucateado

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Fundado há 111 anos, em fevereiro de 1915, o clube Riachuelo, em Corumbá, será completamente demolido para dar lugar a uma estação de tratamento de lodo proveniente do tratamento de água que a Sanesul capta do Rio Paraguai e distribui na cidade.  

Em publicação do diário oficial do Estado desta quinta-feira, a Sanesul informa que no dia 7 de julho pretende abrir as propostas financeiras de empresas que estejam interessadas em fazer a demolição e remoção dos escombros. O valor da licitação é sigiloso. 

No Termo de Referência a estatal informa que "será necessária a demolição total destas infraestruturas, atendo-se à necessidade de cuidados quanto às edificações localizadas na circunvizinhança, para prevenção de quaisquer danos a terceiros e às estruturas adjacentes".

Inicialmente a empresa chegou a anunciar que será preservada uma parcela do clube e que seria criado um memorial para preservar a história da centenária instituição. 

Este mesmo documento informa que os dois terrenos adquiridos pela empresa "pertenciam a um antigo clube esportivo contendo toda a infraestrutura necessária para o desenvolvimento de suas atividades, tais como piscina, salão de festa, ginásio de esporte, salas administrativas e de apoio". 

O clube, que há cerca de 15 anos estaria abandonado e sucateado, está localizado ao lado da estação de tratamento de água da Estatal, onde são tratados, em média, 1,8 milhão de litros por hora.

Deste tratamento, por sua vez, são produzidos resídios que não podem mais ser despejados diretamente na natureza. Porém, no terreno onde estão instalados os seis tanques de floculação mecanizados, os três tanques de decantação e seis filtros de fluxo descendente, além de sistema de cloração e fluoretação, não existe espaço para a instalação desta estação de tratamento destes resídios (lodo). 

Mas, há quem seja contrário à demolição. Uma assossiação formada por profissionais de Educação Física constesta a versão de que o clube estava abandonado e diz que desde 2020 o espeaço estava sendo utilizado para projetos sociais que atendem  mais de 600 crianças. A associação admite, porém, que durante duas décadas o espaço ficou completamente abandonado. 

Clube Riachuelo, na Rua Frei Mariano, em Corumbá, foi fundado em fevereiro de 1915 e está parcialmente sucateadoAté mesmo as piscinas serão retiradas para dar espaço à estação de tratamento de resíduos

BOAS LEMBRANÇAS

Durante as décadas de 60, 70, 80, 90 e início dos anos 2000 o clube foi um dos principais pontos de encontro para bailes, festivais da canção, jogos escolares, comemorações e ensaios de escolas de samba de Corumbá e para uma tradicional danceteria. Além disso, o clube chegou a patrocinar uma equipe de futebol que participou do campeonado estadual, em 2000 e 2001. 

A reportagem do Correio do Estado procurou a Sanesul em busca de informações sobre a demolição total ou não da estrutura e sobre o custo a obra de demolição, mas até a publicação da reportagem não havia obtido retorno. 

No Termo de Referência a Sanesul somente informa que "os investimentos para a execução da demolição serão provenientes da captação de recursos do Fundo para a Convergência Estrutural do MERCOSUL (FOCEM) e de orçamento próprio da Sanesul com dotação da Diretoria de Engenharia e Meio Ambiente (DEMAM)."

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