Cidades

MANIFESTAÇÃO

Em protesto na Câmara Municipal, aprovados no concurso da GCM cobram posse

Candidatos foram aprovados em todas as etapas do concurso, mas até agora não foram empossados

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Aproximadamente 80 pessoas aprovadas no concurso da Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande (GCM) protestaram na manhã desta terça-feira (27), na Câmara Municipal de Campo Grande.

Os candidatos reivindicam por nomeação/posse ao cargo de guarda civil metropolitano de terceira classe. Eles já foram aprovados e concluíram todas as etapas do concurso, mas até agora não foram empossados.

Já passaram pela prova objetiva, prova de aptidão física, avaliação psicológica, exame médico/toxicológico, investigação social e curso de formação. Porém, sem a posse, permanecem desempregados.

O concurso teve 273 vagas e 15.330 inscritos. A concorrência foi 56 pessoas por vaga. O salário é de R$ 1.690,02 + ticket alimentação de R$ 294,00.

A seleção abriu dezembro de 2020, com o início das inscrições e encerrou em dezembro de 2022, com o fim do curso de formação.

Durante os dois anos, vários imprevistos surgiram por conta da pandemia de Covid-19 e, por isso, algumas fases foram adiadas

Protesto na Câmara Municipal

O curso de formação foi realizado entre agosto e dezembro de 2022, e, a expectativa era de que os 273 aprovados começassem a trabalhar logo em janeiro. Mas, não foi o que aconteceu.

A Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) convocou, até o momento, 200 aprovados, sendo 101 em 29 de março e 99 em 25 de abril de 2023. Portanto, ainda faltam 73 pessoas para serem chamadas.

O músico, Arthur Mendonça, foi aprovado em todas as etapas do concurso, mas até agora não foi chamado. Ele saiu do emprego, pois a prefeitura exige dedicação exclusiva à profissão, mas, sem a posse, está sem emprego fixo e sem salário.

“Já estamos formados, já fizemos o curso de formação, mas ainda não fomos chamados. Larguei o meu emprego de carteira assinada para fazer o curso de formação. Teve gente que veio de fora, largou tudo para vir fazer esse curso e ainda não fomos empossados”, contou.

Dhiow Max Peres Fonseca também fez o curso de formação e aguarda ser empossado pela Prefeitura. “O curso foi muito bem estruturado.

“O concurso da PM ou Bombeiro, você entra empossado, como aluno, você já faz parte do quadro [corporação]. Você terminou o curso [de formação] e já vai trabalhar. No nosso caso, a gente termina [o curso de formação] e depois toma posse, a gente não é nem aluno, é candidato ainda”, explicou.

Um homem, que não quis ser identificado, está na esperança de chamar mais nomes e aguarda o segundo curso de formação.

“Nós viemos aqui manifestar contra a administração do município. A gente veio reivindicar para que a prefeitura dê uma resposta sobre o concurso da guarda, alguns estão aguardando ser nomeados, e outros estão aguardando o segundo curso de formação, que é o meu caso. Tendo em vista o deficit de efetivo que tem na GCM, seria muito importante se a prefeitura fizesse esse benefício para a população campo grandense e chamasse mais pessoas”, disse.

Ao Correio do Estado, a Prefeitura de Campo Grande afirmou que novas convocações ocorrerão nos próximos meses, de acordo com a necessidade do município.

"A validade do concurso é de 2 anos, podendo ser prorrogado uma vez, por igual período. Até o momento já foram convocados 198 guardas aprovados no concurso e novas convocações vão ocorrer nos próximos meses, conforme a lei, mas de acordo com a necessidade do município", afirmou, por meio de nota enviada ao Correio do Estado.

CONCURSO GCM 2020

Concurso Público da Guarda Civil Metropolitana de Campo Grande (GCM) foi aberto em 15 de dezembro de 2020.

São 273 vagas, sendo 218 vagas de ampla concorrência, 14 vagas para PcD, 27 vagas para negros e 14 vagas para indígenas. Ao todo, o concurso teve 15.330 inscritos. A concorrência foi 56 pessoas por vaga.

As inscrições foram realizadas entre 23 de dezembro de 2020 a 28 de fevereiro de 2021. A taxa foi de R$ 120. As etapas do concurso foram:

  1. Prova objetiva
  2. Prova de aptidão física
  3. Prova psicológica
  4. Exame médico/toxicológico
  5. Investigação social
  6. Curso de formação

O salário é de R$ 1.690,02 + ticket alimentação de R$ 294,00. Os rendimentos poderão chegar até a R$ 14 mil ao longo da carreira. A carga horária mensal é de 180 horas, cumpridas em turnos de trabalho.

Veja a íntegra do edital aqui.

Justiça

Fachin dá 24h para Mendonça levantar sigilo de todo caso Master

Ele atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República

11/09/2026 19h00

Presidente do STF, Edson Fachin

Presidente do STF, Edson Fachin Foto: Paulo Ribas

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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu prazo de 24 horas para que o ministro André Mendonça retire o sigilo de todos os documentos relacionados à Operação Compliance Zero, que apura corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias ligadas ao antigo Banco Master. 

Fachin atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), para quem a divulgação de apenas parte do material passa uma "ideia equivocada” de que a transparência do caso pode estar comprometida. 

A divulgação de todo o material já havia sido requerida na noite de quinta-feira (9) por Fachin. Mendonça atendeu ao pedido horas depois, divulgando 15 procedimentos de investigação derivados da Compliance Zero. 

Relator do caso no Supremo, Mendonça manteve, contudo, o sigilo sobre algumas linhas de investigação, o que motivou a PGR a pedir acesso à integralidade dos documentos. 

Pela decisão de Fachin desta sexta-feira (11), todos os documentos devem ser disponibilizados, “ressalvadas exclusivamente as diligências em andamento ou a serem realizadas, para os quais se pudesse antever possíveis prejuízos à sua efetividade”, escreveu o presidente do Supremo. 

A ordem de Fachin para a retirada do sigilo sobre a investigação ocorre na esteira de uma crise institucional sem precedentes no Supremo, com a divulgação recíproca de relatórios comprometedores e pedidos de investigação mútuos protagonizados pelos ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes. 

Fachin determinou a remessa de todo o material para os gabinetes dos demais ministros, para que possam analisar os documentos e provas antes de julgar, na próxima terça-feira (15), outro pedido da PGR, dessa vez para que um relatório da PF ligando Vorcaro a Moraes seja anulado. 

Neste relatório, cujo sigilo foi levantado por Mendonça, constam dezenas de mensagens que a PF diz terem sido enviadas por Vorcaro a Moraes. Nelas, o ex-banqueiro demonstra ter relação de proximidade com o ministro. 

Mendonça pediu ao plenário que decida sobre investigar ou não Moraes. A PGR, contudo, alega que o ministro já avançou irregularmente nas investigações, sem a autorização do plenário, o que tornaria nulo o material. 

Sigilo

Entre as apurações mantidas sob sigilo por Mendonça está a que diz respeito ao suposto repasse de R$ 61 milhões para financiar a produção do filme Dark Horse, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Segundo a PF, há suspeita de que o dinheiro tenha sido entregue por Daniel Vorcaro, dono do Master, a pedido do senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ). 

Outra investigação mantida sob segredo de Justiça envolve o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o advogado Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master. 

Cultura & Lazer

Grupo de 14 bailarinas de Campo Grande participa de festival de flamenco em SP

Programação inclui aulas e apresentação em São José dos Campos

11/09/2026 18h15

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Quatorze bailarinas do Grupo Embrujos de España, de Campo Grande, embarcam nesta sexta-feira (11) para São José dos Campos (SP), onde participam do 21º Festival Internacional de Flamenco. O evento reúne bailarinos, professores e grupos de diferentes regiões do país entre os dias 11 e 13 de setembro.

A programação inclui a participação das bailarinas campo-grandenses nos Workshops Nacionais, voltados à formação e ao aprimoramento na dança flamenca. O grupo também estará no palco da Mostra Aberta Nacional de Dança Flamenca, marcada para sábado (12), no Teatro Municipal de São José dos Campos.

Além das bailarinas, a delegação de Mato Grosso do Sul terá a participação da coreógrafa e professora Maria Helena Pettengill, que integra a programação dos workshops. Ela ministrará uma aula sobre Tango, um dos palos do flamenco, caracterizado por ritmo e formas de expressão próprias.

Segundo Maria Helena, a participação no festival permite que as bailarinas tenham contato com profissionais e grupos de outras regiões e também apresentem o trabalho desenvolvido em Campo Grande.

“Participar de um festival dessa dimensão é uma oportunidade muito importante para nossas bailarinas. Elas estarão ali para aprender, trocar experiências e também mostrar que em Campo Grande existe um trabalho sério e apaixonado de formação e divulgação do flamenco”, afirmou.

Na Mostra Aberta, o Embrujos de España apresentará o trabalho desenvolvido pelo grupo na Capital. A participação coloca as bailarinas sul-mato-grossenses em contato com artistas de diferentes localidades e amplia a presença do grupo em eventos nacionais da modalidade.

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