Cidades

CORONAVÍRUS

Em recorde, Mato Grosso do Sul registra 31 mortes por Covid-19 em apenas 24 horas

Desde o ínicio da pandemia, o Estado não havia registrado um número tão alto de mortes no intervalo de um dia

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Segundo o Boletim Epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde (SES) de hoje (22), Mato Grosso do Sul registrou 31 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas. É o maior número desde o início da pandemia, em março.

Com esse número alarmante, o Estado já tem 2.108 óbitos pela doença e 123.529 casos confirmados. São 1.342 casos a mais que ontem. Os recuperados já somam 107.061.

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Em isolamento domiciliar encontram-se 13.682 doentes. Há 678 pessoas internadas, sendo 375 em leitos clínicos (228 público; 147 privado) e 303 em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) (209 público; 94 privado).

Campo Grande registrou de ontem para hoje 483 novos casos; Dourados 227; Maracaju 77; Três Lagoas 52; Ponta Porã 44; Amambaí 36; Caarapó 35 e Chapadão do Sul 34.

Campo Grande, Ponta Porã, Dourados, Corumbá, Rio Brilhante, Fátima do Sul, Cassilândia, Bela Vista, Ribas do Rio Pardo, Miranda, Mundo Novo e Três Lagoas são as cidades que apresentaram mortes nas últimas 24 horas, sendo a maioria na Capital, com 17 vítimas.

Geraldo Resende, secretário de Estado de Saúde, destaca a perda da atriz Nicette Bruno para a doença. “Pessoas idosas estão sendo contaminados por aqueles que infelizmente não atendem os apelos que estamos fazendo diariamente”, disse.

Medidas Restritivas 

O toque de recolher das 22h às 5h foi prorrogado, portanto, quem for pego nas ruas neste período, pode ser penalizado. O objetivo é evitar a aglomeração de pessoas, atingir o nível desejado de isolamento social e conter a proliferação do novo coronavírus.

“Uma grande parte da população não tem sido colaborativa, estão se aglomerando, fazendo festas, estão optando pela morte, e não pela vida”, disse o secretário de Estado de Saúde, Geraldo Resende.

Orientações

A SES afirma que o isolamento social; o uso de máscara e álcool gel e a higienização das mãos com água e sabão são medidas imprescindíveis para conter a propagação do novo coronavírus.

Christine Maymone pede que as pessoas tenham mais respeito e solidariedade com o próximo. “Não é o momento de viajar, de praia, de aglomeração. Fique em casa”.

Já Geraldo Resende alerta para que os sul-mato-grossenses façam confraternizações só com pessoas que convive. “Tenha compaixão e empatia para que nos possamos diminuir a proliferação da doença no estado”, disse. 

Pessoas que apresentarem febre, tosse seca ou dor de garganta devem permanecer em isolamento por 14 dias.

Caso os sintomas se agravem, é recomendado que se procure uma unidade básica de saúde mais próxima.

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INTERIOR

MPMS firma acordo para dar fim a maus-tratos em fazenda com 8 mil bovinos

Proprietário de terras em Paraíso das Águas deverá pagar R$40 mil como forma de indenização por dano moral coletivo ambiental após flagra de animais desnutridos

27/09/2026 18h00

Desnutrição culminou até mesmo na ocorrência de morte desses animais que pastavam em área

Desnutrição culminou até mesmo na ocorrência de morte desses animais que pastavam em área "severamente degradada" Reprodução/Laudo da vistoria

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Após uma série de animais desnutridos serem identificados em uma propriedade rural no interior do Mato Grosso do Sul, o Ministério Público Estadual (MPMS) firmou um termo de ajustamento de conduta (TAC) com o proprietário da Fazenda Boemia II, em Paraíso das Águas, que seria dono de mais de 8,8 mil cabeças de gado. 

Esse TAC foi assinado há cerca de uma semana antes de sua publicação, na edição de sexta-feira (25) do Diário Oficial do MPMS, pelo promotor titular da 2ª Promotoria de Justiça da comarca de Chapadão do Sul, Thiago Barile Galvão de França, com o agropecuarista Ivan Martins de Souza. 

Como bem esclarece o termo, além da terra em Paraíso das Águas, ele seria responsável por administrar outras propriedades vizinhas "sob a mesma unidade produtiva", sendo as seguintes fazendas: 

  • Boemia I, 
  • Boemia III e
  • Sucuri 

Esse ajustamento de conduta busca dar fim aos danos ambientais que estão associados a maus-tratos a bovinos por omissão no dever de cuidado, bem como impedir que práticas semelhantes tornem a acontecer, além de tentar reparar e diminuir os danos causados. 

Como é descrito pelo MPMS, que busca promover a adequação do manejo pecuário e a recuperação de pastagens degradadas, através de fiscalização ambiental e sanitária realizada nas propriedades de Ivan constataram uma série de irregularidades. 

Bovinos desnutridos

Segundo o texto, o rebanho desse produtor apresentava "baixo escore corporal", o que quer dizer que além de magros estariam com reservas de gordura e massa muscular abaixo do ideal, com sinais de desnutrição que culminaram até mesmo na ocorrência de morte desses animais que pastavam em uma área "severamente degradada". 

Assumindo a responsabilidade, esse produtor tem o prazo de cerca de quatro meses (120 dias a contar da assinatura do TAC) para comprovar uma série de pontos que indiquem um bom cuidado para com os animais da propriedade. 

Será necessária a comprovação de: 

  1. - disponibilidade contínua de água potável ao rebanho, com instalação/adequação de bebedouros (pilhetas/caixas) e manutenção operacional;
     
  2. - Fornecimento de alimentação suplementar compatível com o tamanho do rebanho e condição corporal observada, incluindo volumoso (feno/silagem) quando necessário;
     
  3. - Disponibilização de sal mineral e/ou proteinado, em cochos adequados e em número suficiente para evitar competição e exclusão;
     
  4. Distribuição dos pontos de água e alimentação assegurando acesso efetivo a todos os lotes;
     
  5. Adoção de manejo diferenciado para animais com escore corporal crítico, a serem segregados em lote específico e suplementação adequada;

Além disso, o proprietário precisará apresentar um Plano Técnico de Adequação de Lotação Animal, que deve conter, por exemplo, a taxa atual por hectare, taxa recomendada tecnicamente e eventual cronograma de redução, caso seja necessário. 

Essa comprovação se dará através de relatório técnico simplificado, com assinatura de assinatura de médico-veterinário ou zootecnista, mais o registro fotográfico que esteja devidamente datado e georreferenciado, além das  notas fiscais e/ou recibos referentes às rações; silagem; sal mineral; insumos, etc. 

Se esses animais ainda permanecerem com escore corporal considerado crítico após os quatro meses, será necessária a adoção de medidas adicionais de manejo e suplementação específica. 

Esse proprietário ainda têm 90 dias, contados desde a assinatura do termo, para realizar e comprovar a adequada destinação sanitária ambiental das carcaças dos animais que já morreram pela desnutrição, seguindo orientação do órgão competente. 

O texto do termo de ajustamento de conduta é claro quanto à proibição de que os corpos desses animais mortos permaneçam deixados a céu aberto. 

Haverá um monitoramento bimestral desse rebanho por um ano, que deverá observar as condições corporais, de alimentação, água, sanidade e situação das pastagens. 

Fica decretado o pagamento a título de compensação e indenização por dano moral coletivo ambiental e pelos custos sociais de prevenção e recuperação, no montante de R$40.000,00 que pode ser quitado até janeiro em quatro parcelas consecutivas de dez mil reais. 

Caso seja constatado o descumprimento, há ainda a previsão de uma multa diária de mil reais, que deve ser revertida ao Fundo Municipal do Meio Ambiente. Se optar por transferir a posse da propriedade, Ivan fica obrigado a deixar o comprador ciente das obrigações a serem cumpridas. 

 

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acidente

Duas pessoas morrem em colisão entre carretas na BR-158 em MS

Acidente aconteceu na manhã deste domingo, entre Aparecida do Taboado e Paranaíba

27/09/2026 17h30

Carretas bateram de frente e motoristas morreram na BR-158

Carretas bateram de frente e motoristas morreram na BR-158 Foto: Paranaíba Notícia

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Duas pessoas morreram em um acidente envolvendo duas carretas, na manhã deste domingo (27), na BR-158, entre os municípios de Aparecida do Taboado e Paranaíba.

De acordo com informações de sites locais, por motivos que ainda serão investigados, as carretas bateram de frente, próximo à praça de pedágio da rodovia.

Os motoristas de ambos os veículos, identificados como Aparecido Geraldo Aragão e Alex Pierre Rodrigues de Moura, morreram no local.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acionada inicialmente e acionou a Polícia Civil após a constatação dos óbitos.

Uma das carretas carregava algodão, enquanto a outra transportava material de limpeza. As cargas ficaram espalhadas sobre a via.

O trecho ficou interditado para os trabalhos periciais, assim como a retirada das cargas e dos veículos e um congestionamento se formou no local. O trecho não é duplicado.

 As circunstâncias do acidente serão investigadas pela Polícia Civil.

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