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Em teste para sistema, TJMS condenou Odete Roitman

Em 2019, empresária foi condenada a cinco anos e três meses de prisão em regime semiaberto

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Em clima de novela, o Tribunal de Justiça do Estado condenou Odete Roitman, a vilã mais emblemática da televisão brasileira, em um processo fictício de teste do sistema.

No documento, datado de 8 de novembro de 2019, a “empresária” foi condenada a cinco anos e três meses de prisão em regime semiaberto e a pagar uma multa de sessenta e três dias-multa, com uma série de restrições que incluíam proibição de portar armas, frequentar bares e locais públicos nocivos à moral, ingerir bebidas alcoólicas e se ausentar da Comarca sem autorização judicial.

A rotina imposta à vilã era rigorosa: recolhimento diário na delegacia de polícia local das 19h às 6h da manhã, permanência obrigatória aos domingos e feriados e comprovação de ocupação lícita em até 30 dias. A decisão foi assinada pelo juiz “Usuário Provisório para Teste de Perfil” e acrescentou uma pitada de humor aos registros do tribunal.

O processo descreve Odete como uma empresária de 74 anos, residente na Rua das Flores, na periferia de Miranda, cidade no interior do Estado com cerca de 25 mil habitantes. Curiosamente, o documento não menciona circunstâncias do crime nem identifica a vítima, mas detalha de forma minuciosa o cumprimento da pena.

A escolha do nome Odete Roitman não é por acaso. A personagem, eternizada por Beatriz Segall em Vale Tudo (1988), se tornou símbolo de suspense na teledramaturgia brasileira, com a icônica pergunta: “Quem matou Odete Roitman?”. Décadas depois, o mistério volta à tela no remake escrito por Manuela Dias.

Na nova versão, exibida pela TV Globo neste ano, Odete é interpretada por Deborah Bloch e mantém o suspense que consagrou a vilã. Na nova trama, a morte de Odete, exibida na última segunda-feira (6), rendeu a maior audiência simultânea da história do Globoplay com 5 milhões de aparelhos conectados. 

Quem matou?  

As principais suspeitas sobre quem matou a vilã recaem sobre Celina (Malu Galli) e sua irmã, Heleninha (Paolla Oliveira). Além delas, César (Cauã Reymond), Marco Aurélio (Alexandre Nero) e Maria de Fátima (Bella Campos), também entrelaçam a trama tomada por ciúme e vingança. 

A novelaserá substituída em 20 de outubro por Três Graças, de Aguinaldo Silva, encerrando oficialmente o ciclo de suspense em torno da vilã mais famosa do Brasil. 

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campo grande

Ministério Público abre procedimento para fiscalizar segurança em corredores de ônibus

Reportagem do Correio do Estado sobre número elevado de acidentes nos locais gerou denúncia que culminou na abertura do procedimento administrativo

24/07/2026 18h15

Vários acidentes já aconteceram no corredor de ônibus da Rui Barbosa

Vários acidentes já aconteceram no corredor de ônibus da Rui Barbosa Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou procedimento administrativo para fiscalizar e acompanhar medidas adotadas pela Prefeitura de Campo Grande relacionadas à implantação de corredores de ônibus e pontos de parada localizados nas ruas Brilhante e Rui Barbosa, especialmente nas medidas tocantes à prevenção de acidentes e as para mitigação de riscos.

Inicialmente, notícia de fato foi registrada após denúncia anônima, que surgiu após reportagem Correio do Estado, de que as localizações dos pontos de ônibus no meio das ruas Brilhante e Rui Barbosa estariam causando diversos acidentes, alguns graves e com mortes, especialmente envolvendo motociclistas.

A reportagem do Correio do Estado noticiou, em agosto do ano passado, ao menos 23 acidentes relacionados às obras e que, na maioria dos casos, os acidentes são oriundos de conversão feita de maneira indevida. A matéria foi anexada nos autos de apuração do MPMS.

Na ocasião da denúncia, o Ministério Público oficiou a prefeitura para que encaminhasse informações sobre a instalação dos pontos situados nos corredores de ônibus, em funcionamento desde 2022, e sobre o estudo técnico que embasou a localização, além de eventuais medidas adotadas para mitigação de riscos de acidentes de trânsito nos locais.

Em resposta, a prefeitura encaminhou relatório técnico dos corredores de transporte coletivo urbano, da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) que apontou que as vias foram escolhidas por ser eixof de ligação entre as regiões da cidade, com expressivo número de passageiros transportados no trecho.

Ainda segundo a prefeitura, o tráfego intenso de veículos de uso individual, compartilhado com o transporte coletivo que “circula com dificuldade e de forma desordenada” deixava pontos de lentidão e o objetivo das faixas exclusivas era tornar as viagens por transporte coletivo mais rápidas.

Com relação à segurança, o estudo apontou que todas as estações ficam próximas a cruzamentos sinalizados e que há guard rails para evitar que acidente entre veículos afetem usuários que esperam o transporte nas estações.

Sobre os acidentes, a Agetran afirmou que a avaliação da eficiência operacional e funcional do corredor de transporte se assenta em critérios técnicos objetivo, “não sendo metodologicamente adequado inferir o seu desempenho a partir do número de acidentes ocorridos na via” e cita que os acidentes ocorrem, “majoritariamente do desrespeito às regras de circulação por parte dos utilizadores da infraestrutura”.

Após a resposta da prefeitura, o Ministério Público considerou que no relatório técnico antecipado não ficou claro se recomendações foram de fato implementadas, em especial relacionadas ao reforço da fiscalização, monitoramento operacional do tráfego e avaliação técnica da sinalização existente.

Em novo ofício, a prefeitura informou que adotou medidas de fiscalização quanto ao uso irregular dos corredores de ônibus e que a sinalização viária horizontal e vertical implantada no local estão em acordo com o que dispõe o Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

Procedimento administrativo

O MPMS considerou que estas novas informações, embora tragam justificativa e indiquem ações genéricas de fiscalização e educação no trânsito, não apresentam dados comparativos objetivos sobre a evolução dos acidentes de trânsito após a implantação dos corredores.

Assim, a notícia de fato foi transformada em procedimento administrativo. No edital de abertura do procedimento, o MPMS ressalta que a implantação dos corredores exclusivos de transporte coletivo e pontos de parada deve observar critérios técnicos de engenharia de tráfego e segurança viária, de modo a prevenir riscos à integridade física dos usuários da via.

A medida também considera a necessidade de análise dos riscos eventualmente gerados à segurança viária em razão da disposição dos pontos de parada e da dinâmica dos corredores exclusivos do transporte coletivo.

Por fim, é considerado a necessidade do acompanhamento contínuo das medidas adotadas adotadas pelo Poder Público municipal quanto à segurança viária nos locais mencionados e que incumbe ao MP a defesa da “ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.

Acidentes

Dados encaminhados pelo Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPMTran) apontam que, de 2023 a 13 de março de 2023, foram registrados 623 acidentes, com 2 óbitos na Rui Barbosa e 472 e uma morte na Brilhante.

Estes números, no entanto, abrangem acidentes ocorridos ao longo de todas as faixas das vias, e não apenas nos corredores de ônibus.

Com relação ao tipo de acidente, foram:

Rua Rui Barbosa

  • Colisão transversal – 227
  • colisão lateral – 87
  • colisão traseira – 63
  • choque – 47
  • colisão (genérica) – 26
  • engavetamento – 17
  • tombamento – 12
  • atropelamento de pessoa – 8
  • queda de motocicleta – 6
  • queda de pessoa de veículo – 4
  • colisão frontal – 2
  • sinistro de trânsito (não especificado) – 124

Rua Bilhante

  • Colisão transversal – 137
  • colisão lateral – 90
  • colisão traseira – 97
  • choque – 28
  • colisão (genérica) – 5
  • engavetamento – 14
  • tombamento – 8
  • atropelamento de pessoa – 20
  • queda de motocicleta – 8
  • colisão frontal – 2
  • sinistro de trânsito (não especificado) - 63

Saúde

Campo Grande cria núcleo para investigar falhas e riscos na rede de saúde

Nova estrutura da Sesau terá 15 profissionais e ficará responsável por analisar incidentes e eventos adversos, monitorar protocolos e propor mudanças nos atendimentos

24/07/2026 17h52

Sede da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), responsável pela criação do novo Núcleo Municipal de Segurança do Paciente em Campo Grande.

Sede da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), responsável pela criação do novo Núcleo Municipal de Segurança do Paciente em Campo Grande. Foto: Divulgação

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A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) criou uma nova estrutura para identificar riscos, analisar incidentes e acompanhar problemas relacionados à segurança de pacientes atendidos na rede pública de Campo Grande.

A criação do Núcleo Municipal de Segurança do Paciente (NMSP) foi oficializada nesta sexta-feira (24), por meio da Resolução Sesau nº 1.013, publicada no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).

O núcleo terá atuação sobre todos os serviços da rede municipal de saúde e será responsável por desenvolver medidas destinadas a reduzir riscos durante a assistência prestada aos pacientes.

Entre as atribuições previstas estão a identificação, análise e avaliação de não conformidades nos processos assistenciais, além do acompanhamento de dados relacionados a incidentes e eventos adversos registrados nos serviços municipais.

Na prática, as informações deverão servir para identificar situações que possam comprometer a segurança do paciente e permitir a adoção de medidas para evitar que problemas semelhantes voltem a ocorrer.

A resolução também determina que o núcleo acompanhe alertas sanitários e comunicações de risco, promova ações de gestão de riscos e desenvolva atividades permanentes de capacitação dos profissionais da saúde.

Plano municipal terá protocolos de segurança

Uma das principais atribuições do novo núcleo será elaborar, implantar e monitorar o Plano Municipal de Segurança do Paciente (PMSP).

O documento deverá reunir estratégias destinadas à gestão de riscos e à redução de eventos adversos nos serviços de saúde. Os fluxos para monitoramento dos incidentes também serão estabelecidos pelo plano.

Além disso, caberá ao NMSP implantar e acompanhar protocolos de segurança do paciente, monitorar indicadores e propor mudanças nos processos assistenciais quando forem identificados problemas.

A resolução prevê ainda a divulgação de informações e resultados relacionados à segurança do paciente, embora o texto não estabeleça, neste momento, periodicidade ou formato para a publicação desses dados.

Grupo terá 15 profissionais

O núcleo será formado inicialmente por 15 profissionais de nível superior da área da saúde, que serão escolhidos por ato do secretário municipal de Saúde, Marcelo Luiz Brandão Vilela.

Profissionais de nível médio também poderão ser incorporados de maneira complementar. Os integrantes terão mandato de dois anos, com possibilidade de recondução.

A estrutura contará com coordenador, vice-coordenador, secretário, membros titulares e suplentes. As atividades serão desempenhadas durante a própria jornada de trabalho dos servidores, mediante liberação da chefia imediata.

O núcleo terá autonomia técnica para executar suas atribuições.

Reuniões serão realizadas todos os meses

Pelo regimento publicado juntamente com a resolução, o grupo deverá se reunir ordinariamente uma vez por mês, além da possibilidade de encontros extraordinários sempre que houver necessidade.

Entre as competências do colegiado estão monitorar indicadores, analisar eventos adversos, promover capacitações, atualizar o Plano Municipal de Segurança do Paciente e apresentar propostas para melhorar os processos assistenciais da rede.

Os integrantes também poderão emitir pareceres e propor ações. As reuniões poderão começar com quórum correspondente a um terço dos membros.

A criação do NMSP está fundamentada, entre outras normas, na RDC nº 36/2013 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que trata de ações voltadas à segurança do paciente nos serviços de saúde.

A resolução entrou em vigor com a publicação desta sexta-feira.

 

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