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Empreiteira vence licitação uma semana após ficar 'desempregada'

Construtora do PR ofereceu deságio de apenas 1,24% e vai receber R$ 104 milhões para asfaltar 32 km em Amambai

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Na terça-feira da semana passada o Governo do Estado fez a entrega oficial, com direito a festa, dos últimos 25 quilômetros da pavimentação da MS-352, ligando a cidade de Terenos à Ponte do Grego (sobre o Rio Aquidauana). A obra foi feita pela empreiteira paranaense Weiller Construção Civil, que recebeu quase R$ 59 milhões. Com a conclusão, suas atividades em Mato Grosso do Sul haviam acabado. 

Mas, a empresa não precisará voltar ao Paraná, pois nesta terça-feira (29) o Governo do Estado divulgou o resultado da licitação para pavimentar 32 quilômetros da MS-289, no município de Amambai, no extremo sul do Estado. O vencedor desta disputa foi a mesma Weiller Construção Civil. 

A empreiteira paranaense vai receber, sem os prováveis aditivos, R$ 104.785.778,64, valor 1,24% abaixo do máximo estipulado pela Agesul, que era R$ 106.108.606,65. O valor é referente ao primeiro lote de pavimentação da MS-289. 

A empresa paranaense presta serviços à administração estadual de Mato Grosso do Sul desde 2018, quando venceu licitação para assumir obra na região de Bodoquena. 

O asfaltamento dos 32 quilômetros da MS-289 faz parte do pacote de pavimentações que serão bancadas pelo empréstimo de R$ 2,3 bilhões liberado no ano passado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Governo de Mato Grosso do Sul. 

MAIS LICITAÇÕES

Também nesta terça-feira, a Agesul divulgou o resultado de outra obra que será bancada pelos recursos do empréstimo federal. E, assim como a anterior, esta também teve como vencedora uma empreiteira de outro Estado, mas desta vez de Mato Grosso. 

A empreiteira Agrimat  saiu vencedora na disputa para asfaltar 19,5 quilômetros do lote dois da MS-380, em Ponta Porã. É a primeira vez que ela vence uma licitação para execução de obras tocadas pela administração estadual de Mato Grosso do Sul. 

A Agesul estava disposta a pagar até R$ 77.930.858,55 pela pavimentação rodovia que cria uma espécie de anel viário na cidade fronteiriça, ligando a região norte da área urbana à BR-463.

A empresa cuiabana ofereceu desconto de apenas R$ 100 mil e saiu vencedora. O deságio de apenas 0,12% indica que praticamente não houve disputa entre empreiteiras. 

Com as publicações desta terça-feira, agora são quatro as licitações relativas ao pacote de obras do BNDES que estão concluídas. Juntas, somam quase 86 quilômetros. O pacote de obras, porém, é bem maior, chegando a quase 600 quilômetros novas pavimentações. 

No último dia 16, a Agesul já havia divulgado o nome da empresa que ficou com o primeiro lote da MS-380. A vencedora foi a Nosde Engenharia, de Naviraí. Ela ofereceu deságio de apenas 0,99% sobre o valor máximo estipulado pela Agesul, que era de R$ 63.224.386,00.

Dois dias depois foi divulgado o resultado relativo à pavimentação de 17 quilômetros da MS-444, em Selvíria. A obra terá preço inicial R$ 39.305.170,97, o que é apenas 1,6% abaixo do máximo estipulado pela Agesul, que era de R$ 39,97 milhões. 

A empresa vencedora foi a Avance Construtora, de Campo Grande, que já tem uma série de contratos milionários com a administração estadual, como cascalhameto de uma estrada no Pantanal e obas de recapeamento na cidade de Paranaíba. 

Os 17 quilômetros referem-se somente a uma parte (lote 3) da pavimentação da MS-444. A previsão é que sejam lançadas outras duas licitações para concluir outros 30 quilômetros desta rodovia. Por enquanto, sem as duas outras etapas, o asfalto vai acabar “no meio do nada”. 

Com os R$ 2,3 bilhões do BNDES, o Governo do Estado pretende melhorar 818  quilômetros de rodovias estaduais. Para isso, terá de entrar com uma contrapartida de R$ 300 milhões. A previsão é de que sejam 570 quilômetros de asfalto novo e outros 250 quilômetros em pistas que serão restauradas.
 

RODOVIAS

Agesul dá a empreiteiras reajuste bem acima da inflação

A Weiller Construção Civil teve 12% de reajuste em relação ao valor inicial em menos de 12 meses, enquanto a Construtora Perfil teve 8,5% em quase um ano e meio de contrato

24/07/2026 10h45

MS-347 será responsável por encurtar trajeto de Campo Grande a cidades do interior e garantir novo acesso para Bonito

MS-347 será responsável por encurtar trajeto de Campo Grande a cidades do interior e garantir novo acesso para Bonito Foto: Álvaro Rezende/Secom

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A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul) assinou um termo aditivo com a empresa Weiller Construção Civil Ltda, responsável por obras de implantação e pavimentação da rodovia MS-289, e um outro com a Construtora Perfil Ltda., que realiza os mesmos serviços na rodovia MS-347. Os novos ajustes foram publicados no Diário Oficial do Estado, na edição desta sexta-feira (24).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), calculado pela Fundação Getúlio Vargas, acumulou alta de 6,71% nos 12 meses até junho de 2026 para a versão INCC-M e de 6,78% para a versão INCC-DI.

No dia 29 de julho de 2025, quando a Weiller Construção Civil venceu a licitação para pavimentar o primeiro lote com 32 quilômetros da MS-289, no município de Amambai, a empresa recebeu o valor de R$ 104.785.778,64 para realizar os serviços.

Agora, com o termo aditivo, o valor final passa para R$ 116.565.954,78. Ou seja, em menos de um ano, o contrato teve um acréscimo equivalente a 12% de reajuste, acima dos 6,71% da inflação.

A empresa paranaense presta serviços à administração estadual de Mato Grosso do Sul desde 2018, quando venceu licitação para assumir obra na região de Bodoquena.

O asfaltamento dos 32 quilômetros da MS-289 faz parte do pacote de pavimentações que são bancadas pelo empréstimo de R$ 2,3 bilhões liberados, em 2024, pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Governo de Mato Grosso do Sul. 

Construtora Perfil

Já o contrato da Agesul com a Construtora Perfil Ltda. teve sua 2ª reprogramação de serviços, passando de R$ 159.791.534,67 para o valor de R$ 163.866.843,22. O acréscimo foi de R$ 4.075.308,55, equivalente a 2,6% de aumento. 

Contudo, o valor inicial da licitação, homologada no dia 5 de fevereiro de 2025, foi de R$ 151.041.661,93, ou seja, teve um aumento de R$ 12.925.181,29 aplicado sobre o valor inicial, o que é equivalente a aproximadamente 8,5% de reajuste em quase um ano e meio de contrato.

A Construtora Perfil realiza obra de implantação e pavimentação da rodovia MS-347 entre os municípios de Dois Irmãos do Buriti e Anastácio.

A empresa vencedora da licitação milionária tem sede em Goiânia e esta foi a primeira vez que apareceu entre as ganhadoras de alguma obra sob responsabilidade do Governo do Estado. 


 

DE NOVO

Pela segunda vez, cratera quase 'engole' ciclovia na Wilson Paes de Barros

Cratera abriu em 2025, foi fechada e abriu novamente em 2026

24/07/2026 10h30

Cratera

Cratera "engoliu" ciclovia na Wilson Paes de Barros Paulo Ribas

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Cratera se abriu, mais uma vez, na ciclovia da avenida Wilson Paes de Barros, bairro Santa Emília, em Campo Grande.

Esta é a segunda vez que a cratera reabre no local. Em abril de 2025, o asfalto cedeu, abriu-se um buraco gigantesco e a ciclovia teve que ser interditada. Meses depois, foi fechada e reparada pelas equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep).

Porém, em junho de 2026, a cratera reabriu de novo, dessa vez, com aproximadamente três metros de profundidade e quatro metros de largura.

Agora, o local está interditado novamente e ciclistas precisam desviar da ciclovia para não cair no buraco.

Veja as fotos:

O Correio do Estado entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura Municipal de Campo Grande (PMCG) para saber quando o orifício será aterrado, mas, até o fechamento desta reportagem, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta.

CICLOVIA

Campo Grande tem 129 quilômetros de malha cicloviária (ciclovia, ciclofaixa e calçada compartilhada) em 79 bairros distribuídos nas sete regiões.

Em linha reta, a distância representa uma pedalada entre Campo Grande e o distrito de Camisão, ambas a 129 quilômetros uma da outra.

Ciclovia é uma pista exclusiva para bicicletas e outros ciclos, separada da rua. Já a ciclofaixa faz parte da pista de rolamento, mas é delimitada por sinalização específica.

A calçada compartilhada é um espaço que permite a circulação simultânea de pedestres, cadeirantes e ciclistas sobre a calçada ou canteiro central.

As ciclovias interligam diversos bairros e todas as regiões de Campo Grande entre si, além de cruzarem as avenidas mais importantes da Capital.

Veja quais são as ruas e avenidas que têm ciclovias/ciclofaixas/calçadas compartilhadas:

  • Afonso Pena
  • Duque de Caxias
  • Lúdio Martins Coelho
  • Nasri Siufi
  • Fábio Zahran
  • Costa e Silva
  • Cônsul Assaf Trad
  • Avenida Noroeste - Orla Morena
  • Nelly Martins (Via Park)
  • Rua Petrópolis
  • Cafezais
  • José Barbosa Rodrigues
  • Dom Antônio Barbosa
  • Gury Marques
  • Avenida do Poeta (Parque dos Poderes)
  • Prefeito Heráclito Diniz de Figueiredo
  • BR 262 – indo para o Indubrasil
  • Amaro Castro Lima
  • Rádio Maia
  • Rua da Divisão
  • Rua Graça Aranha
  • Avenida Rita Vieira
  • Rua Vitor Meireles
  • Ernesto Geisel (em frente ao Shopping Norte Sul Plaza)
  • Wilson Paes de Barros
  • Avenida Mato Grosso

Cratera "engoliu" ciclovia na Wilson Paes de Barros

Algumas ciclovias deixam a desejar e precisam de reparos em alguns pontos. Os principais problemas são falta de iluminação, falta de sinalização, falta de pintura, desnivelamento de asfalto, buracos e matagal.

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