Cidades

HOMOLOGADA

Empresa vence licitação e Jacques da Luz terá novo centro esportivo

O processo licitatório foi aberto pela segunda vez, já que na primeira nenhuma empresa ofereceu proposta

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A Prefeitura de Campo Grande anunciou a empresa que será a responsável pela construção do Centro Esportivo no Parque Jacques da Luz. A Laboissier Engenharia, que é da própria Capital, foi a vencedora da licitação que custará R$ 1.357.000 aos cofres públicos. A homologação e adjudicação foi publicada no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande), desta segunda-feira (31).

No dia 11 de agosto, a Prefeitura reabriu a licitação para construir o novo centro esportivo, localizado no bairro Moreninhas III. 

A licitação foi realizada em item único e o critério de escolha da empresa foi pelo menor preço oferecido. Inicialmente, o valor total para a licitação era de R$ 1.461.314,09.

Projeto

O projeto básico do Centro Esportivo Comunitário compreende uma área total de 3.000,00 m² no Parque Jacques da Luz.

A obra incluirá os seguintes equipamentos e estruturas:

  • campo de futebol society, com gramado sintético e fechamento com alambrado;
  • meia quadra de basquete, com piso em concreto polido e demarcação esportiva;
  • playground (parque infantil) com brinquedos seguros e estrutura adequada para diferentes faixas etárias;
  • pista de caminhada com piso apropriado e sinalização;
  • área de jardim e paisagismo, para integração ambiental e estética do espaço

Esta foi a segunda vez que a Prefeitura abriu o processo licitatório. No dia 9 de janeiro, o Executivo tornou pública a concorrência eletrônica para empresas interessadas nas obras de construção do novo centro esportivo. Naquele momento, a licitação era no valor de R$ 1,388 milhão.

No dia 12 de janeiro, quando o prazo foi encerrado, a Secretaria Especial de Licitações e Contratos anunciou, através da publicação no Diogrande, o resultado do certame e declarou como deserto, ou seja, nenhuma empresa apresentou proposta.

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JAGUARETÊ-OESTE

Mesmo com o bilionário Sisfron, Sindy é a melhor arma do Exército contra o tráfico

Cadela da raça Pastor Belga tem sido a principal responsável pelas apreensões de drogas da Operação Jaguaretê em Corumbá

31/08/2026 11h50

Com quatro anos, cadela é utilizada para vistoriar o interior dos ônibus que saem da região de fronteira com a Bolívia

Com quatro anos, cadela é utilizada para vistoriar o interior dos ônibus que saem da região de fronteira com a Bolívia

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Mesmo contando com uma série de equipamentos do bilionário Sisfron, programa que funciona como uma espécie de barreira virtual de alta tecnologia para monitorar os mais de 16 mil quilômetros de fronteira seca do Brasil, a mais eficaz arma do Exército no combate ao narcotráfico na fronteira de Mato Grosso do Sul com a Bolívia é Sindy, uma cadela farejadora da raça Pastor Belga Malinois.

Com quatro anos e 26 quilos, faz três anos que ela “trabalha” ao lado dos militares de Corumbá e desde o começo de julho deste ano entra e sai dos ônibus que passam por um pente-fino na altura do posto fiscal Lampião Aceso, na BR-262, a cerca de dez quilômetros da área urbana da chamada Cidade Branca.

“Ela é fundamental na nossa operação. O grau de erro do cão é muito baixo”,  explica um dos 30 militares que diariamente fazem vistorias em carros de passeio, caminhões e ônibus que saem da região de fronteira com a Bolívia rumo ao centro de Mato Grosso do Sul.

Desde o começo de julho, quando começou a operação Jaguaretê, os militares estimam ter causado prejuízo da ordem de R$ 1 milhão ao narcotráfico em Corumbá e a maior parte das descobertas, quase todas de maconha ou sub-produtos da droga, ocorreu por conta do faro treinado a Pastor Belga, revelam os militares.

Ao mesmo tempo em que Sindy percorre o interior dos ônibus em busca de algum entorpecente escondido e fareja as bagagens dos passageiros, a alguns metros dalí outros militares fazem questão de destacar a importância de um binóculo termal adquirido no ano passado com recursos do Sisfron, programa que já teve investimentos da ordem de R$ 3 bilhões na aquisição de equipamentos usados para vigiar as fronteiras.

Com quatro anos, cadela é utilizada para vistoriar o interior dos ônibus que saem da região de fronteira com a Bolívia Binóculo térmico importado de Israel é usado pelo Exército no combate ao narcotráfico próximo a Corumbá 

Adquirido de indústria bélica de Israel, o binóculo tem longo alcance inclusive no período noturno. Com ele é possível, por exemplo, identificar a placa de um veículo a 200 ou 300 metros de distância. Ele detecta, também, emissões de calor de corpos humanos, veículos e animais, permitindo visibilidade total em noites escuras, neblina, fumaça ou mata fechada.

Mas, apesar da alta tecnologia, os militares não lembram de terem feito alguma apreensão de drogas na Operação Jaguaretê especificamente por conta do uso do binóculo.

O binóculo israelense, porém, está longe de ser o principal equipamento adquirido com recursos do Sisfron e que estão disponíveis em Corumbá. A cerca de dez quilômetros do local da barreira os militares, na sede de uma das unidades do Exército em Corumbá, eles contam com uma espécie de quartel-general digital montado sobre veículos.

QG MÓVEL

Oficialmente chamado de CC2 Móvel (Centro de Comando e Controle Móvel), o quartel é composto por três viaturas. Do interior delas é possível acompanhar todos os dados de radares, sensores, câmeras, patrulhas e tropas que estão espalhadas pela região. 

Entregue ao Exército em Corumbá em junho deste ano, o o CC2 Móvel é composto por três viaturas integradas, batizadas de Autoridades, Células e Apoio de Tecnologia da Informação, cada uma com função específica dentro do conjunto.

Juntas, formam um ambiente capaz de receber, analisar e difundir informações em tempo real, permitindo que o comandante e seu estado-maior planejem operações e emitam ordens a partir do próprio terreno, em vez de depender exclusivamente de centros fixos distantes da área de operações.

Os equipamentos são fabricados pela Embraer e fazem parte da segunda etapa de investimentos do Sisfron. A previsão é de que pelo menos 15 destes conjuntos sejam distribuídos ao longo da fronteira brasileira. 

Com quatro anos, cadela é utilizada para vistoriar o interior dos ônibus que saem da região de fronteira com a Bolívia Viaturas equipadas com uma série de sistemas de comunicação são apelidadas de quartel-general móvel

CAMPO GRANDE

Conselhos dos Direitos Humanos sai em defesa de mudar endereço do Centro POP

Nota pública inédita é divulgada após reclamação dos comércios e escolas das imediações da rua Orfeu Baís com a mudança do espaço de referência voltado para população em situação de rua

31/08/2026 11h29

Conselho indica que fará o acompanhamento dessa implantação e funcionamento do novo Centro Pop

Conselho indica que fará o acompanhamento dessa implantação e funcionamento do novo Centro Pop Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Após ser alvo de reclamações da comunidade residente nas imediações da rua Orfeu Baís, o Conselho Municipal dos Direitos Humanos (CMDH) divulgou hoje (31) uma nota público inédita que sai em defesa da mudança de endereço do espaço de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP) para a região. 

O chamado "Centro Pop" está de mudança e segundo a Prefeitura de Campo Grande deverá ser transferido para a Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS) e, como bem acompanha o Correio do Estado, a alteração não agradou a vizinhança. 

Conforme alegado, a preocupação é voltada para as duas escolas que ficam próximas ao prédio da SAS, uma vez que o Centro Pop atende pessoas carentes, em situação de rua, e alguns desses seriam viciados em drogas. 

De fato, a Secretaria de Assistência Social tem hoje duas escolas de Ensino Fundamental praticamente vizinhas:

  • a Escola Municipal José Rodrigues Benfica e
  • o Centro de Recreação Escolar Lápis Encantado. 

"Cabo de guerra"

No caso da Escola Municipal o problema seria ainda maior, pois ela está localizada na frente da sede da SAS, situação que tem preocupado funcionários e pais da instituição. Segundo um trabalhador da instituição que preferiu não se identificar, o temor tem gerado até ameaça de retirada de alunos da instituição.

“Nós concordamos que essas pessoas precisam sim de assitência, de uma estrutura adequada, porém coloca-se em risco os alunos, já é uma região tomada de moradores de rua e se o Centro Pop for mesmo ser instalado no local temos uma grande preocupação, principalmente por ter crianças que vêm e vão sozinhas. A gente não tem mais guardas na escola para dar segurança, quem chegar mais cedo ou sair mais tarde não terá segurança”, avalia o servidor que não quis ter o nome divulgado.

Diante disso, o CMDH aprovou uma nota pública, divulgada através da edição do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) desta segunda-feira (31), em defesa da instalação do Centro Pop e fortalecimento das políticas públicas no território.

Em seu posicionamento institucional, o Conselho indica que fará o acompanhamento dessa implantação e funcionamento do novo Centro Pop, bem como as articulações necessárias no sentido de promover espaços para diálogo e proposição de medidas. 

Manifestando-se favorável à instalação, o Conselho reconhece o equipamento como essencial à garantia de direitos e à proteção social dessas pessoas em situação de rua na Cidade Morena, sujeitos de direitos que precisam ter assegurados os acessos dignos e contínuos às políticas públicas. 

"O CMDH reconhece e respeita as preocupações apresentadas por moradores, comerciantes, famílias e comunidade escolar do Bairro Amambaí, especialmente aquelas relacionadas à segurança, à convivência comunitária e aos impactos decorrentes das diferentes vulnerabilidades existentes no território. Tais preocupações devem ser objeto de diálogo permanente, transparência e respostas concretas do Poder Público", cita o Conselho em nota.

Nas palavras do Conselho, as dificuldades sociais e urbanas na região não podem contribuir para a exclusão, invisibilização ou deslocamento desse recorte da população, muito menos resultar na supressão ou inviabilização dos serviços públicos que deveriam garantir os direitos das pessoas em situação de rua. 

Para o Conselho, a resposta para as preocupações levantadas passa por uma atuação integrada de políticas públicas, reforçando a necessidade de que o fortalecimento dessa rede intersetorial (entre saúde, segurança, etc.) aconteça junto com a instalação. 

Além disso, é necessária a presença permanente do Poder Público e construção de mecanismos de diálogo e acompanhamento em conjunto com os comerciantes, comunidade escolar, moradores, usuários do serviço, trabalhadores e demais atores envolvidos.

Defesa da mudança de endereço

Reforçando que a transferência de um equipamento, ou o afastamento desse recorte da população, de determinada região por si só não enfrenta as causas que produzem e perpetuam a situação de rua, o Conselho elenca sete itens quanto à instalação do novo Centro Pop e defende: 

  1. – a instalação e o pleno funcionamento do novo Centro POP, assegurando estrutura adequada, equipe suficiente e condições dignas de atendimento;
  2. – o fortalecimento e a integração das políticas de assistência social, saúde, saúde mental, habitação, trabalho e renda e demais políticas públicas destinadas à população em situação de rua;
  3. – o fortalecimento das políticas de segurança pública, prevenção das violências, zeladoria e cuidado com o território, garantindo proteção tanto à população atendida quanto aos moradores, comerciantes, estudantes, trabalhadores e demais pessoas que circulam na região;
  4. – a criação de mecanismos permanentes de diálogo entre o Poder Público, a comunidade local, a comunidade escolar, os usuários do Centro POP, os trabalhadores do serviço e as organizações da sociedade civil;
  5. – a adoção de estratégias de monitoramento e avaliação dos impactos decorrentes da implantação do equipamento, permitindo a identificação de dificuldades e a construção coletiva de soluções;
  6. – a adoção das medidas necessárias para assegurar a adequada utilização dos recursos públicos já investidos na implantação e estruturação da nova unidade; e
  7. – o enfrentamento de práticas, discursos e medidas que promovam a estigmatização, discriminação ou criminalização das pessoas em situação de rua, reafirmando sua condição de sujeitos de direitos.

Em complemento, o Conselho indica que defender que o Centro Pop funcione adequadamente representa ser a favor de uma política pública de direitos humanos e proteção social, bem como fortalecer as demais políticas públicas do bairro Amambaí também reconhece as demandas legítimas da comunidade e constrói respostas que não coloquem grupos sociais um contra o outro. 

"O Conselho compreende que o exercício do controle social não se encerra com a manifestação favorável à instalação do Centro POP. Caberá ao CMDH acompanhar seus desdobramentos, identificar eventuais dificuldades e violações de direitos e contribuir
para a construção de respostas intersetoriais, transparentes e participativas, de modo que o Poder Público assuma de forma permanente suas responsabilidades na proteção da população em situação de rua e no cuidado com o território", completa.


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