O empresário de Ponta Porã Paulo Alfonso Barros, que participou do quebra-quebra em Brasília com a turba golpista no dia 8 de janeiro de 2022, por falha na tornozeleira eletrônica, quase tem o retorno marcado para a prisão.
Barros, que é proprietário de uma empresa de seguros, participou ativamente de várias etapas que antecederam a fatídica invasão da Praça dos Três Poderes em Brasília. Em Ponta Porã, foi apontado como uma das lideranças que mantinham o acampamento em frente ao quartel do Exército.
No acampamento em Brasília, o ponta-poranense conhecido como Paulinho, chegou a se passar inclusive por indígena e tudo foi registrado por meio das redes sociais.
Divulgação Redes Sociais
Já os vídeos do dia 8 de janeiro registrados pelos próprios golpistas identificaram o momento em que Paulinho passa por barreiras e invade o Congresso Nacional.
Inclusive e chegou a gravar um vídeo no Salão Verde onde mostrou outros bolsonaristas comemorando a invasão.
O empresário, como vários golpistas que gerou provas contra si, registrando vídeos e compartilhando nas redes sociais, ficou preso por meses até ter ser liberado com a condição de permanecer monitorado por meio da tornozeleira.
Devido aos problemas apresentados em janeiro deste ano, o ministro Alexandre de Moraes, por meio de despacho no dia 26 de fevereiro, determinou que a defesa explicasse a ro que aconteceu com a tornozeleira eletrônica do empresário.
Diante do ocorrido, ministro Alexandre de Moraes emitiu ordem para que a comarca de Ponta Porã providencie a troca do equipamento de monitoramento eletrônico do réu, José Paulo Alfonso Barros.
A decisão estabelece que o dispositivo atual será substituído por um fornecido pelo Estado do Mato Grosso do Sul, enquanto a tornozeleira antiga deve ser encaminhada ao Centro Integrado de Monitoramento Eletrônico da Secretaria de Estado e Administração Penitenciária do Distrito Federal.
Condenados do 8/1 de MS
Fábio Jatchuk Bullman foi condenado a 14 anos de prisão por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, ocorridos em Brasília. Ele é o sexto sul-mato-grossense condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes.
Diego Eduardo de Assis Medina, morador de Dourados, condenado a 17 anos de prisão em regime fechado. Além disso, ele deverá pagar R$ 30 milhões, para suprir parte do prejuízo causado durante a invasão e depredação dos prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto.
Já foram condenados pelos atos golpistas os sul-mato-grossenses de Maracaju; o campo-grandense Eric Prates Kobayashi; Ilson César Almeida de Oliveira, de Sidrolândia e Djalma Salvino dos Reis, de Itaporã.
** Colaborou Glacuea Vaccari e Valesca Consolaro


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