Cidades

serra do amolar

Empresário leva multa de R$ 9,6 milhões por incêndio no Pantanal

Conforme a PMA, que aplicou a multa, imagens de satélite e dados de georeferenciamento detectaram o local exato onde o fogo começou

Continue lendo...

Nota divulgada neta segunda-feira pela Polícia Militar Ambiental (PMA) informa que um empresário, proprietário da fazenda na qual começou o incêndio na região da Serra do Amolar, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, foi multado administrativamente em R$ 9.672.525,00 pelos danos ambientais. 

“A PMA identificou através levantamentos técnicos, sistema de georreferenciamento, o ponto de ignição do incêndio, e correspondia ao empreendimento do empresário. Além disso, pelas análises de imagens de satélites, também foi constatado que o incêndio teve início no dia 27 de janeiro perdurando por mais quatro dias.”

Mas, apesar da informação de que o incêndio perdurou por mais quatro dias, até este domingo, nove dias depois do começo, ainda havia brigadistas e bombeiros trabalhando no combate às chamas. 

No final da tarde deste domingo (4), conforme informações do Instituto do Homem Pantaneiro (IHP), haviam em torno de cinco pontos de fumaça, mas possivelmente de troncos que continuavam queimando dias depois de a coluna de fogo passar pelos locais.

Imagens divulgadas pelo IHP mostram que até domingo (4) ainda havia focos de incêndio, que acabaram sendo controlados

A previsão do IHP era de que as equipes fizessem mais uma vistoria na manhã desta segunda-feira e depois disso retornassem a Corumbá, uma vez que a situação parecia estar sob controle.  

Conforme a PMA, “a extensão da área incendiada corresponde a 1.289,67 hectares”. O Governo estadual, porém, estima que a área destruída seja da ordem de 4 mil hectares. Já o IHP estima que tenham sido consumidos em torno de 2,4 mil hectares. 

O fogo, conforme o IHP, foi colocado em um baceiro (vegetação flutuante que pode aglomerar-se de tal forma que cria pequenas ilhas que impedem o acesso a corixos ao longo do rio Paraguai) ) no dia 27. Esse baceiro, porém, teria sido levado pela água e por isso o fogo acabou descendo pelo corixo e atingindo a região de morraria. 

O proprietário foi multado porque, segundo a PMA, teria colocado fogo intencionalmente nesta vegetação e não tomou o cuidado para que ficasse restrito àquele local.  Conforme o IHP, além da criação de gado, o proprietário multado tem uma espécie de pousada para receber turistas que visitam a região.

INCÊNCIOS FORA DE ÉPOCA

Janeiro e fevereiro normalmente são meses marcados por grande volume de chuvas e os riscos de incêndios no Pantanal são mínimos. Porém, por causa da escassez de chuvas provocado pelo El Niño, as precipitações na atual temporada de chuvas estão muito abaixo do normal. 

Conforme dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em janeiro foram registrados 369 focos no Pantanal de Mato Grosso do Sul e em Mato Grosso. No mesmo período de 2023 foram 103.  Em 2019 havia sido registrada situação parecida, quando foram constatados 542 no primeiro mês daquele ano. 

Pelo menos 18 militares dos bombeiros atuaram na região durante oito dias e nos últimos cinco tiveram apoio aéreo. Na semana passada chegaram a cair algumas pancadas de chuva na região, mas foram isoladas e somente alguns focos foram debelados. 

A Serra do Amolar é uma região grande biodiversidade e é formada por cerca de 80  quilômetros de morrarias que chegam a ter quase mil metros de altitude no meio da planíncie pantaneira. Só é possível chegar à região por avião ou por via fluvial, pelo Rio Paraguai.

Devido a várias particularidades, incluindo os seus elementos naturais, geográficos e ecológicos, a região tem potencial de abrigar espécies de plantas e animais que são de exclusividade da Serra do Amolar. Por ali, há interações de fatores geográficos, climáticos e ecológicos que criam ecossistemas particulares que não são encontrados em outras partes do Pantanal.

Além disso, trata-se de um território considerado uma barreira natural para o fluxo das águas, que se difere completamente de todo o restante do bioma. Ali existe uma variedade de terrenos e paisagens, áreas com características de Mata Atlântica, de Pantanal, de Amazônia, o que resulta na sua riqueza de biodiversidade.

 

Fiscalização

Esquema de segurança nas eleições vai ter 3,5 mil policiais, avião e helicópteros

Forças de segurança detalharam ontem operação montada para garantir tranquilidade durante a votação neste domingo

01/10/2026 08h10

Policiamento será intensificado a partir das 6h30min de domingo, próximo à abertura das seções eleitorais

Policiamento será intensificado a partir das 6h30min de domingo, próximo à abertura das seções eleitorais Foto: Gerson Oliveira

Continue Lendo...

As forças de segurança de Mato Grosso do Sul montaram um esquema que envolve o emprego de 3,5 mil agentes públicos, 557 viaturas e 3 aeronaves para garantir a paz no domingo, dia destinado ao primeiro turno das eleições deste ano.

Além das Polícias Militar, Civil e Federal, o esquema também reúne agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM), do Exército Brasileiro, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Defesa Civil, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) e da Polícia Científica.

Dos 3,5 mil servidores, a Polícia Militar entrará com o maior efetivo, serão 887 policiais. Já a Polícia Civil terá 600 servidores; 28 equipes sairão de Campo Grande para municípios do interior do Estado onde não há presença da Polícia Federal. 

Já o Corpo de Bombeiros disponibilizará 300 agentes que atuarão no atendimento de ocorrências relacionadas a intempéries do tempo, caso elas aconteçam. A GCM terá 112 guardas e a Polícia Federal, 37 agentes.

Para esta eleição houve um aumento de aeronaves, serão dois helicópteros e um avião, um a mais do que em 2024.

“Nosso efetivo já está todo empenhado na operação, mas a partir das 6h30min do dia 4 a gente deve ter uma elevação do efetivo. A gente vai instalar o centro de comando de controle, que monitora todas as ações”, afirmou o secretário-executivo de segurança pública de Mato Grosso do Sul, o coronel da PM Wagner Ferreira da Silva.

“A gente tem uma grande preocupação com os furtos. Também temos verificado que no entorno dos locais de votação, num raio de 100 metros a 150 metros, a violência doméstica tem sido registrada; esse é um grande ponto de atenção para esse pleito”, completou o secretário-executivo.

Ainda segundo Ferreira, os crimes eleitorais têm diminuído no Estado, mas ainda é possível encontrar casos de boca de urna, derramamento de santinhos, compra de votos, aglomeração e uniformização de eleitores.

“Enquanto segurança pública, a gente está atento a todos os movimentos, as equipes de inteligência continuam o monitoramento, a gente tem um trabalho estruturado para fazer a prevenção no dia de votação, estamos em contato direto com a Polícia Federal, fazendo a constante troca de informações, para que a gente

possa encerrar o dia 4 com tranquilidade”, continuou Ferreira.
Os maiores pontos de preocupação dos agentes da saúde serão Campo Grande, que reúne a maior parte dos eleitores, a região de Dourados e o sul do Estado, onde, conforme o secretário-executivo, houve um número superior de ocorrências registradas no último pleito, em relação ao que ocorre normalmente em Mato Grosso do Sul.

“A gente tem percebido, pela análise dos últimos pleitos, que a região de Dourados e a região sul do Estado têm sido locais onde há registros acima da média, então são zonas que nos preocupam e que a gente vai manter grande atenção”, disse o coronel.

Neste ano, assim como nas eleições de 2024, também não haverá a decretação da Lei Seca, que proíbe lugares de vender bebidas alcoólicas. Isso porque análises mostraram que não há impacto nas ocorrências envolvendo a liberação ou não da venda de álcool.

O secretário-executivo orienta ainda que, em caso de qualquer ocorrência, a população deve recorrer ao 190, que também estará com o efetivo ampliado para atender a todas as ligações.

Porém, o Corpo de Bombeiros deverá ser acionado pelo 193 em caso de ocorrências relacionadas a alterações no clima.

COLISÃO FRONTAL

Acidente entre carreta e caminhonete deixa 2 mortos na BR-158

Além das duas vítimas fatais, uma criança ficou ferida e foi atendida pelas equipes de resgate que estiveram no local

01/10/2026 07h50

Acidente na BR-158 aconteceu na noite desta quarta-feira (30)

Acidente na BR-158 aconteceu na noite desta quarta-feira (30) Reprodução

Continue Lendo...

Um acidente entre uma caminhonete e um caminhão-tanque bitrem deixou duas pessoas mortas e uma criança ficou ferida na BR-158, km 101, próximo à ponte sobre o Rio Santana, no município de Paranaíba, na noite desta quarta-feira (30). Os nomes das vítimas não foram divulgados.

De acordo com informações preliminares, a colisão foi frontal e as duas vítimas, que estavam na caminhonete, morreram ainda no local. A criança estava no banco traseiro do veículo e foi atendida pelas equipes de resgate.

O caminhão transportava etanol e sofreu vazamento da carga após a colisão. Equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da concessionária Way-112 estiveram no local para atender a ocorrência e atuar na segurança da área, principalmente devido ao risco relacionado ao combustível transportado.

A perícia também foi acionada para examinar o local e levantar elementos que permitam esclarecer as circunstâncias da colisão.

Segundo acidente na semana

No domingo (27), a BR-158 teve outro acidente que resultou na morte de duas pessoas, no km 119. O sinistro envolveu duas carretas, entre os municípios de Aparecida do Taboado e Paranaíba.

De acordo com informações do boletim de ocorrência, as carretas bateram de frente, próximo à praça de pedágio da rodovia. Os motoristas de ambos os veículos, identificados como Aparecido Geraldo Aragão e Alax Pierre Rodrigues de Moura, morreram no local.

Uma das carretas carregava algodão, enquanto a outra transportava água sanitária. As cargas ficaram espalhadas sobre a via.

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).