Reflexos do temporal de quinta-feira (10) ainda repercutem neste domingo (13).
A energia elétrica já voltou na maior parte das residências, mas, alguns moradores ainda sofrem com a falta de luz há quase três dias consecutivos.
De acordo com a Energisa, até às 12h30min deste domingo (13), 99,2% dos clientes afetados já tiveram o fornecimento restabelecido.
Mas, 0,08% ainda estão sem luz. Conforme apurado pela reportagem, Jardim Vilas Boas e Vila Nogueira são alguns dos bairros sem luz, neste domingo (13), na Capital.
Moradores bloquearam a rua com galhos em forma de protesto nos Vilas Boas. Foto: Paulo RibasMoradores dos Vilas Boas realizaram um protesto, na tarde deste domingo (13), contra a falta de luz no bairro. Eles fecharam a rua com galhos de árvore e, instantes depois, a Energisa chegou para restabelecer o serviço. Segundo os populares, eles estão há três dias sem energia elétrica.
Sem luz, não é possível refrigerar alimentos, carregar o celular, tomar banho morno ou assistir TV.
O Correio do Estado entrou em contato com a assessoria de imprensa da concessionária para saber quais outros bairros fazem parte desta pequena porcentagem, mas, até o fechamento desta reportagem, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta.
Até sábado (12), 13 bairros sofriam com a falta de luz: Jardim Noroeste, Centro, Monte Castelo, Tiradentes, Vila Nasser, Vila Margarida, Vila Merli, Parque do Lageado, Universitário, Chácara das Mansões, Jardim Itamaracá, Vila Santa Luzia e Santo Antônio.
Em nota, a concessionária afirma que 800 profissionais estão nas ruas, trabalhando em escala de 24 horas, desde quinta-feira (10), para restabelecer energia elétrica de 100% dos clientes.
Concessionária ampliou equipes em quatro vezes e trouxe funcionários de oito estados brasileiros (Paraíba, Tocantins, Sergipe, Acre, Rondônia, Mato Grosso, São Paulo e Minas Gerais) para restabelecer serviços o mais rápido possível.
Ao todo, foram retiradas 257 árvores e foram trocadas 196 estruturas da rede elétrica.
“A Energisa atua em conjunto com a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e a gestão pública, compartilhando informações operacionais e concentrando esforços, especialmente, nas ocorrências que envolvem risco elétrico e serviços essenciais. Os profissionais da distribuidora também tem apoiado, inclusive no corte de árvores e retirada dos escombros para livrar a rede elétrica. As equipes seguem empenhadas, utilização de maquinário pesado para atender às ocorrências mais complexas e avançar no restabelecimento da energia. As equipes da Energisa seguem mobilizadas até que o fornecimento de energia seja normalizado para o último cliente”, afirmou a concessionária por meio de nota enviada à imprensa.
TEMPORAL
Forte temporal foi registrado no fim da tarde desta quinta-feira (11) em Campo Grande.
De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, foram contabilizados 24,4 milímetros em 28 minutos e 3.095 raios em 36 minutos, além de ventos de 83 km/h.
Já o Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec-MS) registrou chuva de 19,6 milímetros e rajadas de vento de 87 km/h.
De acordo com a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, houve mais de 100 chamados de árvores caídas pela cidade, 26 escolas destelhadas, 3 unidades de Assistência Social danificadas e 1 unidade de saúde com desabamento de teto.
Prefeitura Municipal de Campo Grande decretou situação de emergência de 180 dias, após estragos causados pelo temporal.
A tempestade foi rápida, mas causos muitos prejuízos. Reportagem do Correio do Estado percorreu os principais pontos de estragos e constatou que o vendaval causou:
Queda de árvores em todas as sete regiões de Campo Grande
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Interdição de avenidas/vias obstruídas
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Queda de árvores em cima de carros
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Queda de postes de energia
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Alagamento de ruas
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Cancelamento de aulas na Rede Municipal de Ensino (Reme)
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Queda de energia em dezenas de bairros
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Abertura de buracos e crateras nas ruas
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Semáforos desligados
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Queda do painel do Fort Atacadista na avenida Ernesto Geisel
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Desabamento do teto da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário
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Destelhamento do Armazém Cultural, na avenida Calógeras
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Explosão de parede de vidro em academia no bairro Universitário
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Sujeira e lixo nas ruas: galhos, folhas, latas, garrafas, copos plásticos, entre outros diversos objetos
Não houve vítimas fatais.



