Cidades

NEGACIONISMO?

Enquanto que 320 mil menosprezaram a vacina da gripe, outros 12,4 mil pagaram caro

A partir desta quinta-feira a vacina está disponível para todas as pessoas com mais de seis meses em 70 postos da Capital

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Ao mesmo tempo em que 320 mil pessoas do chamado público-alvo estão literalmente menosprezando a vacina gratuita contra a gripe nos postos de saúde de Campo Grande, pelo menos 12,4 mil haviam colocado a mão no bolso e buscaram a imunização em clínicas particulares até o fim da semana passada, conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) da Capital. 

Ainda de acordo com a Sesau, na Capital residem 367,5 mil pessoas que tinham direito à vacinação gratuita na primeira etapa de atendimentos. São pessoas com mais de 60 anos, crianças de seis meses a seis anos, professores, indígenas, gestantes, trabalhadores da segurança pública e outras. 

Porém, até o fim da última semana, apenas 44,8 mil delas haviam procurado os postos de vacinação, o que significa apenas 12,2% do público que poderia ter buscado o imunizante gratuitamente. 

E por conta desta baixa procura, que não ocorre somente em Campo Grande, é que a partir desta quinta-feira (2) a vacina está sendo oferecida para todos das pessoas acima de seis meses. As doses ficarão disponíveis a partir das 14 horas em cerca de 70 postos de saúde da cidade. 

Em média, o custo da vacina nas clínicas está na casa dos R$ 90,00 a R$ 130,00. A diferença é que, em quase todas elas, a dose é tetravalente, sendo que a vacina oferecida nos postos protege contra apenas três tipos de vírus. 

Entre aqueles que tinham direito à gratuidade, o maior interesse foi dos idosos. Das 134,4 mil pessoas com mais de 60 anos, 35,8 mil foram aos postos desde o dia 21 de março, quando a campanha teve início. Isso significa 26,6% do total. 

Entre as crianças de até seis anos, este percentual foi bem menor, de apenas 11,9%. Das 62,6 mil aptas, epenas 7,4 mil foram levadas aos postos pelos seus pais. 

As próprias autoridades de saúde já sabem que boa parcela da população não se interessa pela vacina. Prova disso é que a cidade recebeu apenas cerca de 225 mil doses, embora o público-alvo supere os 367 mil. Deste montante, em torno de 160 mil vacinas ainda estão disponíveis e nem mesmo as autoridades se arriscam a fazer uma estimativa se haverá interessados em número suficiente para que seja todas aplicadas. 

A ampliação do público-alvo ocorre em meio à disparada de casos de síndrome respiratória em Campo Grande, que passou a ser registrada nas últimas três semanas. Por conta disso, a prefeitura a decretou situação de emergência em saúde na semana passada. 

De acordo com a secretária municipal de Saúde, Rosana Leite de Melo, em quatro meses, foram registrados 1.033 casos graves de síndrome respiratória na Capital, o equivalente a um terço dos 3,1 mil registros em 2023. 

A preocupação da secretaria é referente à influenza A, a qual, entre as síndromes respiratórias, tem mais casos registrados em Campo Grande. Dos cinco óbitos que ocorreram por Influenza,nos quatro primeiros meses do ano, quatro eram pacientes que morreram em decorrência da influenza A.

"Queremos que a população entenda esta gravidade e tome as medidas [necessárias], usar a máscara, lavar as mãos, utilizar álcool em gel e tomar a vacina. Nós temos vacina disponível especificamente contra a influenza A, que está causando os óbitos, mas, infelizmente, só vacinamos 17% do público-alvo. Oriento as mães que evitem sair muito com os bebês porque esse vírus pode evoluir para uma pneumonia em alguns casos", disse a secretária.

O aumento do número de casos de síndrome respiratória vem sobrecarregando o sistema de saúde da Capital, já que o período de internação, que normalmente é de cinco dias, está se estendendo para uma média de 15 dias atualmente.

"Continuamos com um grande número de atendimentos nas UPAs [Unidades de Pronto Atendimento], chegamos a registrar mais de 5 mil atendimentos. A nossa média é de 4 mil atendimentos por dia", segundo Rosana Leite.

Em para tentar reduzir o tempo de espera por atendimento e internação, a Sesau prometeu abrir  mais 10 leitos hospitalares, que serão oferecido no setor de emergência da Santa Casa. Além disso,  pelo menos, mais um médico em cada uma das UBSs para o atendimento dos pacientes também foi anunciado.
 

SHOW INTERNACIONAL

Com 232 queixas, Procon começa conciliações com organização de show do Guns'N Roses

Órgão já realizou 14 audiências nesta terça-feira e contabiliza reclamações de consumidores que enfrentaram congestionamentos e perderam a apresentação da banda em abril

13/05/2026 12h15

Fãs enfrentaram horas de congestionamento no acesso ao Autódromo Internacional Orlando Moura e parte do público não conseguiu assistir ao show

Fãs enfrentaram horas de congestionamento no acesso ao Autódromo Internacional Orlando Moura e parte do público não conseguiu assistir ao show Foto: Reprodução / Instagram Por cima de CG

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O Procon de Mato Grosso do Sul começou nesta terça-feira (13) as audiências de conciliação entre consumidores e a empresa responsável pelo show da banda Guns'N Roses, realizado no dia 10 de abril, em Campo Grande. Até o momento, o órgão contabiliza 232 reclamações relacionadas ao evento, marcado por congestionamentos, atrasos e milhares de fãs que não conseguiram chegar ao Autódromo Internacional Orlando Moura a tempo da apresentação.

Segundo o Procon-MS, vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead), foram reservadas pautas específicas para atender exclusivamente os consumidores afetados pelo evento. Somente nesta terça-feira, 14 audiências foram realizadas ao longo do dia e outras 19 estavam previstas até o fim do expediente.

Os consumidores já intimados receberam data e horário para comparecimento às audiências, onde a possibilidade de acordo depende da manifestação da empresa promotora do show. Quando não há conciliação, o consumidor recebe a defesa apresentada para que possa buscar outras medidas e exercer seus direitos.

De acordo com o órgão, após o Procedimento de Investigação Preliminar (PIP) instaurado a partir das reclamações, a empresa aderiu à Carta de Informação Preliminar (CIP) eletrônica, mecanismo que permitirá que futuras reclamações sejam encaminhadas diretamente por e-mail à organizadora, que terá prazo de até 10 dias para responder os consumidores. 

"O número de audiências está sujeito ao comparecimento das partes no dia e hora previamente agendados", informou o Procon em nota.

O órgão também ressaltou que sua atuação ocorre na esfera administrativa e busca promover acordo entre consumidores e fornecedor. Caso não haja entendimento, poderá haver análise do mérito das reclamações e eventual aplicação de sanções.

Para registrar reclamação, o consumidor pode procurar o Procon presencialmente ou utilizar os canais digitais do órgão. É necessário apresentar documentos que comprovem a compra do ingresso, além de fotos, registros e outros elementos que demonstrem os transtornos enfrentados.

Caos no show

Apesar de histórico, sendo a primeira apresentação da banda em Mato Grosso do Sul, o show ficou marcado pelo caos no acesso ao autódromo, localizado às margens da BR-262.

Com público estimado em cerca de 40 mil pessoas, o evento provocou congestionamento de aproximadamente 13 quilômetros na Avenida João Arinos, principal via de acesso ao local. Muitos fãs relataram ter ficado presos no trânsito por mais de cinco horas.

Nas redes sociais, consumidores compartilharam vídeos e relatos mostrando pessoas abandonando veículos no meio do caminho para seguir a pé até o autódromo, enquanto outras recorreram a motociclistas por aplicativo para tentar chegar antes do início da apresentação. Ainda assim, milhares não conseguiram entrar a tempo e perderam o show.

A situação desencadeou uma troca de acusações entre a organização do evento e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Segundo a PRF, problemas como atraso na abertura dos portões, ausência de sinalização adequada, utilização de controle de acesso por QR Code e mudanças no planejamento dos estacionamentos contribuíram para o congestionamento.

A corporação afirmou que havia previsão de múltiplos acessos simultâneos aos estacionamentos, mas que, na prática, os veículos entravam de forma individualizada, o que teria comprometido a fluidez do trânsito.

Já a organização do show alegou que a responsabilidade pela operação viária era dos órgãos públicos, sustentando que empresas privadas não possuem competência legal para intervenção em rodovias federais e no sistema viário urbano.

Em nota divulgada após o evento, a produção afirmou que todas as etapas sob sua responsabilidade seguiram o planejamento aprovado pelas autoridades competentes.

O episódio também reacendeu discussões sobre a capacidade de Campo Grande para receber eventos de grande porte.

Especialistas em urbanismo e mobilidade urbana ouvidos anteriormente pelo Correio do Estado apontaram falhas no planejamento logístico e defenderam estratégias alternativas para evitar concentração excessiva de veículos no acesso ao autódromo.

Entre as sugestões levantadas estavam a criação de bolsões de estacionamento em regiões afastadas, com transporte coletivo exclusivo até o local do evento, além da utilização de espaços com infraestrutura mais adequada para grandes públicos, como o Estádio Morenão, atualmente sem condições de receber shows devido às obras inacabadas.

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Mais Oportunidades

Governo de MS assina mais um contrato para cursos profissionalizantes

Com a nova parceria, o custo com os cursos ultrapassam os R$ 100 milhões

13/05/2026 12h10

Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Na manhã desta quarta-feira (13), foi publicado no Diário Oficial a confirmação da assinatura de mais um contrato para cursos profissionalizantes, para a Rede Estadual de Ensino. 

O novo contrato foi firmado com a empresa UNIGRAN EDUCACIONAL, num valor de R$ 15,3 milhões e somando aos outros três, o total investido é de cerca de R$ 103 milhões. 

O contrato segue os moldes dos já assinados anteriormente e de acordo com a assessoria da Secretaria Estadual de Educação (SED), ainda serão assinados mais quatro contratos, totalizando oito empresas, que serão responsáveis pelos cursos profissionalizantes. 

A duração inicial do contrato com a UNIGRAN EDUCACIONAL também é de 36 meses (3 anos) podendo ser prorrogado por mais 10 anos. 

As empresas contratadas fazem parte do Provert (Programa de Verticalização da Educação Profissional) e buscam abranger mais de 12 mil estudantes. 

RELEMBRE O PROJETO 

A contratação de empresas para disponibilizar cursos profissionalizantes em escolas da Rede Estadual de Ensino, faz parte de uma iniciativa do Provert (Programa de Verticalização da Educação Profissional) com o objetivo de estruturar a formação profissional e tecnológica. 

Ao todo o projeto está previsto para atender cerca de 12 mil estudantes de 1º ano do Ensino Médio pelo Provert, matriculados em 177 unidades escolares localizadas em 64 municípios.
 

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