A ligação de Mato Grosso do Sul com o caso da suposta cidade de “Ratanabá”, popularizada nas redes sociais, passa por uma associação com endereço em Rio Negro, cidade de MS localizada a erca de 150 km de Campo Grande. A entidade é alvo de ação do Ministério Público Federal (MPF) por pesquisas em terra indígena no Mato Grosso e foi intimada pela Justiça Federal de MS a cumprir uma decisão que restringe as atividades.
A investigação começou após denúncias de indígenas Munduruku sobre sobrevoos e entradas na região da Terra Indígena Kayabi. Segundo o MPF, as atividades estavam relacionadas a pesquisas promovidas pela Associação Civil Idakila, ligada ao grupo Dákila Pesquisas e às teorias sobre a existência da antiga cidade chamada “Ratanabá”.
Ordem para interromper atividades
A Justiça determinou que a associação interrompa sobrevoos, pousos e incursões terrestres ou aquáticas na área indígena sem as autorizações necessárias.
A decisão também alcança atividades de pesquisa e monitoramento na região, além da possível exploração de imagens e dados obtidos durante as incursões investigadas.
A Associação Civil Idakila sustenta que realizava pesquisas sobre a possível existência de uma cidade milenar e afirma que os estudos foram suspensos após a representação dos indígenas. A entidade também nega interesse em exploração mineral na região.
A ação principal segue na Justiça Federal de Sinop, no Mato Grosso. Já o processo que chegou a Mato Grosso do Sul trata do cumprimento da decisão e da intimação da associação localizada em Rio Negro.
“Ratanabá”
“Ratanabá” é o nome dado a uma suposta cidade milenar que, segundo teorias divulgadas pelo grupo Dákila Pesquisas, estaria escondida na região amazônica. A existência do local ganhou repercussão nas redes sociais, mas não possui comprovação científica. No processo, a busca por vestígios dessa possível cidade aparece no centro das investigações sobre as atividades realizadas em áreas indígenas.


