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Depois da PF, agora o MPMS investiga instituto que aplicou no Master

Prefeito nomeou sobrinho para tesoureiro do Instituto de Previdência de Angélica, que em 2024 aplicou R$ 2 milhões no Master. Em maio o instituto foi alvo da PF

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Depois de ser alvo de uma operação da Polícia Federal no dia 27 de maio por conta da aplicação de R$ 2 milhões do Instituto de Previdência dos Servidores Municipais (IPA) no banco Master, agora a prefeitura de Angélica virou alvo de um inquérito civil aberto pelo Ministério Público por conta de supostos nepotismo neste mesmo instituto de previdência. 

Publicação do diário oficial do MP desta segunda-feira (22) e que já está disponível para consulta neste sábado (20) revela que uma "notícia de fato" foi tranformada em inquérito por conta da nomeação do fisioterapeuta Gilvan Pegorari Carvalho para presidir o Instituto, e de Paulo Cassuci, sobrinho do prefeito Edinho Cassuci, para o cargo contador e tesoureiro da instituição. 

A investigação começou depois de uma denúncia anônima apontando suposta existência de nepotismo na prefeitura por conta da nomeação de Gilvan Pegorari e de sua esposa, Isis Muzi Balduíno, que foram nomeados pelo prefeito para secretarias diferentes.

O prefeito se defendeu dizendo que os cargos do casal não tinham grau de influência um sobre o outro no serviço público e foram nomeados pelo prefeito, que por sua vez não tem grau de parentesco sobre eles. 

Mas, durante a apuração do MP veio a público a informação de que a partir de janeiro de 2016 Gilvan comandaria e instituto de previdência e que um sobrinho do prefeito também ocuparia cargo de comando no Instituto. E por conta desta nova informação a investigação prosseguiu e agora foi transformada em inquérito civil. 

Em 2024, quando Edinho já era prefeito, o IPA aplicou R$ 2 milhões em letras financeiras do Master. Em novembro do ano passado, quando o Banco Central decretou a falência do banco de Daniel Vorcaro, este valor estava em R$ 2,293 milhões. 

E por conta daquela aplicação, no último dia 27 de maio da Polícia Federal cumpriu sete mandados de busca e apreensão em Angélica por conta de indícios de irregularidades na aplicação. 

A PF também apura se responsáveis por estes institutos municipais de previdência teriam recebido propina de corretoras para aplicar o dinheiro da previdência de seus servidores no Master. Quando da aplicação, Gilvan Pegorari ainda não atuava no IPA.

Em sua defesa, o prefeito Edinho Cassuci (PSDB) alegou que o IPA é uma autarquia independente e que o dinheiro fora resgatado do Master antes da intervenção do Banco Central, embora norlamente o resgate de letras financeiras possa ser feito somente após dois anos.

Os outros institutos de previdência  de Mato Grosso do Sul tinham direito ao resgate somente cinco anos depois da aplicação.  Além disso, nos documentos divulgados pelo Banco Central o instituto de Angélica ainda aparecia, no final de julho de 2025, como credor de quase R$ 2,3 mihões, o que equivalia a quase 5% de todas as economias do IPA. 

Na operação do dia 27 de maio a Polícia Federal também fez uma série de buscas e apreensões em Fátima do Sul. Neste município, o IPREFSUL tinha R$ 8,093 milhões aplicados no Master no final de setembro do ano passado. Isso equivale a 15% de tudo aquilo que o institudo dos servidores tinha aplicado no sistema financeiro para bancar o pagamento das aposentadorias. 

Somando as aplicações de todos os municpípios do Estado, o valor aplicado no Master superava os R$ 18 milhões em novembro do ano passado. Além de Angélica e Fátima do Sul, os aposentados de Campo Grande, São Gabriel do Oeste e Jateí também fizeram aplicações milionárias e agora dificilmente conseguirão recuperar estes valores. 

Servidores de Jateí, cidade vizinha a Fátima do Sul, apostaram alto nos juros atrativos prometidos pelo banco Master e seus representantes, a consultoria financeira Crédito e Mercado. Eles aplicaram 6,7% de todas as suas economias no Master e no final de setembro estavam com saldo de R$ 2,837 milhões. 

Em São Babriel do Oeste, o saldo era de R$ 3,430 milhões (4,14% das economias do instituto). O Instituto de Campo Grande, que aplicou R$ 1,2 milhão, estava com  saldo de R$ 1,413 milhão no final de setembro. Os institutos de Campo Grande e São Gabriel conseguiram decisões judiciais para bloquear valor equivalente ao crédito, mas o dinheiro segue indisponível.

E, de acordo com um consultor financeiro ouvido pelo Correio do Estado, todos eles haviam aplicado em Letras Financeiras. Estas aplicações estão praticamente no final da fila e nem mesmo os R$ 250 mil cobertos pelo fundo garantidor serão devolvidos, explicou o economista ouvido pela reportagem em novembro do ano passado.

OUTROS TOMBOS

Convencidos pela mesma consultoria financeira (Crédito e Mercado), servidores de pelo menos outros quatro municípios já levaram prejuízos milionários ao aplicarem parte de suas poupanças em fundos como Infinity e Texas. 

O instituto de Tacuru, por exemplo, havia investido em torno de R$ 2 milhões no Fundo Texas I e agora o saldo é da ordem de 10% daquele montante. Quando da aplicação, cada cota valia em torno de R$ 7 mil. Agora, não vale mais de R$ 920,00, conforme o economista ouvido pela reportagem. 

Nos municípios de Itaquiraí, Mundo Novo e Dois Irmãos do Buriti , parte das poupanças que deveriam bancar as aposentadorias dos servidores também acabaram virando pó, mas desta vez por conta de investimentos feitos no fundo Infinity. 

Em Itaquiraí, o saldo no final de abril de 2023 era de R$ 1,191 milhão. No mês seguinte, depois de vir a público  a informação de que o fundo não tinha lastro, o valor encolheu para apenas R$ 65 mil. 

Em Mundo Novo, o prejuízo foi bem maior. Os servidores estavam com saldo de R$ 6,532 milhões até abril de 2023 na aplicação. Porém, sobraram somente R$ 575 mil. No município de Itaquiraí a situação era parecida. Dos 6,443 milhões, sobraram pouco mais de R$ 570 mil. 

E se não bastasse o calote que Angélica levou do Master, o instituo dos servidores já havia levado prejuízo em 2023, com o Infinity. O instituto havia aplicado R$ 633 mil. Deste total, sobraram apenas R$ 49 mil.

 

CAMPO GRANDE

Assassino de agente penitenciário é morto pelo Choque em Campo Grande

Homem também era apontado como receptador e investigado por crimes graves; execução de agente penitenciário aconteceu em 2015 em frente a Casa do Albergado

20/06/2026 11h30

Ocorrência foi registrada na noite desta sexta-feira (19), no São Conrado, em Campo Grande

Ocorrência foi registrada na noite desta sexta-feira (19), no São Conrado, em Campo Grande Divulgação

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Um homem de 45 anos morreu após ser baleado por policiais do Batalhão de Choque (BPChoque) durante uma abordagem na noite desta sexta-feira (19), na Vila São Conrado, em Campo Grande. Identificado como Marcelo da Silva Gonçalves, conhecido como “Buguinho”, ele era procurado por equipes que realizavam patrulhamento em busca de uma motocicleta vermelha utilizada no roubo de um iPhone.

Conforme o boletim de ocorrência, os policiais avistaram um veículo com as mesmas características trafegando na contramão e iniciaram a abordagem. Ao perceber a aproximação da viatura, Marcelo parou a motocicleta e desembarcou.

Ainda segundo o registro policial, ele desobedeceu às ordens da equipe e, em determinado momento, tentou sacar uma arma que carregava na cintura. Diante da situação, o comandante da guarnição efetuou cerca de quatro disparos contra o suspeito.

Marcelo foi desarmado e socorrido pelos próprios policiais ao Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, mas não resistiu aos ferimentos. A perícia apreendeu um revólver calibre .38 com numeração suprimida e cinco munições intactas. Também foi constatado que a motocicleta utilizada por ele era produto de furto registrado no dia anterior.

Segundo informações da polícia, Marcelo possuía extensa ficha criminal, com registros por homicídio, tentativa de homicídio, associação criminosa, tráfico de drogas, receptação, porte irregular de arma de fogo, furtos e evasão de custódia, entre outros delitos.

Além disso, ele estava entre os investigados pela execução do agente penitenciário Carlos Augusto Queiroz de Mendonça, assassinado em fevereiro de 2015 em frente à antiga Casa do Albergado, em Campo Grande. À época, as investigações apontaram Marcelo como mentor da ação, motivada por desavenças com agentes penitenciários.

Letalidade policial volta ao nível de 2023

Esta foi, conforme acompanhamento da imprensa, a 61ª morte do ano em decorrência de intervenção policial em Mato Grosso do Sul. Com mais este caso, a letalidade policial volta a registrar em 2026 praticamente o mesmo ritmo observado em 2023, ano que fechou com recorde histórico de 131 mortes decorrentes de ações das forças de segurança no Estado.

Com mais este caso, a letalidade policial, que vinha apresentando redução nos dois últimos anos, voltou a operar em um ritmo semelhante ao registrado em 2023, quando o Estado alcançou o maior número de mortes por "intervenção legal de agente do Estado" desde o início da série histórica disponível. 

Naquele ano, primeiro da gestão do governador Eduardo Riedel e do então comandante-geral da Polícia Militar, coronel Renato dos Anjos Garnes, foram contabilizados 131 óbitos. O número representou uma morte a cada 66,8 horas. 

Agora, depois dos 171 dias de 2026, as 61 mortes registradas equivalem a um intervalo médio de aproximadamente 67 horas entre cada ocorrência, praticamente o mesmo índice observado no ano recorde. 

Em 2024, quando os dados oficiais apontaram 86 mortes, o intervalo médio entre os casos foi de 101,8 horas. Já em 2025, houve nova queda, para 73 registros, o equivalente a uma morte a cada 120 horas, ou cinco dias. 

Mesmo assim, as 73 mortes registradas em 2025 permaneceram acima dos números observados em qualquer ano anterior a 2023. O recorde anterior pertencia a 2019, quando a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) contabilizou 70 mortes decorrentes de intervenção policial. 

Os dados oficiais da Sejusp apontam 54 mortes neste ano. Já o levantamento realizado por veículos de imprensa, com base nos registros divulgados pelas forças de segurança, contabiliza 61 casos até este sábado (20).

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CLIMA

Pantanal registra até 49 milímetros e adia período de estiagem

Chuvas em quase todo o Estado marcou queda nas temperaturas e precede frio de 9ºC marcado para a próxima quinta-feira

20/06/2026 10h30

Arquivo Correio do Estado

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Durante a noite de sexta-feira (19), a região pantaneira de Mato Grosso do Sul chegou a registrar 49,4 milímetros de chuva. Com o volume de água, o período de estiagem no Pantanal sul-mato-grossense deve adiar em pelo menos um mês.

Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as cidades que abrangem a região pantaneira tiveram queda de 25ºC para 14ºC da tarde de sexta-feira para a manhã deste sábado (20).

Em Corumbá, Capital do Pantanal, foi registrado apenas 0,6 milímetros durante a manhã de ontem. Porém, na região norte pantaneira foram registrados 49,4 milímetros nas proximidades da Fazenda Campo Zélia, e 17,8 milímetros na Fazenda Eldorado da Formosa região próxima a fronteira com Mato Grosso.

Em outras regiões do Estado a chuva também deu as caras e registraram queda nas temperaturas que está prometida a mais de um mês.

Em Corguinho, município a cerca de 100 quilômetros de Campo Grande e banhado pelo Rio Aquidauana, que forma as margens da região pantaneira, também registrou chuva durante toda a tarde de sexta-feira e se estendeu até a madrugada de hoje, com 29 milímetros de chuva.

Na região Centro-Sul, a cidade de Naviraí marcou 21,8 milímetros. Em Dourados a chuva também apareceu com 19,2 milímetros, além de Bonito e Ponta Porã com 17 e 13 milímetros de chuva, respectivamente.

Mais ao extremo sul do Estado, o município de Sete Quedas localizado na ponta de Mato Grosso do Sul registrou 10,4 milímetros e 12,2ºC.

No Bolsão, Três Lagoas registrou o maior volume com 5,8 milímetros, seguido de Chapadão do Sul com 3 milímetros e Costa Rica sem registros de chuva.

Em Campo Grande, a chuva apareceu ainda durante a tarde e dura até a manhã deste sábado, até o momento são cerca de 21,8 milímetros e quedas nas temperaturas de 24ºC registrado ontem para 14ºC.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrão, na região do Jardim Panamá foram 8,6 milímetros de chuva, além do mesmo volume na região do Jóquei Club. Nas proximidades do bairro Tirandentes foram 7,6 milímetros e o mesmo volume na região da Embrapa.

Segundo o especialista as chuvas continuaram fracas e leves durante o dia, com o céu nublado e frio mais intenso durante a noite.

O Climatempo reforça a queda na temperatura e durante a madruga de domingo pode chegar a 11º. A previsão é que o dia mais frio seja na próxima quarta e quinta-feira, com temperatura minímas durante a manhã de 10ºC e 9ºC, respectivamente.

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