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Exemplo

Escola do Jardim Aeroporto começa a implantar coleta seletiva

Escola do Jardim Aeroporto começa a implantar coleta seletiva

BRUNA LUCIANER

01/11/2010 - 07h00
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Tudo começou em fevereiro deste ano, quando Élvis Rangel da Silva, ex-funcionário da Fundação Nacional da Saúde (Funasa), assistiu a uma palestra da Prefeitura de Campo Grande apresentando o Programa Municipal de Coleta Seletiva. O técnico em eletricidade, presidente da Associação de Pais e Mestres (APM) de um dos Centros de Educação Infantil (Ceinfs) do bairro Jardim Aeroporto, viu naquela ideia a oportunidade perfeita de atuar em defesa do meio ambiente e, de quebra, gerar renda extra para o Ceinf e para a escola municipal Carlos Vilhalva Cristaldo, onde a esposa, Viviane Penha Cavalheiro, preside a APM.
No Programa Municipal de Coleta Seletiva, consta a previsão de implantação de Locais de Entrega Voluntária (LEVs) nos bairros, especificamente em supermercados, postos de combustíveis, órgãos e entidades públicas do município. A ideia de Élvis é transformar a escola e o Ceinf, ambos localizados no Bairro Jardim Aeroporto, em LEVs. “Pretendemos manter um ‘caixinha’ para alguns gastos extras. O primeiro objetivo é a aquisição de um computador para a sala dos professores da escola”, explica.
Enquanto Élvis elabora um projeto, com o auxílio de uma engenheira ambiental, para regularizar a situação ambiental do LEV, ele começa a incutir o conceito de coleta seletiva e reciclagem junto aos alunos. Com o auxílio da Direção da escola, Élvis organizou uma gincana com os alunos do 6º ao 9º ano para coletar latinhas de alumínio, garrafas PET e embalagens Tetra Pak. “Limitamos o tipo de material a ser recebido porque ainda não possuímos estrutura para estocar”. Mesmo assim, a gincana, que durou 10 dias úteis, conseguiu arrecadar mais de 150 quilos de material reciclável, que rendeu R$ 150 à APM da escola.
A gincana serviu para comprovar a eficiência de trabalhos de conscientização ambiental junto às crianças e surtiu um efeito extremamente satisfatório. Segundo Élvis, alunos de turmas até o 5º ano, que não participaram da gincana, traziam material pelo simples fato de ajudar na coleta. 
Como “prêmio”, foram sorteados 40 alunos das 10 salas que participaram da gincana para conhecer as futuras instalações do aterro municipal e o Ecoponto do Jardim Bálsamo, que comprou os materiais arrecadados. “A visita faz parte do trabalho de conscientização junto às crianças; é interessante que elas conheçam todo o processo”, explica Élvis.
Para difundir o conceito pelo bairro, Élvis contará com o auxílio de agentes comunitários de saúde, que levarão a ideia da separação dos materiais nas casas por onde passarem.
 
Como vai funcionar
A Direção da escola já estabeleceu um local para estocar o material arrecadado. Ali, segundo Élvis, será colocado um alambrado coberto, para isolar o estoque dos locais de convivência dos alunos. A previsão é de que o LEV esteja implantado na escola no dia 15 de novembro e que já esteja funcionando, a pleno vapor, em fevereiro do ano que vem.

Investigação

MPF instaura inquérito para apurar impactos da mineração em Porto Esperança

A procuradora deu prazo de 15 dias para a mineradora se manifestar

25/08/2026 13h30

rodolfo césar

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A procuradora da República Damaris Rossi Baggio de Alencar instaurou inquérito civil, no último dia 18 de agosto, para apurar as denúncias de contaminação ambiental da atividade de mineração no distrito de Porto Esperança, no Pantanal de Corumbá, acatando pedido formulado pelo advogado da comunidade Matheus da Silva Viana.

O transporte ininterrupto de minério por mais de 300 carretas, das jazidas do Maciço do Urucum para o Porto Gregório Curvo, situado ao lado da comunidade ribeirinha do distrito, tem sido alvo de ações judiciais por mais de 50% das famílias que residem no local. O terminal é operado pela LHG Mining, que usa a BR-262 e uma estrada de acesso para movimentar a produção.

Em sua decisão, a procuradora cita que a gravidade dos impactos ambientais e sociais gerados pela atividade “é corroborada por denúncias públicas de descumprimento de medidas mitigadoras básicas por parte das mineradoras”. Ela determinou a realização de perícias ambientais e de saúde e vistorias técnicas na calha do Rio Paraguai e na comunidade.

Também pediu investigação dos danos socioambientais, urbanísticos e à saúde coletiva, apurar a potencial de contaminação do Rio Paraguai e da rede de abastecimento de água local e verificar a responsabilidade civil por danos morais e materiais coletivos, além de medidas necessárias para controle de emissões poluentes e reparação integral da saúde e do meio ambiente.

Damaris Alencar mencionou outros procedimentos em curso na esfera judicial, como a investigação que apura possíveis irregularidades no licenciamento ambiental nas atividades de lacra e escoamento da LHG, reforçado a gravidade das denúncias e a exposição dos ribeirinhos aos níveis intoleráveis de ruídos e poluição por poeira mineral que se espalha por uma região frágil.

A procuradora deu prazo de 15 dias para a mineradora LHG se manifesta aos fatos denunciados e solicitou relatórios epidemiológicos e estatísticas de atendimentos por agravos respiratórios e dermatológicos, a partir de dezembro de 2025, à secretaria de saúde de Corumbá.


Fiscalização inoperante


Em sua denúncia e pedido de abertura de inquérito civil ao MPF, o advogado Matheus Viana expõe com fortes argumentos e provas em imagens de depoimentos a vulnerabilidade extrema da centenária comunidade de Porto Esperança e a grave ameaça aos seus direitos fundamentais e iminente ao patrimônio ambiental. 
Relata a “agressão insuportável” aos ribeirinhos pela degradação ambiental e social, que residem a poucos metros da estrada de terra que tirou a região do implacável isolamento, citando que o povoado “é um ecossistema social e cultural cuja existência está fortemente ligada ao Pantanal e ao Rio Paraguai, de onde tiram seu sustento por meio da pesca artesanal”. 

“Essa rica herança – argumenta -, que deveria ser protegida, encontra-se hoje sob ataque severo e contínuo, perpetrado pela intensificação irresponsável das atividades mineradoras na região, como notórios impactos sobre bens da União”.

Cita relatos da comunidade sobre aumento alarmante de asma, bronquite, rinite alérgica, sinusite, irritações oculares, sangramentos nasais, dermatites, além de estresse crônico e insônia, afetando crianças e idosos, devido a espessa e toxica camada de poeira de minério que cobre s comunidade.

“Um ambiente insalubre, inóspito e desprovido de qualquer salubridade ou tranquilidade”, prossegue, citando os impactos na vegetação e o carreamento do pó mineral para os cursos de água, que desaguam no rio Paraguai.

O advogado também questiona as licenças pontuais (“que driblam uma avaliação estratégica conjunta de impactos no bioma”) e a ausência e fragilidade da fiscalização, de responsabilidade do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de MS).

No Brasil

TikTok é multado em R$ 153,7 mi por falhas em dados de adolescentes

Plataforma terá de excluir perfis que não indicarem representantes

25/08/2026 13h15

Foto: Rodrigo Pozzebom/ Agência Brasil

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A Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) aplicou multas que somam R$ 153,7 milhões à ByteDance Brasil Tecnologia, responsável pela plataforma TikTok no país, por infrações ligadas a perfis de crianças e adolescentes. A sanção está publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (25). 

Além da multa, a autoridade determinou a eliminação dos dados pessoais de adolescentes entre 13 e 18 anos cadastrados na plataforma cuja indicação de representante legal não ocorra em até 60 dias úteis. 

A empresa foi penalizada por irregularidades relacionadas ao tratamento de dados pessoais de adolescentes e por descumprimento de princípios previstos na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). As multas foram aplicadas por infrações ao Artigo 7º da lei, que trata das hipóteses legais para o tratamento de dados pessoais, e aos princípios da segurança e da responsabilização e prestação de contas, previstos no Artigo 6º da norma.

A maior parte da penalidade corresponde a duas multas de R$ 63,1 milhões cada. Uma terceira multa, de R$ 27,4 milhões, completa o valor total de R$ 153,8 milhões.

De acordo com a ANPD, a empresa poderá obter redução de 25% no valor da multa caso renuncie ao direito de recorrer da decisão em primeira instância e pague o valor dentro do prazo previsto. Nessa hipótese, o montante a ser recolhido cairia para R$ 115,3 milhões.

Relatório técnico

Após o término desse prazo, a ByteDance Brasil terá cinco dias úteis para apresentar à ANPD relatório técnico comprovando o cumprimento da determinação. O documento deverá conter registros de auditoria dos sistemas e declaração formal assinada pelo encarregado pelo tratamento de dados pessoais da empresa.

A autoridade informou ainda que poderá exigir auditoria externa independente caso considere insuficientes as comprovações apresentadas para atestar a exclusão definitiva dos dados.

Multa diária e recurso

O despacho estabelece também multa diária de R$ 137 mil em caso de descumprimento das obrigações relacionadas à exclusão dos dados, à apresentação do relatório técnico ou à comunicação aos terceiros que receberam informações dos adolescentes afetados.

A ByteDance Brasil foi intimada a cumprir as sanções e terá prazo de 10 dias úteis para apresentar recurso administrativo. Caso opte por não recorrer, poderá manifestar interesse na redução da multa dentro do mesmo período.

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