Cidades

INCENTIVO FISCAL?

Escritório de advogados quer ganhar terreno em bairro nobre da prefeitura de Campo Grande

Prodes: área no Bairro Miguel Couto, perto do Parque das Nações Indígenas, está avaliada em R$ 10 milhões

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A empresa NW Soluções e Recuperação de Crédito Ltda., que pertence ao advogado Nelson Willians Fratoni Rodrigues e à advogada Giovanna Paliarin Castellucci, pleiteia na Prefeitura de Campo Grande um terreno de 6,5 mil m² no Bairro Miguel Couto, próximo ao Parque das Nações Indígenas, para a instalação de uma de suas unidades.  

A empresa, com sede em São Paulo (SP) e de capital social de R$ 300 mil, quer que a prefeitura da Capital doe um terreno, avaliado em R$ 10 milhões, em uma das regiões mais nobres de Campo Grande.  

 

A doação seria feita por meio do Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social de Campo Grande (Prodes). 

Normalmente, as empresas que se enquadram no Prodes recebem, além da doação da área, incentivos fiscais como descontos ou até mesmo isenções de tributos municipais, como o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS).  

A reportagem teve acesso aos ofícios enviados pela Secretaria Municipal de Inovação, Desenvolvimento Econômico e Agronegócio (Sidagro), em 16 de setembro, a vários órgãos da adminsitração municipal, como a Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Amhasf), a Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais, a Secretaria de Meio Ambiente e Gestão Urbana e a Agência Municipal de Planejamento Urbano (Planurb).  

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O pedido ainda tramita na Sidagro. O titular da Pasta, Rodrigo Terra, foi procurado pelo Correio do Estado, mas não respondeu aos questionamentos até o fechamento da edição.  

Alguns advogados e autoridades consultados pela reportagem, que pediram para não terem seus nomes revelados por temor de represálias, ficaram perplexos com o pedido, sobretudo, por se tratar de solicitação para a doação de terreno em uma das áreas com o metro quadrado mais valorizado de Campo Grande.  

O Correio do Estado procurou o advogado Nelson Willians e perguntou quantos empregos pretendia gerar nesse empreendimento em Campo Grande. O advogado, cujo escritório tem sede em São Paulo, pediu para que entrássemos em contato com a assessoria de imprensa dele, que não respondeu as perguntas até o encerramento da edição.  

CALL CENTER?

Na Classificação Nacional de Atividades Econômicas da NW Soluções estão atividades como intermediação e agenciamento de serviços e negócios em geral (exceto imobiliários) e atividades de teleatendimento (telemarketing), cobrança e informações cadastrais.

Atualmente, o Nelson Willians Advogados funciona em Campo Grande na Rua Goiás, no Bairro Jardim dos Estados, em um edifício alugado. Não há informações sobre se a intenção da empresa é montar um call center em uma área nobre da cidade ou transferir sua sede para o terreno pleiteado. Nos últimos anos, o Bairro Miguel Couto ficou conhecido por concentrar clínicas e escritórios de advocacia destinados às classes A e B.  

O Nelson Willians é um dos maiores escritórios de advocacia de massa do Brasil, tendo como clientes grandes bancos e empresas (normalmente varejistas) e os representando sobretudo em ações que têm origem em relações de consumo. Tem filiais em todo o Brasil e, em muitas delas, sua mão de obra é composta por centenas de advogados.

Falso Roubo

Polícia descobre falso esquema de roubo de veículos em Campo Grande

Vendedor registrava boletins falsos para acionar a polícia e reaver automóveis negociados sem pagamento integral, aponta Defurv

19/05/2026 17h42

Vendedor de automóveis utilizava registros falsos de roubos, furtos e apropriações indébitas para tentar recuperar veículos negociados informalmente e com pagamentos pendentes.

Vendedor de automóveis utilizava registros falsos de roubos, furtos e apropriações indébitas para tentar recuperar veículos negociados informalmente e com pagamentos pendentes. Divulgação

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), identificou uma série de falsas comunicações de crimes patrimoniais envolvendo veículos automotores em Campo Grande.

Segundo as investigações, um vendedor de automóveis utilizava registros falsos de roubos, furtos e apropriações indébitas para tentar recuperar veículos negociados informalmente e com pagamentos pendentes.

As apurações começaram após o registro de um boletim de ocorrência na madrugada do dia 15 de maio. Na ocasião, o vendedor identificado pelas iniciais D.W.V.Q., de 27 anos, afirmou ter sido vítima de um roubo à mão armada envolvendo uma picape Fiat Strada branca durante uma negociação de venda do veículo.

No entanto, durante as diligências, policiais civis encontraram inconsistências relevantes no relato apresentado pelo comunicante.

Conforme a Defurv, o histórico do investigado e a existência de outras ocorrências semelhantes registradas recentemente em seu nome levantaram suspeitas sobre a veracidade das denúncias.

Ao aprofundar as investigações, os policiais identificaram que, em um curto intervalo de tempo, o suspeito havia registrado pelo menos quatro boletins de ocorrência relacionados a supostos crimes patrimoniais envolvendo veículos automotores.

Segundo a Polícia Civil, as ocorrências não tinham relação com roubos ou furtos efetivamente praticados, mas sim com conflitos decorrentes de negociações informais de compra e venda de veículos.

Confrontado com as informações levantadas pela equipe policial, o investigado admitiu que os registros não correspondiam à realidade e confessou ter utilizado os boletins como forma de inserir restrições criminais nos sistemas policiais para facilitar a localização e apreensão dos veículos.

De acordo com o depoimento prestado, após entregar voluntariamente os automóveis aos compradores e enfrentar dificuldades para receber os valores combinados, ele passou a registrar falsas ocorrências para que os veículos fossem recuperados pelas forças de segurança pública.

No caso da Fiat Strada, o vendedor afirmou que o veículo havia sido negociado por cerca de R$ 45 mil, restando uma dívida aproximada de R$ 15 mil. Após uma discussão relacionada ao pagamento pendente, ele resolveu procurar a polícia e comunicar falsamente o roubo do automóvel.

Outro caso investigado envolve um veículo Hyundai i30. Conforme admitido pelo investigado, ele registrou inicialmente uma falsa ocorrência de furto após uma negociação frustrada envolvendo dívida de aproximadamente R$ 6 mil.

Dias depois, voltou a comunicar falsamente uma apropriação indébita relacionada ao mesmo carro, novamente tentando recuperá-lo por meio da atuação policial.

As investigações também identificaram o registro falso de apropriação indébita envolvendo uma motocicleta Honda CG 160 Fan, após divergências financeiras relacionadas à venda do veículo e saldo pendente de cerca de R$ 3,5 mil.

Além das falsas comunicações, a Polícia Civil informou que o investigado possui histórico de registros relacionados a crimes patrimoniais, negociações envolvendo veículos, apropriação indébita, estelionato, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e antecedentes ligados à violência doméstica.

Diante dos fatos apurados, foram instaurados Termos Circunstanciados de Ocorrência pela suposta prática do crime de falsa comunicação de crime, previsto no artigo 340 do Código Penal, cuja pena pode variar de detenção de um a seis meses ou multa.

Alerta

A Defurv alertou que falsas comunicações de crimes provocam desperdício de recursos públicos e comprometem diretamente o trabalho das forças de segurança pública.

Segundo a especializada, cada ocorrência falsa mobiliza equipes policiais, viaturas, sistemas de inteligência, análises de imagens, diligências externas e procedimentos operacionais que deixam de ser direcionados para investigações de furtos e roubos reais de veículos.

A Polícia Civil também destacou que esse tipo de conduta prejudica os dados estatísticos da criminalidade, aumenta a sobrecarga das unidades policiais e impacta diretamente vítimas reais de organizações criminosas especializadas em furto, receptação e adulteração de veículos.

Por fim, a corporação reforçou que conflitos envolvendo negociações particulares, inadimplência contratual e cobranças financeiras devem ser resolvidos pelas vias cíveis e judiciais adequadas, sem utilização indevida da estrutura policial como mecanismo de cobrança ou recuperação patrimonial privada.

CAMPO GRANDE

Vigilância Sanitária de MS autua clínica em que paciente morreu após hemodiálise

Pacientes passaram mal e um morreu após procedimento na Clínica DaVita

19/05/2026 17h40

Ser humano em hemodiálise - imagem de ilustração

Ser humano em hemodiálise - imagem de ilustração DIVULGAÇÃO

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Vigilância Sanitária, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MS), autuou a Clínica DaVita, localizada na rua 13 de maio, bairro São Francisco, em Campo Grande, por possíveis irregularidades.

Pacientes teriam passado mal e outro morreu, após procedimento de hemodiálise realizado no local, neste ano.

A clínica é particular, mas também recebe pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), via convênio com o Estado.

Conforme apurado pela reportagem, agentes da Vigilância Sanitária compareceram na clínica, flagraram irregularidades e autuaram o local. Em seguida, foi instaurado um processo sanitário para apuração dos fatos.

“A SES (Secretaria de Estado de Saúde) confirma que o serviço foi autuado e que será instaurado processo sanitário para apuração dos fatos, conforme previsto na legislação vigente. A SES reforça que acompanha a situação por meio das áreas técnicas competentes e que todas as medidas administrativas e sanitárias cabíveis serão adotadas”, informou a pasta de Saúde por meio de nota enviada ao Correio do Estado.

Ser humano em hemodiálise - imagem de ilustraçãoNota enviada ao Correio do Estado, na tarde desta terça-feira (19)

O relatório de autuação foi enviado ao Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que deve apurar o fato e solicitar documentos e esclarecimentos à clínica sobre condições sanitárias e protocolos de biossegurança.

O Correio do Estado entrou em contato com a Clínica DaVita por meio de ligação, e-mail e WhatsApp para saber sua versão, mas, até o fechamento desta reportagem, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta.

A Vigilância Sanitária realiza visitas periódicas em clínicas de MS para fiscalizar condições sanitárias e padrões de biossegurança.

O órgão atua como agente essencial na proteção da saúde pública, atuando na prevenção de riscos decorrentes de produtos, serviços e ambientes. Além de fiscalizar e regular, integra esforços entre estados e municípios, promovendo políticas de saúde baseadas em metas e acompanhamento contínuo.

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