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Estado amplia vagas do concurso para professores e mais 202 serão convocados

O aumento foi confirmado hoje por publicação no Diário Oficial; anteriormente eram 722 vagas

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Nesta quarta-feira (17), o Governo do Estado divulgou, via Diário Oficial (DOE), a ampliação do número de vagas do último concurso para o cargo de professor da Rede Estadual de Ensino, realizado em 2022. 

O concurso em questão foi voltado ao cargo de Professor, função Docente, da carreira Profissional da Educação Básica, do Quadro de Pessoal da Secretaria de Estado de Educação.

A publicação amplia para 202 o quantitativo de vagas e, conforme a regra, elas serão preenchidas por candidatos aprovados em todas as fases do certame, observada a ordem de classificação e o prazo de validade do concurso. 

À época de lançamento do edital e realização das provas, foram anunciadas 722 vagas. As provas aconteceram em abril de 2022 e os aprovados seguem sendo convocados desde então. 

Tal concurso abrange todas as áreas de ensino da educação básica, mas, na publicação de hoje, não foi especificado a área para as 202 vagas a mais. 

Espera-se que, nos próximos dias, sejam divulgados os nomes dos convocados, também via Diário Oficial. 

Saiba mais

A oficialização do aumento de vagas ocorreu após anúncio de ontem (16), em que o governador Eduardo Riedel prometeu 216 vagas a mais, número maior do que o publicado hoje. 

Segundo o Governo do Estado, a previsão é de que os novos professores efetivos passem a atuar no início do ano letivo – as aulas estão previstas para começar no dia 21 de fevereiro.

O governador formalizou a nomeação durante reunião com os secretários Hélio Daher (SED) e Ana Nardes (SAD).

A REE tem 349 escolas em todos os 79 municípios de Mato Grosso do Sul e, até dezembro de 2023, tinha 17 mil professores (entre convocados e efetivos), 6 mil funcionários administrativos e 185 mil estudantes.

Ano letivo

O ano letivo de 2024 começa no dia 21 de fevereiro e o término das aulas está marcado para 13 de dezembro de 2024. 

O recesso escolar acontecerá entre os dias 17 e 31 julho, conforme o calendário divulgado pela SED. 

Já o início das atividades para professores e demais funcionários das escolas começa no dia 1° de fevereiro, nas 349 unidades escolares e centros da REE, dos 79 municípios de Mato Grosso do Sul. 

A formação continuada voltada para a preparação das equipes escolares acontece entre 08 a 20 de fevereiro de 2024. 

O término do ano escolar está previsto para o dia 20 de dezembro de 2024.

ACIDENTE

Motociclista morre após perder controle e bater em muro em Campo Grande

Vítima seguia pela via quando perdeu o controle da motocicleta, atingiu o canteiro e, em seguida, o muro de um imóvel

20/08/2026 09h00

O caso foi registrado na Depac-Cepol

O caso foi registrado na Depac-Cepol Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Um motociclista identificado como Matheus morreu em um acidente de trânsito após perder o controle da moto e bater contra o muro de um imóvel, no cruzamento da Rua Carangola com a Avenida Conde de Boavista, em Campo Grande.

Conforme informações registradas pela Polícia Civil, a vítima conduzia uma Honda Bros preta pela Rua Rua Carangola, no sentido Norte/Sul, quando, ao chegar ao cruzamento com a Avenida Conde de Boavista, perdeu o controle da motocicleta.

Na sequência, a moto atingiu a guia do meio-fio do canteiro central e, posteriormente, o muro de um imóvel. Matheus não resistiu aos ferimentos e morreu no local. 

Uma equipe da Polícia Militar foi acionada para atender a ocorrência e permaneceu no local até a chegada da Polícia Civil. A Perícia Técnica também realizou os levantamentos necessários para auxiliar na apuração das circunstâncias do acidente.

De acordo com o boletim de ocorrência, a dinâmica inicial foi estabelecida a partir das informações e dos vestígios encontrados no local. Após a conclusão dos trabalhos periciais, o caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (Depac-Cepol).

As circunstâncias do acidente deverão ser apuradas pela Polícia Civil.

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Mais da metade dos moradores de rua é usuária de drogas

Ao todo, 1.476 pessoas foram identificadas em situação de rua em Campo Grande durante a pesquisa, das quais 64,6% disseram já ter saído e retornado depois

20/08/2026 08h00

Foto: Paulo Ribas

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Levantamento feito pelo Grupo de Trabalho Intersetorial da População em Situação de Rua (GT-PSR), que reúne diversas instituições, identificou que 1.476 pessoas estão em situação de rua em Campo Grande. Dessas, 62,3% apontam o uso de substâncias psicoativas como o fator determinante.

A pesquisa foi realizada no dia 30 de setembro do ano passado, mas os dados foram apresentados ontem pelos órgãos responsáveis: Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul, Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead), Secretaria-Executiva de Gestão Estratégica e Municipalismo (Segem), Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano (Planurb), Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS), Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Associação Águia Morena de Redução de Danos.

Dependência química é o principal fator que faz com que pessoas continuem nas ruas da Capital - Foto: Paulo Ribas 

De acordo com os dados levantados, das 1.476 pessoas identificadas, 842 (57%) estavam em via pública, as outras 634 (43%) se encontravam em acolhimento.

A pesquisa mostra que o perfil geral dos acolhidos é de homens pardos, com idade média de 39,6 anos. E a maior parte dessas pessoas está concentrada entre a região Central da Capital – 566 (40%) – e a região Anhanduizinho – 363 (25,6%).

Feita pela primeira vez, a pesquisa mostrou que, entre os motivos que levaram essas pessoas a estarem nesta situação, o uso de drogas foi o fator mais mencionado em associação ao ingresso da vida na rua (62,3%) e 59,1% dizem que os entorpecentes os fazem permanecer nesta situação. 

“Conflito/ruptura familiar” (35,4%) e “perda de trabalho/renda” (19,8%) também foram citados como motivadores da vida nas ruas.

Outro dado mostra que, para a maioria das pessoas em situação de rua (64,6%), este é um cenário recorrente, ou seja, em algum momento elas até conseguiram sair das ruas, mas acabaram retornando. Porém, 34,2% afirmam que estão vivendo pela primeira vez nesta situação.

Em relação ao tempo de permanência nas ruas, 37% dos entrevistados contaram que estão há cerca de seis meses, entretanto outros 32,3% dizem que já ultrapassam seis anos em situação de rua.

EDUCAÇÃO E TRABALHO

Apesar de a maioria das pessoas em situação de rua ser de homens, há algumas diferenças entre os perfis de quem está acolhido em uma instituição e das pessoas que de fato vivem nas ruas.

Em via pública 81,1% são homens (683), 18,2% são mulheres (153) e apenas 0,7% (6) são crianças. Já entre os abrigados, apesar de a proporção de homens e mulheres ser quase a mesma da registrada nas ruas (80% homens e 18,5% mulheres), cresce a presença de crianças nos abrigos (7,3%, ou 46).

O estudo diz que entre os acolhidos concentram-se mais mulheres cis e estrangeiros. Além disso, 42,2% no acolhimento dizem ter o Ensino Médio, dado que cai para 28,5% para quem está nas ruas.

Ainda sobre a educação, em dados gerais, sem o recorte por localidade, 93% afirmam saber ler e escrever, mas 30,4% estão apenas alfabetizados e 23,3% concluíram o Ensino Fundamental.

Sobre a fonte de renda, apenas 2,7% têm vínculo formal de trabalho, enquanto o trabalho informal representa 45,6% em situação de rua e apenas 9,4% no acolhimento. Entre acolhidos, 73,4% não trabalham.

A principal atividade de geração de renda registrada na rua foi a coleta de materiais recicláveis, citada por 37,3% dos entrevistados que vivem em situação de rua.

Conforme a coordenadora do Núcleo Institucional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh), defensora pública Thaisa Raquel Medeiros de Albuquerque Defante, os resultados permitirão que os órgãos públicos tenham informações para elaborar estratégias mais assertivas destinadas à população em situação de rua.

“O relatório já foi encaminhado aos órgãos que trabalham com esses dados para acompanhamento das políticas aplicáveis”, afirma. 

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