Cidades

MATO GROSSO DO SUL

Estado destina R$ 130 mil para grupo de pagode em "Feijoada Solidária"

Contratação da banda Atitude 67 foi feita por inexigibilidade de licitação para apresentação durante evento beneficente em Ponta Porã; arrecadação será revertida para a Campanha do Agasalho 2026

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O Governo de Mato Grosso do Sul vai desembolsar R$ 130 mil para a contratação do grupo de pagode Atitude 67, principal atração musical da 4ª edição da Feijoada Solidária, que será realizada no próximo dia 27 de junho, em Ponta Porã.

A contratação foi oficializada por meio de ratificação de inexigibilidade de licitação, publicada no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (19). Conforme o documento, o valor será pago à empresa Live Talentos Agenciamento, Produção e Publicidade Ltda., detentora da exclusividade na representação artística da banda.

O processo foi fundamentado no artigo 74, inciso II, da Lei Federal nº 14.133/2021, que permite a contratação direta de artistas consagrados por intermédio de empresário exclusivo. O contrato prevê uma apresentação de uma hora e meia de duração, com início às 16h30, no Majestic Hall Eventos.

Segundo o extrato, o show integra o projeto “Ações Culturais para o Fortalecimento de Mato Grosso do Sul”.

A Feijoada Solidária é promovida pela Prefeitura de Ponta Porã, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania e Inclusão Social, e teve sua realização anunciada durante o lançamento oficial da Campanha do Agasalho 2026, ocorrido na última semana no Parque Tecnológico Internacional (PTIn).

Além do Atitude 67, a programação musical contará com apresentações dos grupos Samba Pop e Estranjeras, da cantora Karla Coronel e da Escola de Samba Igrejinha.

A arrecadação obtida com o evento será destinada ao fortalecimento da Campanha do Agasalho, iniciativa voltada ao atendimento de famílias em situação de vulnerabilidade durante o período de inverno.

Em 2025, a Campanha do Agasalho arrecadou mais de 13 mil peças de roupa, quantidade suficiente para atender toda a rede municipal. Para este ano, a expectativa da administração municipal é superar o resultado alcançado na edição anterior.

Os ingressos para a Feijoada Solidária estão à venda. O setor “Batuque da Galera” custa R$ 170, além da taxa de serviço da plataforma de vendas no valor de R$ 25,50. Já o espaço “Samba no Pé”, composto por mesas para dez pessoas ao valor de R$ 2 mil, encontra-se esgotado.

O evento terá início às 12h no Majestic Hall Eventos, em Ponta Porã.

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Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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