Cidades

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Estado diz que União deve ajudar a manter criminosos federais

Estado diz que União deve ajudar a manter criminosos federais

NADYENKA CASTRO E LIDIANE KOBER

24/01/2010 - 06h48
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Mato Grosso do Sul tem hoje perto de quatro mil presos que cometeram os chamados crimes federais e que o Estado é obrigado a manter com recursos próprios. Eles fazem parte de cerca de 11 mil detentos, atualmente, custodiados em estabelecimentos penais estaduais e a maioria é acusada de tráfico internacional de drogas. Os presídios federais não absorvem essa categoria de condenados, o que só é feito em situações especiais, como em casos de grandes rebeliões ou para desarticulação de facções do crime organizado. Para manutenção desses detentos o Estado gasta, por preso, pelo menos R$ 1,1 mil mensalmente. A União não ajuda no custeio. A informação é do secretário de Justiça e Segurança Pública, Wantuir Jacini, com base em dados de 2009 (sobre o número de presos) e de 2008 (referente ao custo de cada interno). “Até 30 de novembro de 2009 havia 4,4 mil presos federais. Três mil e quinhentos são por tráfico de drogas. Poderíamos receber apoio do Governo federal no custeio. O que temos é ajuda para construção e reforma de presídios”, disse o secretário, reclamando da falta de auxílio na manutenção dessa população carcerária. O governador André Puccinelli (PMDB) pediu apoio da União para o custeio dos internos. “Manda o Governo federal me mandar um pouquinho de dinheirinho para eu não bancar sozinho esses presos federais”, declarou. O secretário de Segurança explicou que o alto número de presos por crimes federais em Mato Grosso do Sul se deve à localização geográfica e ao trabalho policial. “Mato Grosso do Sul tem uma situação peculiar. É trânsito para o tráfico de drogas, por causa das fronteiras. As polícias são atuantes e fazem muitas prisões”. Características Ainda de acordo com Jacini, o Estado é corredor de escoamento para os grandes centros do País, especialmente da maconha produzida no Paraguai e da cocaína cultivada na Bolívia, Peru e Colômbia. Por este motivo, o trabalho das polícias é intensificado na fronteira, o que resulta em muitas prisões e apreensões. Para o secretário, se o Governo federal ajudasse financeiramente na manutenção destes presos ou os levasse para outros presídios, com certeza amenizaria o caos da falta de vagas no sistema penal do Estado. Dados apresentados por ele mostram que o déficit é de seis mil vagas. O governador é da mesma opinião. “Tudo isso ajuda, principalmente levar embora daqui a maior quantidade possível”, afirmou. Já o secretário explicou que não tem como encaminhar todos estes internos para penitenciárias federais, porque, para que estas transferências sejam feitas, os detentos têm que ser de lideranças negativas e preencher a uma série de quesitos. “Estas unidades não são para receber massa, e sim presos qualitativos, de alta periculosidade”, disse Jacini, que adianta que o Ministério da Justiça tem projetos para implantar uma segunda fase do sistema penitenciário federal, o que poderia resultar em transferências de detentos federais. “A segunda fase é para presídios de segurança média. Aí ajudaria”. Vagas Enquanto ocupa-se de criminosos cuja responsabilidade, em tese, seria do Governo federal, o Estado enfrenta sérios problemas com a superlotação, não tendo condições nem mesmo de cumprir os mandados de prisão que ainda se encontram em aberto. A média é de 10 mil ordens judiciais de captura para cumprimento. Mesmo que a polícia tivesse condições de prender todos esses foragidos não haveria no sistema penitenciário estadual vagas suficientes para abrigá-los. Mato Grosso do Sul é o Estado com a maior taxa per capita de população encarcerada. São 489 para cada 100 mil. Além de ter, proporcionalmente, a maior população carcerária do País, apresenta o maior déficit de vagas. Por isso, o cumprimento dos mandados de prisão implicaria em quase duplicação da população prisional existente, quadro que o sistema penitenciário não tem condições de suportar.

viagem

Aeroportos de MS esperam 26 mil passageiros no feriado da Padroeira

CGR vai receber 25 mil passageiros, Ponta Porã 272 e Corumbá 544

09/10/2026 12h00

Passageiros embarcando no Aeroporto de CGR

Passageiros embarcando no Aeroporto de CGR GERSON OLIVEIRA

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Dia de Nossa Senhora Aparecida, feriado nacional comemorado anualmente em 12 de outubro, movimenta rodoviárias, aeroportos e estradas. 

Em Mato Grosso do Sul, a data ainda emenda com o Dia de Divisão do Estado, celebrado em 11 de outubro, formando um feriadão.

Nos aeroportos de MS, administrados pela Aena, o movimento promete ser intenso.

De acordo com a Aena Brasil, a estimativa é que 26.052 passageiros embarquem, entre sexta-feira (9) e terça-feira (13), nos aeroportos de Campo Grande, Corumbá e Ponta Porã, sendo:

  • 25.236 passageiros no Aeroporto Internacional de Campo Grande (CGR)
  • 272 passageiros no Aeroporto de Ponta Porã (PMG)
  • 544 passageiros no Aeroporto de Corumbá (CMG)

“Em feriados prolongados, como o do 12 de outubro, registramos aumento na movimentação de passageiros e operações. Toda a nossa infraestrutura e as equipes da Aena estão preparadas para atender os usuários com máxima eficiência, segurança e conforto”, afirmou o diretor de Relações Institucionais, Comunicação e ESG da Aena Brasil, Filipe Reis.

Quem tem condições financeiras, oportunidade e disponibilidade, não perde tempo para curtir o feriadão em outra cidade.

RECOMENDAÇÕES

Confira algumas informações de relevância para quem viaja de avião:

  • Voos Nacionais: Leve um documento de identificação oficial com foto original e atualizado, como RG (ou a nova Carteira de Identidade Nacional), CNH ou Passaporte. Chegue com 2 horas de antecedência.
  • Voos Internacionais: É obrigatório o passaporte original válido. Verifique se o destino exige visto, seguro viagem e certificados de vacinação (como o de Febre Amarela). Chegue com 4 horas de antecedência.
  • Bagagem de Mão: Geralmente limitada a 10 kg e com dimensões máximas de 55cm x 35cm x 25cm.
  • Item Pessoal: Você pode levar uma mochila ou bolsa pequena (aprox. 45x35x20cm) que deve ser acomodada obrigatoriamente abaixo do assento à sua frente.

TENTATIVA DE HOMICÍDIO

Professor abre fogo contra motorista após Justiça apreender carro da família

Alex Sandro Regmunt foi preso em flagrante após perseguir e atirar contra veículo em Jardim; testemunhas relatam que suspeito mantinha armas expostas em casa e placa com mensagem política

09/10/2026 12h00

Fiat Strada foi atingida por disparos durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em Jardim

Fiat Strada foi atingida por disparos durante cumprimento de mandado de busca e apreensão em Jardim Jardim MS News

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Um professor identificado como Alex Sandro Regmunt foi preso em flagrante na tarde desta quinta-feira (8), após atirar contra um motorista que transportava um veículo apreendido por determinação judicial, em Jardim, município localizado a cerca de 230 quilômetros de Campo Grande.

A vítima, Guilherme Henrique Oliveira Gonçalves, conduzia uma Fiat Strada branca em direção ao Fórum da comarca quando foi interceptada pelo suspeito, que estava em uma caminhonete GM/D20 azul. O ataque ocorreu na Avenida Onze de Dezembro, nas proximidades do Hospital Marechal Rondon.

Conforme o boletim de ocorrência, uma oficial de Justiça havia cumprido um mandado de busca e apreensão do automóvel na residência da esposa de Alex, em Jardim. O veículo estava registrado em nome dela e, após o cumprimento da ordem judicial, Guilherme ficou responsável por conduzi-lo até o Fórum, enquanto a oficial seguia em outro carro.

Durante o trajeto, o professor teria alcançado a Fiat Strada, interceptado o motorista e efetuado disparos de arma de fogo contra o automóvel, atingindo Guilherme.

Segundo informações divulgadas inicialmente pela Polícia Militar, Alex teria acreditado que o carro estava sendo furtado, apesar de a retirada ocorrer em cumprimento de uma determinação judicial.

A oficial de Justiça acionou a Polícia Militar por volta das 16h30, informando que disparos haviam sido efetuados durante o deslocamento.

Ao chegar ao local, uma equipe da Força Tática encontrou os dois veículos parados na avenida e o motorista ferido dentro da Fiat Strada. O Corpo de Bombeiros foi acionado e encaminhou Guilherme ao hospital da cidade.

Até o momento, não foram divulgadas informações atualizadas sobre o estado de saúde da vítima.

Conforme informações repassadas por testemunhas à reportagem, Alex Sandro Regmunt é professor, servidor municipal cedido ao Governo do Estado e pai de uma criança autista.

As testemunhas também afirmaram que o suspeito mantinha diversas armas expostas na parede da área gourmet de sua residência, onde haveria uma placa com a frase “Proibida a entrada de petistas”.

Essas informações sobre o ambiente da residência não constam no boletim de ocorrência e não foram confirmadas pelas autoridades policiais.

O suspeito também seria registrado como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), conforme informações preliminares. A condição não foi confirmada na documentação policial apresentada.

Três armas apreendidas

Durante a abordagem, policiais militares encontraram três armas na caminhonete utilizada pelo professor, sendo duas armas de fogo e uma espingarda de pressão.

Entre os armamentos estavam uma pistola Taurus calibre .380, apontada como a possível arma utilizada no ataque, e um revólver Taurus Raging Bull calibre .454 Casull, que estava carregado com cinco munições intactas.

Também foi apreendida uma espingarda de pressão calibre 5,5 milímetros.

No local do ataque, os policiais encontraram cinco cápsulas deflagradas de munição calibre .380, espalhadas pela via pública. A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Científica.

Ainda segundo o boletim, a esposa da vítima presenciou os disparos, assim como a oficial de Justiça responsável pelo cumprimento do mandado.

Prisão em flagrante

Alex foi abordado pela Força Tática ainda nas proximidades do local do ataque e encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Jardim, acompanhado de seu advogado.

A ocorrência foi registrada como tentativa de homicídio qualificado por motivo torpe e mediante recurso que dificultou ou impossibilitou a defesa da vítima, além de infração relacionada à posse ou ao porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

A Polícia Civil deverá investigar as circunstâncias do crime, incluindo a motivação dos disparos e a regularidade das armas encontradas com o suspeito.

 

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