Cidades

RODOVIA

Estado lança licitação de R$ 44 milhões para reformar malha rodoviária

A previsão do Governo do Estado é de que 5.988 km da malha (rodoviária) esteja pavimentada até o final deste ano.

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O Governo de Mato Grosso do Sul, através da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (AGESUL) comunicou, por meio do Diário Oficial desta quarta-feira (22), que realizará a licitação para execução dos serviços de manutenção e conservação da malha rodoviária, em pista não pavimentada da região sudeste.

Ao todo, serão investidos R$ 44.204.862,91 para realização dos serviços. O critério de julgamento será pelo menor preço e o regime de execução será empreitada por preço unitário.

A abertura da concorrência está prevista para o dia 10 de agosto, às 8h30 de Mato Grosso do Sul.

Crema

Em abril deste ano, Mato Grosso do Sul teve autorização federal para contratar crédito junto ao BIRD (Banco Mundial), no valor de U$S 200 milhões (aproximadamente R$ 1 bilhão). Desenvolvido pelo EPE (Escritório de Parcerias Estratégicas) e pela Seilog (Secretaria de Infraestrutura e Logística), o projeto prevê manutenção e adequação à resiliência climática das rodovias do Estado.

A previsão do Governo do Estado é de que 5.988 km da malha (rodoviária) esteja pavimentada até o final deste ano. Até 2030, o Estado quer inverter o cenário, tendo malha pavimentada estadual (6.660 km) superior a não pavimentada (5.940 km). Para realização 

No modelo de Contrato de Restauração e Manutenção de Rodovias (Crema), a empresa contratada é quem irá executar o projeto executivo. De acordo com o secretário de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, "ela fecha o contrato através de um projeto básico e propõe o projeto executivo, que segue para aprovação da Agesul. Daí é que ela [a empresa] executa os primeiros dos anos de restauração da rodovia".

Ao todo, o Rodar MS, projeto do Estado para modernizar e reformar a malha rodoviária, estima um investimento de U$S 250 milhões (aproximadamente R$ 1,25 bilhão). Desse total, US$ 200 milhões são oriundos do Banco Mundial, enquanto os US$ 50 milhões restantes devem sair dos cofres estaduais, como contrapartida do projeto.

O total de municípios impactados de forma direta e indireta pelo Rodar MS chega a 22, sendo 18 deles na região leste de MS, onde fica o Vale do Ivinhema, e outros quatro no Bolsão, território do Vale da Celulose.

Outras obras pelo Estado

O Governo do Estado tem obras em andamento na MS-040 (Santa Rita do Pardo a Brasilândia), acesso a BR-262 em Corumbá, além do novo acesso na MS-377 e a implantação do anel viário em Bonito.

Com recursos e financiamento do BNDES, também seguem os projetos na MS-134, MS-244, MS-245, MS-289, MS-316, MS-320, Ms-324, MS-347, MS-355, MS-380 e MS-444. São projetos de integração e qualificação de diferentes regiões do Estado.

Além da pavimentação, também há a restauração das rodovias MS-436 (Figueirão a Alcinópolis), MS-180 (Iguatemi até Juti), MS-156 (Amambai até Tacuru), MS-295 (Tacuru até Eldorado), MS-276 (Deodápolis Dourados) e MS-377.

estiagem

Rio da Prata enfrenta seca e mobiliza ações de resgate de peixes

MPMS acompanha agravamento da estiagem, monitora as condições ambientais do rio e fiscaliza ações de resgate e preservação da fauna aquática

10/09/2026 19h15

Rio da Prata enfrenta seca

Rio da Prata enfrenta seca Foto: Divulgação / MPMS

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Mais de 200 peixes foram resgatados e realocados no Rio da Prata, que enfrenta crise hídrica e seca, com locais com fluxo da água interrompido, em Jardim. A situação é acompanhada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Jardim.

Conforme reportagem do Correio do Estado, em agosto, o nível do rio já estava baixo em algumas áreas, devido à estiagem. Neste mês, a situação se agravou e, diante do cenário emergencial, uma operação foi montada para tentar reduzir os impactos da estiagem.

De acordo com o MPMS, neste ano, o Instituto Guarda Mirim Ambiental (IGMA) comunicou o agravamento da situação hídrica em trecho localizado próximo à Ponte do Curê, na Rodovia MS-178, e constatou as condições críticas decorrentes da estiagem prolongada.

A entidade identificou trechos secos e formação de poças isoladas, com risco de evaporação, situação que coloca diversas espécies em condição de vulnerabilidade.

O presidente do IGMA, Nisroque Soares, afirma que abaixo da área onde foram feitos resgates de peixes, em 2024 e 2025, o fluxo d’água é interrompido por aproximadamente 4 km até a Ponte do Curê.

Na operação emergencial foram executados planos de resgate e realocação de peixes que se encontravam ilhados no local afetado.

Dentre as espécies realocadas estão lambaris, piraputangas, cascudos, joaninhas e traíras, que foram levados para áreas do rio com melhores condições de sobrevivência.

No ano passado, também houve a mesma operação, onde aproximadamente 1.421 peixes foram resgatados do Rio da Prata, em um trecho de 7 km afetado pela interrupção do fluxo d’água.

O MPMS informou que há um inquérito civil, instaurado em julho de 2024, que acompanha os trabalhos do IGMA. O órgão ressaltou que continuará acompanhando e fiscalizando as ações desenvolvidas pelos órgãos e entidades envolvidos na preservação do Rio da Prata e de sua fauna aquática.

Saúde

Plano de saúde terá que cobrir mamografia digital para todas as idades

Decisão da ANS vale a partir de 1º de outubro

10/09/2026 19h00

José Cruz/Agência Brasil

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A partir de 1º de outubro, os planos de saúde serão obrigados a cobrir exame de mamografia digital para todas as pessoas sempre que houver indicação médica, ou seja, não haverá restrição de idade. Atualmente, a cobertura desse exame é obrigatória apenas para mulheres com idade entre 40 e 69 anos.

A decisão foi tomada pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) no último dia 3 e anunciada nesta quinta-feira (10). A ANS é o órgão que regula a indústria de planos de saúde no país.

A mamografia digital versão mais avançada do exame convencional é considerada um dos principais exames para a detecção precoce do câncer de mama, permitindo identificar alterações antes mesmo de serem percebidas ao toque.

Menos tempo de exposição

A modalidade digital oferece vantagens como menor exposição à radiação, menor tempo de compressão da mama durante o exame e armazenamento das imagens em formato digital, o que facilita o acompanhamento da evolução clínica e a avaliação por diferentes especialistas.

No comunicado de fim de restrição, a ANS destaca que a cobertura obrigatória é “uma oportunidade de celebrar o Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama”.

O Instituto Nacional de Câncer (Inca), ligado ao Ministério da Saúde, estima que o país tenha cerca de 73.610 novos casos de câncer de mama por ano.

O diagnóstico precoce aumenta as chances de tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais invasivos.

Todos os gêneros

A intenção de ampliar a cobertura do exame partiu da própria ANS, após discussões realizadas na Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).

Na Cosaúde, a maioria da comissão defendeu que “o uso da mamografia digital já está consolidado como padrão de cuidado oncológico” e que a restrição para mulheres de 40 a 69 anos, poderia “prejudicar ou atrasar o acesso oportuno” ao diagnóstico de câncer de mama.

Ao determinar cobertura obrigatória para “todas as pessoas”, a ANS inclui qualquer gênero, ou seja, o exame passa a ser garantido a pessoas que se considerem não binárias (não se identificam exclusivamente como homem ou mulher).

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