Cidades

fronteira com o Paraguai

Estado sempre aparece como ponto de origem do tráfico

Estado sempre aparece como ponto de origem do tráfico

NADYENKA CASTRO

26/11/2010 - 03h20
Continue lendo...

Quando o objetivo da Polícia Federal (PF) é desmantelar quadrilha de tráfico de drogas, na maioria das vezes há pelo menos um mandado para ser cumprido em Mato Grosso do Sul. Segundo o superintendente da PF no Estado, delegado José Rita Martins Lara, isso acontece porque os estados receptores do entorpecente iniciam as investigações e acabam chegando às pessoas que fornecem, as quais, na maioria das vezes, estão em Mato Grosso do Sul, na fronteira com o Paraguai.

De acordo com Lara, as investigações da PF têm por meta prender todos os integrantes e, principalmente, "quebrar a quadrilha em termos financeiros". "O objetivo é aproximar o máximo possível de todos os integrantes". Por isso é comum ações contra o tráfico realizadas por outros estados terem alvos em Mato Grosso do Sul.

Conforme o superintendente, para combater o envio de drogas da fronteira para outros estados, policiais brasileiros e paraguaios fazem trabalho de inteligência em conjunto e há cooperação também na área operacional. Para barrar mais remessas de entorpecentes, Lara diz que é preciso aumento no número de policiais e de verba. (NC)

CRIME

Homem é morto a golpes de madeira e pedras e suspeito é preso em Campo Grande

Crime ocorreu na manhã de domingo na Vila Piratininga; vítima foi atacada por três homens após discussão e morreu com ferimentos graves na cabeça

09/03/2026 12h15

Um dos autores, um jovem de 21 anos identificado pelas iniciais L.R.J., foi localizado e preso em flagrante poucas horas após o crime

Um dos autores, um jovem de 21 anos identificado pelas iniciais L.R.J., foi localizado e preso em flagrante poucas horas após o crime Divulgação

Continue Lendo...

Um homem de 41 anos foi brutalmente espancado até a morte na manhã deste domingo (8), na Rua Dona Carlota, no bairro Vila Piratininga, em Campo Grande. A vítima, identificada como Isaac Ferreira da Silva, foi atacada em via pública com pedaços de madeira, pedras e garrafas após uma discussão com um grupo de três pessoas.

O caso foi rapidamente esclarecido pela Polícia Civil. Equipes do Grupo de Operações e Investigações (GOI) chegaram ao local logo após serem acionadas e iniciaram as primeiras diligências para identificar os responsáveis pelo homicídio.

Durante as investigações, os policiais analisaram imagens de câmeras de segurança da região e colheram depoimentos de testemunhas que presenciaram a confusão. A partir dessas informações, foi possível identificar os suspeitos envolvidos na agressão.

Um dos autores, um jovem de 21 anos identificado pelas iniciais L.R.J., foi localizado e preso em flagrante poucas horas após o crime. Segundo a polícia, ele teria participado diretamente das agressões que resultaram na morte da vítima.

De acordo com as apurações iniciais, Isaac foi cercado pelo grupo e passou a ser golpeado com objetos contundentes. A maior parte dos ataques atingiu a região da cabeça, o que provocou ferimentos graves e levou à morte ainda no local.

Os outros dois suspeitos também já foram identificados pela Polícia Civil, mas ainda não foram localizados. Equipes seguem realizando buscas para encontrá-los e efetuar as prisões.

O caso segue em investigação e deve ser tratado como homicídio qualificado. A motivação exata da discussão que antecedeu o ataque ainda será apurada pela polícia.

Assine o Correio do Estado

transparência

MPMS corrige publicação sobre o salário de promotores e procuradores

Publicação original do site da transparência omitia as informações sobre a somatória dos rendimentos dos integrantes do Ministério Público

09/03/2026 11h50

Principal informação do site da transparência havia sido excluída do site da transparência do Ministério Público de Mato Grosso do Sul

Principal informação do site da transparência havia sido excluída do site da transparência do Ministério Público de Mato Grosso do Sul

Continue Lendo...

Após reportagem do Correio do Estado publicada no sábado (7) revelando que o site da transparência do Ministério Público de Mato Grosso do Sul havia omitido informações relativas ao "total de rendimentos brutos" de promotores e procuradores, que é a principal da tabela, a instituição republicou  os dados e voltou a disponibilizar as informações. 

E, além de aparecer nos dados relativos a fevereiro, a coluna sobre "total de rendimentos brutos" também reapareceu nas publicações dos meses anteriores. A tabela sobre os salários relativos a fevereiro havia sido publicada na sexta-feira (6), mas deixou em branco a coluna onde tradicionalmente apareciam as informações sobre a somatória. O site da transparência informa que a última atualização das informações ocorreu no dia 7 de março. 

No caso de promotores aposentados e dos demais servidores, estas informações continuavam disponíveis. 
Além de trazer a informação individualizada de cada promotoria, a coluna traz a somatória parcial dos salários pagos aos 233 promotores e procuradores. Os nomes deles, porém, não aparecem faz dois anos.

Principal informação do site da transparência havia sido excluída do site da transparência do Ministério Público de Mato Grosso do SulA terceira coluna, que está em destaque, estava sem informações na publicação original, feita no sábado, mas foi corrigida

Em fevereiro, esta somatória foi de R$ 27.234.604,10. Deste total, R$ 175,5 mil foram descontados por extrapolarem o teto consutitucional, que no Ministério Público é de R$ 41,8 mil. 

Este valor é 26,6% maior que os R$ 21.350.526,12 desembolsados em fevereiro do ano passado. Desde então, a diferença é que nove novos promotores foram nomeados. Os rendimentos brutos destes estão na casa dos R$ 65 mil mensais. 

A coluna que havia desaparecido e que voltou a constar na tabela salarial revela, por exemplo, que um procurador ocupa o gabinete da chefia da instituição recebeu R$ 182.096.62 em fevereiro. 

Mas seus rendimentos foram bem maiores. Em uma tabela separada, onde aparecem os pagamentos às "verbas referentes a exercícios anteriores", tem procurador que em fevereiro recebeu R$ 106 mil. O montante, neste caso específico, está dividido em cinco parcelas. 

Somando os gastos do MPMS com estas verbas referentes a exercícios anteriores, o valor chega a R$ 12,3 milhões somente em fevereiro, o que é 176% maior que aquele que foi pago aos procuradores e promotores mais antigos no mês anterior, de R$ 4,46 milhões. 

Então, somando os R$ 27,2 milhões da primeira tabela e os R$ 12 milhões da outra, a folha de pagamento dos 233 promotores e procuradores superou os R$ 39 milhões em fevereiro. Isso significa, em média, R$ 168 mil por servidor. 

O aumento nos desembolsos relativos exercícios anteriores ocorre em meio à polêmica nacional sobre a adoção de uma espécie de freio sobre o pagamento dos supersalários no serviço público. 

Duas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) já determinaram o fim do pagamento de penduricalhos que não estejam embasados em legislação federal. Porém, o prazo final para cumprimeito das decisões acaba somene em meados de abri. 

No dia 26 de fevereiro, no plenário do STF, o ministro Gilmar Mendes deixou claro que está vedada qualquer tentativa de antecipação ou ampliação de pagamentos em meio a este período em que o cumprimento de sua decisão ainda não é obrigatório.

“Não se autoriza a reprogramação financeira com o objetivo de concentrar, acelerar ou ampliar desembolso, tampouco a inclusão de novas parcelas ou beneficiários não contemplados no planejamento original”, afirmou.  

Em fevereiro, porém, teve procurador do MPMS que recebeu cinco parcelas de pagamentos relativos a exercícios anteriores, que estão sendo pagos com base em decisão administrativa do comando da instituição. 
 

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).