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Estado tem queda de 38,68% nos estudantes do EJA em dois anos

O Ensino Fundamental foi o que registrou maior queda nas matrículas, com redução de 48% no período

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O número de alunos na Educação de Jovens e Adultos (EJA) em Mato Grosso do Sul tem sofrido queda nos últimos anos. Desde 2021, a diminuição na adesão de matrículas foi de 38,68% em comparação com este ano, conforme dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O Ensino Fundamental foi o que registrou maior queda nas matrículas, cerca de 48% em dois anos, enquanto o Ensino Médio teve recuo de 33,14% no mesmo período.

Ao comparar este ano com 2022, a queda é de 18,49%, o que aponta que a falta de adesão a essa modalidade de ensino tem sido gradativa durante os anos.

A professora e doutora em Educação Nádia Bigarella aponta que essa queda vem ocorrendo desde 2018, quando a oferta de salas destinadas ao EJA vem diminuindo.

“Em 2018, havia 18 escolas que ofereciam os cursos de EJA, [enquanto] neste ano apenas 10 escolas ofertam essa modalidade de ensino, ou seja, 44% a menos. Esse fato contribui para o abandono e para a interrupção dos estudos de jovens e adultos, dificultando o retorno desses estudantes, que são trabalhadores”, pontua Nádia.

De acordo com dados do Inep, a parcial de pessoas matriculadas no EJA em Mato Grosso do Sul neste ano é 9.539, sendo 6.495 no Ensino Fundamental e 3.044 no Ensino Médio.

No entanto, no ano passado, esse número era de 11.703 matrículas, sendo 7.181 no Ensino Fundamental e 4.522 no Ensino Médio, enquanto em 2021 foram 15.558 matrículas, 9.715 no Ensino Fundamental e 5.843 no Ensino Médio.

A doutoranda em Educação Tânia Bassi relata que a Covid-19 também contribuiu para o abandono desse público das salas de aula e ressalta que, na época, a Rede Municipal de Ensino de Campo Grande (Reme) teve que prorrogar as chamadas públicas para divulgar as escolas que ofertavam o EJA.

Entre os motivos da queda de adesão ao EJA, as especialistas também apontam “o controle e a redução de gastos dos serviços públicos”.

A Secretaria Municipal de Ensino de Campo Grande (Semed) confirma o total de 10 escolas com oferta do EJA, mas não elenca um motivo específico para a diminuição de salas, afirmando apenas que são abertas conforme a demanda.

Em nota, a Semed diz ainda que o EJA é dividido em etapas (Fase Inicial I, Fase Inicial II, Fase Intermediária e Fase Final) e que a maioria das turmas é ofertada no período noturno, podendo também ser no modelo presencial e flexível.

“As aulas flexíveis devem ser desenvolvidas por atividades previamente planejadas pelos professores, de forma a cumprir a carga horária prevista para o componente curricular. Desse modo, o professor flexibiliza 
o trabalho do estudante para que ele tenha a opção de desenvolvê-lo em tempos e espaços diversos, configurando, assim, a flexibilidade necessária para o cumprimento dos objetivos formativos dos estudantes”, exemplifica a Semed.

DADOS

A queda na matrícula de estudantes do EJA foi notada em mais de 30 municípios do Estado, quase metade de MS. Em alguns locais, a cidade chegou a zerar o número de alunos na modalidade.

Em 2021, Japorã tinha 144 alunos no EJA divididos em turmas de Ensino Fundamental e Ensino Médio. Já este ano não houve registros de matrículas para a modalidade na cidade. O mesmo é notado em outras localidades, como Aral Moreira, Bonito, Glória de Dourados, Bela Vista e Terenos, que zeraram a adesão de alunos às turmas do EJA.

As maiores quedas foram registradas nas principais cidades, tendo a Capital no topo da lista, com redução de 876 matrículas em dois anos. A Reme aponta que o número de vagas não é limitado e que, dessa forma, toda a demanda é atendida conforme a procura.

O EJA é uma modalidade de Educação Básica para que jovens e adultos consigam retomar e concluir os estudos em qualquer idade. O Ministério da Educação tem uma agenda de compromissos feita anualmente com cada estado, a fim de traçar metas para a Educação de Jovens e Adultos.

SAIBA

O EJA recebe recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) e está diretamente ligado à quantidade de matrícula.

DEMOCRACIA

Apenas 5 urnas apresentam defeito no início da votação em MS

Em todo o Estado são pouco mais de 7,1 mil urnas eletrônicas e somente uma teve de ser substituída no início da votação do segundo turno

25/10/2026 08h48

Votação está acontecendo em ritmo acelerado neste domingo em praticamente todas as seções eleitorais de MS

Votação está acontecendo em ritmo acelerado neste domingo em praticamente todas as seções eleitorais de MS Marcelo Victor

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Apenas cinco das 7,1 mil urnas eletrônicas instaladas para o início da votação em Mato Grosso do Sul apresentaram problemas logo no começo da votação, segundo boletim divulgado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) relativo à contabilização feita até  08:00 horas.Porém, somente uma foi substituída. Nas demais foram feitos ajustes e a votação teve início com alguns minutos de atraso.

No primeiro turno, marcado pelas fortes chuvas, dez urnas eletrônicas apresentaram algum tipo de defeito logo no começo da votação.

Em todo o Estado são 6.990 seções, segundo o Tribunal Regional Eleitoral, e a única urna que teve de ser trocada foi em Ivinhema. O teclado apresentou defeito e o equipamento foi substituído. No município de Camapuã, dois equipamentos não funcionaram. Em um deles foi feito ajuste na mídia e no outro, e reinicialização acabou resolvendo o problema.

Situação parecida aconteceu com uma urna em Nioaque e outra em Aparecida do Taboado. Em todo o Estado são em torno de 1,8 mil servidores do TRE que estão organizado a eleição. Além destes, porém, existem 27.960 mesários que desde a madrugada estão a postos para receber os eleitores. 

Apesar de haver previsão de chuva, nas primeiras horas da manhã ela não chegou a Campo Grande, onde foram criados 237 locais de votação  e instaladas 2.242 urnas. Na Capital estão cadastrados 640.453 eleitores, segundo o TRE.

Em todo o Estado, 2.024.884 eleitores estão aptos a votar neste domingo (4), segundo o TRE. Em Campo Grande, onde está concentrado o maior eleitorado do, são 640.427 pessoas cadastradas.

No estado são em torno 860 urnas prontas para eventuais problemas. Todas elas passaram pelos procedimentos de preparação, carga e lacração e foram distribuídas aos locais de votação conforme o cronograma da Justiça Eleitoral.

Em todo Mato Grosso do Sul, são 7.272 seções. Os locais foram organizados com identificação das salas, sinalização e estrutura para receber os eleitores.
 

DEMOCRACIA

Lula tem 80,5% dos votos na Nova Zelândia, contra 19,4% de Flávio

Ao todo, 918.911 brasileiros residentes no exterior estão aptos a votar neste ano, segundo dados do TSE. O eleitorado está distribuído por 134 países

25/10/2026 07h32

Para que uma seção eleitoral seja instalada no exterior, é necessário haver pelo menos 30 eleitores aptos a votar na localidade

Para que uma seção eleitoral seja instalada no exterior, é necessário haver pelo menos 30 eleitores aptos a votar na localidade

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu 80,54% dos votos na Nova Zelândia no segundo turno da eleição presidencial, contra 19,46% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Os dados foram apurados pelo Estadão na madrugada deste domingo, 25, com base nos boletins de urna das cinco seções eleitorais de Wellington, capital do país.

Os boletins de urna (BUs), disponibilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em seu site de resultados, são documentos emitidos por cada urna eletrônica ao fim da votação. Eles registram a quantidade de votos recebidos por cada candidato na respectiva seção eleitoral e permitem conhecer os resultados antes da totalização oficial pelo tribunal.

Na Nova Zelândia, os boletins das cinco seções de Wellington foram publicados na madrugada deste domingo. Dos 526 brasileiros que compareceram às urnas no país, 418 votaram em Lula e 101 escolheram Flávio Bolsonaro. Outros quatro eleitores votaram em branco e três anularam o voto.

No primeiro turno, Lula também foi o vencedor das eleições na Nova Zelândia. O candidato recebeu 234 votos (70,48%), enquanto Flávio Bolsonaro, do PL, teve 64 votos (19,28%). Renan Santos recebeu 13 votos (3,92%).

No primeiro turno, a diferença entre Lula e Flávio na Nova Zelândia foi de 170 votos a favor do petista. Agora, ela subiu para 317 votos. 

As urnas na Nova Zelândia foram abertas às 16h de sábado, 24, pelo horário de Brasília. No Brasil, a votação começa às 8h deste domingo, no horário oficial.

Ao todo, 918.911 brasileiros residentes no exterior estão aptos a votar neste ano, segundo dados do TSE. O eleitorado está distribuído por 134 países, em 1.361 seções eleitorais, que contam com 1.407 urnas eletrônicas.

Para que uma seção eleitoral seja instalada no exterior, é necessário haver pelo menos 30 eleitores aptos a votar na localidade.

O número de brasileiros habilitados a votar fora do País representa um aumento de 31,82% em relação à eleição de 2022, quando cerca de 697 mil eleitores estavam aptos a participar do pleito no exterior.

Por causa da diferença de fuso horário entre os países, a votação no exterior começa antes da abertura das seções eleitorais no Brasil e se estende por mais de 29 horas. O processo teve início às 16h de sábado, 24, pelo horário de Brasília, na Nova Zelândia, e só termina na noite deste domingo, no Canadá, com o fechamento das últimas seções.

Em geral, os locais de votação fora do território nacional funcionam das 8h às 17h, conforme o horário de cada país.

Depois da Nova Zelândia, as urnas são abertas na Austrália e em países da Ásia, ainda na noite de sábado. Na madrugada e ao longo da manhã de domingo, é a vez dos brasileiros que vivem na Europa votarem.

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