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Ex-presidente do Rioprevidência que investiu R$ 1 bilhão no Banco Master é preso no RJ

Em Mato Grosso do Sul, cinco municípios terão que devolver valores investidos no Banco

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A Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) prenderam nesta terça-feira (3) o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, em Itatiaia, no Rio de Janeiro. 

Deivis é o responsável por fazer aportes de quase R$ 1 bilhão em fundos do Banco Master pelo Rioprevidência (Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro), operações consideradas supostamente ilegais pela Polícia Federal.

O Rioprevidência é um fundo estadual responsável pelo pagamento de benefícios previdenciários a 235 mil servidores do Rio de Janeiro e seus dependentes, como aposentadorias e pensões. 

O ex-presidente comandou o fundo estadual até o dia 23 de janeiro, quando renunciou ao cargo após uma operação da Polícia Federal apurar suspeitas de fraudes na gestão, desvio de dinheiro e corrupção no fundo dos servidores do estado. 

A ação, primeira fase da operação Barco de Papel,  levou a PF a cumprir mandado de busca e apreensão no apartamento de Deivis, onde foram notadas ações suspeitas, como a retirada de documentos do imóvel, a manipulação de provas digitais e a transferências de bens, incluindo dois veículos de luxo, para terceiros. 

Os aportes do Rioprevidência no Master estão na mira do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) há mais de um ano. 

A PF cumpre mais dois mandados de prisão temporária e nove de busca e apreensão nos estados de Santa Catarina e no Rio de Janeiro.

Mato Grosso do Sul

Cinco municípios sul-mato-grossenses também estão na mira das investigações ligadas ao Banco Master: Campo Grande, Angélica, Fátima do Sul, Jateí e São Gabriel do Oeste. Como decidido pelo governo federal, cada  município será responsável por cobrir prejuízos em fundos de previdência caso sejam observados déficits em investimentos feitos em títulos vendidos ao Banco. 

A medida foi anunciada justamente em resposta a questionamentos feitos pela deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ), que solicitou informações sobre o caso do Rioprevidência. 

Servidores da prefeitura de Fátima do Sul foram os mais prejudicados, pois o IPREFSUL tinha R$ 7 milhões aplicados no Master.

Em Jateí, os servidores também apostaram alto nos juros atrativos prometidos pelo Master e pela consultoria financeira Crédito e Mercado. Com aplicação de 6,7% de todas as suas economias no banco, o saldo até o final de setembro era de R$ 2,837 milhões. 

Em São Gabriel do Oeste, o saldo era de R$ 3,430 milhões (4,14% das economias do instituto). Os servidores de Angélica estavam com R$ 2,293 milhões (4,74%) e o instituto de Campo Grande estava com saldo de R$ 1,413 milhão no final de setembro. Todos estes fundos previdenciários investiram em Letras Financeiras. 

Em Campo Grande, o Instituto Municipal de Previdência Privada (IMPCG) aplicou em abril de 2024 R$ 1,2 milhão em uma Letra Financeira emitida pelo Banco Master, com vencimento previsto para 2029.

Com a liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central, em 18 de novembro, o título teve vencimento antecipado, tornando-se crédito líquido e exigível. O saldo atualizado em outubro deste ano era de R$ 1,427 milhão.

Ao mesmo tempo, tanto a Prefeitura quanto o IMPCG mantêm contratos de consignação com o Banco Master, o Credcesta, que permitem descontos em folha de servidores ativos, aposentados e pensionistas.

Em 2025, mais de 270 pessoas, a maioria composta de servidores do município de Campo Grande, entraram com processo na Justiça contra o Banco Master, alegando dívidas impagáveis e a condição denominada “superendividamento”, resultado dos juros abusivos cobrados pela instituição.

Esta era uma armadilha que levava o servidor a pensar que estava entrando em um crédito consignado, mas, na verdade, estava sacando dinheiro do cartão de crédito, pagando apenas o valor mínimo descontado em seu salário e vendo essa dívida explodir pelo uso do crédito rotativo do Banco Master. 
 

SEGURANÇA PÚBLICA

Homem é preso após disparo contra sede da Polícia Civil em Campo Grande

Suspeito de 25 anos foi localizado no bairro Monte Castelo; arma e motocicleta foram apreendidas durante a investigação.

05/10/2026 17h52

Sede da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, em Campo Grande, foi alvo de disparo de arma de fogo.

Sede da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, em Campo Grande, foi alvo de disparo de arma de fogo. Foto: Reprodução/Google Maps.

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Um homem de 25 anos foi preso suspeito de efetuar um disparo de arma de fogo contra a sede da Corregedoria-Geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, no bairro Santa Fé, em Campo Grande. A investigação levou à apreensão da arma apontada como utilizada no ataque, de uma motocicleta e de uma porção de substância semelhante à maconha.

O caso começou a ser apurado no último sábado (3), após policiais constatarem danos em uma parede de vidro de uma das salas do prédio, localizado na Rua das Garças.

Inicialmente, não havia confirmação sobre o que teria provocado a quebra. Com o avanço das diligências e a análise dos elementos reunidos no local, os investigadores concluíram que o dano havia sido causado por um disparo de arma de fogo direcionado ao edifício.

A partir daí, a Polícia Civil passou a reconstruir a dinâmica da ocorrência. Conforme a investigação, o suspeito teria ido até as proximidades da sede da Corregedoria em uma motocicleta e efetuado o disparo contra o prédio.

As diligências levaram os policiais até o homem, localizado no bairro Monte Castelo. Ele foi preso em flagrante.

Durante a ação, os agentes apreenderam a arma de fogo apontada como utilizada no disparo e a motocicleta que, segundo a apuração, teria sido empregada no deslocamento até a sede da Corregedoria.

Também foi encontrada uma porção de maconha. De acordo com a Polícia Civil, a investigação realizada até o momento indica que o entorpecente seria destinado ao consumo próprio.

Prisão preventiva

Após a prisão, o suspeito foi autuado em flagrante. Nesta segunda-feira (5), ele passou por audiência de custódia e teve a prisão convertida em preventiva.Com a decisão judicial, ele permanece preso e à disposição da Justiça enquanto as investigações prosseguem.

A Polícia Civil não informou, no comunicado divulgado sobre o caso, qual teria sido a motivação apresentada pelo investigado para o disparo.

Polícia descarta retaliação

A possibilidade de o ataque estar relacionado a alguma atuação recente ou anterior da Corregedoria-Geral chegou a ser levantada após o episódio.

No entanto, segundo a Polícia Civil, os elementos reunidos até esta fase da investigação não apontam para qualquer relação entre o disparo e os trabalhos desenvolvidos pelo órgão.

A apuração trata o episódio, até o momento, como um ato isolado, sem vínculo identificado com a atividade institucional da Corregedoria-Geral.

As investigações continuam para esclarecer completamente as circunstâncias e a motivação do disparo.

 

 

ccz

Campo Grande confirma 13º caso de raiva em morcego neste ano

Animal foi localizado próximo ao Horto Florestal; CCZ alerta para que população adote medidas de prevenção

05/10/2026 17h30

CCZ confirma 13º caso de raiva em morcego na Capital

CCZ confirma 13º caso de raiva em morcego na Capital Foto: Paulo Ribas/Correio do Estado

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A Prefeitura de Campo Grande, por meio do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), confirmou o 13º morcego diagnosticado com o vírus da raiva no ano de 2026 na Capital.

O animal foi localizado no perímetro urbano, na região do bairro Sargento Amaral, próximo ao Horto Florestal

O morcego foi recolhido e encaminhado para análise laboratorial, que confirmou a presença do vírus, conforme protocolo sanitário.

Os outros morcegos infectados no ano foram recolhidos nos bairros: Vivendas do Bosque, Centro (3), Santa Fé, Jardim Campo Alto, Pioneiros (2), São Franscisco, Jardim Bela Vista, Jardim Ouro Preto e Ouro Preto.

De acordo com o CCZ, além dos casos confirmados, neste ano já foram recolhidos 988 morcedos na cidade por suspeita da doença.

"A situação não é motivo para pânico, pois já sabemos da presença do vírus da raiva na população de morcegos da cidade. No entanto, é fundamental que a população esteja ciente da circulação viral e, acima de tudo, siga as medidas de prevenção. A raiva é uma doença quase 100% fatal, mas é 100% prevenível", diz o CCZ em publicação no Instagram.

Em todo o ano passado, foram confirmados 11 casos de raiva em morcegos em Campo Grande.

A principal medida de prevenção é a vacinação antirrábica anual de cães e gatos. Os animais imunizados funcionam como uma barreira de proteção na disseminação da raiva.

Campo Grande possui espécies de morcegos que se alimentam de frutos e insetos e que, em seu habitat natural, não oferecem riscos à população. No entanto, esses animais podem, eventualmente, portar o vírus da raiva e transmiti-lo a outros mamíferos, como cães, gatos e até seres humanos.

O último caso de raiva em humanos em Campo Grande ocorreu em 1968. No interior do Estado, porém, foi registrado um caso em 2015, em Corumbá.

O que fazer ao encontrar um morcego?

Caso encontre um morcego em situação atípica, como caído no chão, voando durante o dia ou pendurado em locais baixos, o CCZ orienta a população a tomar as seguintes medidas:

  • Não toque no animal: Nunca tente manuseá-lo, esteja ele vivo ou morto.
  • Isole o local: Cubra o animal com um balde, caixa ou mantenha-o em um cômodo fechado para evitar o contato com pessoas ou outros animais domésticos.
  • Acione o CCZ imediatamente: Nossas equipes realizarão o recolhimento seguro e o encaminhamento para análise laboratorial.
  • Vacine seus pets: Mantenha a vacinação antirrábica de cães e gatos atualizada anualmente. Eles são a nossa principal barreira de proteção.

Em caso de contato acidental com morcego em situação suspeita, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde com atendimento 24 horas para avaliação e possível início do protocolo de atendimento antirrábico humano pós-exposição. 

Como acionar o CCZ 

O atendimento para recolhimento de morcegos suspeitos funciona da seguinte forma:

  • Telefone Geral: (67) 3313-5000
  • Segunda a Sexta (das 7h às 17h): (67) 2020-1789 / (67) 2020-1801
  • Plantão (Noturno, finais de semana e feriados): (67) 2020-1794
  • Endereço: Av. Filinto Müller, 1601 - Vila Ipiranga, diariamente, das 07h às 21h

Caso o animal seja encontrado fora dos horários de atendimento, a orientação é isolá-lo com cuidado, utilizando balde, caixa ou pano, evitando qualquer contato direto, e acionar a GCZ assim que o serviço for retomado. 

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