Cidades

Conselho Nacional

Ex-procurador-geral do Ministério Público de MS é demitido

Ex-procurador-geral do Ministério Público de MS é demitido

DA REDAÇÃO

30/07/2013 - 13h00
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O Plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu hoje (30) aplicar a pena de demissão ao ex-procurador-geral do Ministério Público Estadual (MPE), Miguel Vieira da Silva. A procuradoria-geral de Justiça do Estado aguarda o encaminhamento do processo julgado para que a perda do cargo seja oficializada. No julgamento, foi aplicada a pena por corrupção qualificada, tráfico de influência e improbidade administrativa. No CNMP, a decisão foi por maioria e seguiu voto do relator do processo, o conselheiro Adilson Gurgel.

O procedimento apurou o envolvimento de Miguel no esquema de corrupção e fraude em licitações públicas em Dourados (MS), desarticulado pela Operação Uragano, da Polícia Federal. Segundo o relator, a investigação comprovou que, entre 2008 a 2010, Miguel recebeu dinheiro para acobertar o então prefeito de Dourados, Ari Valdecir Artuzi, o que configura corrupção.

Escutas ambientais autorizadas judicialmente e depoimentos de testemunhas comprovam, na avaliação do CNMP, que ele, enquanto procurador-geral de Mato Grosso do Sul, interferiu no trabalho de membros do Ministério Público com o objetivo de atender interesses de governantes e, assim, receber vantagens, o que configura tráfico de influência. Além disso, como, segundo o que foi apurado, recebeu vantagem patrimonial em razão do cargo que ocupava, também foi aprovada a prática de improbidade administrativa.

CAMPO GRANDE

Idoso morre em acidente entre moto e picape na Avenida Gury Marques

Devido ao forte impacto da batida, o motociclista faleceu ainda no local

30/09/2026 09h45

Colisão aconteceu no cruzamento da Avenida Gury Marques com a rua José Pedrossian

Colisão aconteceu no cruzamento da Avenida Gury Marques com a rua José Pedrossian Reprodução

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Um acidente de trânsito vitimou um idoso, de 67 anos, identificado como Edson Moreira Salles, na manhã desta quarta-feira (30). A vítima conduzia uma motocicleta quando colidiu contra a lateral de uma picape modelo Volkswagen Saveiro, a qual estava uma mulher, de 36 anos.

A colisão foi no cruzamento da Avenida Gury Marques com a rua José Pedrossian, entrada do Bairro Los Angeles, em Campo Grande. Edson trafegava pela avenida quando atingiu a lateral do carro conduzido pela mulher, que estava na Rua José Pedrossian.

O homem pilotava uma moto modelo Yamaha Fazer e, devido ao impacto da batida, morreu no local. Segundo informações preliminares, o condutor não possuía habilitação.

Segundo o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, o motociclista seguia pela preferencial da Avenida Gury Marques quando o carro, vindo da estrada de terra, desrespeitou a sinalização de parada obrigatória, cruzou a pista e foi atingido pela moto.

Equipes do Batalhão de Trânsito, Polícia Civil e Perícia estiveram no local. A motorista da picape foi encaminhada à delegacia para prestar esclarecimentos.

EMPREGO

MS cria 1,2 mil empregos em agosto, mas saldo cai 54% em um ano

Serviços sustentaram geração de vagas no Estado, enquanto indústria, agropecuária e comércio fecharam postos de trabalho

30/09/2026 09h15

Setor de serviços puxou a geração de empregos em Mato Grosso do Sul em agosto, com saldo positivo de 1.744 vagas

Setor de serviços puxou a geração de empregos em Mato Grosso do Sul em agosto, com saldo positivo de 1.744 vagas Gerson Oliveira

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Mato Grosso do Sul criou 1.208 empregos com carteira assinada em agosto deste ano, resultado de 35.084 admissões e 33.876 desligamentos. Apesar do saldo positivo, a geração de vagas perdeu força na comparação com o mesmo mês de 2025, quando o Estado havia aberto 2.648 postos formais.

Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Na comparação entre agosto de 2025 e agosto de 2026, o saldo de empregos formais em Mato Grosso do Sul recuou 54,4%. Em números absolutos, foram 1.440 vagas a menos neste ano.

A redução ocorreu em meio à combinação de menos contratações e mais desligamentos. Em agosto do ano passado, Mato Grosso do Sul contabilizou 35.922 admissões e 33.274 demissões. Neste ano, foram 35.084 contratações e 33.876 desligamentos.

Com isso, o Estado teve 838 admissões a menos e 602 desligamentos a mais que no mesmo período do ano passado.

O resultado de agosto foi sustentado principalmente pelo setor de serviços, responsável pela abertura de 1.744 postos de trabalho. O segmento contabilizou 13.458 admissões e 11.714 desligamentos.

A construção também terminou o mês no azul, com saldo de 195 vagas, após registrar 3.950 contratações e 3.755 demissões.

Por outro lado, três dos cinco grandes grupos de atividades econômicas fecharam postos de trabalho no Estado. A indústria teve o pior resultado, com saldo negativo de 325 vagas, seguida pela agropecuária, que perdeu 243 postos, e pelo comércio, com fechamento de 163 vagas.

O cenário contrasta com agosto do ano passado, quando quatro setores apresentaram resultado positivo em Mato Grosso do Sul.

Naquele mês, a construção havia liderado a geração de empregos, com 1.125 novas vagas. A indústria aparecia em seguida, com 587, enquanto serviços criaram 558 postos e o comércio, 535. Somente a agropecuária havia fechado vagas, com saldo negativo de 157.

A mudança mais expressiva ocorreu nos serviços, que passaram de 558 vagas abertas em agosto de 2025 para 1.744 neste ano. Em sentido contrário, a indústria saiu de 587 postos criados para 325 fechados, enquanto o comércio passou de saldo positivo de 535 para negativo de 163.

Mesmo com a desaceleração observada no mês, o estoque de empregos formais em Mato Grosso do Sul chegou a 685.345 vínculos em agosto. No mesmo período de 2025, eram 675.070, diferença de pouco mais de 10 mil vínculos.

Nacional


No cenário nacional, o Brasil abriu 165.827 postos de trabalho com carteira assinada em agosto, conforme o Caged. O número representa alta de 7,2% em relação ao mesmo mês de 2025, quando haviam sido criadas 154.683 vagas, considerando os dados ajustados.

Em relação a julho deste ano, quando foram gerados 58.568 empregos, o saldo avançou 183,1%.

Apesar da melhora mensal e anual, o resultado de agosto foi o segundo mais baixo para o mês desde o início da série do Novo Caged, em 2020, ficando à frente apenas de agosto do ano passado.

No acumulado de janeiro a agosto, o País criou 1.134.033 empregos formais, queda de 25,2% frente aos 1.516.881 postos registrados no mesmo intervalo de 2025.

Diferentemente do resultado sul-mato-grossense, todos os cinco grandes setores tiveram saldo positivo no País em agosto. Serviços lideraram, com 110.346 vagas, seguidos pela construção civil, com 20.848; indústria, com 16.613; comércio, com 16.565; e agropecuária, com 1.452.

O Centro-Oeste criou 8.699 empregos no mês. Entre as cinco regiões brasileiras, o Sudeste apresentou o maior saldo, com 73.167 vagas, seguido pelo Nordeste, com 59.356; Norte, com 13.603; Sul, com 10.850; e Centro-Oeste.

Das 27 unidades da Federação, 24 tiveram saldo positivo. São Paulo liderou, com 42.533 vagas, seguido pelo Rio de Janeiro, com 20.886, e Pernambuco, com 13.428. Rio Grande do Sul (-1.611), Rondônia (-923) e Espírito Santo (-287) foram os únicos com resultado negativo.

O salário médio real de admissão no País ficou em R$ 2.410,74 em agosto, praticamente estável diante de julho e 1,02% acima do registrado no mesmo mês de 2025.

Ao fim de agosto, o Brasil contabilizava 48,2 milhões de trabalhadores com carteira assinada.

**Com informações da Agência Brasil**

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