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EMPREGO

MS cria 1,2 mil empregos em agosto, mas saldo cai 54% em um ano

Serviços sustentaram geração de vagas no Estado, enquanto indústria, agropecuária e comércio fecharam postos de trabalho

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Mato Grosso do Sul criou 1.208 empregos com carteira assinada em agosto deste ano, resultado de 35.084 admissões e 33.876 desligamentos. Apesar do saldo positivo, a geração de vagas perdeu força na comparação com o mesmo mês de 2025, quando o Estado havia aberto 2.648 postos formais.

Os dados são do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Na comparação entre agosto de 2025 e agosto de 2026, o saldo de empregos formais em Mato Grosso do Sul recuou 54,4%. Em números absolutos, foram 1.440 vagas a menos neste ano.

A redução ocorreu em meio à combinação de menos contratações e mais desligamentos. Em agosto do ano passado, Mato Grosso do Sul contabilizou 35.922 admissões e 33.274 demissões. Neste ano, foram 35.084 contratações e 33.876 desligamentos.

Com isso, o Estado teve 838 admissões a menos e 602 desligamentos a mais que no mesmo período do ano passado.

O resultado de agosto foi sustentado principalmente pelo setor de serviços, responsável pela abertura de 1.744 postos de trabalho. O segmento contabilizou 13.458 admissões e 11.714 desligamentos.

A construção também terminou o mês no azul, com saldo de 195 vagas, após registrar 3.950 contratações e 3.755 demissões.

Por outro lado, três dos cinco grandes grupos de atividades econômicas fecharam postos de trabalho no Estado. A indústria teve o pior resultado, com saldo negativo de 325 vagas, seguida pela agropecuária, que perdeu 243 postos, e pelo comércio, com fechamento de 163 vagas.

O cenário contrasta com agosto do ano passado, quando quatro setores apresentaram resultado positivo em Mato Grosso do Sul.

Naquele mês, a construção havia liderado a geração de empregos, com 1.125 novas vagas. A indústria aparecia em seguida, com 587, enquanto serviços criaram 558 postos e o comércio, 535. Somente a agropecuária havia fechado vagas, com saldo negativo de 157.

A mudança mais expressiva ocorreu nos serviços, que passaram de 558 vagas abertas em agosto de 2025 para 1.744 neste ano. Em sentido contrário, a indústria saiu de 587 postos criados para 325 fechados, enquanto o comércio passou de saldo positivo de 535 para negativo de 163.

Mesmo com a desaceleração observada no mês, o estoque de empregos formais em Mato Grosso do Sul chegou a 685.345 vínculos em agosto. No mesmo período de 2025, eram 675.070, diferença de pouco mais de 10 mil vínculos.

Nacional


No cenário nacional, o Brasil abriu 165.827 postos de trabalho com carteira assinada em agosto, conforme o Caged. O número representa alta de 7,2% em relação ao mesmo mês de 2025, quando haviam sido criadas 154.683 vagas, considerando os dados ajustados.

Em relação a julho deste ano, quando foram gerados 58.568 empregos, o saldo avançou 183,1%.

Apesar da melhora mensal e anual, o resultado de agosto foi o segundo mais baixo para o mês desde o início da série do Novo Caged, em 2020, ficando à frente apenas de agosto do ano passado.

No acumulado de janeiro a agosto, o País criou 1.134.033 empregos formais, queda de 25,2% frente aos 1.516.881 postos registrados no mesmo intervalo de 2025.

Diferentemente do resultado sul-mato-grossense, todos os cinco grandes setores tiveram saldo positivo no País em agosto. Serviços lideraram, com 110.346 vagas, seguidos pela construção civil, com 20.848; indústria, com 16.613; comércio, com 16.565; e agropecuária, com 1.452.

O Centro-Oeste criou 8.699 empregos no mês. Entre as cinco regiões brasileiras, o Sudeste apresentou o maior saldo, com 73.167 vagas, seguido pelo Nordeste, com 59.356; Norte, com 13.603; Sul, com 10.850; e Centro-Oeste.

Das 27 unidades da Federação, 24 tiveram saldo positivo. São Paulo liderou, com 42.533 vagas, seguido pelo Rio de Janeiro, com 20.886, e Pernambuco, com 13.428. Rio Grande do Sul (-1.611), Rondônia (-923) e Espírito Santo (-287) foram os únicos com resultado negativo.

O salário médio real de admissão no País ficou em R$ 2.410,74 em agosto, praticamente estável diante de julho e 1,02% acima do registrado no mesmo mês de 2025.

Ao fim de agosto, o Brasil contabilizava 48,2 milhões de trabalhadores com carteira assinada.

**Com informações da Agência Brasil**

CAMPO GRANDE

Idoso morre em acidente entre moto e picape na Avenida Gury Marques

Devido ao forte impacto da batida, o motociclista faleceu ainda no local

30/09/2026 09h45

Colisão aconteceu no cruzamento da Avenida Gury Marques com a rua José Pedrossian

Colisão aconteceu no cruzamento da Avenida Gury Marques com a rua José Pedrossian Reprodução

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Um acidente de trânsito vitimou um idoso, de 67 anos, identificado como Edson Moreira Salles, na manhã desta quarta-feira (30). A vítima conduzia uma motocicleta quando colidiu contra a lateral de uma picape modelo Volkswagen Saveiro, a qual estava uma mulher, de 36 anos.

A colisão foi no cruzamento da Avenida Gury Marques com a rua José Pedrossian, entrada do Bairro Los Angeles, em Campo Grande. Edson trafegava pela avenida quando atingiu a lateral do carro conduzido pela mulher, que estava na Rua José Pedrossian.

O homem pilotava uma moto modelo Yamaha Fazer e, devido ao impacto da batida, morreu no local. Segundo informações preliminares, o condutor não possuía habilitação.

Segundo o Batalhão de Trânsito da Polícia Militar, o motociclista seguia pela preferencial da Avenida Gury Marques quando o carro, vindo da estrada de terra, desrespeitou a sinalização de parada obrigatória, cruzou a pista e foi atingido pela moto.

Equipes do Batalhão de Trânsito, Polícia Civil e Perícia estiveram no local. A motorista da picape foi encaminhada à delegacia para prestar esclarecimentos.

RECOMENDAÇÃO

MPMS cobra prefeitura após denúncia de abandono de plantão médico

Inquérito Civil investiga a regularidade e suficiência do controle eletrônico de frequência dos médicos plantonistas do Hospital Municipal de Sete Quedas

30/09/2026 08h15

Hospital Municipal de Sete Quedas foi alvo de investigações após denúncia de abandono de médicos plantonistas

Hospital Municipal de Sete Quedas foi alvo de investigações após denúncia de abandono de médicos plantonistas Reprodução / A Gazeta do Conesul

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul, por meio  da 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Sete Quedas, recomendou  ao prefeito Erlon Daneluz e ao secretário municipal de saúde, Everton Magdo de Cristo, que, adotem providências para fiscalizar a regularidade de médicos plantonistas do Hospital Municipal em relação ao batimento de ponto de frequência. 

Na 1ª Promotoria de Justiça de Sete Quedas, um inquérito civil foi instaurado para apurar a denúncia sobre suposto abandono de plantão e fiscalizar a regularidade, suficiência e higidez do controle eletrônico de frequência dos médicos que prestam serviços no Hospital Municipal.

Embora a investigatigação tenha demonstrado a implantação do ponto eletrônico biométrico na rotina da unidade hospitalar no final de 2025 e início de 2026, a própria Administração Municipal informou formalmente que ainda inexiste ato normativo específico (Decreto ou Portaria) regulamentando minuciosamente o registro biométrico de frequência para os médicos plantonistas credenciados ou contratados.

O MPMS considera que é necessária a padronização normativa de cláusula expressa e obrigatória nos instrumentos convocatórios (editais de chamamento/credenciamento) e contratuais, estipulando que o registro biométrico diário de ponto em todos os turnos de plantão constitui condição indispensável e indispensável para a fiscalização, ateste da execução, medição, liquidação e regular pagamento dos plantões médicos prestados ao Município.

Recomendações

Diante do exposto, o MPMS recomendouu ao prefeito municipal de Sete Quedas e ao secretário de saúde que, no prazo de 30 dias, editem ato normativo formal (Decreto Municipal ou Portaria Conjunta) que regulamente minuciosamente a rotina de controle eletrônico e registro biométrico de frequência para todos os profissionais médicos plantonistas que atuam no Hospital Municipal, sejam servidores efetivos, comissionados, contratados ou credenciados, prevendo expressamente:

  • as regras e horários de marcação obrigatória de entrada e saída em cada turno de plantão;
  • os procedimentos formais e prazos improrrogáveis para apresentação de justificativas em caso de faltas ou atrasos;
  • e os critérios e fluxos administrativos rigorosos para autorização prévia e homologação de substituições e trocas de plantão junto à Direção Técnica;

Além disso, incluam cláusula expressa, uniforme e padronizada em todos os futuros editais de licitação, credenciamentos, chamamentos públicos e respectivos termos contratuais de prestação de serviços médicos hospitalares, fixando a obrigatoriedade da marcação biométrica de frequência em coletor eletrônico de ponto como condição indispensável e obrigatória para a fiscalização, o ateste da execução funcional, a liquidação e o regular pagamento das contraprestações pecuniárias.

Por fim, o Ministério Público recomenda que o Executivo e a Secretaria de Saúde assegurem a fiscalização rotineira, contínua e documental pela Direção Clínica e Técnica e pela Gerência Administrativa do Hospital Municipal de Sete Quedas sobre o cumprimento das escalas médicas e batimentos biométricos, procedendo à recusa remuneratória automática e proporcional nos casos em que se verificar ausência injustificada de prestação de serviços ou descumprimento injustificado do controle de ponto biométrico.

Os responsáveis terão o prazo de 20 dias úteis, contados do recebimento da recomendação, para informar expressamente e por escrito a Promotoria de Justiça sobre o acolhimento da manifestação e as medidas concretas adotadas ou em cronograma de execução.

A inobservância injustificada dos termos da presente recomendação poderá causar a adoção de medidas judiciais e extrajudiciais cabíveis do Ministério Público, notadamente para a responsabilização cível, por improbidade administrativa ou tutela ressarcitória do erário público, em virtude da caracterização de omissão ilícita e de conduta contrária aos princípios da Administração Pública.

O MPMS ainda requisitou a ampla divulgação e afixação de cópia integral da recomendação no mural oficial do Hospital Municipal de Sete Quedas e nas dependências da Secretaria de Saúde, em local visível ao público e aos profissionais da unidade de saúde, para amplo conhecimento geral.

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