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Falta de servidores atrasa o cálculo da nova tarifa de ônibus

Segundo Agência de Regulação de Campo Grande, demissões de comissionados feitas pela prefeita Adriane Lopes, no fim do ano passado, afetaram a autarquia

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Entre os 2,7 mil servidores da Prefeitura de Campo Grande que foram exonerados (1,5 mil comissionados e 1,2 mil concursados que tinham cargos de chefia), no fim do ano passado, estavam funcionários da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos (Agereg).

Por causa disso, a autarquia alega dificuldade para realizar o cálculo da nova tarifa técnica do transporte coletivo da Capital.

De acordo com o diretor-presidente da Agereg, Odilon de Oliveira Júnior, a autarquia está com o quadro de servidores prejudicado e que os funcionários que lá estão não teriam condição de fazer o cálculo da nova passagem de ônibus por ser um número complicado de se obter.

“Estou só com concursados, praticamente. Acredito que este mês nós devemos ter este número, mas preciso dos servidores para fazer estes cálculos, não é um cálculo simples”, afirmou Oliveira ao Correio do Estado.

O Consórcio Guaicurus, concessionária responsável pelo transporte coletivo e urbano da Capital, espera, no entanto, que até o dia 17 deste mês, que será uma terça-feira, a prefeitura já decrete a nova tarifa do transporte coletivo, já que este reajuste já deveria ter sido feito em outubro do ano passado, conforme diz o contrato de concessão.

“A data-base era outubro, mas como a prefeitura tem observado essa data de 17 de janeiro, nós entendemos por essa data, mas a data contratual é 25 de outubro. Esperamos que a prefeitura vá cumprir até 17 [o reajuste da passagem]”, disse o presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende.

Já o diretor-presidente da Agência de Regulação não garante que em uma semana a nova tarifa pode ser decretada. Isso porque ele ainda espera que os servidores sejam nomeados para completar o quadro da Pasta.

“Eu não estou ciente de nenhuma data, mas, assim que for definida [a nova tarifa técnica], ela precisa passar pelo Conselho de Regulação, para só então ser publicada”, explicou Oliveira.

NOVO VALOR

O cálculo da nova tarifa do transporte coletivo é feito em todos os fins de ano e deveria ser decretado sempre em outubro, entretanto, há anos o novo valor tem sido deixado para dezembro.

No entanto, a última tarifa do transporte público foi decretada apenas no dia 17 de janeiro de 2022 porque o ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad (PSD) prolongou as conversas com a concessionária, o que postergou a decretação do valor.

Este cálculo é feito todos os anos pela Agereg e discutido com a Prefeitura de Campo Grande que nem sempre decreta o valor estabelecido por meio dos cálculos fornecidos por sua autarquia.

No ano passado, por exemplo, apesar de a agência apontar que o valor seria de R$ 5,15, a passagem que foi decretada foi de R$ 4,40.

Conforme o contrato de concessão, são levados em consideração para o cálculo o porcentual do acumulado da inflação no período, o valor do óleo diesel, o índice de passageiros por quilômetro, o valor gasto pela concessionária com seus trabalhadores e também com a manutenção dos carros que integram a frota.

DEMISSÕES

As exonerações em massa foram publicadas no dia 30 de dezembro de 2022, com exceção dos secretários de primeiro escalão e nomes do segundo escalão da prefeitura.

Os servidores em cargo de comissão de direção, chefia e assessoramento foram demitidos, com validade a partir de 1° de janeiro deste ano. A conduta é de praxe no fim de ano, tanto pelas prefeituras quanto pelo governo do Estado.

No Poder Executivo municipal, foram preservados os que estão nas funções de secretário-adjunto, controlador-geral-adjunto, diretor-adjunto, diretor-geral da Subsecretaria de Gestão e Projetos Estratégicos, diretor-adjunto escolar e justamente o diretor-executivo da Agência de Regulação dos Serviços Públicos.

AUMENTO

Cálculo apresentado no ano passado pela Agereg em reunião com o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) mostrava que a passagem de ônibus poderia chegar a quase R$ 8,00.

Conforme o Consórcio Guaicurus, a tarifa ideal, chamada de técnica, seria de R$ 7,80, porém, o diretor-presidente da Agereg afirmou que esse valor deve ser corrigido agora, uma vez que alguns números já foram alterados.

“Aquele valor da reunião com o Tribunal [de Contas] não é o mesmo, e nele também tínhamos colocado o cálculo do acréscimo que deve ser feito de sete em sete anos, mas a tarifa técnica ainda não está definida, precisamos discutir se vamos acrescentar esse aumento [de sete em sete anos] no cálculo”, finaliza Oliveira.

A reportagem entrou em contato com a prefeitura para saber sobre a data do anúncio da nova tarifa, mas até o fechamento desta matéria não obteve resposta.

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disputa

Um ano após 100% de reprovação, MPMS aprova três por vaga

No concurso do ano passado, nenhum concorrente havia sido aprovado na bateria de cinco provas escritas. Agora, a relação dos aprovados tem 23 nomes e são apenas 8 vagas

24/10/2026 09h27

Abertura do resultado das provas escritas aconteceu durante sessão pública na última quinta-feira

Abertura do resultado das provas escritas aconteceu durante sessão pública na última quinta-feira

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Pouco mais de um ano depois de reprovar todos os concorrentes na prova escrita do trigésimo concurso para promotor substituto do Ministério Público de Mato Grosso do Sul, os examinadores foram mais flexíveis desta vez e aprovaram três candidatos por vaga oferecida na edição de 2026 do concurso da instituição, conforme resultado preliminar publicado no diário oficial de segunda-feira (26) e que já está disponível neste sábado (24).

No total, 23 candidatos foram aprovados. Porém, este número ainda pode sofrer alterações, uma vez que os reprovados podem recorrer, entre os dias 26 e 30 de outubro. No ano passado, quando todos havia sido reprovados na divulgação do resultado preliminar, nove candidatos conseguiram melhorar suas notas e todos acabaram sendo aprovados e já estão trabalhando na instituição. Naquele ano haviam sido oferecidas dez vagas.

Na atual edição, a trigésima primeira, o número de vagas caiu para oito. Uma é reservada a pessoa com de deficiência e duas, para negros. Somente um candidato que disputava a vaga destinada a PCD segue na disputa. Mas, mesmo que não estivesse disputando vaga especial o candidato estaria na lista dos aprovados, já que obteve média superior a seis. Dentre os demais aprovados, a publicação não especifica quais ou quantos seguem no páreo para as vagas destinados a negros.

No começo da disputa houve 1.364 inscrições, uma redução de 32% na comparação com as 2003 participações do concurso do ano anterior. Uma das possíveis explicações para a queda no interesse é a determinação do STF que limitou o pagamento de supersalários a juízes e promotores.

Conforme esta determinação, promotor nenhum pode receber acima de R$ 71,2 mil mensais em Mato Grosso do sul, já incluídos os chamados penduricalhos. Antes disso, em média, a categoria recebia R$ 150 mil mensais, mesmo valor médio dos magistrados estaduais.

Conforme o edital, o salário inicial daqueles que forem chamados para assumir o cargo será de R$ 33.988,99. Após os descontos, o rendimento líquido cai para R$ 25,5 mil. Mas, ele já passa a ter direito a R$ 3,4 mil relativos à chamada Parcela de Valorização por Tempo de Antiguidade na Carreira e outros R$ 11,9 mil de gratificação por acúmulo de função.

Alguns deles, conforme o site da transparência do Ministério Público, ainda recebem R$ 6,8 mil a título de remuneração eventual. Ou seja, praticamente todos eles obtém salário líquido da ordem de R$ 45 mil mensais já no início da carreira.

As chamas provas preambulares do concurso foram realizadas no dia 17 de maio e somente 214 dos 1,3 mil inscritos conseguiram passar para as fases seguintes.

Agora, os 23 que seguem na disputa precisam fazer uma nova inscrição, de 26 de outubro a 10 de novembro, e passar por avaliação psicotécnica; investigação social sigilosa; provas orais; prova de títulos; e exame de sanidade física e mental, o que ainda pode alterar a sequência da classificação e garantir uma possível convocação, já que o número de aprovados é superior à quantidade de vagas. 

Na classificação atual, o primeiro colocado é João Victor de Jesus Leite, que atua como delegado da Polícia Civil de Minas Gerais, na região de Brumadinho. Em segundo lugar nesta relação aparece Melina Mie Moreira Suga, que atua como servidora concursada no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) em Mato Grosso do Sul.

Para serem aprovados, a média das cinco provas necessariamente previsava estar acima de seis. Porém, se o candidato recebeu nota inferior a cinco em alguma das provas, automaticamente era eliminado, como foi o caso de três dos concorrentes. E são justamente estes que têm maior chance de reverter a classificação e entrar para a lista dos aprovados. 

AUDIÊNCIA PÚBLICA

A divulgação das notas ocorreu durante a sessão pública no auditório Doutor Nereu Aristides Marques, na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Campo Grande, na última quinta-feira (22)

Na abertura dos trabalhos, o Procurador-Geral de Justiça e presidente da Comissão de Concurso, Romão Avila Milhan Junior, agradeceu aos examinadores, à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), à Fundação de Apoio à Pesquisa, ao Ensino e à Cultura (Fapec) e a todos os profissionais envolvidos na organização do certame, destacando o trabalho realizado para a realização da etapa de identificação das provas.

O Procurador-Geral também explicou os procedimentos adotados durante a sessão. Conforme previsto, a identificação seguiu a ordem dos grupos de provas. Inicialmente, a Comissão de Concurso verificou a inviolabilidade dos lacres dos malotes.

Na sequência, os volumes foram abertos para a identificação das provas. O procedimento foi conduzido pela comissão, com acompanhamento da assessoria de cerimonial da instituição, enquanto os envolvidos realizaram a leitura dos códigos e dos nomes dos candidatos.

Acidente Fatal

Motociclista morre após bater em caçamba e árvore em MS

Mulher de 38 anos perdeu o controle da motocicleta ao passar por um quebra-molas; vítima chegou a ser socorrida, mas morreu durante a madrugada no Hospital da Vida

24/10/2026 09h10

Letícia da Silva Machuca, de 38 anos, morreu após sofrer um acidente de motocicleta na noite de sexta-feira (23), em Dourados.

Letícia da Silva Machuca, de 38 anos, morreu após sofrer um acidente de motocicleta na noite de sexta-feira (23), em Dourados. Foto: Reprodução Dourados Agora.

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Uma mulher de 38 anos morreu na madrugada deste sábado (24), após sofrer um grave acidente de motocicleta em Dourados. A vítima, identificada como Letícia da Silva Machuca, chegou a receber atendimento médico, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.

O acidente aconteceu na noite de sexta-feira (23) por volta das 23h, nas proximidades da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB). Conforme as informações, Letícia conduzia uma motocicleta quando perdeu o controle da direção ao passar por um quebra-molas.

Na sequência, a motociclista acabou atingindo uma caçamba utilizada para o depósito de entulhos e, posteriormente, colidiu contra uma árvore. Com o impacto, a mulher sofreu ferimentos graves e precisou ser socorrida.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e prestou os primeiros socorros à vítima, que foi encaminhada ao Hospital da Vida, unidade de referência no atendimento de urgência e emergência em Dourados.

Apesar dos esforços da equipe médica, a motociclista não resistiu aos ferimentos e teve a morte confirmada durante a madrugada deste sábado.

As circunstâncias que levaram à perda de controle da motocicleta e à sequência de colisões deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.

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